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Exorcismo, Obsessão e Possessão

terça-feira, 28 de agosto de 2018


Inicio esta meditação com o texto que comenta a visão de Leão XIII  (crescente atuação diabólica no mundo). 

"São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, sede nosso auxílio contra a malícia e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e Vós, Príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e os outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perder as almas."  

Como nasceu esta oração? Transcrevo o artigo escrito pelo Pe. Domenico Pechenino na revista Ephemerides Liturgicae, 1955, pp. 58-59. “Não lembro exatamente do ano. Uma manhã, o grande Pontífice Leão XIII tinha celebrado a Santa Missa e estava  assistindo uma outra Missa de Ação de Graças, como de costume.

 De repente, ele virou energicamente a cabeça, depois de ter olhado qualquer coisa intensamente, sobre a cabeça do celebrante. Finalmente, voltando a si, bate ligeira, mas energicamente com a mão, levanta-se. Dirige-se ao seu escritório particular. Daí a uma meia hora manda chamar o Secretário da Congregação dos Ritos e estendendo-lhe uma folha de papel, manda fazê-la imprimir e enviar a todos os Ordinários do mundo. Que assunto continha? A oração que rezávamos no fim da Missa com o povo."  

Saibamos que embora se divulgue tanto o mal e se fale tanto de Satanás, a história corre para o bem do homem e a última palavra é sempre a de DEUS. 

De Satanás se fala sempre, mas com uma visão de dois pontos extremistas. Alguns afirmam que ele não existe, e outros vêem Satanás em tudo. Ambos estão errados.

Maria em Medjugorje continuamente nos alerta sobre a existência de Satanás, dizendo:

"Nestes dias Satanás está preparando-se para colocar obstáculos a fim de impedir os meus projetos. Orai para que não se realize o seu intento."  Mensagem de 12/07/84.
"Nestes dias, podeis perceber o quanto Satanás está ativo." Mensagem de 19/07/84.
"(...) Sede pacientes e perseverantes nas orações, não permitais que Satanás vos enfraqueça".  Mensagem de 14/01/85.

Quase ninguém quer acreditar na existência de Satanás porque se ele não existe, não há o perigo de eu me perder e ir para o inferno. Se ele não existe, posso tudo. Mas o Catecismo da Igreja Católica nos alerta dizendo:

§1035 O ensinamento da Igreja afirma a existência e a eternidade do inferno. As almas dos que morrem em estado de pecado mortal descem imediatamente após a morte aos infernos, onde sofrem as penas do inferno, "o fogo eterno". A pena principal do inferno consiste na separação eterna de Deus, o Único em quem o homem pode ter a vida e a felicidade para as quais foi criado e às quais aspira.

Já dizia o Santo Padre Paulo VI na sua alocução papal de quarta-feira, 15 de novembro de 1972: “o mal, não é somente uma deficiência, mas uma eficiência ativa, um ser vivo, espiritual, pervertido e perversor. Terrível realidade. Misteriosa e amedrontadora.  Sai do quadro do ensinamento bíblico e eclesiástico quem rejeita reconhecer a sua existência”.

 O Demônio é mencionado freqüentemente no Primeiro Testamento, por exemplo, no Livro de Isaías: “Como caíste do céu, ó astro brilhante, que, ao nascer do dia, brilhavas?” (Is 14, 12). 
O Apocalipse -- o último livro do Novo Testamento, escrito pelo Apóstolo São João Evangelista -- assim descreve a queda de Lúcifer e dos anjos rebeldes: 

“E houve no Céu uma grande batalha: Miguel e os seus anjos pelejavam contra o dragão, e o dragão com os seus anjos pelejavam contra ele; porém, estes não prevaleceram; e o seu lugar não se achou mais no Céu. E foi precipitado aquele grande dragão, aquela antiga serpente, que se chama o Demônio e Satanás, que seduz todo o mundo; e foi precipitado na terra, e foram precipitados com ele os seus anjos.” (Apoc. 12, 7-9). 

O Novo Testamento é cheio de passagens que revelam a ação e o poder de Satanás; este é um dos motivos que se torna difícil negar a sua existência. Se nego a existência de Satanás, automaticamente nego a encarnação de Jesus Cristo, que veio para vencer a morte, vencer Satanás, libertando o homem de seu poder.

Nos Evangelhos vemos a figura de Satanás que tenta Jesus no deserto, que entra na manada de porcos, que possui Judas e o leva a agir contra Jesus, etc. 

Incapazes de amor, os Demônios encontram-se ligados pelo ódio mútuo e ódio a todas as coisas. Por isso, tramaram também a perdição do gênero humano. 

Satanás busca afastar o homem de Deus, e muitas vezes consegue, fazendo com que ele não acredite em sua existência satânica. Outras vezes coloca tanto medo no homem, que este o vê em tudo, e o pior é quando usa de pseudos profetas, que pregam mais a presença de satanás do que o amor de Deus, e querem com a sua pregação que as pessoas se convertam por medo e não por amor, tudo porque são eles por primeiros desequilibrados. 

A primeira proposta de Satanás  foi a de tentar seduzir Adão e Eva: “Sereis como deuses conhecendo o bem e o mal.” (Gn 3, 5).  Contudo, deixaram seduzir-se.

Maria nos alerta: “hoje vos convido a entrar em luta contra Satanás por meio da oração.”   Mensagem de 06/08/85.

Os Demônios conspiram contra o homem porque não podem tolerar que ele tenha sido redimido pelo Verbo Divino. Este que se encarnou no seio puríssimo de Maria, unindo-se à natureza humana e sendo homem e Deus, morreu em uma cruz.

O pecado original foi uma vitória de Satanás sobre o homem, mas a Redenção foi a vitória de Jesus Cristo sobre Satanás. Assim, Deus não consentiu que o Demônio arrastasse todos os homens para o seu reino. 

  Vemos que a melhor estratégia de Satanás é confundir o homem moderno sobre a sua existência e sua ação. 

É doutrina da Igreja a existência dos anjos, os quais foram submetidos à prova.  Alguns deles se rebelaram contra Deus, perderam e ficaram fora da graça do Senhor. Outros, contudo, permaneceram fiéis.

Os anjos que se rebelaram são os anjos maus, embora possuam a liberdade de escolha e os dons naturais dados a eles. Todavia, eles têm sua natureza prejudicada por causa de sua má escolha.
    O Catecismo da Igreja no parágrafo §414 diz:

    "Satanás ou o Diabo, bem como os demais Demônios, são anjos decaídos por terem se recusado livremente a servir a Deus e a Seu desígnio. Sua opção contra Deus é definitiva. Eles tentam associar o homem à sua revolta contra DEUS."

    E o mesmo Catecismo continua dizendo no parágrafo§392:
     A Escritura fala de um pecado desses anjos. Esta "queda" consiste na opção livre desses espíritos criados, que rejeitaram radical e irrevogavelmente a Deus e Seu Reino. Temos um reflexo desta rebelião nas palavras do Tentador ditas a nossos primeiros pais: "E vós sereis como deuses." (Gn 3,5). O Diabo é "pecador desde o princípio" (1Jo 3,8), "pai da mentira" (Jo 8,44). 

