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EUTRAPELIA, VIRTUDE QUE REGULA NOSSO COMPORTAMENTO NAS DIVERSÕES EM CONFORMIDADE COM A FÉ CATÓLICA - LITURGIA DIÁRIA , 20 DE MAIO DE 2014

terça-feira, 20 de maio de 2014


Foto : Frades Franciscanos , jogando vôlei com seus respectivos hábitos talares


EUTRAPELIA, VIRTUDE QUE REGULA NOSSO COMPORTAMENTO NAS DIVERSÕES EM CONFORMIDADE COM A FÉ CATÓLICA
Sob o nome de diversão, entendemos todas as coisas que são causa de distração, de descanso, de alegria, de deleite e que têm por fim nos proporcionar um bem-estar que repara as nossas forças
Vivemos em uma sociedade, caros católicos, em que a diversão, o entretenimento, as recreações são onipresentes. Muitas pessoas vivem para isso. A diversão, a recreação é a finalidade delas. Se trabalham, é para, depois, poderem se divertir. Dá-se mais importância à diversão que ao trabalho e muitas vezes a diversão é colocada até mesmo acima da família.   Além disso, é inegável que as diversões em nossa sociedade são cada vez mais refinadas e cada vez mais imorais. Diante desse “culto” prestado à diversão e da imoralidade da maioria esmagadora das diversões de nossa sociedade, muitos poderiam pensar que é de todo ilícito ao católico divertir-se e recrear-se. Isso seria um erro e um erro grave. Convém, caros católicos, compreender o sentido católico do divertimento, que corresponde à virtude que se chama eutrapelia, virtude que nos inclina a regular nosso comportamento nos jogos e nas diversões em conformidade com a razão iluminada pela fé
O primeiro ponto é que a diversão é plenamente conforme à nossa natureza humana. Em todos os tempos e em todos os lugares os homens sempre buscaram divertir-se, em maior ou menor grau. Tal universalidade no tempo e no espaço só pode ter como causa algo que é comum a todos os seres humanos. O que é comum a todos os seres humanos é a natureza humana. Portanto, a diversão corresponde à natureza humana. A diversão é conforme à nossa natureza humana e é mesmo necessária para nossa vida física, intelectual e social. A diversão é necessária para a vida física porque nosso corpo precisa de repouso e não pode suportar um trabalho contínuo. A natureza reage imediatamente diante de uma disciplina realmente desumana, e passa bruscamente de um rigor exagerado a uma intemperança desenfreada
E isso vale sobretudo para crianças e jovens. Eles precisam de diversão, de recreações, pois fazem esforço maior para manter a atenção do espírito. Mas é claro que essas diversões devem ser lícitas e moderadas, como veremos. A diversão é necessária para a vida intelectual: depois de um trabalho intelectual que absorve o espírito, a alma tem necessidade de recreação, até porque depois de um tempo, dominados pelo cansaço, já teremos muita dificuldade para raciocinar devidamente. Nossas vidas física e intelectual precisam de recreação, isto é, precisamos recriar nossas forças para continuarmos depois fazendo o que temos de fazer. Elas precisam de diversão, quer dizer, de um pequeno afastamento do que estamos fazendo, para depois voltarmos com mais força e melhor disposição. A diversão é como o óleo que permite que as engrenagens funcionem melhor. A diversão é também necessária para a vida social, pois as diversões sabiamente organizadas favorecem o convívio das pessoas, favorecem a amizade. O bom governo dos povos necessita de divertimentos bons e lícitos
Está claro, então, que a diversão, em si não é um pecado, nem algo inútil. Ao contrário, a diversão é algo bom e útil, conforme a nossa natureza humana e necessária para que possamos viver uma vida virtuosa. Mesmo nas ordens religiosas mais austeras, como os cartuxos, as regras preveem momentos para que os monges possam se recrear e conversar santamente. São Tomás de Aquino relata a história de São João Evangelista que, ao perceber que alguns se escandalizavam ao vê-lo se recreando com seus discípulos, mandou que um deles que tinha um arco e flecha atirasse constantemente, sem parar. Ele respondeu ao Evangelista que se fizesse isso de maneira contínua, o arco iria quebrar-se, não aguentando a tensão. São João conclui que também a alma se quebraria, se nunca se recreasse
A recreação e a diversão são, então, necessárias para nós, para restabelecer as forças das nossas almas. Todavia, essas recreações e essas diversões devem ser boas. O princípio básico que devemos compreender é que as diversões, como todas as outras coisas em nossas vidas, devem necessariamente estar subordinadas a Deus. Fomos criados para conhecer, amar e servir a Deus. Tudo o que fazemos deve ter em vista isso, de forma mais direta ou menos direta. Assim, a diversão deve ser um repouso da alma que não contradiga os mandamentos e deve nos permitir revigorar as nossas forças para servir melhor a Deus
Se a diversão, por alguma razão, vai contra a virtude, ou faz diminuir o nosso fervor no serviço de Deus, não será uma boa diversão.  Sigamos aqui São Tomás, com sua habitual clareza. Para que uma diversão seja boa é preciso, em primeiro lugar, se abster de todo ato ou palavra torpe ou que é de alguma forma nocivo para si ou para o próximo. Já dizia Cícero que existem diversões que são indecorosas, despudoradas, criminosos e obscenas. Não podemos nos divertir com aquilo que, de alguma forma, ofende a Deus. Poderíamos aceitar nos divertir com algo que crucifica novamente Nosso Senhor Jesus Cristo?  Enquanto rimos, Nosso Senhor é ofendido. Uma diversão dessas é contrária à razão e à lei de Deus. A recreação serve para nos restabelecer as forças para retomarmos melhor o serviço a Deus. Se na recreação nos afastamos de Deus pelo pecado, é evidente que a recreação deixou de ser boa e lícita. Em vez de nos revigorar nossas forças, as tira pelo pecado. Em segundo lugar, a diversão não pode tirar completamente a gravidade da alma
É preciso tomar cuidado, ao dar o descanso para a alma pela recreação, para que não nos entreguemos inteiramente às diversões, para que não as coloquemos como a finalidade de nossas vidas, para que não relaxemos tanto o espírito que esqueçamos a seriedade de nossa vida aqui na terra. A diversão não é um fim, mas é um meio para podermos nos aplicar melhor a Deus, a nossos deveres de estado, à virtude. As diversões, mesmo lícitas, devem ser usadas com moderação. São Tomás diz que bastam poucas diversões para repousar a nossa alma, como para temperar a comida basta um pouco de sal. A diversão, mesmo lícita, em excesso vai pouco a pouco enfraquecendo a nossa alma, que tenderá a ver na diversão um bem absoluto e não mais um meio para restabelecer as nossas forças para voltarmos a nos aplicar ao que é sério, isto é, à salvação da nossa alma, em última instância. O excesso de diversão nos torna a prática da virtude cada vez mais difícil, pois a prática da virtude exige desapego das inclinações próprias, o que não é favorecido pelo excesso de diversão. Não se pode, tampouco, levado pela diversão, perder o domínio sobre si mesmo. Em terceiro lugar, para que uma diversão seja boa é preciso que ela corresponda às circunstâncias de cada um: à pessoa e seu estado, ao tempo, lugar, etc
A diversão, se são evitados esses três erros, é boa e lícita. Ela é virtuosa. E seria também um erro a austeridade excessiva, pela qual a pessoa se privaria de todo divertimento, jamais diria uma palavra que provoque salutarmente um riso ou não consentiria em divertimentos lícitos e moderados. Estes, excessivamente austeros, podem ser chamados de ásperos e rudes, como diz São Tomás citando Aristóteles. Todavia, é menos vicioso divertir-se aquém do necessário do que divertir-se além do necessário
Como dissemos nos início, caros católicos, vivemos em uma sociedade em que as diversões são onipresentes. As diversões se tornaram o fim das pessoas. Elas vivem em função das diversões. Como diz o livro da Sabedoria (XV, 12), aquele que ama o mal julga que a vida é um divertimento. Além disso, não é fácil achar diversão que hoje não envolva palavras ou atos torpes e nocivos, ou levem a nos fazer perder inteiramente a seriedade da alma. Como não colocar em risco nossa alma com os filmes, os espetáculos, as músicas, os livros, as praias da atualidade, para dar alguns exemplos? Talvez em outra oportunidade tratemos particularmente de cada uma dessas diversões. Todavia, tanto ou mais grave do que as imoralidades é essa concepção pagã da vida que coloca a diversão como a finalidade última das pessoas. É como se dissessem e realmente dizem: comamos, bebamos e nos divirtamos porque em seguida morreremos. Essa mentalidade destrói o fundamento da vida cristã, e nos faz esquecer nossa finalidade aqui na terra e a seriedade de nossa vida aqui na terra: conhecer, amar e servir a Deus para poder chegar ao céu
Que critério claro podemos usar para distinguir uma boa diversão de uma má diversão? Usemos um critério singelo, que são as palavras de São Paulo: “Alegrai-vos sempre no Senhor; de novo vos digo: alegrai-vos sempre no Senhor.” Podemos e devemos nos alegrar, mas no Senhor, isto é, dignamente, decentemente, cristãmente, em conformidade com a dignidade de filhos de Deus pelo batismo. Diante de qualquer espetáculo, de qualquer filme, de qualquer música ou entretenimento, de qualquer esporte, de qualquer leitura, diante de qualquer ambiente que frequentamos, diante de qualquer amizade, etc., devemos nos perguntar com toda sinceridade: isto é digno de um cristão? É compatível com minha dignidade de filho de Deus, é compatível com alguém que deseja o céu? Nosso Senhor e Nossa Senhora, no céu, estão agradados com essa diversão, ou ao contrário, ela lhes causa desgosto e desagrado?
O católico pode e deve se divertir, mas é preciso fazê-lo bem, de forma que a virtude, a santidade e o amor a Deus são favorecidos e não prejudicados. As nossas diversões têm a mesma finalidade da Missa que hoje celebramos: reparar as nossas forças para continuarmos melhor e com mais vigor no serviço de Deus. Nossas diversões devem nos fazer entrar na casa do Senhor, no céu
Os santos são pessoas alegres. Já citamos São João Evangelista, poderíamos citar São Francisco de Sales, São Francisco de Assis, São Felipe Néri, São Lourenço e todos os outros. Mas muito mais do que as diversões, o que causa essa alegria é a fidelidade a Nosso Senhor Jesus Cristo. Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém


LITURGIA DIÁRIA , 20 DE MAIO DE 2014

PRIMEIRA LEITURA (AT 14,19-28)

Leitura dos Atos dos Apóstolos - Naqueles dias, 19de Antioquia e Icônio chegaram judeus que convenceram as multidões. Então apedrejaram Paulo e arrastaram-no para fora da cidade, pensando que ele estivesse morto. 20Mas, enquanto os discípulos o rodeavam, Paulo levantou-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu para Derbe com Barnabé. 21Depois de terem pregado o Evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, Icônio e Antioquia. 22Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecer firmes na fé, dizendo-lhes: “É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus”. 23Os apóstolos designaram presbíteros para cada Comunidade. Com orações e jejuns, eles os confiavam ao Senhor, em quem haviam acreditado. 24Em seguida, atravessando a Pisídia, chegaram à Panfília. 25Anunciaram a palavra em Perge, e depois desceram para Atália. 26Dali embarcaram para Antioquia, de onde tinham saído, entregues à graça de Deus, para o trabalho que haviam realizado. 27Chegando ali, reuniram a comunidade. Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles e como havia aberto a porta da fé para os pagãos. 28E passaram então algum tempo com os discípulos - Palavra do Senhor

SALMO RESPONSORIAL  (Sl 144)

Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso

— Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!

— Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração

— Que a minha boca cante a glória do Senhor e que bendiga todo ser seu nome santo desde agora, para sempre e pelos séculos

EVANGELHO (JO 14,27-31A)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João - Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 28Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29Disse-vos isto, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis. 30Já não falarei muito convosco, pois o chefe deste mundo vem. Ele não tem poder sobre mim, 31amas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, eu procedo conforme o Pai me ordenou” - Palavra da Salvação

MENSAGEM DE NOSSA SENHORA EM MEDJUGORJE – “Eu me alegro com vocês e convido-os à oração. Filhinhos, rezem segundo as Minhas intenções. As suas orações me são necessárias; por meio delas, desejo aproximá-los de Deus. Ele é a salvação de vocês. Deus envia-me para ajudá-los e conduzi-los ao Paraíso, que é a meta de vocês. Por isso, filhinhos, rezem, rezem, rezem” – MENSAGEM DO DIA 25.09.94

