A IGREJA CATÓLICA : FUNDADA POR CRISTO, DESEJADA POR CRISTO, AMADA POR CRISTO - LITURGIA DIÁRIA , 22 DE JANEIRO DE 2014

terça-feira, 21 de janeiro de 2014


A IGREJA CATÓLICA : FUNDADA POR CRISTO, DESEJADA POR CRISTO, AMADA POR CRISTO

A Igreja, presente no plano eterno de Deus antes da fundação do mundo, fundada por Cristo, desejada por Cristo, amada por Cristo é peregrina; caminha na história. Isto faz parte da sua essência, pois que ela é continuadora e testemunha da obra salvífica de Deus que, sendo eterno e imutável, entrou no tempo dos homens, primeiro na história de Israel, o Povo eleito da Antiga Aliança e, na plenitude dos tempos, de modo pleno, em Jesus Cristo, Cabeça e princípio da Igreja e Salvador da humanidade. O Senhor Jesus veio instaurar o Reino de Deus e por isso e para isso fundou a Sua Igreja. A verdade de Deus, transmitida na Tradição apostólica, é imutável, mas vai sendo compreendida cada vez mais, cada vez melhor, cada vez de modo mais abrangente pela Igreja através do tempo. Não há como fugir disso: a temporalidade, a progressão, é inerente ao homem! Como também as limitações da cultura de cada tempo e civilização. E a Igreja, portadora da eternidade que entrou no tempo, vai peregrinando, vai compreendendo sempre mais e melhor nos caminhos da história; assim vai exprimindo sempre a mesma Verdade – que não é simplesmente uma teoria humana ou uma doutrina deste mundo, mas uma Pessoa: Jesus Cristo – de modos novos e com palavras novas. Mas, ela não precisa temer! Cristo lhe prometeu: “Eu estarei convosco até o fim dos tempos!”

Prometeu-lhe também o “Espírito da Verdade”, que haverá sempre de conduzir adiante a sua Igreja, até a Verdade plena, pois testemunhará sempre Jesus e Sua salvação: “Ele tomará do que é Meu e vo-lo anunciará!” Por isso a Igreja sabe que nunca poderá errar na sua profissão de fé. Essa profissão não é um velho baú, cheio de verdades teóricas enferrujadas, mas, ao invés, é a viva Tradição apostólica, sempre interpretada de novo sob a guia do Espírito Santo, suscitando sempre novos desafios ante os desafios de cada época, de modo que, cada geração eclesial pode ter certeza de permanecer na mesma fé, sempre igual e sempre nova. E para que a guarda da verdadeira fé e o modo de interpretá-la e transmiti-la fosse autêntico, sem cair nos delírios dos avançados nem no medo e no apego doentio a uma segurança do passado, própria dos atrasados, Cristo dotou a Sua Igreja de um Magistério, formado pelo Papa, Sucessor de Pedro, e pelos Bispos em comunhão com ele, sucessores dos Apóstolos. Somente eles têm a autoridade dada pelo Cristo e confirmada pelo Espírito de interpretar retamente a fé da Igreja. Num mundo confuso, numa Igreja batida por tantas ondas, quando Satanás tenta seduzir a tantos, a humilde comunhão com os pastores reais que o Cristo real colocou à frente do rebanho, é a mais decisiva garantia de que estamos seguros na verdadeira fé. Que Deus nos conserve, caro Amigo, neste caminho! As portas do inferno não prevalecerão! Mantenhamos-nos fiéis ao sagrado Magistério da Igreja e estaremos na verdadeira fé católica!

A QUEM INTERESSAR POSSA – PARTE I :  Tudo quanto o Pai pensou desde a criação e preparou na antiga aliança, encontra em Cristo sua realização. Daqui nasce a Igreja: ela está em função do cumprimento das promessas do Senhor Deus, realizadas em Cristo Jesus nosso Senhor. É Cristo, portanto, Quem realiza o desígnio do Pai, reunindo os homens na única família de Deus, que o Pai concebeu desde a eternidade. Assim, o Senhor Jesus inaugurou na terra o Reino de Deus, do qual a Igreja é presença em mistério, ao mesmo tempo revelando-o e escondendo-o (cf. Lumen Gentium 3). Uma percepção comum a todos os cristãos, de todas as denominações, de todos os tempos, é que onde exista uma comunidade de cristãos organizados como Igreja, essa é convicta de provir do próprio Jesus crucificado e ressuscitado. A Igreja jamais se pensa como sendo sua própria causa, fundada por si mesma! Aliás, uma Igreja autofundada não seria a Igreja de Cristo e muito menos poderia ser ministra da salvação. Seria algo absolutamente inútil – uma mentira! Engendrada eternamente no coração amoroso do Pai, a Comunidade ecleisal “foi fundada nos últimos tempos” (Lumen Gentium 2; cf. LG 5) por Jesus Cristo. Mas, qual o significado desta afirmação? Hoje, alguns estudiosos, inspirados em teoria unilaterais do século XIX, rejeitam que Jesus tenha fundado uma Igreja, já que Sua preocupação seria o Reino. Segundo esta corrente de opinião, a Igreja seria uma realidade eminentemente pós-pascal, a ser interpretada do ponto de vista meramente histórico e sociológico. Não deixa, ainda hoje, de ter adeptos a máxima tanto famosa quanto unilateral e irreal: Jesus anunciou o Reino e o que veio foi a Igreja!