A Igreja nos ensina que temos Anjos da Guarda, os quais são designados por Deus a nosso favor e contra as investidas dos anjos maus contra nós.

Os Demônios, contudo, querem exercer sua influência contra nós, e por isso nos atacam com as tentações. Mas não podemos dizer que tudo é tentação do Demônio contra nós, pois grande parte do mal que sofremos ou padecemos, é causado por nós mesmos, pelos nossos atos concretos contra o amor de Deus, os quais geram as conseqüências.

O Demônio não tem o poder de mover alguém a fazer algo, ele apenas estimula e deixa o homem livre para agir – nem Deus age contra a liberdade do homem. O problema é que o homem na sua ignorância pensa ser inteligente e   mais forte ou até mais inteligente que o Demônio.

O Demônio age de modo sutil, embora use de toda a sua inteligência brilhante e ao mesmo tempo satânica para levar o homem à perdição. Porém, mesmo com tanta força, sua ação diabólica não é determinante sobre o homem.  Ele age em uma esfera periférica da alma, age no nível da imaginação, do sensitivo do homem. Ele pode tentar com maus pensamentos, mas não forçar.

A Igreja nos diz que existe a Infestação, a Obsessão e a Possessão.
Estas três formas de manifestações são possíveis e acontecem de fato, mas é errôneo dizer que são freqüentes, como também é um erro dizer que o Demônio não interfere na humanidade.  É heresia dizer que ele não existe, e se digo isto estou fora da comunhão da Igreja.

A Igreja acredita nisso e desenvolveu o Exorcismo, que é um sacramental, isto significa que age com o poder de Cristo através da impetração e intercessão da Igreja. 

Digo tudo isto para afirmar que nós que seguimos a Gospa, e graças a Deus no Brasil já temos mais de 50 Grupos de Oração na Espiritualidade de Medjugorje, pois ao contrário do que andei escutando por pessoas desequilibradas que querem se aparecer e se promover em nome da Gospa, e ficam dizendo que ’NO BRASIL NÃO SE REZA MAIS!” Me desculpe, “NO BRASIL SE REZA SIM!”. Nossos grupos, não são formados, por fanáticos que se dizem ‘ ser chamados por Maria para serem a ‘salvação do Brasil’, graças a Deus, não temos esta arrogância, pois sabemos que é Deus que nos salva na sua Misericórdia, da nossa parte só podemos contribuir com os seus projetos de amor vindos hoje pelas mãos da Rainha da Paz. Nossos Grupos de Oração não são formados por pessoas que vivem seguindo sinais catastróficos, e nem pensam que tudo é atuação  demoníaca.. 

A IGREJA CATÓLICA não é uma seita pentecostal que faz exorcismo em qualquer um, pois não é movida nem por ibope de televisão e nem por dinheiro. Para que se faça um exorcismo, são necessários que todos os sinais visíveis sejam estudados cientifica e psicologicamente, buscando-se todas as causas naturais.   Após tais exames, se não se encontrar nenhum sintoma a nível patológico ou psicológico, o caso será investigado pelo bispo local,  que deverá julgá-lo.

A Igreja nos diz que a Infestação é a ação do Demônio em um lugar. É interessante que Maria em Medjugorje nos diz na mensagem de 18/07/85 “(...) Recomendo que cada pessoa leve consigo um objeto bento. (...) Assim Satanás vos tentará menos(...).” 

A Obsessão é a ação do demônio em uma pessoa de forma externa (exemplo: o Cura d’Ards apanhava do Demônio ) e Maria nos diz “rezai,  filhinhos, para que Satanás não vos seduza com seu orgulho e falso poder.” Mensagem de 25/11/87.

Possessão é  a posse do Demônio pelo corpo da pessoa e o uso de suas faculdades sensitivas, mas nunca a posse da alma. O Demônio possui a pessoa de forma mecânica, corporal – casos raros.

O Demônio está abaixo do poder de Deus, por isso não devemos ter  terror, mas também não devemos brincar com ele. Santo Agostinho dizia que o Demônio é um cão que está amarrado e late, mas só morde quando alguém se aproxima.

Devemos estar atentos para poder identificar as ciladas de Satanás, pois ele é um ser que caiu por soberba, imagine só: Você acha que um ser orgulhoso, cheio de soberba ficará se estrebuchando em um palanque de uma seita pentecostal? Eu acho que ele tem maneiras mais sofisticadas para agir.   Pode até servir-se daqueles que fazem teatrinho para enganar os outros a caírem em falsas doutrinas ou até mesmo no esoterismo. Quando acontecem esses showzinhos, o Demônio permite que aconteçam esses teatrinhos. Enquanto isto, ele induz os homens ao mal, de modo que estes não percebam, pois o seu mal é mais amplo e mais profundo.

Devemos estar atentos e rezar para não cairmos em tentação.
Maria nos diz:
"(...) Com o Rosário vencereis a Satanás (...)"  Mensagem de 25/06/85.
"(...) Hoje vos convido a entrarem em luta contra Satanás por meio da oração."  Mensagem de 06/08/85.
"(...) Convido-vos hoje à oração e ao jejum. Sabei, filhinhos, que com a vossa ajuda Eu posso fazer tudo, posso constranger Satanás a não introduzir-vos ao mal (...)."  Mensagem de 04/09/86.
"(...) Satanás deseja afastar-vos de Deus através de coisas cotidianas, de modo que passem a ocupar o primeiro lugar em suas vidas."  Mensagem de 16/10/86.
"(...) Rezai e não permitais que Satanás possa agir em vossas vidas através de mal entendidos, incompreensões, falta de aceitação de uns para com os outros."  Mensagem de 25/01/90.

Nós, como filhos de Maria, devemos ser verdadeiros soldados de Cristo, armados com o Rosário na mão, contra Satanás e seus Demônios. Devemos estar atentos também com aqueles que buscam ensinar falsas doutrinas contrárias ao Magistério da Igreja – a estes não devemos dar ouvidos.

Como Grupo de Oração, devemos ser perseverantes para não nos deixarmos levar por Satanás, e para não cairmos em exageros de vê-lo em tudo e em todos – pois o Grupo se reúne para rezar e não para assistir a showzinhos de manifestações diabólicas feitas por mulheres mal casadas, problemáticas e estéricas.

Ninguém é chamado a fazer orações de libertações e ficar impondo as mãos sobre os outros, dizendo: “Sai Demônio”.  Nenhum leigo é autorizado a tais ministérios reservados a eclesiásticos.

Por fim, gostaria de dizer que devemos estar muito atentos para não nos deixarmos seduzir por Satanás, ainda mais nós, que somos filhos de Maria. Lembremos que onde está Maria, ali também está Satanás para tentar destruir os Seus filhos.

Já que Satanás não conseguiu destruir Maria, tentará nos destruir. Contudo, saibamos que a Virgem nos disse que com a oração do Rosário podemos parar as insídias do Demônio e bloquear sua ação maléfica.