São Bernardinho de SenaA IGREJA CELEBRA HOJE , SÃO BERNARDINO DE SENA - Nasceu em Massa Marítima, na Toscana, Itália, no ano de 1380. Muito cedo, infelizmente, perdeu seus pais; mas, por outro lado, a Providência Santíssima agiu na sua formação através de tias cristãs fervorosas. Tanto que oraram, testemunharam, foram canais da Providência Divina para a vida de São Bernardino. Numa vida de oração e penitência, ele discerniu seu chamado a uma vida consagrada, entrando para a família franciscana na Ordem dos Frades Menores. Ali, tornou-se sacerdote. São Bernardino possuía muitas qualidades; muitas delas, sobrenaturais. Muitos dons, dentre eles, o carisma da pregação. Um homem zeloso, liderou o movimento da observância em prol de uma vivência radical do carisma franciscano. Quantas pessoas, na Itália, conheceram esse santo por causa da eficácia do nome de Jesus! Grande devoto; tanto que nas leituras do ofício de hoje, encontramos um texto tirado de um de seus sermões: “O nome de Jesus é a luz dos pregadores, porque ilumina, com o seu esplendor, os que anunciam e os que ouvem a Sua Palavra. Por que razão a luz da fé se difundiu no mundo inteiro tão rápida e ardentemente, senão porque foi pregado este nome?”. Um grande pregador, ele reconhecia que tudo era graça na sua vida. Muitos puderam conhecer, através dos lábios desse pregador, o amor de Deus. Ele se expressou, revelou-se plenamente em Cristo Jesus na força do seu Espírito. São Bernardino, como todos os santos e santas da Igreja de todos os tempos, foi conduzido pelo Espírito Santo. Centrado no mistério da Eucaristia, devotíssimo da Santíssima Virgem, ele se consumiu ao serviço da Palavra e do povo de Deus. No ano de 1444, ele partiu para o céu e intercede por nós para que sejamos todos servos da Palavra para glória e de Jesus - São Bernardino de Sena, rogai por nós!



A oração de Moisés

sábado, 6 de outubro de 2012




Caros amigos,

A paz de Jesus e o amor de Maria a Rainha da Paz estejam convosco e com os vossos.

Já faz algum tempo que não escrevia, que hoje com a força de Deus voltarei a estar convosco. Quero retomar este caminho falando um pouco de oração, e para isto não utilizarei minhas palavras mas uma catequese que o nosso querido Papa Bento XVI fez a algum tempo atrás. Estes dias lendo parte desta catequese muito me chamou a atenção a oração incessante de Moisés pelo povo: a intercessão, o confronto de amor com Deus para com o seu povo. Que nela possamos aprender um pouco mais do amor infinito de nosso Senhor para conosco e o quanto os profetas tem a nos ensinar.

CATEQUESE
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 1º de junho de 2011

Queridos irmãos e irmãs,


Lendo o Antigo Testamento, uma figura ressalta-se entre as outras: aquela de Moisés, exatamente como homem de oração. Moisés, o grande profeta e condutor no período do êxodo, desempenhou a sua função de mediador entre Deus e Israel fazendo-se portador, junto ao povo, das palavras e ordens divinas, conduzindo-o à liberdade da Terra Prometida, ensinando aos Israelitas a viver na obediência e na confiança a Deus durante uma longa permanência no deserto, mas também, e diria sobretudo, rezando. Ele reza pelo Faraó quando Deus, com as pragas, tentava converter o coração dos Egípcios (cf. Ex 8–10); pede ao Senhor a cura da irmã Maria, acometida pela lepra (cf. Nm 12,9-13), intercede pelo povo que havia se rebelado, amedrontado pelas ordens dos exploradores (cf. Nm 14,1-19), reza quando o fogo estava por devorar o acampamento (cf. Nm 11,1-2) e quando serpentes venenosas faziam um massacre (cf. Nm 21,4-9); dirige-se ao Senhor e reage protestando quando o peso da sua missão havia se tornado muito pesado (cf. Nm 11,10-15); vê Deus e fala com Ele "face a face, como alguém que fala com o próprio amigo" (cf. Ex 24,9-17; 33,7-23; 34,1-10.28-35).

Também quando o povo, no Sinai, pede a Aarão para construir o bezerro de ouro, Moisés reza, explicando de modo emblemático a sua função de intercessor. O episódio é narrado no capítulo 32 do Livro do Êxodo e tem uma narração paralela em Deuteronômio no capítulo 9. É sobre esse episódio que gostaria de ater-me na
Catequese de hoje, e em particular sobre a oração de Moisés que encontramos na narração do Êxodo. O povo de Israel encontrava-se aos pés do Sinai enquanto Moisés, sobre o monte, esperava o dom das tábuas da Lei, jejuando por quarenta dias e quarenta noites (cf. Ex 24,18; Dt 9,9). O número quarenta tem valor simbólico e significa a totalidade da experiência, enquanto com o jejum indica-se que a vida vem de Deus, é Ele que a sustenta. O ato de comer, de fato, implica assumir o alimento que nos sustenta; por isso, jejuar, renunciando ao alimento, nesse caso, tem um significado religioso: é um modo de indicar que não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor (cf. Dt 8,3). Jejuando, Moisés mostra esperar o dom da Lei divina como fonte de vida: essa revela a vontade de Deus e nutre o coração do homem, fazendo-o entrar em uma aliança com o Altíssimo, que é fonte da vida, é a vida mesma.

Mas, enquanto o Senhor, sobre o monte, dá a Moisés a Lei, aos pés do monte o povo a transgride. Incapazes de resistir à espera e à ausência do mediador, os Israelitas pedem a Aarão: "Faze-nos um deus que marche à nossa frente, porque esse Moisés, que nos tirou do Egito, não sabemos o que é feito dele" (Ex 32,1). Cansado de um caminho com um Deus invisível, agora que também Moisés, o mediador, desapareceu, o povo pede uma presença tangível, palpável, do Senhor, e encontra no bezerro de metal fundido feito por Aarão um deus tornado acessível, ao alcance do humano. É essa uma tentação constante no caminho de fé: contornar o mistério divino construindo um deus compreensível, correspondente aos próprios esquemas, aos próprios projetos. Aquilo que acontece no Sinai mostra toda a estupidez e a ilusória vaidade dessa pretensão porque, como ironicamente afirma o Salmo 106, "trocaram a sua glória pela estátua de um touro que come feno" (Sal 106, 20). Por isso o Senhor reage e ordena a Moisés que desça do monte, revelando-lhe o que o povo estava fazendo e terminando com essas palavras: "Agora, deixa, pois, que se acenda minha ira contra eles e os reduzirei a nada; mas de ti farei uma grande nação" (Ex 32,10). Como com Abraão a propósito de Sodoma e Gomorra, também agora Deus revela a Moisés o que pretende fazer, quase como que se não desejasse agir sem o seu consenso (cf. Am 3,7). Diz: "deixa que se acenda minha ira". Na realidade, esse "deixa que se acenda minha ira" é dito exatamente para que Moisés intervenha e Lhe peça para não fazê-lo, revelando assim que o desejo de Deus é sempre de salvação. Como para as duas cidades dos tempos de Abraão, a punição e a destruição, em que se expressa a ira de Deus como rejeição do mal, indicam a gravidade do pecado cometido; ao mesmo tempo, o pedido do intercessor pretende manifestar a vontade de perdão do Senhor. Essa é a salvação de Deus, que implica misericórdia, mas ao mesmo tempo denuncia a verdade do pecado, do mal que existe, e assim deseja que o pecador, reconhecido e rejeitado o próprio mal, possa deixar-se perdoar e transformar por Deus. A oração de intercessão torna-se assim operante, dentro da realidade corrompida do homem pecador, a misericórdia divina, que encontra voz na súplica do orante e se faz presente através dele ali onde há necessidade de salvação.

