Marcel Van, um Servo de Deus contemporâneo a nós

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014




Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! No nosso grupo de oração, decidimos aceitar o conselho da Ir. Emmanuel e tomar um santo para acompanhar cada um de nós durante todo este ano de 2014. Como ela explica, na verdade é o santo que nos escolhe (cf. http://www.nossasenhorademedjugorje.com/2014/01/um-companheiro-caído-do-ceu.html). Um dos participantes do grupo tirou o bilhetinho com o nome do  Servo de Deus Marcel Van  um jovem religioso redentorista  e logo exclamou: “Eu não o conheço”. Na verdade, todos nós conhecíamos muito pouco sobre ele, praticamente só o que está no livro “O Menino Escondido”, em que Ir. Emmanuel relata algumas das conversas que Marcel, durante sua infância, travou com o Menino Jesus.
Resolvemos pesquisar e os resultados foram surpreendentes! Neste jovem vietnamita, morto de esgotamento num campo de concentração no Vietnã do Norte, no dia 10 de julho de 1959, aos 31 anos de idade, encontramos uma alma mística que viveu profunda e heroicamente o amor a Deus e ao próximo, na espiritualidade de Santa Teresinha.
Quis a Providência Divina que o padre Boucher fosse o diretor espiritual de Marcel Van. Este dedicado sacerdote passou mais de vinte e cinco anos traduzindo, do vietnamita para o francês, os escritos deixados pelo irmãozinho.
Ao apresentar os “Colóquios”, livro em que estão registradas as conversas do Irmão Marcel com Jesus, Maria e Santa Teresinha do Menino Jesus, conhecidos graças ao livro do padre Marie-Michel “O amor me conhece”, escreve o Padre Antônio Boucher:
 “Na qualidade de mestre de noviços e conselheiro espiritual, testemunho que vivi, dia após dia, junto ao Irmão Marcel, todos os acontecimentos e pequenos feitos contados nos papeizinhos que me entregava regularmente cada semana. Ao ler aqueles textos, pressentia que aquele irmãozinho, a quem Jesus, Maria e Teresinha conduziam pela mão, teria um papel a desempenhar na Igreja e no mundo. Por isso, sentia-me como que obrigado a não deixar que nada se perdesse do tesouro que tinha debaixo de meus olhos, nas minhas mãos, e diante do meu coração. Reconheço que o Irmão Marcel me ensinou muito mais sobre a vida espiritual do que eu a ele”.
Antes de passar aos seus escritos, gostaria de fazer uma breve apresentação desta alma tão sublime e que viveu perfeitamente o amor num ambiente de ódio e de perseguição aos cristãos. Este jovem redentorista ofereceu-se como voluntário para ir para Hanói  capital do Vietnã do Norte, país que ficara sob regime comunista  quando todos fugiam de lá. Declarou: “Nada me pode retirar a arma do Amor… Decido ir, para que haja alguém que ame a Deus no meio dos comunistas… A minha morte tornar-se-á vida para muitos. A minha morte marcará o início da paz para o Vietnã.” 

Seguem abaixo trechos preciosos dos escritos do Servo de Deus Marcel Van:
“Comecei meu noviciado e, a partir desse dia, Jesus, como companheiro de viagem, não cessou de caminhar comigo até o fim deste ano de prova. Durante este tempo o senhor sabe muito bem, Padre, quais foram os meus sentimentos e as transformações operadas em minha alma, porque já me escutou contar-lhe isso, e penso que não preciso dar mais explicações. Sim, realmente Jesus-Marcel e Marcel-Jesus são dois nomes que se fazem um, e o senhor, Padre, foi testemunha desta união desde o princípio. Então, já a conhece,  e penso inclusive que a conhece melhor do que eu” (Autobiografia).
A ascensão espiritual de Marcel Van começou na noite de Natal de 1940 quando, aos doze anos, descobriu o caminho que o Senhor lhe propunha:
“O sentido misterioso do sofrimento me escapa. Deus me fez compreender que o sofrimento é Sua santa e misteriosa vontade, é o presente do Amor”.
Passemos a alguns trechos dos “Colóquios”:
Jesus: “Meu filho, agora te recomendo isto: nunca tenhas medo de teu diretor espiritual... Teu diretor é como o vínculo que une estreitamente teu amor ao meu... Não temas ter que manifestar-lhe tudo que se passa em ti, e inclusive meu amor por ti” (agosto de 1945).
“Tua formação para a humildade não é tua, é do teu diretor. Da mesma forma como estás unido comigo, deves estar unido também com ele... Teu diretor sou Eu mesmo, é o Meu Espírito. A única coisa que tens que fazer é esquecer-te de ti mesmo para aceitar as decisões de Meu Espírito. Eis aqui o que é a humildade” (outubro de 1945).
Terminemos por hoje, rezando com o Servo de Deus Marcel Van:
Senhor Jesus, bem-amado, bem sabes que Teu pequeno vietnamita tem sede de verdade e anela somente pela paz. Por isso, Senhor, nos refugiamos em Ti, Deus de verdade e fonte de Paz. Não nos abandones, mas, por Tua misericórdia, salva-nos e protege-nos com Tua mão poderosa. Concede-nos sempre a Paz, tua verdadeira Paz, para que, diante de Teus doces olhos, sejamos achados dignos de ser chamados filhos bem-amados do Rei de Amor, Jesus. Afasta tudo aquilo que prejudica nossos bons costumes. Salva-nos dos inimigos mais cruéis: nossos pecados. E, por fim, que cheguemos a ser um reino de Teu Amor. Tu, que és o Rei eterno que reina pelos séculos dos séculos. Amém.
Esta oração foi escrita pelo Irmão Marcel para sua irmã Ana Maria Ten, antes que ela ingressasse nas redentoristas de Québec, em 1954.
Se vocês quiserem conhecer mais sobre este Servo de Deus dos nossos dias, semana que vem podemos continuar nossa pesquisa-oração.


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