Confiemos na Misericórdia de Deus, que nos dá seu livramento a todo o momento, por nos amar imensamente e incondicionalmente.
Os leigos não podem fazer o exorcismo sobre os outros, mas podem exorcizar a presença do mal sobre a sua própria vida,por meio da autoridade que Jesus deu a sua Igreja, com o “MANDATUM”. Então se você deseja colocar em fuga o mal que possa estar presente em tua vida, ou ao teu redor, reze a oração do Mandatum: “Em Nome do Pai e Do Filho e do Espírito Santo, eu te ordeno espírito imundo, pelo Sangue de Jesus Cristo, derramado na Cruz, pelas suas Cinco Chagas, como batizado (a), que sou, na presença do meu anjo da guarda e de Maria minha mãe, eu te ordene em Nome de Jesus, se afasta de mim agora, sem fazer mal a mim e a ninguém, e te proíbo de regressar, indo para os pés de Jesus para que Ele disponha de ti como quiseres, em nome do Pai e do Filho e Espírito Santo. Amém!

Pe Fernando Tadeu Barduzzi  Tavares
Jornalista 0083521/SP

MANDATUM O EXORCISMO SOBRE SÍ

terça-feira, 2 de janeiro de 2018


Saiba como "exorcizar o demônio que ronda perto de tí, com o poder que a Igreja te dá!
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Malefício saiba como se defender

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017



Saiba mais sobre o Maléficio e aprenda como se defender dele. Segue neste terceiro vídeo mais uma oração de libertação

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Exorcismo e a ação dos anjos

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Neste segundo vídeo, podemos perceber a grande importância dos anjos no combate espiritual contra satanás

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EXORCISMO E A AÇÃO DE SATANÁS

terça-feira, 26 de dezembro de 2017



Sobre a ação nefasta de satanás  segue uma oração de libertação !

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O exorcismo de Anneliese Michel

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

 
O EXORCISMO DE ANNELIESE MICHEL
Anneliese Michel (Leiblfing, Alemanha, 21 de setembro de 1952 — Klingenberg am Main, 1 de julho de 1976) era uma jovem alemã de família católica que acreditava ter sido possuída por uma legião de demônios, tendo sido submetida a uma intensa série de sessões de exorcismo pelos padres Ernest Alt e Arnold Renz em 1975 e 1976
 
As graves conseqüências atribuídas ao rito de exorcismo sobre a jovem motivaram a abertura de um processo criminal pelos promotores de justiça locais contra os pais de Anneliese e os padres exorcistas, causando uma grande polêmica em toda a Europa e dividindo a opinião pública mundial. O Caso Klingenberg, como passou a ser conhecido pelo grande público, deu origem a vários estudos e pesquisas, tanto de natureza teológica quanto científica, e serviu como inspiração para os filmes O Exorcismo de Emily Rose, dirigido pelo cineasta estadunidense/norte-americano Scott Derrickson, e Requiem, dirigido pelo polêmico cineasta alemão Hans-Christian Schmid
 
Anneliese, seus pais e suas irmãs.
Anneliese, seus pais e suas irmãs.
Infância
Anneliese Michel nasceu em Leiblfing, no estado federal alemão da Baviera, mas foi criada com as suas três irmãs no pequeno município de Klingenberg am Main. Seus pais, Anna e Josef Michel, muito religiosos, lhe deram uma educação profundamente católica. O pai de Anneliese mantinha a família trabalhando em uma serraria
 
Foto de Anneliese em sua primeira Comunhão
Foto de Anneliese em sua primeira Comunhão
 
Tratamento médico
Em 1968, com apenas dezesseis anos, Anneliese começou a apresentar sintomas e comportamentos que foram diagnosticados a princípio como epilepsia aliada a um quadro aparente de esquizofrenia, após vários exames na Clínica Psiquiátrica de Würzburg. Durante a noite, o corpo de Anneliese subitamente se tornava rígido, sentindo um enorme peso sobre o peito, além de uma total incapacidade de falar
 
Anneliese e o namorado
Anneliese e o namorado
 
Anneliese foi então enviada para o internamento no Hospital Psiquiátrico de Mittleberg, onde ela permaneceu em tratamento intensivo durante um período de aproximadamente um ano. Quando finalmente recebeu alta, foi ainda capaz de completar os seus estudos secundários e matricular-se na Universidade de Würzburg, onde iniciou os seus estudos em pedagogia.
Entretanto, durante todo esse tempo, Anneliese afirmava continuar escutar vozes ameaçadoras que diziam que ela “queimaria no Inferno” e ter visões assustadoras que ela mesma atribuiu a uma possessão demoníaca. Sem que os médicos encontrassem uma cura definitiva e sem uma explicação satisfatória para os sofrimentos da jovem, os seus pais começaram a cogitar que sua filha, de fato, estava possuída por alguma força sobrenatural maligna. Anneliese agora tinha visões de faces demoníacas durante as suas preces diárias, enquanto aumentava a sua intolerância a lugares e objetos sagrados e mergulhava cada vez mais em crises depressivas
 
Anneliese em ataque epiléptico, sendo amparada pelo pai.
Anneliese em ataque epiléptico, sendo amparada pelo pai.

Durante todo esse período de tempo e até perto do final das sessões de exorcismo, Anneliese foi medicada com poderosos psicotrópicos. A medicação se revelou ineficaz em deter as convulsões e fazer desaparecer as visões e vozes, que se tornaram mais e mais freqüentes para a jovem Anneliese.
 Em junho de 1970, Anneliese sofreu uma terceira convulsão no hospital psiquiátrico, neste momento foi prescrito pela primeira vez anticonvulsivantes. O nome desta droga não é conhecido e não trouxe alívio imediato aos sintomas de Anneliese. Ela continuou falando sobre o que ela chamou de “faces do diabo”, vistas por ela durante vários momentos do dia. Anneliese ficou convencida de que a medicina convencional era de nenhuma ajuda. Acreditando cada vez mais que sua doença era um tipo de distúrbio espiritual, ela recorreu à Igreja para que a exorcisassem. Naquele mesmo mês, lhe foi prescrita uma outra droga, Aolept (pericyazine), que é uma fenotiazina com propriedades gerais semelhantes às da clorpromazina: pericyazine é usado no tratamento de psicoses diversas, incluindo esquizofrenia e distúrbios de comportamento
 
Em novembro de 1973, Anneliese iniciou o tratamento com Tegretol (carbamazepina), que é uma droga antiepiléptica. Anneliese tomou o medicamento com frequência, até pouco antes de sua morte
 
Durante sessão de exorcismo.
Durante sessão de exorcismo.
O exorcismo
No verão de 1973, os pais de Anneliese foram até a paróquia local solicitando aos religiosos que submetessem a sua filha ao ritual de exorcismo. A princípio, o pedido foi negado, uma vez que a doutrina da Igreja Católica com respeito a essas práticas é muito restrita. Segundo a Igreja, dentre outras coisas, os possuídos devem ser capazes de falar línguas que nunca tenham estudado, manifestar poderes sobrenaturais e mostrar grande aversão aos símbolos religiosos cristãos
 