A súplica de Moisés está toda centrada sobre a fidelidade e a graça do Senhor. Ele refere-se primeiramente à história de redenção que Deus iniciou com a saída de Israel do Egito, para depois fazer memória da antiga promessa dada aos Padres. O Senhor operou a salvação libertando o seu povo da escravidão egípcia; para que agora – pergunta Moisés – "os egípcios dissessem: com um mau desígnio os levou, para matá-los nas montanhas e suprimi-los da face da terra!" (Ex 32,12). A obra de salvação iniciada deve ser completada; se Deus destruísse o seu povo, isso poderia ser interpretado como sinal de uma incapacidade divina de levar a cumprimento o projeto de salvação. Deus não pode permitir isso: Ele, o Senhor bom que salva, a garantia da vida, é o Deus de misericórdia e perdão, de libertação do pecado que mata. E, assim, Moisés apela a Deus, à vida interior de Deus contra a sentença exterior. Mas agora, argumenta Moisés com o Senhor, se os seus eleitos perecem, ainda que sejam culpáveis, Ele poderia parecer incapaz de vencer o pecado. E isso não se pode aceitar. Moisés fez a experiência concreta do Deus de salvação, foi enviado como mediador da libertação divina e então, com a sua oração, faz-se intérprete de uma dupla inquietação, preocupado com a sorte do seu povo, mas também preocupado com a honra que se deve ao Senhor, com a verdade do seu nome. A intercessão, de fato, deseja que o povo de Israel seja salvo, porque é o rebanho que lhe foi confiado, mas também para que naquela salvação se manifeste a verdade realidade de Deus. Amor pelos irmãos e amor por Deus se compenetram na oração de intercessão, são inseparáveis. Moisés, o intercessor, é o homem tensionado entre os dois amores, que na oração se sobrepõem em um único desejo de bem.

Então, Moisés apela à fidelidade de Deus, remetendo-Lhe às suas promessas: "Lembrai-vos de Abraão, de Isaac e de Israel, vossos servos, aos quais jurastes por vós mesmo de tornar sua posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e de dar aos seus descendentes essa terra de que falastes, como uma herança eterna" (Ex 32,13). Moisés faz memória da história fundadora das origens, dos Pais do povo e da sua eleição, totalmente gratuita, em que Deus somente havia tido a iniciativa. Não por motivo de seus méritos esses haviam recebido a promessa, mas pela livre escolha de Deus e pelo seu amor (cf. Dt 10,15). E agora, Moisés pede que o Senhor continue na fidelidade à sua história de eleição e salvação, perdoando o seu povo. O intercessor não se desculpa pelo pecado de seu povo, não elenca presuntos méritos nem do povo nem seus, mas apela à gratuidade de Deus: um Deus livre, totalmente, que não cessa de buscar aquele se distanciou, que se mantém sempre fiel a si mesmo e oferece ao pecador a possibilidade de voltar a Ele e de tornar-se, com o perdão, justo e capaz de fidelidade. Moisés pede que Deus mostre-se mais forte também que o pecado e a morte, e com a sua oração provoca esse revelar-se divino. Mediador de vida, o intercessor solidariza-se com o povo; desejoso somente da salvação que Deus mesmo deseja, ele renuncia à perspectiva de tornar-se um novo povo acolhido com prazer pelo Senhor. A frase que Deus lhe havia dito, "mas de ti farei uma grande nação", não é sequer levada em consideração pelo "amigo" de Deus, que, ao contrário, está pronto a assumir sobre si não somente a culpa do seu povo, mas todas as suas consequências. Quando, depois da destruição do bezerro de ouro, voltar ao monte para pedir de novo a salvação para Israel, dirá ao Senhor: "Rogo-vos que lhes perdoeis agora esse pecado! Senão, apagai-me do livro que escrevestes" (v. 32). Com a oração, desejando o desejo de Deus, o intercessor entra sempre mais profundamente na consciência do Senhor e da sua misericórdia e torna-se capaz de um amor que chega até o dom total de si. Em Moisés, que está no topo do monte face a face com Deus e se faz intercessor para o seu povo e oferece a si mesmo – "apagai-me" –, os Padres da Igreja viram uma prefiguração de Cristo, que do alto da cruz realmente está diante de Deus, não somente como amigo, mas como Filho. E não somente se oferece – "apagai-me" –, mas com o seu coração transpassado se faz apagar, torna-se, como diz São Paulo mesmo, pecado, toma sobre si os nossos pecados para tornar-nos salvos; a sua intercessão não é somente de solidariedade, mas a identificação conosco: leva a todos nós no seu corpo. E assim toda a sua existência de homem e de Filho é clamor ao coração de Deus, é perdão, mas perdão que transforma e renova.

Penso que devemos meditar essa realidade. Cristo está diante do rosto de Deus e reza por mim. A sua oração sobre a Cruz é contemporânea a todos os homens, contemporânea a mim: Ele reza por mim, sofreu e sofre por mim, se identificou comigo tomando o nosso corpo e a alma humana. E convida-nos a entrar nessa sua identidade, fazendo-nos um corpo, um espírito com Ele, porque do alto da Cruz Ele trouxe não novas leis, tábuas de pedra, mas a si mesmo, o seu corpo e o seu sangue, como nova aliança. Assim, faz-nos consanguíneos com Ele, identificados com Ele. Convida-nos a entrar nessa identificação, a estarmos unidos com Ele no nosso desejo de estar em um corpo, um espírito com Ele. Rezemos ao Senhor para que essa identificação transforme-nos, renove-nos, porque o perdão é renovação, é transformação.

Gostaria de concluir essa catequese com as palavras do apóstolo Paulo aos cristãos de Roma: "Quem poderia acusar os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Cristo Jesus, que morreu, ou melhor, que ressuscitou, que está à mão direita de Deus, é quem intercede por nós! Quem nos separará do amor de Cristo? […]nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados [...]nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rm 8,33-35.38.39).


Benedictus PP XVI


Com isto meu irmãos vos convido a trilhar este caminho de amor e perseverança com o Senhor!

