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REZANDO O SANTO ROSÁRIO, SEGUNDO SÃO LUIS MARIA GRIGNION DE MONTFORT

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

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REZANDO O SANTO ROSÁRIO, SEGUNDO SÃO LUIS MARIA GRIGNION DE MONTFORT
O ROSÁRIO É FORMADO POR 200 AVE-MARIAS



1. Fazer o Sinal da Cruz

Em nome do Pai, (+) do Filho e do Espírito Santo. Amém

2. Fazer o Oferecimento do Terço:

Uno-me a todos os santos que estão no Céu, a todos os justos que estão sobre a Terra, a todas as almas fiéis que estão neste lugar. Uno-me a Vós, meu Jesus, para louvar dignamente Vossa Santa Mãe, e louvar-Vos a Vós, nela e por Ela. Renuncio a todas as distrações que me vierem durante este Rosário, que quero recitar com modéstia, atenção e devoção, como se fosse o último da minha vida

Nós Vos oferecemos, Trindade Santíssima, este Credo, para honrar os mistérios todos de nossa Fé; este Pater (Pai Nosso) e estas três Ave-Marias, para honrar a unidade de vossa essência e a trindade de vossas pessoas. Pedimo-Vos uma fé viva, uma esperança firme e uma caridade ardente. Assim seja
Pausa para meditar

3. Rezar o Credo, segurando a cruz do terço :

Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho Nosso Senhor, o qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu de Maria Virgem, padeceu sob Pôncio Pilatus, foi crucificado, morto e sepultado, desceu aos infernos,  ao terceiro dia ressurgiu dos mortos, subiu ao Céu, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e mortos. Creio no Espírito Santo. Na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna.  Amém.

4. Rezar 1 Pai Nosso, segurando a conta grande logo após a cruz:

Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome, venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa vontade assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores e não nos deixeis cair em tentação. Mas livrai-nos do mal. Amém

1ª Ave-Maria. Dizer: Louvemos a Maria, Filha bem amada do Pai Eterno
Em seguida rezar 1 Ave Maria, segurando a conta pequena que se segue

2ª Ave-Maria. Dizer: Louvemos a Maria, Mãe admirável de Deus Filho
Em seguida rezar 1 Ave Maria, segurando a conta pequena que se segue

3ª Ave-Maria. Dizer: Esposa fidelíssima de Deus Espírito Santo
Em seguida rezar 1 Ave Maria, segurando a conta pequena que se segue

5. Rezar 1 Glória ao Pai
Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos, Amém

6. Em seguida,  Ó Meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.

Jesus , manso e humilde de coração , fazei o nosso coração semelhante ao Vosso ; Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós


1-MISTÉRIOS GOZOSOS

2-MISTÉRIOS LUMINOSOS

3-MISTÉRIOS DOLOROSOS

4-MISTÉRIOS GLORIOSOS


Fazer o Agradecimento ao final do terço ou do santo rosário

Infinitas graças Vos damos soberana Rainha pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossas mãos liberais. Dignai-vos, agora e sempre a tomar-nos debaixo de vosso poderoso amparo e, para mais Vos obrigar, Vos saudamos com a Salve Rainha: 

Rezar Salve Rainha :

Salve Rainha, Mãe de misericórdia,
vida, doçura e esperança nossa, Salve!
A vós bradamos os degradados filhos de Eva.
A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei.
E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto de vosso ventre.
Ó clemente ! ó piedosa ! ó doce sempre Virgem Maria!
V. Rogai por nós Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo

Rezar a Ladainha de Nossa Senhora.

Senhor, tende piedade de nós
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai celeste que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das Virgens,
Mãe de Jesus Cristo,
Mãe da divina graça,
Mãe puríssima,
Mãe castíssima,
Mãe imaculada,
Mãe intacta,
Mãe amável,
Mãe admirável,
Mãe do bom conselho,
Mãe do Criador,
Mãe do Salvador,
Virgem prudentíssima,
Virgem venerável,
Virgem louvável,
Virgem poderosa,
Virgem clemente,
Virgem fiel,
Espelho de justiça,
Sede de sabedoria,
Causa da nossa alegria,
Vaso espiritual,
Vaso honorífico,
Vaso insígne de devoção,
Rosa mística,
Torre de David,
Torre de marfim,
Casa de ouro,
Arca da aliança,
Porta do céu,
Estrela da manhã, 
Saúde dos enfermos,
Refúgio dos pecadores,
Consoladora dos aflitos,
Auxílio dos cristãos,
Rainha dos anjos,
Rainha dos patriarcas,
Rainha dos profetas,
Rainha dos apóstolos,
Rainha dos mártires,
Rainha dos confessores,
Rainha das virgens,
Rainha de todos os santos,
Rainha concebida sem pecado original,
Rainha elevada ao céu,
Rainha do sacratíssimo Rosário,
Rainha da paz,
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos.
Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais aos vossos servos perpétua saúde de alma e de corpo; e que, pela gloriosa intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria.
Por Cristo Nosso Senhor. Amém




A FORÇA DO SANTO TERÇO E DA AVA MARIA - LITURGIA DIÁRIA , 12 DE ABRIL DE 2012

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A FORÇA DO SANTO TERÇO E DA AVE MARIA