Anneliese fez uma peregrinação a San Damiano (Assis, Itália) com um bom amigo da família, Thea Hein. Como Anneliese era incapaz de passar por um crucifixo e se recusava beber a água de uma nascente sagrada, seu acompanhante concluiu que ela estava sofrendo de possessão demoníaca. Tanto Anneliese quanto sua família se convenceram de que ela estava realmente possuída e consultaram vários sacerdotes, pedindo um exorcismo. Os sacerdotes se recusaram, recomendaram a continuação do tratamento médico e informaram à família que para a realização de exorcismo era necessária a permissão de um bispo. Eventualmente, em uma cidade próxima, se depararam com o vigário Ernst Alt, que, depois de ver Anneliese, declarou que ela não “parecia uma epiléptica” e que ele não a via tendo convulsões. Ele acreditava que a menina estava sofrendo uma possessão demoníaca
Em 1974, após acompanhar de perto o comportamento de Anneliese, o padre Ernest Alt finalmente decidiu solicitar permissão ao Bispo de Würzburg para realizar o exorcismo e a permissão foi concedida somente após efetuar uma exata verificação da possessão (Infestatio) em setembro de 1975. O Bispo de Würzburg, Josef Stangl, autorizou os padres Ernest Alt e Arnold Renz a realizarem os rituais do Grande Exorcismo, cuja base é o Rituale Romanum, que ainda era, à época, uma lei canônica válida desde o século XVII (trata-se do Rituale Romanum de 1614), mas ordenou total sigilo sobre o caso. Renz realizara a primeira sessão em 24 de setembro
 
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Uma vez convencidos de sua possessão, Anneliese, seus pais e os exorcistas pararam de procurar tratamento médico e colocaram seu destino nas mãos apenas dos ritos de exorcismo. Sessenta e sete sessões de exorcismo, uma ou duas por semanas, com duração de até quatro horas, foram realizadas durante cerca de nove a dez meses em 1975 e 1976. Em algum momento, Michel começou a falar cada vez mais sobre a morte para expiar a juventude rebelde daquela época e os padres apóstatas da igreja moderna e se recusou a comer. A pedido da própria Anneliese, os médicos não estavam mais sendo consultados

 Anneliese tinha assumido um comportamento cada vez mais irascível. Ela insultava, espancava e mordia os outros membros da família, além de dormir sempre no chão podia ser ouvida gritando por horas em sua casa, enquanto quebrava crucifixos, destruía imagens de Jesus Cristo e lançava rosários para longe de si. Ela também cometia atos de auto-mutilação, tirava suas roupas e urinava pela casa com freqüência
 
Outro detalhe no ritual de exorcismo: o padre deve portar um crucifixo e uma Bíblia, para poder utilizar as palavras ditas por Jesus Cristo com precisão. Deve fazer o sinal da cruz, abençoar a pessoa possuída e aspergir sobre ela água benta. O padre então ordena com fé e firmeza que o demônio deixe o corpo do possesso e ora pedindo pela salvação da vítima em nome de Jesus Cristo. As orações denunciam a ação maléfica de Satanás e rogam pela misericórdia de Deus. Normalmente, os padres levam o possesso para uma igreja ou capela, onde podem realizar o rito reservadamente, apenas com a presença dos familiares. As sessões de exorcismo não têm um prazo de duração específico, podendo se estender durante horas, dias ou meses
 
No caso de Anneliese, as 67 sessões de exorcismo que se seguiram, numa freqüência de uma ou duas por semana, se prolongaram durante todo este tempo, durante o qual ela muitas vezes tinha que ser segurada por até três homens ou, em algumas ocasiões, acorrentada. Ela também lesionou seriamente os joelhos em virtude das genuflexões compulsivas que realizava durante o exorcismo, aproximadamente quatrocentas em cada sessão
 
El+exorcismo+(011)
Nas sessões, que foram documentadas em quarenta fitas de áudio para preservar os detalhes, Anneliese manifestou estar possuída por, pelo menos, seis demônios diferentes, que se autodenominavam Lúcifer, Caim, Judas, Nero, Hitler e Fleischmann, um padre caído em desgraça no século XVI. Todavia, o Rituale Romanum, assim como o tratamento com psicotrópicos, também não surtiu o efeito desejado
 
Padre Arnold Renz
Padre Arnold Renz
 
A Virgem
 
Durante o período em que esteve submetida ao exorcismo, onde continuava tomando os medicamentos, Anneliese relatou um sonho, onde teria se encontrado com a Virgem Maria, e que ela lhe teria proposto duas escolhas para a sua condição: ou ser liberada logo do jugo dos demônios ou continuar o seu martírio para que todos soubessem que o mundo espiritual e ação dos demônios no mundo existem de fato. Anneliese teria escolhido a segunda opção
 
Segundo entendimento do ensaísta Elbson do Carmo, em seu artigo [1], no Universo Católico: ”Anneliese optou pelo martírio voluntário, alegando que seu exemplo enquanto possessa serviria de aviso a toda a humanidade de que o demônio existe e que nos ronda a todos, e que trabalhar pela própria salvação deve ser uma meta sempre presente. Ela afirmava que muitas pessoas diziam que Deus está morto, que haviam perdido a fé, então ela, com seu exemplo, lhes mostraria que o demônio age, e independe da fé das pessoas para isso”
 
Falecimento
No enterro de Anneliese
No enterro de Anneliese
 
Em 1 de julho de 1976, no dia em que Anneliese teria predito sua liberação, morreu enquanto dormia. À meia-noite, segundo o que afirmou, os demônios finalmente a deixaram e ela parou de ter convulsões. Anneliese foi dormir exausta, mas em paz, e nunca mais acordou, falecendo aos 23 anos de idade. A autópsia considerou o seu estado avançado de desnutrição e desidratação como a causa de sua morte por falência múltipla dos órgãos
 
Nesse dia, o seu corpo pesava pouco mais de trinta quilos
Julgamento
Logo após o falecimento de Anneliese, os padres Ernest Alt e Arnold Renz fizeram o comunicado do óbito às autoridades locais que, imediatamente, abriram inquérito e procederam às investigações preliminares
 
Os promotores públicos responsabilizaram os dois padres e os pais de Anneliese de homicídio causado por negligência médica. O bispo Josef Stangl, embora tivesse dado a autorização para o exorcismo, não foi indiciado pela promotoria em virtude de sua idade avançada e seu estado de saúde debilitado, vindo a falecer em 1979. Josef Stangl foi quem consagrou bispo o padre Joseph Ratzinger, que no futuro se tornaria o Papa Bento XVI
 
O julgamento do processo, que passou a ser denominado como o Caso Klingenberg (em alemão: Fall Klingenberg), iniciou-se em 30 de março de 1978 e despertou grande interesse da opinião pública alemã. Perante o tribunal, os médicos afirmaram que a jovem não estava possuída, muito embora o Dr. Richard Roth, ao qual foi solicitado auxílio médico pelo padre Ernest Alt, teria feito a afirmação à época que não havia medicação eficaz contra a ação de forças demoníacas (cfe. fonte original: “there is no injection against the devil”)
 
