Meditações sobre Medjugorje, pelo Pe. Ljubo Kurtovic (conclusão)

terça-feira, 3 de julho de 2012



Nossa Senhora não veio aqui para nos assustar, para nos obrigar, na verdade Ela sempre diz: “Queridos filhos, Eu me submeto à sua liberdade”. Com que grande respeito Nossa Senhora vem a nós, com quão grande amor! Como nos deixa livres! Porque, ao meu parecer, existem três requisitos necessários para se poder dizer que uma aparição, uma mensagem são autênticos. Estes três requisitos são: a liberdade, o amor e a humildade. Se falta um destes, estamos seguramente diante de uma inspiração humana, não divina. 

Circulam tantas vozes, tantas mensagens, fala-se de aparições que são falsas, não são autênticas, são fruto da fantasia humana. Quando escuto mensagens apocalípticas, que me oprimem, que me sufocam, isso significa que não vêm de Deus, mas do espírito humano. Deus, quando age, te deixa sempre a liberdade, de maneira que tu te sintas atraído, não constrangido interiormente. As mensagens de Nossa Senhora são exatamente assim. 

A prudência da Igreja 

Por isso, também a Igreja, que tem uma grande experiência, é muito prudente. A Igreja, como vocês sabem, não disse ainda “sim”, não disse ainda “não” a Medjugorje, e até que terminem as aparições, não se exprimirá. Quando terminarem as aparições, poderá dar um juízo definitivo. Porém, eu diria que a Igreja não é contra Medjugorje. A Igreja fala também com o seu silêncio. Se tivesse encontrado qualquer coisa que fosse contrária ao Evangelho, ao seu ensinamento, certamente teria dito alguma coisa, teria se pronunciado, como se pronunciou em muitas outras ocasiões. Ao contrário, a respeito de Medjugorje, a Igreja está aberta. A Igreja é guardiã da Revelação que terminou com a morte do apóstolo João e, a respeito de tudo aquilo que é contrário a esta Revelação, a Igreja pode dizer: “Isto não está de acordo com a Revelação”. A Igreja não disse isso a respeito de Medjugorje, está aberta. 

Possibilidades e limites dos estudos científicos 

Vocês também sabem que nenhuma outra aparição na história foi tão examinada, investigada como esta aqui em Medjugorje. Vieram muitos grupos, médicos, psiquiatras, que examinaram os videntes e disseram aquilo que a psiquiatria, a medicina, a ciência podem dizer: os videntes não têm alucinações, são psiquicamente sãos, equilibrados, mas o que veem, isso a ciência não sabe dizer, porque se trata de uma realidade espiritual, sobrenatural, que não se pode medir, nem fotografar com equipamento médico científico. Quem pode medir a tua fé? Ninguém. Quem pode medir a Graça? Quem pode medir a fé que tu tens no outro ou em Deus? Quem pode medir o amor que tu sentes, com que amor tu amas? Estas são capacidades e realidades espirituais, sobre as quais a medicina não sabe dizer nada. Os medicamentos, os antidepressivos não podem libertar-nos dos pecados, dos remorsos da consciência. Só Jesus, com a Sua graça, nos sacramentos que nos deixou, pode libertar-nos das culpas, Jesus nascido, morto e ressuscitado por nós. Como já dissemos, nós temos necessidade do Salvador e Nossa Senhora nos leva a este Salvador. Vocês não devem ter medo de rezar a Nossa Senhora. Jesus não ficará com ciúmes se vocês rezarem à Sua Mãe, porque quem reza a Nossa Senhora certamente será levado a Jesus. Eu diria que Jesus confiou a humanidade a Nossa Senhora e Ela nos ensinou: “Façam tudo o que Ele lhes disser”, como em Caná da Galileia. Eu ousaria dizer que Jesus diria hoje: “Façam tudo o que Minha Mãe lhes disser aqui em Medjugorje...”. 

Os segredos e a conversão 

Gostaria de dizer-lhes uma palavra sobre os segredos que Nossa Senhora confiou aos videntes, dez segredos a três videntes e nove, até agora, aos outros três. Sobre os segredos, eu sei tanto quanto vocês, mas eu não me preocupo muito com os segredos, preocupo-me com a minha conversão, com o meu crescimento em santidade e ainda tenho que começar por esta estrada. Quem é convertido, não precisa preocupar-se com o que acontecerá no futuro, estará seguro. Podem acontecer todas as catástrofes, nós estaremos seguros. Nossa Senhora sempre diz: “Queridos filhos, rezem para compreender porque estou há tanto tempo com vocês”. 

Em vez disso, nós queremos compreender sem rezar. No entanto, Nossa Senhora nos indica o caminho: devemos rezar para compreender. Vinte e cinco anos (n.t.: agora, 31 anos) não são muitos e também não são poucos. Vocês bem sabem que é fácil entusiasmar-se por ocasião de uma peregrinação de um dia, de uma semana, mesmo de um mês, mas permanecer entusiasmado por vinte e cinco anos não é fácil. Devemos crescer, caminhar muito e amadurecer também na fé. Deus respeita os nossos processos, os nossos tempos, a nossa alma, o nosso coração. Quando eu me tornei frei, pensava em converter ao menos toda a Bósnia Herzegovina. E ainda não consegui converter a mim mesmo. Compreendi agora porque é mais fácil converter o outro que a si mesmo: sempre somos levados a querer mudar o outro, a querer converter o outro, a esperar que o outro comece primeiro. No entanto, nós somos chamados por primeiro. Muitos dizem: “Aqui em Medjugorje é mais fácil ser cristão, rezar, sentir a paz, mas quando se volta para casa, tudo desaparece”. Sim, isso também é verdade, porque é fácil rezar quando todos rezam. Este é o problema de cada um de nós, e por isso eu sempre digo aos peregrinos: “Não deixem Nossa Senhora aqui em Medjugorje, mas levem-na com vocês para suas casas, como fez S. João Apóstolo. “Levou-a consigo”, nos diz o Evangelho. Levou a Sua mentalidade, o Seu coração, o Seu amor, o Seu modo de viver. Aprendamos com Ela, como aprendeu com Ela São João.
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