Entrevista com o Pe. Jozo sobre as aparições em Medjugorje

terça-feira, 15 de maio de 2012


 Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! Nesta entrevista, o Pe. Jozo nos fala sobre a duração das aparições em Medjugorje e o que Maria espera de nós. Irmãos, será que estamos conscientes de que nós podemos colaborar com os planos de Deus mas também podemos omitir-nos? Já paramos para meditar nas palavras que frequentemente Nossa Senhora dirige a cada um de nós quando nos diz: "Eu preciso de vocês"? E que neste "vocês" também eu estou incluído? Que a Mãe nos ajude a darmos nossa adesão pessoal a Seus planos de salvação. 

Há quem diga que estas aparições são um pouco longas... e que isso é estranho... 
Como longas?! De fato, não o são: nós temos necessidade disso, e de mais ainda, porque a partida na qual jogamos a nossa vida espiritual, felizmente, não é uma corrida cronometrada. Por que perder tempo perguntando-se se as aparições são ou não são longas? Maria está aqui para indicar-nos o caminho, tiremos proveito disso. Não é talvez muito longo o tempo necessário para a desintoxicação de quem se tornou dependente da droga, “contaminado” por ela? Quanto tempo leva para limpar o seu sangue, para reconstruir a mentalidade, reparando corpo e alma? Precisa tempo, é necessário que Maria apareça. 

Maria, através dos videntes, nos alertou muitas vezes a respeito de satanás. Pelas Escrituras sabemos que será Ela quem irá derrotá-lo. Por que tanta preocupação? 

Nossa Senhora quer libertar todos os homens do mal, e a primeira coisa que Ela diz é que satanás existe, e que ele é inteligente e meticuloso. Em particular, adverte aqueles que acreditam que a vitória de Nossa Senhora sobre satanás seja simples. Não, não é simples: Nossa Senhora triunfará, mas os homens devem ajudá-la. Nossa Senhora pede, através dos videntes, a eles e a cada um de nós que sejamos seus anjos, para ajudá-la a derrotar o Maligno, como está descrito no Apocalipse. E nos diz: ‘Meus queridos anjos, vocês devem ajudar-me, devem vigiar comigo’. Que é a mesma atenção que Jesus nos pede através da parábola sobre as ervas daninhas. O agricultor volta do campo para casa depois de semeá-lo e vai dormir feliz pelo trabalho realizado, sem se preocupar que o inimigo esteja sempre à espreita. E este, na mesma noite, encontrando a porta desguarnecida, vem e espalha a semente ruim... Aí está o inimigo; se o homem não está desatento, ele o vê, o reconhece. Mas, se o homem está desatento, acordará um dia muito assustado, com o campo infestado de ervas daninhas, que ele não semeou. 

Onde ataca o inimigo? 
Na existência dos jovens que vivem sem um objetivo. Veja quantos suicídios, quanto desespero, quanta droga. Felizmente, Maria nos adverte. Quantas famílias estão agora despedaçadas: pais e filhos que vivem separados em casa, que não se falam; esposos que não querem ter filhos, crianças que são mortas antes mesmo do nascimento. Parece que o egoísmo venceu. Mas, felizmente, Maria nos diz que não é assim e nos mostra uma saída, mas Ela precisa de nós. 

Em que sentido Ela precisa de nós? 
Nossa Senhora vem a nós em Medjugorje para recordar os valores que nós perdemos, que não são mais praticados, e nos dá a graça de poder reconhecê-los e vivê-los. Ela nos diz isso com mensagens cheias de ternura: ‘Queridos filhos, quero compartilhar a alegria, o meu amor por vocês’. Nossa Senhora está plena de alegria, porque é plena de graça. E a graça é um dom. E em Medjugorje milhões de pessoas verdadeiramente encontraram e testemunharam este dom, juntamente com o dom da oração. E é por isso que Medjugorje não pode ser reduzida a um tema de fofocas e de discussão. A verdade sobre Medjugorje não depende das pessoas, não depende de um pároco, não depende do bispo. Medjugorje não depende da tua simpatia ou da tua propaganda, mas sim da tua resposta, da tua vida. Se ninguém na terra vivesse Medjugorje, ela não existiria, mas graças ao Senhor existem milhões de pessoas que tentam viver bem as mensagens, jejuando e voltando a rezar juntos em família. E a cada semana aumenta o número daqueles que respondem ao convite para fazer mais por Deus. Nossa Senhora tem necessidade destas pessoas para realizar os seus projetos. 