Os médicos psiquiatras, que prestaram depoimento, afirmaram que os padres tinham incorrido inadvertidamente em “indução doutrinária” em razão dos ritos, o que havia reforçado o estado psicótico da jovem, e que, se ela tivesse sido encaminhada ao hospital e forçada a se alimentar, o seu falecimento não teria ocorrido
 
A defesa judicial dos padres foi feita por advogados contratados pela Igreja. A defesa dos pais de Anneliese argumentou que o exorcismo tinha sido ato lícito e que a Constituição Alemã protege os seus cidadãos no exercício irrestrito de suas crenças religiosas
 
A defesa também recorreu ao conteúdo das fitas gravadas durante as sessões de exorcismo, que foram apresentadas ao tribunal de justiça, onde, por diversas vezes, as vozes e os diálogos — muitas vezes perturbadores — dos supostos demônios eram perfeitamente audíveis. Em uma das fitas é possível discernir vozes masculinas de dois supostos demônios discutindo entre si qual deles teria de deixar primeiro o corpo de Anneliese. Ambos os padres demonstraram profunda convicção de que ela estava verdadeiramente possessa e que teria sido finalmente libertada pelo exorcismo, um pouco antes da sua morte
 
Ao fim do processo, os pais de Anneliese e os dois padres foram considerados culpados de negligência médica e foi determinada uma sentença de seis meses com liberdade condicional sob fiança.
Exumação
 Antes do início do processo, os pais de Anneliese solicitaram às autoridades locais uma permissão para exumar os restos mortais de sua filha. Eles fizeram esta solicitação em virtude de terem recebido uma mensagem de uma freira carmelita do distrito de Allgaeu, no sudoeste da Baviera. A freira relatou aos pais da jovem que teria tido uma visão na qual o corpo de Anneliese ainda estaria intacto ou incorrupto e que esta seria a prova definitiva do caráter sobrenatural dos fatos ocorridos. O motivo oficial que foi dado às autoridades foi o de que Annieliese tinha sido sepultada às pressas em um sarcófago precário
 
Os relatórios oficiais, entretanto, divulgaram a informação que o corpo já estava em avançado estado de decomposição. As fotos que foram tiradas durante a exumação jamais foram divulgadas. Várias pessoas chegaram a especular que os exumadores moveram o corpo de Anneliese do antigo sarcófago para o novo, feito de carvalho, segurando-o pelas mãos e pernas, o que seria um indício de que o corpo não estaria na realidade muito decomposto. Os pais e os padres exorcistas foram desencorajados a ver os restos mortais de Anneliese. O padre Arnold Renz mais tarde afirmou que teria sido inclusive advertido a não entrar no mortuário
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ALGUMAS ANTIGAS CRENÇAS NATALINAS DA FRANÇA E DA INGLATERRA

sábado, 21 de dezembro de 2013





 Toque de sino exorcístico

“O momento em que o Maligno finalmente fica reduzido à impotência é o do tilintar do primeiro toque da meia-noite de Natal”....(1)

A raiva do demônio

“Um antigo conto de Natal nos apresenta uma descrição forte e ingênua da raiva do demônio pela vinda do Messias: “'Eu me enraiveço'.

O demônio, certamente, dentro de seu coração se enraivece, porque Deus vem presentemente salvar os filhos de Adão e de Eva, de Eva, de Eva!

Ele reinava absolutamente sem nos dar trégua, mas esse santo acontecimento livra os filhos de Adão e de Eva, de Eva, de Eva!

Cantemos o Natal altamente, saiamos de nosso pesadelo, bendigamos a salvação de todos os filhos de Adão e de Eva, de Eva, de Eva”.(2)

Sortilégios perdem o poder

“No Limousin, França, percorrendo os campos, encontra-se a crença de que os malefícios, os sortilégios e todas as obras do espírito do mal perdem seu poder na noite de Natal; e que é permitido chegar até os tesouros mais escondidos, pois a vigilância dos monstros –– ou dos seres preternaturais que os guardam –– torna-se nula, ou seu poder suspenso”.(3)

Shakespeare recorda uma lenda

“Dizem que, sempre na época em que é celebrado o Natal de nosso Salvador, o pássaro da aurora canta durante toda a noite; e então, nenhum espírito mau ousa vagar pelo espaço; as noites não trazem malefícios, os planetas não exercem má influência, nenhum encantamento consegue atrair, nenhuma bruxa tem o poder de fazer mal: tão abençoado é esse tempo, e tão sagrado!”.(4)


Fontes:
1. http://www.joyeux-noel.com/
2. Bíblia dos Natais, p. 33.
3. M. G., de la Société archéologique du Limousin.
4. Shakespeare, Hamlet, ato I, cena I.

COMO O DEMÔNIO SE COMPORTA - Padre Gabriele Amorth - LITURGIA DIÁRIA , 23 DE NOVEMBRO DE 2013

sexta-feira, 22 de novembro de 2013


COMO O DEMÔNIO SE COMPORTA - Padre Gabriele Amorth

Duma forma geral, podemos dizer que o demônio faz tudo para não ser descoberto, mostra-se muito lacônico e procura todos os meios para desencorajar o paciente e o exorcista. Para melhor clarificação podemos classificar este comportamento em quatro fases: antes de ser descoberto, durante os exorcismos, na proximidade da saída e depois da libertação. Assinalamos igualmente que nunca se encontram dois casos iguais. O comportamento do Maligno é o mais variado e imprevisível. Só farei referência a certos aspectos de comportamento mais freqüentes

1 – ANTES DE SER DESCOBERTO – PARTE 1 DE 4 - O demônio provoca distúrbios físicos e psíquicos: a pessoa envolvida procura tratar-se com médicos, mas nenhum suspeita da verdadeira origem do seu mal. Os médicos, em certos casos, começam um longo tratamento, testando diversos medicamentos, que resultam sempre ineficazes; por isso é vulgar que o paciente mude várias vezes de médico, acusando-os a todos de não entenderem a sua doença

O tratamento dos males psíquicos é o mais difícil; muitas vezes os especialistas não notam nada (como também acontece com as doenças físicas), e a vítima passa por um “obcecado” aos olhos dos familiares. Uma das cruzes mais pesadas destes “doentes” reside no fato de não serem nem compreendidos, nem acreditados . Quase sempre acontece que, estas pessoas, depois de terem batido às portas da medicina oficial, em vão, mais tarde ou mais cedo acabam por se dirigir a curandeiros, ou ainda pior a adivinhos, bruxos, quiromantes, ou feiticeiros. E assim ainda pioram os seus males