E ELES (S. DOMINGOS, S. JOÃO CAPISTRANO E ALANO DE LA ROCHE) COMPUSERAM LIVROS INTEIROS SOBRE AS MARAVILHAS E EFICÁCIA DA AVE MARIA PARA A CONVERSÃO DAS ALMAS. ALTAMENTE PUBLICARAM E PREGARAM QUE A SALVAÇÃO DO MUNDO COMEÇOU PELA AVE MARIA E A SALVAÇÃO DE CADA UM EM PARTICULAR ESTÁ LIGADA A ESSA PRECE; QUE FOI ESSA PRECE QUE TROUXE À TERRA SECA E ÁRIDA O FRUTO DA VIDA E QUE É ESTA MESMA PRECE QUE DEVE FAZER GERMINAR EM NOSSA ALMA A PALAVRA DE DEUS E PRODUZIR O FRUTO DA VIDA, JESUS CRISTO; QUE A AVE MARIA É UM ORVALHO CELESTE QUE UMEDECE A TERRA, ISTO É, A ALMA, PARA FAZER BROTAR O FRUTO NO TEMPO ADEQUADO, E QUE UMA ALMA QUE NÃO FOR ORVALHADA POR ESTA PRECE OU ORVALHO CELESTE NÃO DARÁ FRUTO ALGUM, NEM DARÁ SENÃO ESPINHOS E NÃO ESTARÁ LONGE DE SER AMALDIÇOADA (HEB 6,8). NO LIVRO "DE DIGNITATE ROSARII", DO BEM AVENTURADO ALANO DE LA ROCHE LÊ-SE O SEGUINTE QUE A SANTÍSSIMA VIRGEM O REVELOU: "SAIBAS, MEU FILHO, E COMUNICA-O A TODOS, QUE UM SINAL PROVÁVEL E PRÓXIMO DE CONDENAÇÃO ETERNA É A AVERSÃO, A TIBIEZA, E NEGLIGÊNCIA EM REZAR A SAUDAÇÃO ANGÉLICA, QUE FOI A REPARAÇÃO EM TODO MUNDO. EIS AÍ PALAVRAS CONSOLADORAS E TERRÍVEIS QUE SE CUSTARIA A CRER, NSE NÃO NO-LAS GARANTISSEM ESSE SANTO HOMEM E ANTES DELE S. DOMNGOS, COMO, DEPOIS DELE, MUITOS PERSONAGENS FIDEDIGNOS, COM E EXPERIÊNCIA DE MUITOS SÉCULOS. POIS SEMPRE SE VERIFICOU QUE AQUELES QUE TRAZEM O SINAL DE CONDENAÇÃO, COMO OS HEREGES, OS ÍMPIOS, OS ORGULHOSOS E OS MUNDANOS, ODEIAM E DESPREZAM A AVE-MARIA E O TERÇO. OS HEREGES AINDA APRENDEM E RECITAM O PAI-NOSSO, MAS ABOMINAM A AVE-MARIA E O TERÇO. TRARIAM ANTES UMA SERPENTE SOBRE O PEITO QUE O ROSÁRIO. OS ORGULHOSOS TAMBÉM, EMBORA CATÓLICOS, MAS TENDO A MESMA INCLINAÇÃO QUE SEU PAI LÚCIFER, DESPREZAM OU MOSTRAM UMA INDIFERENÇA COMPLETA PELA AVE-MARIA, CONSIDERANDO O TERÇO UMA DEVOÇÃO EFEMINADA, SUFICIENTE PARA OS IGNORANTES E ANALFABETOS. AO CONTRÁRIO TEM-SE VISTO E A EXPERIÊNCIA O PROVA QUE AQUELES E AQUELAS QUE POSSUEM OUTROS E GRANDES INDÍCIOS DE PREDESTINAÇÃO, AMAM , APRECIAM E RECITAM COM PRAZER A AVE-MARIA. E QUANTO MAIS SÃO DE DEUS, TANTO MAIS AMAM ESTA ORAÇÃO. É O QUE A SANTÍSSIMA VIRGEM DIZ TAMBÉM AO BEM-AVENTURADO ALANO, EM SEGUIDA ÀS PALAVRAS QUE CITEI. NÃO SEI COMO ISSO ACONTECE NEM PORQUE,ENTRETANTO É VERDADE E NÃO CONHEÇO MELHOR SEGREDO PARA VERIFICAR SE UMA PESSOA É DE DEUS DO QUE EXAMINAR SE GOSTA OU NÃO DE REZAR A AVE MARIA OU O TERÇO. DIGO: GOSTA, POIS PODE ACONTECER ESTEJA NA IMPOSSIBILIDADE NATURAL OU ATÉ SOBRENATURAL DE DIZÊ-LA, MAS SEMPRE A AMA E A INSPIRA AOS OUTROS - [FONTE: TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM - SÃO LUIZ MARIA GRIGNION DE MONTFORT - PAGS 235-237]


