Maria Simma e as almas do Purgatório - parte V

quarta-feira, 4 de setembro de 2013



Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! Damos continuidade à publicação de alguns trechos de um livro que relata as experiências de Maria Simma, uma alma mística dos nossos dias que, durante quase toda a sua vida, teve – e ainda tem – um contato frequente com as almas do purgatório.
Maria Simma nasceu em 1915, tendo sido favorecida com um carisma que encontramos em algumas almas escolhidas, por exemplo, em Santa Faustina. Recentemente, a Ir. Emmanuel, que todos conhecemos, fez uma entrevista com ela e publicou um pequeno livro, que ainda não foi traduzido para o português, mas esperamos que o seja em breve.
São João Maria Vianney declarou: “Se soubéssemos o poder que essas queridas almas têm sobre o coração de Deus, se soubéssemos as graças que podemos conseguir através de sua intercessão, elas não seriam tão esquecidas; é preciso rezar muito por elas, para que elas também rezem muito por nós”.
Passemos então ao livro.

DEVEMOS TORNAR CONHECIDOS ESSES CASOS OU SILENCIÁ-LOS?
“Conta Maria Simma: ‘Por que as almas do purgatório se dirigem justamente à senhora?”, perguntam-me com frequência. Com certeza, não é pela minha piedade. Há pessoas muito mais piedosas que eu. No entanto, não é a elas que as almas se dirigem. Acontecimentos sobrenaturais não são ‘termômetros de santidade’; a pedra de toque da perfeição é ainda, e permanece, o amor, amor verdadeiro e desinteressado a Deus e ao próximo: sofrer por amor aos outros imitando o Cristo. Sem cruz e sofrimento não podemos passar por esse mundo. Uma alma do purgatório me disse, certa vez: ‘O sofrimento mais eficaz é aquele que suportamos com paciência e oferecemos, depositando-o nas mãos da Mãe de Deus, para que ela o utilize em benefício de quem quiser, pois ela sabe onde é mais útil e mais necessário’.
Está claro que é muito mais fácil recomendarmos a uma pessoa que sofra com paciência do que suportarmos, nós mesmos, o sofrimento com coragem. Sei muito bem o que é sofrer, mas justamente por ser difícil é que o sofrimento tem tanto valor. Não saberia dizer por que razão as almas do purgatório se dirigem justamente a mim. Certamente, podem dirigir-se também a outras pessoas. Conheci, no Vorarlberg, duas pessoas, aliás, já falecidas, às quais elas se dirigiam. Com certeza, hoje ainda há muitas outras às quais as pobres almas vêm solicitar ajuda, mas que são conhecidas por poucas pessoas. A missão delas é bem diferente da minha.
Seria muito mais fácil manter essas coisas secretas do que torná-las públicas e tomar seu partido, porque encontramos tanta incompreensão e desprezo. Mas, os caminhos de Deus são insondáveis, é preciso grande humildade para conhecê-los e é justamente o que, tantas vezes, falta hoje em dia.”

PRIMEIRAS APARIÇÕES
“Desde a infância tive grande amor pelas almas do purgatório. E minha mãe também lhes dava muito valor e nos repetia sempre:
‘Quando tiverem um pedido importante, dirijam-se às almas, são as ajudantes mais reconhecidas’.
No ano de 1940, pela primeira vez, me apareceu uma alma.
Acordei à noite com alguém indo e vindo em meu quarto. Olhei para ver quem poderia estar ali. Nunca fui medrosa. Seria mais fácil pular em cima de uma pessoa do que ter medo. Vi então, em meu quarto, um estranho andando lentamente de um lado para o outro. Tratei-o com dureza: ‘Como entrou aqui, o que está procurando?’
Fez como se nada tivesse ouvido e continuou andando de um lado para o outro. ‘Quem é você?’, perguntei, e como não obtivesse resposta, pulei da cama e quis agarrá-lo. Peguei o ar, nada mais havia ali.
Fui para a cama e novamente o vi e ouvi, andando de um lado para o outro. Agora estou bem acordada, pensei, vejo e ouço esse homem, por que não posso agarrá-lo? Mais uma vez levantei-me; aproximei-me lentamente dele, quis pegá-lo e novamente peguei no vazio. Não havia simplesmente nada ali. Dessa vez, comecei a sentir uma certa inquietação. Deitei-me de novo, eram mais ou menos 4 horas da manhã; não voltou mais, mas não consegui mais pegar no sono.
Depois da missa, fui falar com meu diretor espiritual e contei-lhe tudo.
‘Se isso lhe acontecer novamente’, instruiu-me em poucas palavras, ‘não pergunte quem é você, mas o que quer de mim?’. Na noite seguinte, ele voltou: era o mesmo homem da véspera. Perguntei então: ‘O que quer de mim?’. Dessa vez, respondeu: ‘Mande celebrar três missas por mim e estarei salvo!’ Percebi então que devia ser uma alma do purgatório. Contei ao meu confessor, que o confirmou. De 1940 a 1953 vieram duas a três almas por ano, principalmente no mês de novembro. Não vi nisso nenhuma missão especial. Contei ao vigário da região, Alfonse Matt, que também era meu diretor espiritual. Ele me aconselhou a nunca rejeitar uma alma e tudo aceitar de boa vontade.

EXPIAR POR OUTRAS ALMAS
Finalmente, as almas me pediram para sofrer por elas. Foram sofrimentos pesados. Quando vem uma alma, acorda-me batendo na porta, chamando-me ou puxando-me, e assim por diante. Pergunto-lhe imediatamente: ‘O que quer?’ ou ‘O que devo fazer por você?’. Só então pode explicar-me o que lhe falta.
Assim perguntou-me uma alma: ‘Você poderia sofrer por mim?’ Pareceu-me estranho, pois até então nenhuma alma me havia pedido tal coisa. Perguntei-lhe então: ‘Sim, mas o que devo fazer?’ Respondeu: ‘Durante três horas sentirá fortes dores no corpo inteiro, porém, depois dessas três horas, pode levantar-se e continuar seu trabalho como se nada tivesse acontecido. Você pode assim poupar-me 20 anos de purgatório’. Portanto, aceitei. Abateram-se sobre mim tais dores que quase não sabia mais onde estava, embora continuasse consciente de ter aceitado expiação por uma alma e de que esses sofrimentos deviam durar três horas. Parecia-me que essas horas há muito já haviam passado e que, na verdade, tratavam-se de mais de três dias, se não de três semanas. Quando tudo terminou, verifiquei que realmente haviam sido três horas. Muitas vezes tive que sofrer apenas cinco minutos, mas como esse tempo me pareceu longo!”

OS RECADOS DAS ALMAS TORNAM AS APARIÇÕES CONHECIDAS
“As almas às vezes diziam quem eram, como se chamavam, quando e onde haviam morrido. Encarregavam-me de dar recados a seus parentes.
Assim, aos poucos, a coisa tornou-se pública, o que foi muito desagradável, pois, por mim, jamais teria falado disso a ninguém, excetuando-se o meu diretor espiritual.
Por vezes, precisava pedir aos parentes para devolverem um bem injustamente adquirido, designado com exatidão. Havia casos em que nem mesmo os membros da família tinham conhecimento do fato, e, no entanto, era verdade. As almas aparecem mais frequentemente no primeiro sábado do mês ou numa festa de Nossa Senhora e também durante a Quaresma; na Semana Santa, principalmente, muitas têm permissão de vir, depois novamente em novembro e durante o Advento.

Fonte: “Maria Simma, Segredos revelados pelas almas do Purgatório”, Associação Maria Porta do Céu, Edições Loyola.
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