Normalmente, quando alguém recorre a um exorcista (aconselhado por um amigo, raramente por sugestão de um padre) geralmente já fez o percurso pelos médicos que o deixaram numa desconfiança total e, na maioria dos casos, já foi aos bruxos ou similares. A falta de fé ou pelo menos o fato de não ser praticante, juntamente com a imensa e injustificável carência eclesiástica neste domínio, permitem compreender este tipo de comportamento. A maior parte das vezes é um verdadeiro acaso encontrar alguém que fale da existência de exorcistas . Não esquecer que o demônio, mesmo nos casos de possessão total (em que é ele que falta e age servindo-se dos membros da sua infeliz vítima) não age continuamente, mas intercala a sua ação (designada em linguagem corrente sob a designação de “momentos de crise”), com fases de sossego mais ou menos longas . Excetuando os casos mais graves, a pessoa pode prosseguir os seus estudos ou o seu trabalho de forma aparentemente normal, sendo ele o único na realidade a saber o preço desses esforços

2 – DURANTE OS EXORCISMOS - PARTE 2 DE 4 - Em principio, o demônio faz tudo para não ser descoberto ou pelo menos para dissimular a amplitude da possessão, embora não o consiga sempre. Por vezes é obrigado a manifestar-se desde a primeira oração por causa da força dos exorcismos

Lembro-me de um jovem que, quando recebeu a primeira bênção, apenas me inspirou uma ligeira desconfiança, então pensei ”É um caso fácil: uma ou talvez duas bênçãos será o suficiente para resolver o problema”. Na segunda vez, enfureceu-se a partir daí já não voltei a começar o exorcismo sem ter comigo quatro homens robustos, para o segurar . Noutros casos é preciso esperar a hora de Deus. Recordo-me duma pessoa que tinha procurado vários exorcistas (incluindo a mim próprio) sem que alguém lhe tivesse encontrado alguma coisa de especial. Até que um dia o demônio manifestou-se aos exorcismos como habitualmente, com a freqüência necessária para libertar os possessos

Em certos casos logo desde a primeira ou a segunda bênção o demônio revela por vezes toda a sua força que varia de pessoa para pessoa; outras vezes esta manifestação é progressiva; há pessoas que apresentam em cada sessão problemas novos. Dá a impressão de que todo o mal que está neles deve aparecer pouco a pouco para poder ser eliminado . O demônio reage de forma muito diferente às orações e às ordens. Muitas vezes esforça-se por se mostrar indiferente mas, na realidade, ele sofre e o seu sofrimento vai aumentando até que se chegue à libertação. Alguns possessos ficam imóveis e silenciosos não reagindo às provocações senão com os olhos
Outros lutam: convém então segurá-los para impedir os cativos de fazerem mal; outros lamentam-se, sobretudo quando se lhes aplica a estola sobre os locais dolorosos, como indica o Ritual, ou ainda quando se faz um sinal da cruz ou quando se asperge com água benta. Raros são os que se mostram com fúrias, mas esses devem ser segurados com firmeza pelos assistentes do exorcista, ou pelas pessoas da família . No que se refere a falar, os demônios geralmente mostram-se muito reticentes. O Ritual determina justamente que não se façam perguntas por pura curiosidade, mas que se pergunte só aquilo que pode ser útil à libertação

A primeira coisa é o nome: para o demônio, tão pouco dado a manifestar-se, o fato de revelar o seu nome constitui uma derrota; quando diz o nome, mostra-se sempre relutante em repeti-lo nos exorcismos posteriores. Ordena-se em seguida ao Maligno que diga quantos demônios habitam no corpo de paciente. Esse número pode ser elevado ou reduzido, mas há sempre um chefe que usa o primeiro dos nomes indicados

Quando o demônio tem um nome bíblico ou dado pela tradição (por exemplo: satanás, ou belzebu, lúcifer, zabulão, meridiano, asmodeu...) trata-se de caça grossa, mais dura para vencer. Mas a dificuldade em grande parte reside na força com que o demônio tomou posse duma pessoa. Quando são vários demônios, o chefe é sempre o último a sair . A força da possessão resulta também da reação do demônio aos nomes sagrados. Regra geral o maligno não pronuncia nem pode pronunciar estes nomes: Substitui-os por outras expressões como “Ele” para designar Deus ou Jesus, ou “Ela” para designar a Santíssima Virgem. Pode também dizer: “O teu chefe” ou “a tua patroa” para falar de Jesus ou de Nossa Senhora

Por outro lado, quando a possessão é excessivamente forte o demônio é de um coro elevado (recordemos que os demônios conservam o coro que ocupavam enquanto anjos como os Tronos, os Principados, as Dominações...), então pode acontecer que pronuncie os nomes de Deus e de Santa Virgem, mas acompanhados de horríveis blasfêmias . Muitas pessoas pensam, não se sabe porquê, que os demônios são linguareiros e que, se uma pessoa vai assistir a um exorcismo, o demônio vá enumerar todos os seus pecados em público. Não há nada mais falso, os demônios falam com precaução e quando se apresentam faladores, dizem coisas estúpidas a fim de distrair o exorcismo e de escapar ás suas perguntas. Podem acontecer exceções

O Pe. Cândido, um dia convidou para assistir a um dos seus exorcismos um sacerdote que se gabava de não acreditar nisso. Este aceitou o convite, e quando lá estava adotou uma atitude quase de desprezo ficando com os braços cruzados, sem rezar (ao contrário do que devem fazer os presentes) e com um sorriso irônico nos lábios. A certa altura o demônio dirigiu-se a ele: “Tu dizes que não acreditas em mim. Mas acreditas nas mulheres, nelas acreditas, ah sim, nelas acreditas e de que maneira!”. O desgraçado recuou devagarzinho em direção à porta e escapou-se a toda a pressa

Outra vez o demônio fez a descrição dos pecados para desencorajar o exorcista. O Pe. Cândido ia benzer um belo jovem que tinha nele uma besta mais forte do que ele. O demônio tentou desencorajar o exorcista nestes termos: “Não vês que está a perder o teu tempo com este? Ele é daqueles que nunca rezam, é um dos que freqüentam..., é um dos que fazem...”, seguindo duma longa série de vergonhosos pecados. No fim do exorcismo, o Pe. Cândido delicadamente tentou convencer o jovem a fazer uma confissão geral. Mas ele não queria saber de nada disso. Quase que foi preciso empurrá-lo à força para um confessionário; e lá apressou-se a dizer que não tinha nada de que tivesse de se acusar

“Mas não fizeste tal coisa em tal ocasião?” insistiu o Pe. Cândido. E o jovem estupefato teve de reconhecer a sua falta. “E por acaso não fizeste aquilo?” e o desgraçado cada vez mais confuso, teve de reconhecer um após outro, todos os pecados que o Pe. Cândido lhe recordava, valendo-se das declarações do demônio. Depois, finalmente, recebeu a absolvição. E o jovem foi-se embora confuso: “Já não percebo nada! Estes padres sabem tudo!”