LITURGIA DO DIA 12 DE ABRIL DE 2012
PRIMEIRA LEITURA: ATOS DOS APÓSTOLOS 3, 11-26


OITAVA DA PÁSCOA , (BRANCO, GLÓRIA, PREFÁCIO DA PÁSCOA I - OFÍCIO PRÓPRIO) - LEITURA DOS ATOS DOS APÓSTOLOS - NAQUELES DIAS, 11COMO ELE SE CONSERVAVA PERTO DE PEDRO E JOÃO, UMA MULTIDÃO DE CURIOSOS AFLUIU A ELES NO PÓRTICO CHAMADO SALOMÃO. 12AO VER ISTO, FALOU PEDRO AO POVO: HOMENS DE ISRAEL, POR QUE VOS ADMIRAIS ASSIM? OU POR QUE FITAIS OS OLHOS EM NÓS, COMO SE POR NOSSA PRÓPRIA VIRTUDE OU PIEDADE TIVÉSSEMOS FEITO ESTE HOMEM ANDAR? 13O DEUS DE ABRAÃO, DE ISAAC, DE JACÓ, O DEUS DE NOSSOS PAIS GLORIFICOU SEU SERVO JESUS, QUE VÓS ENTREGASTES E NEGASTES PERANTE PILATOS, QUANDO ESTE RESOLVERA SOLTÁ-LO. 14MAS VÓS RENEGASTES O SANTO E O JUSTO E PEDISTES QUE SE VOS DESSE UM HOMICIDA. 15MATASTES O PRÍNCIPE DA VIDA, MAS DEUS O RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS: DISSO NÓS SOMOS TESTEMUNHAS. 16EM VIRTUDE DA FÉ EM SEU NOME FOI QUE ESSE MESMO NOME CONSOLIDOU ESTE HOMEM, QUE VEDES E CONHECEIS. FOI A FÉ EM JESUS QUE LHE DEU ESSA CURA PERFEITA, À VISTA DE TODOS VÓS. 17AGORA, IRMÃOS, SEI QUE O FIZESTES POR IGNORÂNCIA, COMO TAMBÉM OS VOSSOS CHEFES. 18DEUS, PORÉM, ASSIM CUMPRIU O QUE JÁ ANTES ANUNCIARA PELA BOCA DE TODOS OS PROFETAS: QUE O SEU CRISTO DEVIA PADECER. 19ARREPENDEI-VOS, PORTANTO, E CONVERTEI-VOS PARA SEREM APAGADOS OS VOSSOS PECADOS. 20VIRÃO, ASSIM, DA PARTE DO SENHOR OS TEMPOS DE REFRIGÉRIO, E ELE ENVIARÁ AQUELE QUE VOS É DESTINADO: CRISTO JESUS. 21É NECESSÁRIO, PORÉM, QUE O CÉU O RECEBA ATÉ OS TEMPOS DA RESTAURAÇÃO UNIVERSAL, DA QUAL FALOU DEUS OUTRORA PELA BOCA DOS SEUS SANTOS PROFETAS. 22JÁ DISSERA MOISÉS: O SENHOR, NOSSO DEUS, VOS SUSCITARÁ DENTRE VOSSOS IRMÃOS UM PROFETA SEMELHANTE A MIM: A ESTE OUVIREIS EM TUDO O QUE ELE VOS DISSER. 24TODOS OS PROFETAS, QUE TÊM FALADO SUCESSIVAMENTE DESDE SAMUEL, ANUNCIARAM ESTES DIAS. 25VÓS SOIS FILHOS DOS PROFETAS E DA ALIANÇA QUE DEUS ESTABELECEU COM OS NOSSOS PAIS, QUANDO DISSE A ABRAÃO: NA TUA DESCENDÊNCIA SERÃO ABENÇOADAS TODAS AS FAMÍLIAS DA TERRA (GN 22,18). 26FOI EM PRIMEIRO LUGAR PARA VÓS QUE DEUS SUSCITOU O SEU SERVO, PARA VOS ABENÇOAR, A FIM DE QUE CADA UM SE APARTE DA SUA INIQUIDADE. - PALAVRA DO SENHOR


SALMO RESPONSORIAL(8)


REFRÃO: Ó SENHOR, NOSSO DEUS, COMO É GRANDE / VOSSO NOME POR TODO UNIVERSO!
1. Ó SENHOR, NOSSO DEUS, COMO É GLORIOSO VOSSO NOME EM TODA A TERRA! VOSSA MAJESTADE SE ESTENDE, TRIUNFANTE, POR CIMA DE TODOS OS CÉUS. - R.
2. QUE É O HOMEM, DIGO-ME ENTÃO, PARA PENSARDES NELE? QUE SÃO OS FILHOS DE ADÃO, PARA QUE VOS OCUPEIS COM ELES? - R.
3. ENTRETANTO, VÓS O FIZESTES QUASE IGUAL AOS ANJOS, DE GLÓRIA E HONRA O COROASTES. DESTES-LHE PODER SOBRE AS OBRAS DE VOSSAS MÃOS, VÓS LHE SUBMETESTES TODO O UNIVERSO. - R.
4. REBANHOS E GADOS, E ATÉ OS ANIMAIS BRAVIOS, PÁSSAROS DO CÉU E PEIXES DO MAR, TUDO O QUE SE MOVE NAS ÁGUAS DO OCEANO. - R.