A QUEM INTERESSAR POSSA – PARTE II - Aliás, basta recordar quatro aspectos do ministério e da pregação de Jesus: (1) Jesus tem consciência de ser o Messias, aquele mesmo que, segundo os textos do Antigo Testamento, deveria constituir um Israel renovado, a serviço do Reinado de Deus. Atenção: objetivo final é o Reinado de Deus no coração dos homens e do mundo, mas o meio para isto é a constituição de um novo Israel, um novo Povo de Deus, a Igreja

(2) Por isso mesmo Jesus nosso Senhor escolheu Doze apóstolos. Doze é o número dos patriarcas do Povo de Israel. Ao escolher Doze o Senhor deixa claro que veio constituir um novo Israel, um novo Povo de Deus, que é a Igreja, que Ele mesmo confiou a Pedro e aos Doze colegialmente

(3) Várias das parábolas do Reino exprimem tal realidade: o Reino é uma realidade que Jesus inaugurou com a Sua santa vinda, mas deve desenvolver-se no tempo como o grão de mostarda que cresce, como o fermento que leveda a massa, como a rede jogada no mar que é puxada pouco a pouco. Assim é o Reino: demandará um tempo indeterminado, impossível de ser calculado, entre a primeira e a segunda Vinda do Senhor nosso Jesus Cristo


(4) A instituição da Eucaristia, que o Senhor mandou que os Seus celebrassem até a Sua Vinda. A própria Eucaristia supõe e pressupõe o tempo da Igreja, tempo no qual o Senhor não estará fisicamente com os Seus, mas com eles estará sacramentalmente no memorial eucarístico. Assim, Jesus pensou na Igreja e a fundou, dando-lhe como penhor o Sacrifico eucarístico. Por isso, a palavra das Escrituras é clara e exprime a verdade de Deus: “Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela!” (Ef 5,2). Esta é a nossa fé, nosso consolo, nossa alegria de nascer e morrer no regaço da Mãe católica que a todos nos gerou para o Cristo, seu amado Esposo. Que nada nem ninguém nos tire a alegria e a simplicidade da verdadeira fé! – [DOM HENRIQUE SOARES DA COSTA]

LITURGIA DO DIA 22 DE JANEIRO DE 2014

PRIMEIRA LEITURA (1SM 17,32-33.37.40-51)

LEITURA DO PRIMEIRO LIVRO DE SAMUEL - Naqueles dias, 32Davi foi conduzido a Saul e lhe disse: “Ninguém desanime por causa desse filisteu! Eu, teu servo, lutarei contra ele”. 33Mas Saul ponderou: “Não poderás enfrentar esse filisteu, pois tu és só ainda um jovem, e ele é um homem de guerra desde a sua mocidade”. 37Davi respondeu: “O Senhor me livrou das garras do leão e das garras do urso. Ele me salvará também das mãos deste filisteu”. Então Saul disse a Davi: “Vai, e que o Senhor esteja contigo”. 40Em seguida, tomou o seu cajado, escolheu no regato cinco pedras bem lisas e colocou-as no seu alforje de pastor, que lhe servia de bolsa para guardar pedras. Depois, com a sua funda na mão, avançou contra o filisteu. 41Este, que se vinha aproximando mais e mais, precedido do seu escudeiro, 42quando pode ver bem Davi desprezou-o, porque era muito jovem, ruivo e de bela aparência. 43E lhe disse: “Sou por acaso um cão, para vires a mim com um cajado?” E o filisteu amaldiçoou Davi em nome de seus deuses. 44E acrescentou: “Vem, e eu darei a tua carne às aves do céu e aos animais da terra!” 45Davi respondeu: “Tu vens a mim com espada, lança e escudo; eu, porém, vou a ti em nome do Senhor Todo-poderoso, o Deus dos exércitos de Israel que tu insultaste! 46Hoje mesmo, o Senhor te entregará em minhas mãos, e te abaterei e te cortarei a cabeça, e darei o teu cadáver e os cadáveres do exército dos filisteus às aves do céu e aos animais da terra, para que toda a terra saiba que há um Deus em Israel. 47E toda este multidão de homens conhecerá que não é pela espada nem pela lança que o Senhor concede a vitória; porque o Senhor é o árbitro da guerra, e ele vos entregará em nossas mãos”. 48Logo que o filisteu avançou e marchou em direção a Davi, este saiu das linhas de formação e correu ao encontro do filisteu. 49Davi meteu, então, a mão no alforje, apanhou uma pedra e arremessou-a com a funda, atingindo o filisteu na fronte com tanta força, que a pedra se encravou na sua testa e o gigante tombou com o rosto em terra. 50E assim Davi venceu o filisteu, ferindo-o de morte com uma funda e uma pedra. E, como não tinha espada na mão, 51correu para o filisteu, chegou junto dele, arrancou-lhe a espada da bainha e acabou de matá-lo, cortando-lhe a cabeça. Vendo morto o seu guerreiro mais valente, os filisteus fugiram - Palavra do Senhor
SALMO RESPONSORIAL (SL 143)