Entretanto o Ritual sugere que se pergunte também há quanto tempo o demônio se encontra naquele corpo, por que razão, etc... Falaremos oportunamente acerca do comportamento que convém adotar em caso de bruxaria, questões que é preciso colocar e a maneira de agir . Por agora sublinharemos que o demônio é o príncipe da mentira. Pode perfeitamente acusar tal ou tal pessoa a fim de suscitar suspeitas e inimizades. As respostas do demônio devem ser sempre passadas ao crivo cuidadosamente

Contentar-me-ei em dizer que o interrogatório do demônio geralmente tem uma importância reduzida. Aconteceu muitas vezes por uma importância reduzida. Aconteceu muitas vezes pro exemplo que o demônio, ao sentir-se muito enfraquecido, respondia a perguntas relativas à data da sua saída e depois de fato não saía naquela data . Um exorcista experimentando como o Pe. Cândido, que se apercebia imediatamente que tipo de demônio estava a enfrentar e adivinhava a maior parte das vezes até o seu nome, fazia muito poucas perguntas. Outras vezes quando perguntava o nome, o demônio respondia: “Tu já sabes”. E era verdade

Em geral os demônios falam espontaneamente nos casos de possessões fortes, para tentar desencorajar ou amedrontar o exorcista. Eu próprio ouvi por diversas ocasiões frases do tipo: “Não podes nada contra mim!”; “Aqui é a minha casa!”; “Estou aqui bem e fico aqui!”; “Só estás a perder o teu tempo!”. Ou então ameaças: “Vou devorar-te o coração!”; “Esta noite o medo há de te impedir de fechares os olhos”; “Vou-me introduzir na tua cama como uma serpente”; “Hei de te fazer cair da cama abaixo” . Porém, perante certas respostas, pelo contrário, fica silencioso. Quando eu lhe digo por exemplo: “Estou envolvido no manto da Virgem; o que é que tu podes fazer?”; “O Arcanjo Gabriel é o meu santo patrono; tenta lutar contra ele”; “o meu Anjo de guarda cuida para que nada me aconteça; não podes fazer nada”, etc...

Encontra-se sempre um ponto particularmente fraco. Alguns demônios não resistem à cruz feita com a estola sobre as partes doloridas; outras não resistem quando se sopra sobre a face do paciente, e outros ainda opõem-se com todas as suas forças à aspersão de água benta . Existem também frases, nas orações de exorcismo ou noutras orações que o exorcista pode rezar às quais o demônio reage violentamente ou perdendo a força. Então basta insistir na repetição destas frases, como preconiza o Ritual

O exorcismo pode ser longo ou breve: é o exorcista quem decide em função de diversos fatores. A presença do médico é útil por vezes, não só para estabelecer o diagnóstico inicial, mas também para dar a sua opinião quanto à duração do exorcismo. Sobretudo quando o possesso não goza de boa saúde (se é cardíaco, por exemplo) ou quando o exorcista não se está a sentir bem: o médico então pode aconselhar que se termine. Em geral é o exorcista que se apercebe quando é inútil continuar

3 – NA PROXIMIDADE DA SAÍDA - PARTE 3 DE 4 - É um momento difícil e delicado que pode durar muito tempo. O demônio por um lado faz parecer que já perdeu uma parte das suas forças, mas por outro lado tenta jogar as últimas cartadas. Muitas vezes tem-se a seguinte impressão: enquanto no caso de doenças vulgares, o doente vê melhorar o seu estado progressivamente até á cura completa, no caso de um possesso, produz-se o contrário, isto é, a pessoa em questão vê o seu estado sempre a piorar e no momento em que ela já não pode mais, fica curada

Nem sempre as coisas se passam assim, mas é o que acontece com mais freqüência . Para o demônio, deixar uma pessoa e voltar para o inferno, onde quase sempre fica condenado a permanecer, significa morrer eternamente e perder toda a possibilidade de se mostrar ativo, incomodando as pessoas. Ele exprime este desespero em expressões que são repetidas muitas vezes durante os exorcismos: “Eu morro, eu morro” – “Não posso mais” – “Já chega vocês matam-me” – “corja de assassinos, de carrascos; todos os padres são assassinos”, e frases assim

O conteúdo muda completamente em relação aos primeiros exorcismos. Se antes dizia: “Tu não podes fazer nada contra mim” agora diz: “Tu matas-me, venceste-me”. Se antes dizia que nunca se iria embora porque estava lá bem, agora afirma que se sente horrivelmente mal e que deseja ir-se embora. É claro que cada exorcismo para o demônio, equivale a ser chicoteado: “sofre” muitíssimo, mas inflige igualmente muita dor e cansaço à pessoa em que se encontra: Chega a confessar que durante os exorcismos está pior que no inferno

Um dia, enquanto o Pe. Cândido exorcizava um indivíduo já à beira da libertação, o demônio declarou abertamente: “Julgas que eu me ia embora se não estivesse pior aqui?”. Os exorcismos tornaram-se-lhe verdadeiramente insuportáveis

Um outro fator que é preciso ter em conta, se se quer ajudar as pessoas que estão em via de libertação, é que o demônio se esforça por lhes comunicar o seus próprios sentimentos: ele não pode mais e procura transmitir um sensação de esgotamento intolerável; ele está desesperado e tenta transmitir o seu próprio desespero ao possesso; sente que está perdido, que já lhe resta pouco tempo para viver, que não está mais em condição de raciocinar corretamente e transmite ao paciente a impressão de que tudo acabou, que a sua vida chegou ao seu termo, e este cada vez mais se convence de que vai enlouquecer
Quantas vezes as pobres vítimas, afligidas, não declaram ao exorcistas: “Diga-me francamente se eu estou louco!”. Para o possesso os exorcismos também são cada vez mais cansativos e, por vezes, se não vêm acompanhados ou forçados, faltam ao encontro
Tive mesmo casos de pessoas próximas ou bastante próximas da libertação, que desistiram totalmente de se deixar fazer exorcizar. Da mesma forma que muitas vezes é preciso ajudar estes “doentes” a rezar, a ir à Igreja e a freqüentar os sacramentos, porque eles não conseguem sozinhos, também é conveniente incitá-los a submeter-se aos exorcismos e, sobretudo no momento da fase final, encorajá-los continuamente

O cansaço físico e um certo sentimento de desmoralização devidos à lentidão dos acontecimentos aumentam sem dúvida estes problemas e dão a impressão de que o mal se tornou incurável. O demônio por vezes causa males físicos, mas sobretudo psíquicos, que é preciso tratar por via médica, mesmo após a cura. Contudo as curas completas, sem seqüelas, são possíveis

4 – APÓS A LIBERTAÇÃO - PARTE 4 DE 4 - É fundamental que a pessoa liberta não afrouxe o seu ritmo de oração, nem a freqüência aos sacramentos e mantenha uma vida cristã empenhada. Uma bênção, de tempos a tempos, não será supérfula. Porque acontece com bastante freqüência que o demônio ataque, isto é, que tente voltar. Não precisa que ninguém lhe abra a porta. Contudo, mais do que a convalescença poderíamos falar duma fase de consolidação, indispensável para assegurar a libertação