EVANGELHO: LUCAS 24, 35-48


PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO, SEGUNDO LUCAS - NAQUELE TEMPO, 35ELES, POR SUA PARTE, CONTARAM O QUE LHES HAVIA ACONTECIDO NO CAMINHO E COMO O TINHAM RECONHECIDO AO PARTIR O PÃO. 36ENQUANTO AINDA FALAVAM DESSAS COISAS, JESUS APRESENTOU-SE NO MEIO DELES E DISSE-LHES: A PAZ ESTEJA CONVOSCO! 37PERTURBADOS E ESPANTADOS, PENSARAM ESTAR VENDO UM ESPÍRITO. 38MAS ELE LHES DISSE: POR QUE ESTAIS PERTURBADOS, E POR QUE ESSAS DÚVIDAS NOS VOSSOS CORAÇÕES? 39VEDE MINHAS MÃOS E MEUS PÉS, SOU EU MESMO; APALPAI E VEDE: UM ESPÍRITO NÃO TEM CARNE NEM OSSOS, COMO VEDES QUE TENHO. 40E, DIZENDO ISSO, MOSTROU-LHES AS MÃOS E OS PÉS. 41MAS, VACILANDO ELES AINDA E ESTANDO TRANSPORTADOS DE ALEGRIA, PERGUNTOU: TENDES AQUI ALGUMA COISA PARA COMER? 42ENTÃO OFERECERAM-LHE UM PEDAÇO DE PEIXE ASSADO. 43ELE TOMOU E COMEU À VISTA DELES. 44DEPOIS LHES DISSE: ISTO É O QUE VOS DIZIA QUANDO AINDA ESTAVA CONVOSCO: ERA NECESSÁRIO QUE SE CUMPRISSE TUDO O QUE DE MIM ESTÁ ESCRITO NA LEI DE MOISÉS, NOS PROFETAS E NOS SALMOS. 45ABRIU-LHES ENTÃO O ESPÍRITO, PARA QUE COMPREENDESSEM AS ESCRITURAS, DIZENDO: 46ASSIM É QUE ESTÁ ESCRITO, E ASSIM ERA NECESSÁRIO QUE CRISTO PADECESSE, MAS QUE RESSURGISSE DOS MORTOS AO TERCEIRO DIA. 47E QUE EM SEU NOME SE PREGASSE A PENITÊNCIA E A REMISSÃO DOS PECADOS A TODAS AS NAÇÕES, COMEÇANDO POR JERUSALÉM. 48VÓS SOIS AS TESTEMUNHAS DE TUDO ISSO. - PALAVRA DA SALVAÇÃO

MENSAGEM DO DIA 25/08/2009 - "QUERIDOS FILHOS! HOJE, EU OS CHAMO DE NOVO À CONVERSÃO. FILHINHOS, VOCÊS NÃO SÃO SANTOS O SUFICIENTE E NÃO IRRADIAM SANTIDADE PARA OS OUTROS, PORTANTO, REZEM, REZEM, REZEM E TRABALHEM EM SUA CONVERSÃO PESSOAL, PARA QUE VOCÊS POSSAM SER UM SINAL DO AMOR DE DEUS PARA OS OUTROS. EU ESTOU COM VOCÊS E OS GUIO PARA A ETERNIDADE, PELA QUAL TODO CORAÇÃO DEVE ANSIAR. OBRIGADA POR TEREM RESPONDIDO AO MEU APELO" - MENSAGEM DE NOSSA SENHORA EM MEDJUGORJE

A IGREJA CELEBRA HOJE , SÃO VITOR - NASCEU NA ALDEIA DE PASSOS, PERTO DE BRAGA (PORTUGAL), ONDE VIVEU TODA SUA JUVENTUDE PARA DEUS. ERA CATECÚMENO, E SE PREPARAVA PARA RECEBER A GRAÇA DO BATISMO. JOVEM MUITO DADO, ENCONTROU UM GRUPO DE PAGÃOS QUE PRESTAVA CULTO A UM ÍDOLO. ELES O CHAMAVAM A ADORAR ESTE ÍDOLO, E ELE SE RECUSOU. ENTÃO, VITOR FOI LEVADO DIANTE DO GOVERNADOR E QUESTIONADO. POR NÃO RENUNCIAR A SUA FÉ, FOI PRESO NUMA ÁRVORE E FLAGELADO. E EM SEGUIDA, DECAPITADO. SÃO VITOR FOI FIEL A CRISTO EM TODOS OS MOMENTOS, ENTREGANDO-SE A JESUS DESDE A JUVENTUDE. SÃO VITOR, ROGAI POR NÓS!

A oração x reconciliação

quarta-feira, 5 de outubro de 2011



Filhos amados de Maria, caríssimos irmãos em Cristo Jesus,

O evangelho de hoje (Lucas 11:1-4), nos mostra um dos tesouros deixados pro Cristo para nós, a oração do PAI NOSSO. Poderia ele ter parado apenas no Pai, e já seria uma grande revelação, pois não disse meu Pai, disse apenas PAI. Com isso através das palavras de Jesus, enxergamos que somos da família de Deus, irmão do cruxificado e assim amados. Mas a oração continuou e que beleza e alegria nos da estas palavras, que repetimos muitas vezes mecanicamente sem compreender qual o seu significado.
Quero convidar a todos hoje a saborear estas palavras ditas por Jesus ao seus discípulos, mas quero antes lembrar o que rezar esta oração significa.
Nossa Senhora, afirma que não existe ninguém que não precise de uma confissão mensal.
Todos nós jovens ou velhos, nos lembramos que na infância tínhamos um habito muito comum, quando brigarmos com um dos coleguinhas da escola, ou primos, ou mesmo irmão, ficavamos de mal. Mas, para nossa alegria e inocência da idade, quase que imediatamente, ficavamos de bem. Quem de vocês não lembra disso? ou mesmo de fazer os gestos com as mãos simbolizando o ficar de mal e ficar de bem? Eu me lembro, e como era bom ficar de bem. Davamos um abraço do amiguinho e pronto já estávamos brincando de novo.
Que tal hoje dar um abraço em Deus? Que tal ficar de bem com ele? Como? Simples uma boa confissão. A confissão é o ato de reconciliação, do perdão. Segundo o catecismo da nossa rica Igreja, este é o único meio de reconciliação com Deus.
Vamos hoje então nos arrependermos dos mal feitos, significa-se afastar-se do mal e dispor-se decididamente a um novo começo. Examinemos nossa consciência para podemos rezar dignamente o Pai Nosso.

