Maria está aqui e tem necessidade de nós - entrevista com o Padre Jozo (cont.)

quarta-feira, 30 de maio de 2012



Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! Nesta entrevista, padre Jozo, o primeiro pároco de Medjugorje, recorda algo que aconteceu bem no início das aparições e nos transmite “o ensinamento que uma jovenzinha soube dar à sua mãe e a todos nós”. 

“Nossa Senhora, no dia de Ano Novo de 2001, no alvorecer do novo milênio, disse a Marija que satanás está como que ‘livre das correntes’? O que isso significa? 
Lembrem-se de que satanás não é onipotente e que o homem, unido a Deus e à sua Mãe, é mais forte do que ele. Mas nesta união ainda existem falhas, e por esta razão Satanás está, de alguma forma, liberado, tem a liberdade de se intrometer entre o homem e Deus. Por isso, é necessário renovar a oração e o jejum, como Jesus ensinou. E por isso, após Ele, Sua Mãe hoje repete: ‘Renovem a oração e o jejum com entusiasmo’. 

Rezar, jejuar, viver os sacramentos diariamente: se for bem feito, é um programa muito exigente... 
Exigente. A verdade é que nós não somos mais capazes de oferecer, de sofrer um pouco com Cristo. Num dos primeiros dias, a polícia secreta invadiu as casas e arrancou da cama os jovens videntes. Assustados, tristes, sem calçados, feridos, os pais e os irmãos foram encontrar-me na casa canônica e perguntaram: ‘Padre, o que podemos fazer?’. Apenas rezar. Mas foi difícil, porque o tempo ia passando e os jovens não voltavam. Meio-dia, nada; cinco da tarde, nada. Ao pôr-do-sol fomos tomados pela agitação e à meia-noite pelo desânimo. Eu não conseguia encontrar uma palavra de esperança. Finalmente, à uma e meia da manhã, primeiro um rapaz e depois todos nós começamos a ouvir um canto ao longe. Eram eles. Entraram na casa canônica cheios de alegria, ao passo que seus pais começaram a chorar. Nesse momento, Vicka foi ao encontro da mãe, que se chama Aurélia, e disse: ‘Por que estão chorando?’. A mãe respondeu: ‘Mas você não vê que horas são? E pergunta por que choro?’. Mas a filha, ficando séria, lhe disse: ‘Não sofram assim. Se este é um tempo de prova, tiremos proveito dele. Perguntemo-nos o que podemos sofrer por Nossa Senhora, se podemos oferecer-Lhe aquilo que nos acontece’. E depois repetiu com firmeza: ‘Mãe, é importante sofrer alguma coisa por Nossa Senhora’. 

Foi este o ensinamento que uma jovenzinha soube dar à sua mãe e a todos nós. Não me lembro de nenhuma das perguntas que eu queria fazer aos videntes. No entanto, durante todo esse tempo me acompanha apenas uma pergunta: o que posso fazer hoje por Nossa Senhora, o que posso oferecer hoje por Ela, por Cristo, pela minha Igreja? Eu sou sacerdote. Se não sou capaz de oferecer nada, a minha vida religiosa não vale nada, é falsa. O hábito que visto me impõe esta reflexão. Um sacerdote, que não sabe oferecer um pouco do seu sofrimento, desmorona. 

O senhor é sacerdote. Na crise que a humanidade atravessa, também muitos sacerdotes e religiosos parecem estar desorientados. Não é por acaso que Nossa Senhora teria pedido a Marija para rezar muito por eles... 
O homem que recebeu o dom do sacramento do sacerdócio tem uma grande responsabilidade, que o torna não comparável a qualquer outro. Não pode ser comparado com o professor que ensina, com o catequista que prega, com o médico que cura. Não, porque o sacerdote é sacramento, é sinal visível da graça. Ele é sinal de que a Igreja está caminhando pela estrada certa, que o Senhor não a deixou sozinha. Eis o motivo por que cada sacerdote é um grande dom, uma grande coisa. 

Muitos sacerdotes estão desorientados, assim como muitos religiosos. Devemos levantar as mãos, uni-las e pedir por novas vocações. A Igreja, se quiser ter sacerdotes santos, deve rezar pelos sacerdotes. Tantas vocações sacerdotais não são fruto do acaso, mas fruto da oração. Veja Ana, no Antigo Testamento, que, na velhice, pede a Deus o dom de um filho: o que ela faz? Reza. Quando nasceu, chamou-o de Samuel, fruto da oração, e Samuel se tornou sacerdote, dom recebido através da oração. E, a este ponto, quero dizer-lhes que o seminário em Riga está novamente cheio, não existe um leito vazio. Graças a Maria, que nos convidou a pedir com Ela esta graça. 

Desejo recordar aos sacerdotes a mensagem de Nossa Senhora de março de 2001, na qual nos exorta a ‘decidir-nos pela conversão e pela santidade’: caros sacerdotes, a nossa chamada é para sermos santos, todo o resto é um vazio inútil, é um correr em círculos, é um vento que se dispersa. Ser santos é normal, como o fruto na árvore: é normal dar fruto, é normal que eles sejam bons, é normal que a nossa vida seja frutuosa para os outros. Se Deus é santo, é inevitável que nos chame a ser santos. 

Eu quero observar o padre na triagem das Escrituras, através da tradição cristã: sempre que a Igreja teve um santo sacerdote, pôde contar com um sinal certo em seu caminho, e isso acontece ainda hoje, felizmente. Onde existe um sacerdote santo, se vê uma comunidade rica de jovens que fundamentam seu caminho sobre uma certeza. Jesus disse: ‘vocês são minhas testemunhas’. O sacerdote é um dom Seu, é graça. Não podemos esquecer disso. No entanto, muitos sacerdotes estão com medo dos desafios da cultura contemporânea: sentem-se rejeitados e não aceitam a indiferença. Acabam por cansar-se. 

 A Igreja deve acompanhar os sacerdotes, e aqui, por Igreja, refiro-me também a cada um dos paroquianos. O sacerdote é um homem que, enquanto tal, tem necessidade dos outros; é um homem que, para dar tudo, tem necessidade de sentir-se bem aceito; tem necessidade de ser amado, encorajado, ajudado com amor, com amizade, com ajuda espiritual, com orações que sustentem os seus projetos. O sacerdote não pode realizar as ideias que recebe através do Espírito Santo se depois a Igreja, os paroquianos, lhe viram as costas, as mentes e o coração. Vivemos – é verdade – numa época que coloca duramente à prova a identidade do sacerdote, mas quem ama a Igreja,  cuide dos sacerdotes. É Maria quem nos pede isto.”
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