A SANTA IRA DE SÃO JOÃO MARIA VIANNEY SOBRE O PECADO - LITURGIA DIÁRIA , 10 DE OUTUBRO DE 2013

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A SANTA IRA DE SÃO JOÃO MARIA VIANNEY SOBRE O PECADO

O Pecado é o verdugo do bom Deus e o assassino da alma. É ele que nos arranca do céu para nos precipitar  no inferno . E nós o amamos ! ... que loucura ! Se pensássemos bem nisto, teríamos tão vivo horror do pecado, que não poderíamos cometê-lo . Ó meus filhos, como somos ingratos! O bom Deus quer fazer-nos felizes, e nós não o queremos! Desviamo-nos dele e nos damos ao demônio ! Fugimos ao nosso amigo e buscamos o nosso carrasco  ... Cometemos o pecado; afundamo-nos na lama. Uma vez metidos nesse lamaçal, não sabemos mais sair dele. Se estivesse nisso a nossa riqueza, nós bem saberíamos safar-nos desse mau passo; mas porque vai nisso só a  nossa alma, nós ficamos no lamaçal...Que nos fez o bom Deus, para o afligirmos assim, e mesmo, num sentido, para o fazermos morrer de novo, a ele, que nos resgatou do inferno? Seria mister que todos os pecadores, quando vão aos seus prazeres culposos encontrassem no caminho, como São Pedro, a Nosso Senhor, que lhe disse: "Eu vou a esse lugar onde tu mesmo vais, para ser nele crucificado de novo" . Talvez isso os fizesse refletir . Oh! como somos insensatos! Empregamos em nos perdermos um tempo que Deus nos proporcionou para nos salvarmos. fazemos-lhe guerra com os meios que ele nos deu para o servirmos ! ...Não é uma verdadeira loucura podermos saborear desde esta vida as alegrias do céu, unindo-nos a Deus pelo amor, e nos querer-nos tornar dignos do inferno ligando-nos com o demônio?... Não se pode compreender bastante esta loucura; não se pode chorá-la bastante

Era 1827 e as multidões que chegavam à aldeia de Ars vinham de toda parte. A fama do Padre Vianney já havia se espalhado pelos quatro cantos da França. Barões, clérigos, camponeses, curiosos; todos queriam conhecer aquela figura a qual tinham por santo. Um médico, tomado pelas intrigas dos colegas, decidira visitar o sacerdote, a fim de confirmar suas injustas suspeitas. De volta à capital, Paris, não pôde dizer aos amigos outra coisa sobre o pobre cura senão: "eu vi Deus num homem" . A santidade de João Maria Vianney causava constrangimentos. Apegado desde cedo à oração , agia em tudo conforme à vontade divina, fazendo de sua vida um perpétuo louvor a Deus. Tinha um fervor imensurável. Passava horas à frente do sacrário, gastando-se em severas penitências e na meditação dos santos mistérios: "O meu terço vale mais que mil sermões". Por isso, não poupou esforços no combate às blasfêmias e à libertinagem. Era o zelo pela casa do Pai que o consumia . Os primeiros anos de Vianney em Ars foram de grandes desafios. A pequena aldeia estava atolada no indiferentismo. Trabalhava-se no domingo, blasfemava-se no campo, a falta de modéstia e os divertimentos profanos reinavam no coração daquela gente. A situação era desesperadora. E para uma alma apaixonada como a do Cura D'Ars, assistir àquele espetáculo de imoralidades era como ver a Cristo sendo crucificado. Com efeito, tratou logo de agir