"PAI NOSSO

Não digas: "Pai Nosso", se não te comportas cada dia com um filho, nem trata os demais como irmãos.
Não digas: "Que estais no céu", se somente pensa e amas as coisas da terra.
Não digas: "Santificado seja Vosso Nome", se estás preocupado em "santificar"o nome de outros deuses que tomam parte de sua vida.
Não digas: "Venha a nós o Vosso Reino", se não acreditas nem esta preparando-te para este acontecimento.
Não digas: "Seja feita a Vossa vontade", se não aceitas quando é dolorosa.
Não digas: "Assim na terra com no céu", se não acreditas na vida eterna.
Não digas: " O pão nosso de cada dia nos dai hoje", se não te preocupas com tantos pobres que hoje estão com fome.
Não digas: "Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido", se ainda guarda rancor e ódio do teu irmão.
Não digas: "E não nos deixeis cair em tentação", se tua intenção constante é pecar.
Não digas: "mais livrai-nos do mal", se não cooperas com Deus frente às tentações do inimigo.
Não digas: "Amém", se não acreditas no Pai Nosso. "
(Texto extraído do livro: O santo terço com Nossa Senhora de Fátima, Paróquia S. Francisco de Assis)

Examinemos hoje e busquemos nossa reconciliação com nosso Pai. Para rezarmos com Jesus de coração.


A Flor de Lisieux - Espiritualidade das Rosas

sábado, 1 de outubro de 2011


No dia 6 de abril de 2011 o Papa Bento XVI aconselhou os fiéis a "redescobrir esse pequeno-grande tesouro" da autobiografia de Santa Teresa de Lisieux, "História de uma alma".
O segredo da santidade de Teresa do Menino Jesus está na perfeita harmonia das virtudes que lhe adornam a alma e a tornaram tão agradável aos olhos de Deus. São: a humildade e a simplicidade, abnegação de si própria, levada até o heroísmo, o espírito de sacrifício, um amor sem limites a Nosso Senhor e uma confiança sem reserva em Deus.

Como não há nada de extraordinário na vida desta santa carmelita, seu exemplo é perfeitamente imitável por todos que seriamente querem a salvação de sua alma. Basta imitar-lhe as virtudes, invocar-lhe a poderosa intercessão.

O Espírito Santo, que rege a Igreja de Deus sobre a terra, reservou esta mimosa flor do céu para os nossos tempos, tão pobres de amor e tão saturados de miséria. Graças lhe rendemos por ter dado aos filhos um exemplo tão perfeito de virtudes e santidade, que mostra à humildade o “pequeno caminho” da santificação.

Benfeitora que é dos pobres mortais, que se lhe dirigem nas necessidades materiais e espirituais; padroeira dos missionários que trabalham nas linhas mais avançadas da milícia de Cristo, na terra dos pagãos – a Igreja Católica, reverente, curva-se diante desta filha privilegiada, que tanto já fez e mais ainda fará, para implantar o reino de Cristo nos corações dos homens.
Santa Teresinha do Menino Jesus é Doutora da Igreja, proclamada pelo Papa João Paulo II em 19 de outubro de 1987. O Papa polonês a definiu como "especialista na ‘scientia amoris'", uma afirmação sobre a qual Bento XVI aprofundou.
A "ciência do amor," Teresa "a expressa principalmente no relato da sua vida, publicado um ano depois de sua morte sob o título ‘História de uma Alma'", explicou o Papa, convidando todos a "redescobrir este pequeno-grande tesouro, este luminoso comentário do Evangelho plenamente vivido!".


UMA CIÊNCIA DO AMOR...

Teresinha se volta para o amor de quem sabe falar bem e, sobretudo viver. Todo o início da sua história foi voltado para uma pergunta de muita fragilidade, de caráter sensível. Teresa descobre a fonte do amor e mergulha nessa fonte inesgotável que a faz cada vez mais entregar-se. Para ela o amor é “sem publicidade”, mas com “intensidade”. Para ela o Carmelo se faz como uma batalha que tem que ser vencida. O amor é o elemento essencial que garante a força necessária no caminho.
Quem ama experimenta uma explosão interior na qual nada mais conta força o objeto amado; conforme diz Francisco de Sales, que Teresa cita, “quando o fogo do amor arde dentro dum coração, todos os móveis voam pelas janelas”. O amor esvazia a casa para Jesus (idem, p.36).
Teresa encara essa realidade de amor com tanta segurança e, esperança através do silêncio que é possível amar sem que seja visivelmente provocador em sentido externo. Jesus é para a jovem Teresa, esse amor vivíssimo que confirma todo seu sentimento de “bem-amado”.
A felicidade humana é por Teresa acolhida, a vida é dom de Deus, com suas palavras “a vida é um tesouro, cada instante é uma eternidade”. Para Teresa nesta vida há de se encontrar noites que serão sempre noites e noites que logo trará o clarão da aurora.
Ela não acredita num amor que se manifesta pelo sacrifício, mas pela doação de si mesmo. Teresa não ousa muito falar da face de Cristo que sofre o caminho do golgata para não mostrar “uma espiritualidade de sangue e morte”, o que importa para ela é um Jesus que vive as alegrias da páscoa.
A espiritualidade de Teresa é uma espiritualidade da vida. O Evangelho não faz convite negativo de um “sacrificar-se a si mesma”, o convite do Evangelho é a vida feliz, do amor que desmistifica o conceito de “sacrifício”.
O Carmelo de Lisieux, período ao qual viveu Santa Teresa não escondia a dura fase da espiritualidade de sacrifício. As prioras que presidiram o Comando do referido Carmelo não eram distante dessa realidade.
É mister insistir neste ponto, pois a própria foi vítima da falsa espiritualidade do século XIX, vítima entre as mãos de Madre Maria de Gonzaga e Madre Inês de Jesus (sua irmã Paulina). Estas, sobretudo a segunda, traficaram com os manuscritos de Teresa, no sentido desta falsa espiritualidade.
Com a morte de uma jovem de vinte e quatro anos, quiseram-nos demonstrar que quando uma pessoa morre moça, é prova de que Deus a ama, o que é, para a fé cristã, uma blasfêmia, pura e simplesmente – teria Deus podido, como um tirano perverso, querer e exigir a morte injusta de seu Filho (idem, p.41).
No Carmelo de Lisieux vivia uma jovem que entendia a espiritualidade nas pequenas coisas e não através do sacrifício. Para ela a espiritualidade é vista, praticada nas coisas do dia-a-dia da pessoa. Nas coisas comuns que só se consegue ver através da ótica do amor. As coisas extraordinárias, as ações um tanto difíceis não manifestam verdadeiramente o amor. Teresa se apóia em Teresa de Ávila que diz: “Jesus não considera tanto a grandeza das ações, nem mesmo a sua dificuldade, quando o amor que impele a esses atos”.