Vos quero bem!

Willy

A Verdadeira Paz e a Verdadeira Alegria do jovem só se encontra em Deus

domingo, 15 de julho de 2012


Caros jovens! O caminho para a Verdadeira Felicidade só se encontra em Deus e na Sua Santa Igreja! Por meio da Oração do Rosário de Maria, da Confissão Sacramental e da Eucaristia sempre em Estado de Graça, se encontra a Verdadeira Paz e Alegria que tanto se almeja! Também a cura e a Purificação do próprio coração e a verdadeira descoberta da própria identidade!... a Vontade de Deus para sua vida!

  “Ser jovem é ser vida! Ser jovem é ter no peito, um coração que não se cansa! Ser jovem é crer que sempre depois do horizonte, haverá um novo amanhecer cheio de luz! Ser jovem é sempre crer, quando tudo à sua volta já não oferece esperança! Ser jovem é sempre sorrir, mesmo quando as lágrimas desejam cair dos olhos, é sempre lutar sem pensar na dor! Ser jovem é ser obediente, à Voz da SABEDORIA DIVINA! Ser jovem é sempre olhar para o alto, ainda que tudo diga:’não adianta’! É gostar do que é belo, verdadeiro, puro e santo! É ter garra! É ser reflexo da VIDA! É lutar até o fim por aquilo que se quer! 
Quando eu tinha 15 anos, com o Meu “SIM”, trouxe DEUS ao mundo, e todos foram redimidos... Também vocês, mesmo sendo muito novos, podem com o seu “sim”, fazer ‘coisas grandiosas’ por DEUS e pela conversão do mundo! Sejam Santos! Sejam jovens obedientes a DEUS!” (Nossa Senhora à uma alma especial) 

“Adolescente, fala em teu interesse uma vez; duas vezes no máximo, se tiveres sido interrogado. Repete a fala, dizendo muito em poucas palavras; porta-te como quem sabe, mas ao mesmo tempo cala-te. No meio dos grandes não banques o presunçoso; da mesma forma, onde há idosos não fale muito. Como o relâmpago vem antes do trovão, à frente do modesto vai à simpatia. Na hora de levantar-te, não te demores; sê o primeiro a retirar-te, voltando para casa. Lá te diverte, lá brinca; realiza teus desígnios, mas não peques com palavras arrogantes. E por todas essas coisas bendize a Deus, que te criou e te inebria de todos os seus dons.” (Eclo, 10-17)



 Caros jovens! Amadíssimos jovens dos Corações de Jesus e Maria! Como é difícil viver estes tempos! Tempos de tantas crises no mundo! Acima das crises econômicas, seja na Europa, seja nos Estados Unidos ou nos países diretamente ou indiretamente atingidos pelo bloco europeu ou Estados Unidos, a crise de FÉ é a maior de todas, e, seguramente, a origem de qualquer outra! A expulsão do Senhor na história da humanidade, ou seja: a tentativa do homem mau, de extirpar desta terra, qualquer vestígio da presença do Senhor criador deste mesmo mundo. O homem mau, negando o Inegável! O homem mau, desejando colocar para o exterior o deserto do interior do seu coração: esta mesma ausência de Deus, na qual ele mesmo rejeita. Enfim, a exaltação do pecado, como um algo normal.

Tempos que vivemos também, em consequência deste primeiro contexto acima, em que particularmente a juventude é fortemente atacada pelo demônio, através das mais variadas ofertas sedutoras: a ociosidade na internet, o tal do 'ficar sem compromisso', prostituição do próprio corpo por meio da roupa, da masturbação, da música, do sexo fácil e desvinculado de sua origem, da bebedeira,  drogas, baladas 'nada santas', que descambam para a  ideia de LIBERDADE no conceito mundano. Para o jovem cristão  tantas ofertas de’ vida fácil’,  é um grande desafio : dizer ‘não’ às seduções do mundo. Dizer ‘não’ às ofertas de ‘FELICIDADE’ que o mundo acredita ser . Dizer ‘não’ ao estilo de vida de jovem ‘normal’ e ‘sadio’ como o mundo conceitua. Afinal de contas, amar a Deus e buscar viver seus mandamentos, é coisa careta. Para o mundo, o jovem tem mesmo é que 'curtir'!. Dizer ‘sim’ à Deus, tal como Maria Santíssima, realmente é a grande a chave do jovem neste mundo: se comprometer a amar a Deus. Esta é a primeira grande ajuda para futuramente, se evitar as ocasiões de pecado. Para o jovem cristão que deseja viver verdadeiramente uma vida cristã, a resposta se encontra na Santa Madre Igreja: a vida nos sacramentos, sobretudo a confissão e a Eucaristia e a vivência do Santo Evangelho e a oração frequente e confiante do Rosário de Maria, bem como a sua consagração à Deus por meio do Seu Imaculado Coração, são os refúgios e a normativa para a descoberta de uma verdadeira e sincera identidade do que é ser homem e mulher, nesta etapa da vida. Deus não quer reter o joem para Si, como se este fosse um escravo Dele, mas, Deus o quer livre, verdadeiramente feliz e liberto, sabendo realmente para que existe e o que Deus deseja dele. Deus só quer a felicidade dele! Apenas isso! A verdadeira FELICIDADE da JUVENTUDE é em DEUS! A Verdadeira Alegria e a Verdadeira Liberdade só se encontra em Deus! O resto é apenas desilusão! Apenas um sopro! Por mais que tenha aparência de prazer e felicidade.

 Já a dita ‘felicidade’ que é ofertada ao jovem no mundo, é apenas aparência, tal qual as paixões deste mundo, e tal qual o pecado: bonito e atraente pela frente, mas, por trás, um rastro de destruição e falta de esperança! E isso que o demônio que fazer nós acreditarmos depois que pecamos. Que não adianta fazer mais nada. Que estamos mortos! Daí é hora de nos arrependermos e corrermos de volta ao confessionário sem pestanejar, sem enrolar, sem se considerar tão pecador, que a Misericórdia Divina não possa suplantar. O pecado destrói e desfigura nossa identidade. Ainda mais na etapa do jovem, que busca uma identidade para a vida adulta, pois agora é preciso andar a passos largos, esta angústia pode tornar-se  ainda maior.

