A Oração do Papa de Fátima ( III )

domingo, 21 de abril de 2013



A oração do Papa de Fátima, como vimos, mereceu a atenção de Nossa Senhora. Ela disse: "ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho."
Este Papa, apesar de tudo, não desanimou, mas esperando contra toda esperança "ia orando", sem tibieza nenhuma, "pelas almas...".
Esta observação da Senhora do Rosário de Fátima tinha por fim colocar em evidência o imenso amor que inflamava o coração deste grande Papa, pois só quem ama ora pela salvação das almas.
O imenso amor deste Papa pode ser compreendido por um exemplo semelhante, que aconteceu na vida de São Paísio. Vejamos:
"São Paísio, o Grande, orava pelo discípulo que renegara a Cristo. Enquanto fazia a oração, apareceu-lhe o Senhor e disse-lhe:'Paísio, por que estás orando? Não sabes que ele Me renegou?'Mas o santo não cessava de ter compaixão e de orar pelo discípulo. E então o Senhor lhe disse: 'Paísio, tu te tornaste semelhante a Mim, com teu imenso amor.'".
A atitude deste Papa é semelhante em tudo com a de São Paísio, exceto numa coisa, que Paísio se compadeceu de uma alma só, e este Papa se compadeceu de uma muiltidão incontável de almas. São Paísio orava pelo discípulo que renegara a Cristo, e este Papa por uma Igreja inteira e pelo mundo inteiro, abraçou a Igreja e o mundo todo.
São Paísio se compadece pelo discípulo que renegara a Cristo e ora por ele, mas o Senhor lhe aparece e sensura, lembrando-lhe o pecado do traidor. Nesta visão Jesus parece tirar todas as esperanças de Paísio, Jesus parece desanimar Paísio e persuadi-lo a cessar de orar pelo discípulo traidor. Essa é a primeira impressão que se tira das palavras: "por que estás orando? Não sabes que ele Me renegou?"
Jesus, no entanto, conhecia o coração de São Paísio, e faz estas perguntas para o provar e nos ensinar por meio deste exemplo. Talvez todos passem ou estejam passando pela mesma provação que passou São Paísio. Talvez muitos de nós deixamos de amar nosso próximo quando constatamos qualquer sinal de queda nele. Nossa bondade acaba quando percebemos ou descobrimos que nosso próximo pecou contra Deus. Mas a bondade de Paísio mostra-se sem limites, e mesmo provado por Deus, não cessa de ter compaixão pelo amigo que renegou a Cristo. São Paísio conhecia muito bem o Coração de Cristo, sabia que era exatamente isso que Ele esperava dele, por isso mais intensamente orava pelo amigo que renegou a fé. Paísio sabia que Jesus é o Deus de Amor, que mais que parecesse, outra coisa não podia pedir dele senão amor, então amou e mereceu as palavras de Nosso Senhor: "tu te tornas-te semelhante a Mim, com teu imenso amor!"
Ora, o Papa de Fátima passou, certamente, pela mesma provação de São Paísio, saindo dela vencedor, e com um coração cheio de compaixão (escreveu Dives in Misericordia - Rico em Misericórdia) orava pelas almas de todos os que encontrava pelo caminho.
Assim como São Paísio foi igual a Deus no Amor, este grande Papa o foi em Amor e Misericórdia.
Bato João Paulo II e São Paísio, orate pro nobis Deum!
In Iesu.
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