ROSAS

São pequenos textos da Santa Teresinha que podem ser lidos ou meditados pessoalmente ou em grupo, em Orações ou Vigílias.



Primeira Comunhão

Na véspera do grande dia, recebi a absolvição pela segunda vez. A minha confissão geral deixou-me uma grande paz na alma, e Deus não permitiu que a mais ligeira nuvem a viesse perturbar. De tarde pedi perdão a toda a família, que me veio visitar; mas não pude falar senão com as minhas lágrimas, pois estava emocionada demais[...]
Chegou finalmente o mais belo dos dias! Que inefáveis recordações deixaram na minha alma os mais pequenos pormenores desse dia do Céu!... O alegre despertar da aurora, os beijos respeitosos e ternos das mestras e das companheiras mais velhas...; o salão cheio de flocos de neve com que cada menina era vestida...; e sobretudo a entrada para a capela e o canto matinal da linda canção: «Ó Altar santo que os Anjos rodeiam!»
Mas não quero entrar em pormenores. Há coisas que perdem o seu perfume quando expostas ao ar; há pensamentos da alma que não se podem traduzir em linguagem da terra sem perderem o sentido íntimo e celeste; são como aquela «Pedra branca que será dada ao vencedor, sobre a qual está escrito um nome que ninguém conhece, a não ser aquele que a recebe». Ah! como foi doce o primeiro beijo de Jesus à minha alma!...
Foi um beijo de amor. Sentia-me amada e dizia por minha vez: «Eu amo-Vos! Dou-me a Vós para sempre!» Não houve pedidos, nem lutas, nem sacrifícios. Desde há muito, Jesus e a pobre Teresinha tinham-se olhado e tinham-se compreendido... Nesse dia já não era um olhar, mas uma fusão, já não eram dois: a Teresa desaparecera como a gota de água que se perde no oceano. Só ficava Jesus, como dono, como Rei.
(História de uma Alma, Ms A 34v-35rº)


Um Caminho Completamente Novo

Bem sabeis, minha Madre, que sempre desejei ser santa.
Mas, ai de mim! sempre verifiquei, ao comparar-me com os Santos, que há entre eles e eu a mesma diferença que existe entre uma montanha, cujo cume se perde nos céus, e o obscuro grão de areia pisado pelos pés dos caminhantes. Em vez de desanimar, disse para comigo: Deus não pode inspirar desejos irrealizáveis. Posso, portanto, apesar da minha pequenez, aspirar à santidade. Fazer-me crescer a mim mesma é impossível; tenho de suportar-me tal como sou, com todas as minhas imperfeições. Mas quero procurar a maneira de ir para o Céu por um caminhito muito direito, muito curto; um caminhito completamente novo.
(História de uma Alma, Ms C 2vº)


Se alguém for pequenino...

Estamos num século de invenções.
Agora já não se tem a maçada de subir os degraus de uma escada; em casa dos ricos o ascensor substitui-a vantajosamente. Eu queria também encontrar um ascensor que me elevasse até Jesus, porque sou demasiado pequena para subir a rude escada da perfeição. Então, procurei nos Livros Sagrados a indicação do ascensor — objecto do meu desejo —, e li as estas palavras saídas da boca da Sabedoria eterna: Se alguém for pequenino, venha a mim.
Então, aproximei-me, adivinhando que tinha encontrado o que procurava, e querendo saber, ó meu Deus!, o que faríeis ao pequenino que respondesse ao vosso apelo. Continuei as minhas buscas, e eis o que encontrei: — Como uma mãe acaricia o seu filho, assim eu vos consolarei; levar-vos-ei ao colo e embalar-vos-ei nos meus joelhos! Ah!, nunca palavras tão ternas e tão melodiosas me vieram alegrar a alma.
O ascensor que me há-de elevar até ao Céu, são os vossos braços, ó Jesus! Para isso não tenho necessidade de crescer; pelo contrário, é preciso que eu permaneça pequena, e que me torne cada vez mais pequena. Ó meu Deus! excedestes a minha esperança, e eu quero cantar as vossas misericórdias.
(História de uma Alma, Ms C 3rº)


Boa Vontade

Tu fazes-me pensar numa criancinha que começa a erguer-se de pé, mas que ainda não sabe caminhar. Querendo a todo o custo subir ao alto duma escada para estar com a sua mamã, levanta o pézito para subir o primeiro degrau. Mas é um esforço inútil! Cai uma e outra vez, sem chegar a avançar. Muito bem: aceita ser essa criança. Pela prática de todas as virtudes, levanta sempre o teu pézito para subires a escada da santidade. Não conseguirás subir o primeiro degrau sequer. Mas o que Deus apenas te pede é a tua boa vontade. Do alto da escada Ele olha-te com amor. Rapidamente vencido pelos teus inúteis esforços, Ele-mesmo baixará e tomando-te nos seus braços, levar-te-á para sempre para o seu reino, onde jamais te afastarás dEle. Mas se não chegares a levantar o teu pézito Ele deixar-te-á muito tempo na terra.
(Caderno Vermelho, escrito pela Irmã Maria da Trindade)