Porém, coragem! Deus é conosco! Basta que escolhamos à Ele! Busquemos por meio da oração constante e vigilante do Santo Terço e do Santo rosário, abrir-nos à Deus! O Rosário é a grande arma do jovem! O Terço, Rosário, abre a alma para Deus e para a Igreja, pelas Mãos Daquela que é a ponte para Jesus e Mãe da Igreja, que é Esposa de Cristo. Por meio do Rosário, o jovem é levado a amar a Deus, a buscar a oração constante em sua vida - uma nova experiência de vida com Cristo -,  o Sacramento da Confissão, da Eucaristia sempre em Estado de Graça e da consequente Purificação do Coração, nesta imensa batalha que é aluta do nosso coração contra nossos maus desejos, sobretudo em uma fase em que somos tão atacados na área da sexualidade, cada qual à sua maneira, já que o demônio muito nos estuda, e, sabe de algum modo onde somos fracos nesta área.

Se cairmos, caros irmãos, não temamos! não desistamos! A Verdadeira Felicidade como dito acima, só se encontra em Deus! Já é um grande avanço! A Felicidade não está no mundo! Somente em Deus! Então, se cairmos no pecado, busquemos a Deus na oração e no Sacramento da Confissão! E daí na Sagrada Eucaristia, onde Jesus deseja se unir conosco e nos curar, nos ajudar a viver a santidade que ele deseja para nós!

Caros jovens! Confiança em Deus! Ele nos ama! Então nos aproximemos Dele por meio de Maria, e não importa o que acontecer, não nos afastemos mais deste amabilíssimo Coração! A Paz dos Corações de Jesus e Maria à todos vocês!!!

Depoimentos reais de quem perdeu tudo na pornografia.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011



A droga mais poderosa e devastadora inventada pela humanidade se chama pornografia. Graças à ela, inúmeras pessoas perderam a esperança de ter uma vida digna, devido à força de hábitos compulsivos que as domina e escraviza. Não obstante os graves efeitos originados pela indústria pornográfica, eles foram amplificados depois da popularização da internet. Hoje, qualquer pessoa, no sossego e anonimato proporcionado pelo seu lar, pode ter acesso ilimitado ao longo das 24 horas a material pornográfico, praticamente tornando-o o seu “alimento” de cada dia.

Com o propósito de enfatizar a correlação entre pornografia e droga, câncer, AIDS e morte, selecionei alguns depoimentos anônimos* postados no artigo sobre vício em sexo e os dividi em dez grupos significativos que enfeixam os danos irreparáveis provocados nas pessoas. Em todos eles, há elementos que se repetem indefinidamente, como se fossem os giros de um monótono moinho de oração. Desta forma, para quem acredita que a pornografia é o estado da arte da liberdade de um povo, nada melhor do que parar para escutar os seus escravos.

1- Déficit de Sono:

“É, eu sei que sou viciado em masturbação, tenho 35 anos e não posso ficar sozinho, principalmente só e na frente de um PC, que fico vendo sites XXX e me masturbando por horas, às vezes gozo umas 2 ou 3 vezes em 6 horas ininterruptas de masturbação e no trabalho, pois fico só à noite e deixo até de dormir para me masturbar e no dia seguinte estou um caco. Minha esposa tem uns problemas de ordem ginecológica – miomas e endometriose – o que restringe muito nosso relacionamento sexual a uma relação por mês. Poderemos tratar em breve pelo plano de saúde dela que está acabando a carência, mas acho que isso não é desculpa para o meu vício que vem desde a adolescência.”



2- Masturbação compulsiva.

“Oi, procurei alguma página que pudesse me ajudar com essa droga. Sou viciado em me masturbar desde quando eu descobri a minha ereção com cerca de 10 anos de idade, sendo que hoje tenho 18, desde então, o máximo período que fiquei sem me masturbar foi um mês e isso no começo, agora quero todo o dia, é site com vídeos, fotos, revistas virtuais ou não, com minha ex-namorada era terrível, ela era evangélica e eu já sem convicção, mas batizado e frequentando a igreja, só queria fazer com ela, tentativas frustradas pois não achávamos locais adequados, todos tinham pessoas e não saímos da masturbação e do oral (acho que isto piorou o meu estado), todo dia era motivo de medo e de choro, não tenho vontade de me masturbar mas isso toma conta de mim, é horrível, tenho prazer no começo e uma tristeza enorme no fim.”



3- Ideia fixa.

“Eu mesmo não aguento mais a compulsão de olhar pra tudo que é mulher nas ruas (quando estou sem minha esposa claro, tento não constrangê-la), procurando ver seus seios, chega ser hipinótico quase quebrando o pescoço para olhar. Eu tento me controlar mas está cada vez mais difícil, não escapa nem as adolescentes.” (Este comentador já aponta o caminho claro à pedofilia, como será aprofundado no depoimento 10.)

4- Culpa.

“Nunca contei isso para ninguém, mas das opções acima, só nunca me passou pela cabeça estuprar. Todos os outros sintomas eu tenho. Tornei-me adepto do sexo fácil, ou seja, nem sempre podia pagar uma prostituta, aliado ao fato de a esposa não querer transar, ter que fazer tudo escondido, acabei me permitindo às facilidades da masturbação em frente ao PC. Com o tempo, isto não satisfazia mais. Queria vídeos exclusivos e passei a trocar até vídeos de pedofilia para conseguir vídeos caseiros em troca. Mas também não saciou, as coisas ficaram mais interpessoais quando instalei a webcam. O leque de opções aumentou. Encontros iniciais, sexo esporádico com certa frequência, mas ainda não bastava. Descobri então a minha maior mágoa e a culpa do vício, me envolvi com a facilidade da relação homossexual. O leque era ainda maior. Garotos novinhos que curtiam o sexo oral, os que se faziam passar por meninas, os mais experientes, todos, sem exceção.

E eu por cumprir sempre o papel de ATIVO, não percebia que seria uma questão de tempo para que se tornasse trágico toda essa promiscuidade. Estou agora com muito medo, pois ainda não sofri nenhuma consequência deste transtorno, meu casamento tem rusgas, mas está de pé, ainda não perdi meu emprego, a família se respeita. Não pretendo assumir jamais esse passado recente, mas preciso de ajuda urgente. A culpa está tomando conta de mim. E não posso revelar esse vício e manter o passado inerte. Minha esposa iria se enojar de mim e não entender como vício ou coisa qualquer. Existe tratamento anônimo, sem dinâmicas de grupo ou de casais? Socorro!!!!”

5- Interminável perda de tempo nos chats.

“Tenho 30 anos, casado e venho tendo problemas com minha esposa por muitas vezes, tipo chegar atrasado aos compromissos, ficar até tarde na internet (podendo estar um pouco mais com ela). Na internet tenho uma conta de MSN onde somente acesso temas de sexo. Assim como a maioria dos homens, procuro em chat de relacionamento o contato com mulheres que sintam desejo de manter contato virtual. Não tenho interesse em manter um contato físico com outras mulheres, somente virtual. Essa fantasia virtual, esse “anonimato” que tudo se pode falar, que tudo se pode fantasiar, onde se não houver afinidade nos desejos somente se aperta o botão “deletar” e pronto, vou tentar em outra. Nessa tentativa se passam horas, dias, meses de busca incessante, quando poderia estar investindo perfeitamente em outros assuntos, crescimento pessoal, negócios, diversão, etc.”