Tive alguns casos de recaída: nos casos em que não houve negligência da parte do individuo, em que ele tinha continuado a manter um ritmo de vida espiritual intensa, a segunda libertação foi relativamente fácil. Pelo contrário, a partir do momento em que a recaída foi favorecida pelo abandono da oração ou pior ainda, por se ter deixado cair num estado de pecado habitual, então a situação só piorou, tal como conta o Evangelho segundo Mateus (12,43-45): o demônio volta acompanhado de sete espíritos piores do que ele

O leitor não deixou de ter oportunidade de ficar com a noção de que o demônio faz tudo para dissimular a sua presença. Já o dissemos e repetimos. Esta observação ajuda, (mas não o suficiente certamente) a distinguir a possessão de certas formas de doenças psíquicas em que o doente faz tudo para chamar a atenção. O comportamento do demônio é exatamente ao contrário - [Fonte: Extraído do Livro "Um Exorcista Conta-nos" - Pe. Gabriele Amorth - Ed. Paulinas]




LITURGIA DO DIA 23 DE NOVEMBRO DE 2013
PRIMEIRA LEITURA (1MC 6,1-13)
LEITURA DO PRIMEIRO LIVRO DOS MACABEUS - Naqueles dias, 1o rei Antíoco estava percorrendo as províncias mais altas do seu império, quando ouviu dizer que Elimaida, na Pérsia, era uma cidade célebre por suas riquezas, sua prata e ouro, 2e que seu templo era fabulosamente rico, contendo véus tecidos de ouro e couraças e armas ali deixadas por Alexandre, filho de Filipe, rei da Macedônia, que fora o primeiro a reinar entre os gregos. 3Antíoco marchou para lá e tentou apoderar-se da cidade, para saqueá-la, mas não o conseguiu, pois seus habitantes haviam tomado conhecimento do seu plano 4e levantaram-se em guerra contra ele. Obrigado a fugir, Antíoco afastou-se acabrunhado e voltou para a Babilônia. 5Estava ainda na Pérsia, quando vieram comunicar-lhe a derrota das tropas enviadas contra a Judeia. 6O próprio Lísias, tendo sido o primeiro a partir de lá à frente de poderoso exército, tinha sido posto em fuga. E os judeus tinham-se reforçado em armas e soldados, graças aos abundantes despojos que tomaram dos exércitos vencidos. 7Além disso, tinham derrubado a Abominação, que ele havia construído sobre o altar de Jerusalém. E tinham cercado o templo com altos muros, e ainda fortificado Betsur, uma das cidades do rei. 8Ouvindo as notícias, o rei ficou espantado e muito agitado. Caiu de cama e adoeceu de tristeza, pois as coisas não tinham acontecido segundo o que ele esperava. 9Ficou assim por muitos dias, recaindo sempre de novo numa profunda melancolia, e sentiu que ia morrer. 10Chamou então todos os amigos e disse: “O sono fugiu de meus olhos, e meu coração desfalece de angústia. 11Eu disse a mim mesmo: A que grau de aflição cheguei e em que ondas enormes me debato! Eu que era tão feliz e amado, quando era poderoso! 12Lembro-me agora das iniquidades que pratiquei em Jerusalém. Apoderei-me de todos os objetos de prata e ouro que lá se encontravam, e mandei exterminar sem motivo os habitantes de Judá. 13Reconheço que é por causa disso que estas desgraças me atingiram, e com profunda angústia vou morrer em terra estrangeira” - Palavra do Senhor

SALMO RESPONSORIAL  (SL 9A)
CANTAREI DE ALEGRIA, Ó SENHOR, POIS ME LIVRASTES!

— Senhor, de coração vos darei graças, as vossas maravilhas cantarei! Em vós exultarei de alegria, cantarei ao vosso nome, Deus Altíssimo!

— Voltaram para trás meus inimigos, perante vossa face pereceram. Repreendestes as nações, e os maus perdestes, apagastes o seu nome para sempre

— Os maus caíram no buraco que cavaram, nos próprios laços foram presos os seus pés. Mas o pobre não será sempre esquecido, nem é vã a esperança dos humildes

EVANGELHO (LC 20,27-40)
PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO + SEGUNDO LUCAS - Naquele tempo, 27aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição, 28e lhe perguntaram: “Mestre, Moisés deixou-nos escrito: se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão. 29Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu, sem deixar filhos. 30Também o segundo 31e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. 32Por fim, morreu também a mulher. 33Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela”. 34Jesus respondeu aos saduceus: “Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se,35mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; 36e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram. 37Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’.38Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”. 39Alguns doutores da Lei disseram a Jesus: “Mestre, tu falaste muito bem”. 40E ninguém mais tinha coragem de perguntar coisa alguma a Jesus - Palavra da Salvação







Mensagem de Nossa Senhora em 25/01/2012 - “Queridos filhos! Tambem hoje os convido com alegria a abrirem os seus corações e a escutarem o Meu chamado. Eu desejo aproximá-los de novo ao Meu Coração Imaculado onde encontrarão refúgio e paz. Abram-se à oração até que ela se torne alegria para vocês. Através da oração o Altíssimo os dará a abundância de graças e os tornarão as Minhas mãos estendidas neste mundo inquieto que anseia a paz. Filhinhos, testemunhem a fé com as suas vidas e rezem a fim de que, dia a dia, a fé cresça nos seus corações. Eu estou com vocês. Obrigada por terem respondido ao Meu chamado” – Mensagem de Nossa Senhora em Medjugorje




A IGREJA CELEBRA HOJE , SÃO CLEMENTE I - Com grande alegria e veneração lembramos a vida do terceiro Papa que governou, no primeiro século, a Igreja Romana. São Clemente I assumiu a Cátedra de Pedro, depois de Lino, Anacleto e com muito empenho regeu a Igreja de Roma dos anos 88 até 97. Sobressai no seu pontificado um documento de primeira grandeza, fundamental a favor do primado universal do Bispo de Roma: a carta aos Coríntios, escrita no ano de 96. Perturbada por agitadores presumidos e invejosos, a comunidade cristã de Corinto ameaçava desagregação e ruptura. São Clemente escreve-lhe então uma extensa carta de orientação e pacificação, repassada de energia persuasiva, recomendando humildade, paz e obediência à hierarquia eclesiástica já então definida nos seus diversos graus: Bispos, Presbíteros e Diáconos. Esta sua intervenção mostra que Clemente, para além de Bispo de Roma, sentia-se responsável e com autoridade sobre as outras Igrejas. E saliente-se que, nessa altura, vivia ainda o Apóstolo São João, o que nos permite concluir que o Primado não foi de modo algum uma ideia meramente nascida de circunstâncias favoráveis, mas uma convicção clara logo desde o início. Se assim não fosse, nunca São Clemente teria ousado meter-se onde, por hipótese, não era chamado. João, como Apóstolo de Cristo, era sem dúvida uma figura venerável. Mas era ao Bispo de Roma, como sucessor de São Pedro, que competia o governo da cristandade. Uma tradição, que remonta ao fim do século IV, afirma que São Clemente terminou sua vida com o martírio. Seu nome ficou incluído no Cânon Romano da Missa. São Clemente I, rogai por nós!


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