Desejo ser Santa

Ó meu Deus! Trindade Bem-aventurada!
Desejo amar-Vos e fazer Vos amar, trabalhar pela glorificação da Santa Igreja, salvando as almas que estão na terra, e libertando as que estão no Purgatório. Desejo cumprir plenamente a vossa vontade, e chegar ao grau de glória que me preparastes no vosso Reino; numa palavra, desejo ser santa. Mas conheço a minha impotência, e peço-Vos, ó meu Deus, que sejais Vós mesmo a minha Santidade.
Já que Vós me amastes até me dardes o vosso Filho único para ser o meu Salvador e o meu Esposo, os tesouros infinitos dos seus méritos são meus: ofereço-Vo-los com alegria, suplicando-Vos que não olheis para mim senão através da Face de Jesus e no seu Coração ardente de Amor.
(Oração 6: 1-2)


O Pequeno Passarinho

O passarinho quereria voar para o Sol brilhante que lhe fascina o olhar;
quereria imitar as Águias, suas irmãs, que vê elevarem-se até ao fogo divino da Santíssima Trindade... Pobre dele! tudo quanto pode fazer é agitar as suas pequenas asas; mas levantar voo, isso não está no seu pequeno poder! Que será dele? Morrerá de desgosto, ao ver-se impotente?... Oh, não! o passarinho nem sequer se vai afligir. Com um audacioso abandono, quer ficar a fixar o seu divino Sol. Nada seria capaz de o assustar, nem o vento nem a chuva; e se nuvens sombrias chegam a esconder o Astro do Amor, o passarinho não muda de lugar, pois sabe que para além das nuvens o seu Sol brilha sempre, e que o seu brilho não se poderia eclipsar nem por um instante sequer.
É verdade que às vezes o coração do passarinho se vê acometido pela tempestade; parece-lhe não acreditar que existe outra coisa, a não ser as nuvens que o envolvem. É então o momento da alegria perfeita para a pobre e débil criaturinha. Que felicidade para ela, permanecer ali, apesar de tudo, e fixar a luz invisível que se esconde à sua fé!!!...
Jesus, até agora compreendo o teu amor para com o passarinho pois ele não se afasta de Ti. Mas eu sei, e Tu também o sabes, muitas vezes a imperfeita criaturinha, ficando embora no seu lugar (isto é, sob os raios do Sol), deixa se distrair um pouco da sua única ocupação; apanha um grãozito à direita e à esquerda, corre atrás de um vermezito... Depois, encontrando uma pocita de água, molha as penas ainda mal formadas; quando vê uma flor que lhe agrada o seu espírito entretém-se com essa flor... Enfim! não podendo pairar como as Águias, o pobre passarinho entretém-se ainda com as bagatelas da terra. Não obstante, depois de todas as suas travessuras, em vez de se ir esconder num canto para chorar a sua miséria e morrer de arrependimento, o passarinho volta-se para o seu Bem amado Sol, expõe as asitas molhadas aos seus raios benfazejos, geme como a andorinha e, no seu doce cantar, confia, conta em pormenor as suas infidelidades, pensando, no seu temerário abandono, conseguir assim maior influência e atrair mais plenamente o amor d’Aquele que não veio chamar os justos mas os pecadores... Se o Astro Adorado continuar surdo ao chilrear plangente da sua criaturinha, se permanecer velado..., pois bem: a criaturinha continua molhada, aceita ficar transida de frio, e ainda se alegra com esse sofrimento que, aliás, mereceu...
Ó Jesus! como o teu passarinho está contente por ser débil e pequeno. Que seria dele se fosse grande?... Nunca teria a audácia de aparecer na tua presença, de dormitar diante de Ti... Sim, aí está mais uma fraqueza do passarinho: quando quer fixar o Divino Sol, e as nuvens o impedem de ver um único raio, contra sua vontade os seus olhitos fecham-se, a sua cabecinha esconde-se debaixo da asita, e a pobre criaturinha adormece, julgando fixar ainda o seu Astro Querido. Ao acordar, não fica desolado, o seu coraçãozinho fica em paz, e recomeça o seu ofício de amor. Invoca os Anjos e os Santos que se elevam como Águias em direcção ao Fogo devorador, objecto do seu desejo.
E as Águias, compadecendo-se do seu irmãozinho, protegem-no, defendem-no, e põem em fuga os abutres que o queriam devorar. Os abutres, imagem do demónio, o passarinho não os teme, pois não está destinado a ser presa deles, mas da Águia que contempla no centro do Sol do Amor.
Por tanto tempo quanto quiseres, ó meu Bem-amado, o teu passarinho ficará sem forças e sem asas; permanecerá sempre com os olhos fixos em Ti. Quer ser fascinado pelo teu divino olhar, quer tornar se a presa do teu Amor... Um dia, assim o espero, Águia adorada, virás buscar o teu passarinho e, subindo com ele para o Fogo do Amor, mergulhá lo ás eternamente no ardente Abismo desse Amor, ao qual se ofereceu como vítima...
(História de uma Alma, Ms B 5rº-vº)