BENDITO SEJA O SENHOR, MEU ROCHEDO!

— Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que adestrou minhas mãos para a luta, e os meus dedos treinou para a guerra!

— Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; É meu escudo: é nele que espero, ele submete as nações a meus pés.

— Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, nas dez cordas da harpa e louvar-vos, a vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi

EVANGELHO (MC 3,1-6)

PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO + SEGUNDO MARCOS - Naquele tempo,1Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” 4E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. 5Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração. E disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo - Palavra da Salvação


MENSAGEM DE NOSSA SENHORA EM MEDJUGORJE - "Queridos filhos! A fim de que vocês sejam capazes de serem meus apóstolos e de serem capazes de ajudar todos aqueles que estão nas trevas, para virem a conhecer a luz do amor de meu Filho, vocês precisam ter um coração puro e humilde .Vocês não podem ajudar o meu Filho nascer e reinar nos corações daqueles que não O conhecem, se Ele não reinar - se Ele não for o Rei - em seus corações. Eu estou com vocês e estou caminhando com vocês como uma mãe. Estou batendo em seus corações. Eles não podem se abrir, porque não são humildes. Eu estou rezando , e vocês meus amados filhos também rezem, para que vocês possam ser capazes de abrir o seu coração puro e humilde para o meu Filho e para receber os dons que Ele vos prometeu. Então, vocês serão guiados pelo amor e pela força de meu Filho . Então, vocês serão meus apóstolos que em todos os lugares ao seu redor espalham os frutos do amor de Deus. Meu Filho vai agir dentro de vocês e através de vocês , porque vocês serão "um" com Ele. Meu coração maternal anseia por isso - pela unidade de todos os meus filhos - através do meu Filho, com grande amor eu vos abençôo, e rezo por aqueles que foram escolhidos pelo meu Filho - pelos seus pastores. Obrigada" – MENSAGEM DO DIA 02 DE JANEIRO DE 2014


São VicenteA IGREJA CELEBRA HOJE , SÃO VICENTE - Um santo amado e citado por muitos santos, como Santo Agostinho, Santo Ambrósio, São Prudêncio e outros que trouxeram à tona o testemunho desse grande diácono e mártir da Igreja. Nasceu na Espanha, em Huesca, no século terceiro. De uma família muito distinta e conhecida por todos, ele escolheu ser cristão e, assim, viver a santidade. Vicente viveu num período muito difícil da Igreja. Um tempo em que Diocleciano e Maximiano – imperadores –, começaram a perseguir os cristãos e forçar muitos a se declararem a favor dos deuses; caso contrário, seriam martirizados. O santo de hoje foi um dos que fez a opção por Jesus. Ele era um grande pregador da Palavra, mais do que isso, buscava viver a Palavra que pregava, esta que é, antes de tudo, Cristo Jesus, o Santo dos Santos, o nosso modelo, o nosso Senhor e Salvador. Diante das ameaças do governador Darciano, ele não recusou a se dizer cristão e fiel ao Senhor. Os tormentos o perseguiram. Foi um martírio lento, sempre com o objetivo de vencê-lo para que Darciano se desse como herói diante do Cristianismo, mas também com o objetivo de levar São Vicente a renunciar a própria fé, a sacrificar aos deuses. Fiel a Deus e sustentado pela oração, diante de si ele tinha o seu grande amor: Deus. Sendo assim, ele for martirizado aos poucos, até mesmo levado à grelha, tendo seu corpo dilacerado, jogado numa prisão e, por fim, Darciano deixou-o num leito pedindo que cuidassem dele. Ali, sim, ele foi visitado por outros cristãos e entregou-se a Deus. São Vicente tornou-se modelo para todos os cristãos e também padroeiro principal do patriarcado de Lisboa e também da diocese de Faro. São Vicente, rogai por nós!

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