Sem fazer concessões, apressou-se em instruir os mais novos na catequese e nas práticas piedosas. Vianney estava convencido de que a ignorância religiosa era a causa de todos os males : "Este pecado condenará mais almas do que todos os outros juntos, porque uma pessoa ignorante quando peca não conhece nem o mal que faz, nem o bem que perde". Do alto do púlpito, atacava a todos pulmões as tabernas e o trabalho no domingo. Começava uma guerra sem tréguas, e o santo não iria recuar enquanto não visse a sua paróquia, de joelhos, diante do Senhor ."Ah! Os taberneiros, o demônio não os importuna muito, pelo contrário, despreza-os e cospe-lhes em cima" . Com essas palavras, o humilde cura fustigava a bebedeira, para desespero daqueles que se lançavam a tão vergonhoso vício. E assim também procedia com o trabalho nos dias de guarda. "Se perguntássemos aos que trabalham nos domingos : 'Que acabais de fazer?' - repreendia o Cura D'Ars - "eles bem poderiam responder: 'Acabamos de vender a nossa alma ao Demônio e de crucificar a Nosso Senhor… Estamos no caminho do inferno" . Pouco a pouco, as blasfêmias foram desaparecendo e as tabernas se fechando. Pesava-lhes a maldição de um homem santo . "Vós vereis, profetizava, vereis arruinados todos aqueles que aqui abrirem tabernas". Mas um derradeiro combate ainda estava por vir

Em 1823, erguia-se na pequena paróquia de Ars uma segunda capela. Atendendo à vontade do pároco, ela seria dedicada a São João Batista, santo que tomara por patrono no dia de sua Confirmação. A cerimônia de inauguração foi de grande júbilo. Contudo, para os amantes dos prazeres profanos, motivo de despeito. Vianney mandara esculpir no arco do pequeno . oratório a seguinte inscrição: "A sua cabeça foi o preço de uma dança". Uma alusão ao martírio de São João Batista e uma clara reprimenda aos bailes . A luta de Vianney contra os serões durou cerca de dez anos. A ele se opunha grande parte da comunidade, sobretudo os rapazes apegados aos encantos da luxúria. À medida que o povo se afastava das danças, com efeito, mais raiva tinham do sacerdote os fanfarrões. Chegaram a organizar encontros a fim de puni-lo, mas o brado de Vianney foi tão forte que a eles não restou outra alternativa senão ceder . "O demônio rodeia um baile como um muro cerca um jardim… As pessoas que entram num salão de baile deixam à porta o seu Anjo da Guarda e o Demônio substitui-o, de tal modo que há tantos Demônios quantos são os dançadores" Era o fim dos bailes em Ars . Os hereges também não tinham vez com o santo. Certo dia, um jovem de espírito petulante resolveu atacá-lo na frente da multidão. "Quem é o senhor, meu amigo?" questionou Vianney. O rapaz disse que era protestante . Com a firmeza de um verdadeiro pastor, retorquiu-lhe o santo padre : "Oh! meu pobre amigo, o senhor é pobre e muito pobre: Os protestantes nem sequer possuem santos cujos nomes possam dar aos filhos. Veem-se obrigados a pedir nomes emprestados à Igreja Católica" . Foi o suficiente para que o sujeito se retirasse em silêncio

A santa intransigência de Vianney tinha um motivo igualmente santo: ele amava a seus paroquianos com amor de predileção. Por isso faria tudo que estivesse a seu alcance para lhes assegurar a salvação eterna. E seus esforços foram recompensados. Após poucos anos de ministério, Ars não era mais Ars. O povo havia se convertido, já não se trabalhava mais aos domingos e a igreja permanecia sempre cheia. Vencera a santidade do pobre cura . Os paroquianos compreenderam o que há tanto lhes ensinava o São Cura D'Ars : "Tão grande é o amor de Deus, é um fogo que queima na alma sem, contudo, a consumir. Ter Jesus no coração é já possuir o céu"




LITURGIA DO DIA 10 DE OUTUBRO DE 2013
 
PRIMEIRA LEITURA (ML 3,13-20A)

LEITURA DA PROFECIA DE MALAQUIAS - 13“Vossas palavras são duras contra mim, diz o Senhor, e ainda perguntais: 14‘Que dissemos contra ti?’ Vós estais dizendo: ‘É coisa inútil servir a Deus; que vantagem tivemos em observar seus preceitos e em levar uma vida severa na presença do Senhor dos exércitos? 15Portanto, hoje os felizardos são os soberbos, pois consolidaram-se, praticando o mal, e, mesmo provocando a Deus, estão impunes’. 16Vieram, entretanto, a falar uns com os outros, os tementes a Deus. O Senhor prestou atenção e ouviu-os; em sua presença foi escrito um livro de feitos notáveis, aberto aos que temem o Senhor e têm seu nome no pensamento. 17Serão para mim o tesouro, diz o Senhor dos exércitos, para o dia que eu me reservar; hei de favorecê-los, como o pai ao filho que o serve. 18De novo vereis a distância que há entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não o serve. 19Eis que virá o dia, abrasador como fornalha, em que todos os soberbos e ímpios serão como palha; e esse dia vindouro haverá de queimá-los, diz o Senhor dos exércitos, tal que não lhes deixará raiz nem ramo. 20aPara vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação em suas asas” - Palavra do Senhor


SALMO RESPONSORIAL

É FELIZ QUEM A DEUS SE CONFIA!

— Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar

— Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar

— Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte

EVANGELHO (LC 11,5-13)

PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO + SEGUNDO LUCAS - Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5“Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’, 7e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’; 8eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. 9Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. 10Pois quem pede recebe; quem procura encontra; e, para quem bate, se abrirá. 11Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra?12Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!” - Palavra da Salvação






MENSAGEM DE NOSSA SENHORA EM MEDJUGORJE - “Queridos Filhos! Hoje, Eu os convido a nascerem de novo, em oração e através do Espírito Santo, para se tornarem um povo novo, com Meu Filho; um povo que sabe que, se perderem a Deus, perderão a si mesmos; um povo que sabe que, com Deus, apesar de todos os sofrimentos e provas, estão seguros e salvos. Eu os chamo a se reunirem na família de Deus e serem fortalecidos com a Força do Pai.Como indivíduos, meus filhos, vocês não podem parar o mal que quer começar a governar neste mundo e destruí-lo. Mas, de acordo com a vontade de Deus, todos juntos, com Meu Filho, vocês podem mudar tudo e curar o mundo. Eu os convido a orarem, com todo o seu coração, pelos seus pastores, porque o Meu Filho os escolheu. Obrigada” - Mensagem do dia 25 de julho de 2011 à Marija Pavlovic-Lunetti




A IGREJA CELEBRA HOJE , SÃO DANIEL COMBONI - São Daniel Comboni nasceu em Limone (Itália), em 1831. Único sobrevivente de oito irmãos. Aos dez anos ingressou num internato de Verona. Quando tinha dezessete anos, ouvindo contar as vicissitudes dos missionários na África, decidiu dedicar sua vida à evangelização dos africanos. Em 1854 é ordenado sacerdote, quando contava 23 anos de idade. Depois de uma cuidadosa preparação, estudando árabe, medicina, música etc., partiu para África em 1857. Estando lá, impressionou-se com a terrível situação dos escravos. A prática do tráfico de escravos estava de tal maneira arraigada que, no Egito e no Sudão, o único local onde os escravos encontravam asilo eram as missões de Daniel Comboni. Após dois anos, teve de regressar à Itália. Mas Comboni não desanima e idealiza um projeto que ele chamou “Plano para a regeneração da África”. A idéia central do projeto era salvar a África por meio dos próprios africanos. Propunha-se fundar escolas, hospitais, universidades, ao longo de toda a costa africana. Nestes centros formariam-se os futuros cristãos, professores, enfermeiros, sacerdotes e religiosas, que depois penetrariam no interior, a fim de evangelizar as populações africanas e promover o seu desenvolvimento. Fundou em 1867 o Instituto para as Missões na África que deu lugar ao que hoje são os Missionários Combonianos. Em 1877 é ordenado Bispo da África Central e logo a seguir ordena sacerdote um antigo escravo, primeiro padre africano daqueles lugares, quando na Europa alguns ainda negavam ao africano a evidência de ser pessoa. Grande missionário, Comboni era capaz de atravessar o deserto para fundar um centro missionário no sul do Sudão, como também empenhava-se em falar para associações missionárias, Bispos, em Paris, Colônia (Alemanha) etc, com o objetivo de arrecadar auxílio econômico e de pessoal, organizando grupos e equipes de missionários para a Missão na África Central. Morreu aos 50 anos, a 10 de outubro de 1881, no meio desta gente que tanto amou. No momento da morte abençoa os seus companheiros dizendo: “Não temais; eu morro, mas a minha obra não morrerá”. Beatificado por João Paulo II a 17 de março de 1996, São Daniel Comboni foi canonizado pelo mesmo Sumo Pontífice em 5 de outubro de 2003. São Daniel Comboni, rogai por nós!


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