Quando São Francisco voltou do Monte Alverne com os estigmas, seus co-irmãos o viram chorar. ‘As chagas te fazem sofrer?’, eles perguntaram. ‘Não’, respondeu, ‘eu choro porque o Amor não é amado’. Jesus não é amado: por esse motivo São Francisco estava sofrendo, por esse motivo o Papa foi a Jerusalém para orar, para buscar o perdão dos inimigos de Cristo. Hoje se ama pouco a Jesus até mesmo na Igreja: o Amor não é amado. São Francisco, pouco antes de morrer, foi interrogado pelos seus, que queriam conhecer sua última vontade. E ele, apesar do sofrimento, disse: ‘Até agora fizemos pouco, comecemos a fazer mais’. Esta é a resposta dos santos e do nosso papa, hoje. 

O que eu fiz nos meus vinte, quarenta, setenta anos de vida como cristão? Precisamos de uma nova evangelização, porque o paganismo refloresceu precisamente a partir dos países que se diziam cristãos. Precisamos decidir-nos por Cristo e amá-lo. Mas a escolha cabe a nós. Vamos preocupar-nos em dar frutos: pensem na parábola do semeador e tentem dar muito fruto. Assim cresce a Igreja, não através da Internet ou da televisão. Não há novas conversões graças à TV Católica ou à Rádio Vaticano: estes são instrumentos bons para os crentes, mas que os ateus recusam. A fé depende de testemunhos. Não faltam universidades, escolas, estações de rádio, livros, programas, jornais religiosos; mas faltam os santos nas universidades, nas escolas, nas paróquias, nos jornais, inclusive nos que são religiosos. 

Por isso, quem vem a Medjugorje e é tocado pela graça, deve perguntar-se: ‘Quem sou eu? O que posso fazer por Nossa Senhora?’. Quantos sacerdotes vieram a Medjugorje nos últimos anos, e quantos bispos também, e pouco fizeram, e não fizeram nada nas paróquias e dioceses. Pensamos: ‘Nossa Senhora está aqui, é Ela que vai fazer’. Mas não, porque Ela sempre repete: ‘Eu preciso de você’. 

O que devemos fazer? 
Maria é muito clara. Em primeiro lugar, Ela quer a nossa conversão, que deixemos de lado a atração do mal, que nos afastemos de uma vez por todas das suas fontes. O homem só pode vencer o pecado quando ele crê e se entrega a Deus, quando se deixa guiar como uma criança, segurando a mão da mãe. Da mesma forma que o filho pródigo, que finalmente reconhece a bondade de seu pai, que finalmente percebe o quanto ele trata bem até mesmo os empregados e que não lhe permitirá viver pior do que os porcos, então também você voltará para a casa de Deus, seu Pai. 

Mas saiba que Satanás colocará obstáculos, por causa de seu forte ciúme. E, incontestavelmente forte, como podemos entender a partir dos frutos, no caso dos maus, que estão diante de nossos olhos. Para isso temos de romper com as demoras, vencer a preguiça, ser ativos: e rezar muito. Porque o homem que reza não permite que o Maligno entre em sua casa, que importune sua família. São numerosas as mensagens em que Maria nos convida a colocar a oração em primeiro lugar nas famílias. E depois o jejum. Aquele que jejua e reza, como o próprio Cristo disse, é mais forte que o Maligno: Satanás treme diante do homem que reza e pronuncia com fé o nome de Cristo. (a ser continuada)
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