6- Sonolência.
“Eu chego atrasado nos lugares, fico sonolento, termino não cumprindo com as minhas obrigações e compromissos e… tudo por que?! Porque estou perdendo meu tempo com coisas extremamente sexuais.”




7- Arrependimento e depressão.

“Oi, por favor, simplesmente preciso de ajuda. Eu não saio com garotas, não traio mais a minha esposa, consegui superar isso e acho que não vai mais acontecer. Porém, continuo descarregando minha ansiedade sexual em pornografia; coisas terríveis, grotescas, que me fazem sentir nojo depois da masturbação e ejaculação. Eu não levo estas coisas para a vida real. As coisas que eu vejo, ficam somente na fantasia, mesmo. Mas, o peso da culpa é tremendo, me faz desejar a morte, não consigo mais achar graça na vida. Quando entro na internet não consigo parar de ver estas imundícies, a depressão acaba comigo depois, sinto-me numa jaula, acorrentado. Eu não quero mais ser assim, eu tenho que mudar, é terrível!
Vi nesse artigo a respeito de tomar prozac, será que se eu tomasse, isso me ajudaria? Não tenho coragem de contar para minha esposa isso, preciso muito, muito de ajuda.”



8- Falência do casamento.

“Olá! Bom, meu caso também é sério, sou casado há 3 anos e meio, no começo do casamento contei para a minha esposa o problema que eu tinha em relação ao sexo compulsivo, vejo que o assunto não é tão fácil de se resolver como parece, tivemos uma discussão antes de ontem e nosso casamento acabou não quero mais fazê-la sofrer, apesar de não conseguir falar a ela que a amo muito mas eu sei dizer que amo sim, ela é muito especial, evangélica e tudo de bom, mas essa desgraça de sexo compulsivo é como um câncer, um vírus de HIV, parece que não tem cura, tentei de varias maneiras, na igreja, orando, participando de retiros específicos de renuncia e arrependimento com muita oração e ministração, porém nada resolveu para mim pelo menos, mas o pior de tudo é que isso corroí la dentro e a gente sente a destruição aos poucos, mais terrível ainda é que a gente não encontra ajuda em lugar nenhum, não ajuda especializada.


Era para ser tudo lindo em meu casamento, uma linda esposa, a família dela praticamente me adotou são maravilhosos comigo, nossa casa está montadinha, pintamos, decoramos, estava tudo perfeito, mas essa desgraça não só acabou com meu casamento, como está me destruindo aos poucos ao longo dos anos da minha vida, não devia ter casado com essa moça, ela realmente não merecia isso, eu tenho 37 anos e ela tem 27, linda, perfeita, a mulher certa para casar, excelente dona de casa, mas infelizmente não casou com o cara certo, me sinto uma desgraça, me sinto um amaldiçoado, esperar o que, nasci de uma mãe que me abandonou e era prostituta e nem sabia quem era meu pai, essa desgraça de sexo descontrolado vem direto do inferno e mata e destrói as pessoas, é terrível isso, meu casamento tinha tudo para dar certo, mas consegui acabar com ele por causa dessa desgraça embutida em mim desde o ventre de minha mãe; e agora? Como que se resolve isso, não, não, isso não tem solução, só piora meu amigo, e a desgraça aumenta cada vez mais e você vai ficando cada vez mais sozinho, desamparado à margem dos que passam com sucesso, isso é igual a viciados em drogas, dificilmente conseguem sair dessa situação, ou morrem pela própria droga ou pela polícia ou por traficantes, enfim mais cedo ou mais tarde ele vai morrer de qualquer jeito; e é assim que me sinto, que estou morrendo aos poucos e não consigo encontrar nenhum tipo de ajuda, grito ao vento mas ninguém escuta.


O pior de viver uma vida como essa é que na hora que você deseja as pornografias oferecidas, a gente se delicia, mas depois que passa esse momento de prazer sinto nojo de mim, do que fiz, do que vi e tudo mais, cada coisa horrível que fazem e a gente vê. Isso tudo é um vírus do inferno que vêm para destruir a vida das pessoas. Diga-me, como alguém pode viver desse jeito? E pior é que tem gente que gosta e aprova tudo isso. Minha ex-esposa tem razão, que nojeira tudo isso. Como pode uma pessoa quem tem filhos uma família perfeita linda viver em uma imundícia dessa. Minha ex me perguntou se era nessa podridão que eu queria criar um filho caso os tivéssemos. Então é isso, já perdi meu casamento, não vou ter a filha que tanto desejei ter, não sei o que vai acontecer daqui pra frente, mas não vou desistir de mim tão facilmente, desisti do casamento, mas ainda não vou desistir de mim vou lutar para me livrar desse vírus mortal até o último dia da minha vida e ainda vou morrer com dignidade.”
Comentário postado aqui.

9- Decadência.

“Tenho 45 anos, sou viciado em sexo. Perdi meu casamento de 16 anos, estou desempregado, e só consigo ter ânimo para buscar parceiros na net, frequentar locais de encontros sexuais. Cada dia eu quero mais, quero uma novidade, agora estou entrando na fase do sexo sem camisinha.”

10- Pedofilia.

“Bom eu já reconheço que sou viciado em sexo. Sou casado há nove anos, e por consequência de vários abusos sexuais, quando meus tios me violentaram e uma empregada também, quando com 8 ou 9 anos me forçava a praticar sexo com ela. Isso me levou a uma compulsão louca por sexo por vídeos pornográficos e tudo relacionado a sexo me excitava e eu me masturbava na adolescência até mesmo se alguma garota fizesse alguma insinuação sensual eu corria me masturbar. Hoje, com 34 anos já trai minha esposa algumas vezes, quando da ultima vez não aguentei a culpa e confessei tudo a ela. Então, ela resolveu me perdoar.

Só que o problema é que minha esposa tem uma filha (no caso minha enteada) hoje com 14 anos, e eu já, acreditem, me masturbei muitas vezes pensando nela, já armei para que ela assistisse filmes pornôs várias vezes…” “…porém depois vem a depressão profunda, por não aceitar isso, por saber que é errado, e fica uma guerra por não querer que nada de mal aconteça a ela, pois a trato como os meus filhos e confesso que tenho medo de me tornar um pedófilo, se é que já não sou. Por favor me ajudem, preciso mesmo de ajuda, já perdi o emprego por descrever um sonho que tive com uma aluna de 15 anos em uma escola em que era professor, que causou um trauma psicológico enorme na probrezinha e desde então vivo uma crucial e desigual luta entre minha compulsão e a razão!”


Reflita sobre as seguintes observações:
1. Vejamos à definição de lascívia e luxúria: “Gratificação dos sentidos indulgência para com o apetite; dedicado aos ou preocupado com os sentidos” e “desejo sexual intenso”. A masturbação encaixa-se definitivamente nestas definições (veja Gl 5:19). Pode-se praticar a masturbação sem lascívia ou luxúria?

2. O teste seguinte é o de sua vida mental. Jesus disse: ” Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mt 5:27,28). Quando uma pessoa pratica masturbação, o que se passa em sua cabeça? Pode alguém se masturbar sem imaginar um ato sexual ou ao menos cenas sensuais? O que é que você acha? Se você pratica a masturbação, pode sua mente permanecer pura?

3. Em seguida, reflita sobre a santidade e a intenção da relação sexual no casamento. Sem sombra de dúvida, a masturbação é uma tentativa de experimentar as mesmas sensações que são atribuídas ao casamento. É um substituto do ato verdadeiro – uma farsa, uma falsificação, um dolo.

4. A masturbação é também totalmente egocêntrica. Uma das características do egocentrismo é a auto-indulgência. Paulo descreve o modo de vida de quem é controlado por Satanás, dizendo: “Todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (Ef 2:3).

5. Finalmente, a masturbação pode nos levar à escravidão. Quando uma pessoa é dominada por uma indulgência carnal, ela peca. “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências” (Rm 6:12).
Paulo também diz: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convém. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (I Co 6:12).

Você é escravo da masturbação?

Reflita sobre os cinco enunciados acima, para determinar se, para você, a masturbação é pecado.
Liberte-se!
Minha conclusão é que a masturbação não deve fazer parte da vida de nenhum ser humano. O Senhor nosso Deus não nos fez para sentirmos prazeres passageiros que causam manchas na mente e principalmente na alma. Se você que acabou de ler essa reportagem passa por isso, eu digo que você tem jeito!
VOCÊ CONSEGUE VENCER!!!

VOCÊ CONSEGUE VENCER!
Como vencer essa tentação?
Confessando-se com profunda contrição e arrependimento
Oração
Jejum
Atos de penitência para reparação
Leitura da Bíblia
Procurando ser grato a Deus por tudo que Ele faz por ti
Renunciando a si mesmo
Evitando todas as situações que lhe leve a pecar
Meditando sobre o inferno
Olhando somente para Deus
Não vai ser fácil, mas tenha paciência e peça essa grande graça a Deus, procure pessoas espirituais que possam lhe ajudar, contudo use o amor que você tem a Deus e o medo de ir para o inferno para lutar contra SATANÁS o príncipe deste mundo.
A VIDA PASSA RÁPIDO, E O CÉU NOS ESPERA!



Fontes de pesquisa:
http://reporterdecristo.com.br
http://google.com.br
http://blog.cancaonova.com
http://lucianosantos.net/jovens/o-jovem-cristao-e-a-masturbacao/

Jovens Pró-vida

segunda-feira, 26 de setembro de 2011


Apresentação do Grupo de Jovens Don Bosco, ao Regional Sul 1 da CNBB, em relação ao trabalho Pró-vida, colocação feita por Pe. Mateus Maria no dia 24/09/11 no Mosteiro São Bento - SP.

Balada Santa e Cristoteca

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Comentário do Evangelho do 21º domingo do TC Ano C, do dia 22 de Agosto de 2010. Hoje em dia está em moda a tal Cristoteca, Barzinho de Jesus e Balada Santa, na verdade são lugares que buscam a santidade? Ou apenas antros de prostituição? A minha experiência no confissionário e nas direções espirituais me mostraram o que são. Não quero com este comentário generalisar, mas coloco esta questão em foco, e deixo a pergunta é este o caminho da evangelização?
“Prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir.Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si.Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas”(2Tm 4,2-4).
Hoje está em moda as Cristotecas e baladas santas, será que são santas realmente, são de Deus ou do demônio para destruir os jovens e a sã doutrina?
Na minha opinião estas baladas santas, barzinhos de Jesus e cristotecas, nada mais são do que uma obra de satanás, digo isto, pois conversei com muitos jovens que foram a estas cristotecas, e lá se perverteram no pecado, usaram drogas, arrumaram garotas para ir para o motel, um até me contava que o seu colega fez sexo com uma das garotas que lá estava, no banheiro da própria cristoteca, e diante de tudo isto eu me perguntava: “Isto é evangelização?”. Mas o mais triste é que muitos sacerdotes apóiam, são cúmplices do pecado, se vendem ao dinheiro, ao aparecer! A quem estão evangelizando? Como também outro ponto discordante é o chamado “barzinho de Jesus!”, que banalização!!!
Nestas Cristotecas e barzinhos de Jesus acontece, muita mais baixaria que nos próprios bares e discotecas do mundão! Mas o que mais me irrita, é que reveste algo profano de divino, barzinho de JESUS, CRISTOteca, para mim esta é maior artimanha de satanás, para perdição dos jovens católicos!
Na época em que são João Maria Vianey chegou em Ars, o povo estava perdido com a depravação, e o santo Cura, não foi nos butecos buscar as ovelhas, não foi na discoteca buscar os jovens, mas foi sim, diante do santíssimo buscar as almas, dobrando os seus joelhos para a salvação daquele povo, e este foi o seu plano pastoral! Resultado? Toda Ars se converteu! Este sim é o modelo do sacerdote, do pastor! Agora parece que não entendemos os sinais que a Igreja nos dá, pois neste ano sacerdotal, o Papa colocou o Santo Cura, como modelo de todos os sacerdotes, e estes agem ao contrário! Os tempos mudaram? Mudaram sim, mas o homem e o pecado, continuam os mesmos, como também a única resposta que é a oração!
O santo Cura dizia que quando um jovem entra na discoteca, o seu anjo da guarda fica do lado de fora e lhe acompanha um demônio! Vejam que contradição pastoral! Tudo porque nem os padres querem mais rezar, e porque não rezam, não sabem o que fazer, e em vez de ganhar as almas, as dão de presente a satanás, e perdem também as suas..

Jovens sede santos

sexta-feira, 30 de julho de 2010


Palestra feita pelo Pe. Mateus Maria, para um grupo de 300 jovens, em preparação da Festa De Pentecostes. O tema abordado, é um convite para os jovens viverem uma vida no Espírito, guiados por Deus, vivendo em Santidade, preparando o seu coração para uma nova efusão do Espírito Santo de Deus
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