A Oração levanta o Mundo

Um sábio disse:
«Dai-me uma alavanca, um ponto de apoio, e levantarei o mundo». O que Arquimedes não pôde obter, porque o seu pedido não se dirigia a Deus, e por não ser feito senão sob o ponto de vista material, os Santos obtiveram-no em toda a plenitude: o Todo-poderoso deu-lhes, como ponto de apoio: Ele mesmo e Ele só; e como alavanca: a oração, que abrasa com fogo de amor. E foi assim que levantaram o mundo; é assim que os santos que ainda militam na terra o levantam, e que, até ao fim do mundo, os futuros santos o levantarão também.
(História de uma Alma, Ms C 36rº-vº)


Lançar Flores

Sim, meu Bem-amado!
Assim se consumirá a minha vida... Não tenho outro meio de Te provar o meu amor, senão o de lançar flores, isto é, não deixar escapar nenhum pequeno sacrifício, nenhum olhar, nenhuma palavra; aproveitar todas as mais pequenas coisas e fazê-las por amor... Quero sofrer por amor e gozar por amor. Assim lançarei flores diante do teu trono. Não encontrarei nenhuma sem a desfolhar para Ti...
(História de uma Alma, Ms B 4rº-vº)


O Fogo do Amor

Celina, Deus não me pede já nada...
No princípio pedia-me uma infinidade de coisas. Pensei durante algum tempo, visto que Jesus não me pedia nada, que agora era preciso caminhar suavemente na paz e no amor fazendo somente o que Ele me pedisse... Mas tive uma luz. Santa Teresa diz que é preciso alimentar o amor. A lenha não se encontra ao nosso alcance quando estamos nas trevas, na aridez, mas não estaremos ao menos obrigadas a lançar nele algumas palhinhas? Jesus é suficientemente poderoso para conservar sozinho o fogo, todavia fica contente por nos ver alimentá-lo, é uma delicadeza que Lhe agrada e então lança Ele no fogo muita lenha, nós não o vemos mas sentimos a força do calor do amor. Tenho feito disto a experiência, quando não sinto nada, quando sou incapaz de rezar, ou de praticar a virtude, é então o momento de procurar pequenas ocasiões, nadas que dão gosto, mais gosto a Jesus do que o império do mundo ou mesmo do que o martírio sofrido generosamente, por exemplo, um sorriso, uma palavra amável quando teria vontade de não dizer nada ou de mostrar um ar aborrecido, etc., etc.
(Carta 143)


O Divino Prisioneiro

Como ter medo d’Aquele que Se deixa prender por um cabelo que esvoaça no nosso pescoço!...
Saibamos pois conservar prisioneiro este Deus que Se faz mendigo do nosso amor. Ao dizer-nos que um só cabelo pode realizar este prodígio, mostra-nos que as mais pequenas acções feitas por amor são as que Lhe cativam o coração...
Ah! se fosse preciso fazer grandes coisas, quanto seríamos para lastimar?... Mas como somos felizes visto que Jesus se deixa prender pelas mais pequeninas...
(Carta 191)


Amor, a chave da vocação

Considerando o corpo místico da Igreja, não me tinha reconhecido em nenhum dos membros descritos por S. Paulo; ou melhor, queria reconhecer-me em todos… A caridade deu me a chave da minha vocação. Compreendi que se a Igreja tinha um corpo composto de diversos membros, o mais necessário, o mais nobre de todos não lhe faltava: compreendi que a Igreja tinha um coração, e que esse coração estava ardendo de amor. Compreendi que só o Amor fazia agir os membros da Igreja; que se o Amor se apagasse, os apóstolos já não anunciariam o Evangelho, os mártires recusar-se-iam a derramar o seu sangue... Compreendi que o Amor encerra todas as Vocações, que o Amor é tudo, que abarca todos os tempos e todos os lugares... numa palavra, que é Eterno!...
(História de uma Alma, Ms B 3vº)


Ato de oferenda ao amor misericordioso

Ó meu Deus! Trindade Bem-aventurada! Desejo amar-Vos e fazer Vos amar, trabalhar pela glorificação da Santa Igreja, salvando as almas que estão na terra, e libertando as que estão no Purgatório. Desejo cumprir plenamente a vossa vontade, e chegar ao grau de glória que me preparastes no vosso Reino; numa palavra, desejo ser santa. Mas conheço a minha impotência, e peço-Vos, ó meu Deus, que sejais Vós mesmo a minha Santidade.
Já que Vós me amastes até me dardes o vosso Filho único para ser o meu Salvador e o meu Esposo, os tesouros infinitos dos seus méritos são meus: ofereço-Vo-los com alegria, suplicando-Vos que não olheis para mim senão através da Face de Jesus e no seu Coração ardente de Amor.
Ofereço-Vos também todos os méritos dos Santos (que estão no Céu e na terra), os seus actos de Amor, e os dos Santos Anjos. Finalmente, ofereço-Vos, ó Bem-aventurada Trindade, o Amor e os méritos da Santíssima Virgem, minha querida Mãe: é a ela que entrego o meu oferecimento, pedindo-lhe que Vo-lo apresente.
O seu divino Filho, meu Esposo Bem-amado, nos dias da sua vida mortal, disse-nos: «Tudo o que pedirdes ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá!». Tenho, portanto, a certeza de que atendereis os meus desejos.
Bem sei, ó meu Deus, quanto mais quereis dar, mais fazeis desejar. Sinto no meu coração desejos imensos, e é com confiança que Vos peço que venhais tomar posse da minha alma. Ah! não posso receber a Sagrada Comunhão tantas vezes quantas desejo, mas, Senhor, não sois Todo-poderoso?... Ficai em mim, como no Sacrário. Nunca Vos afasteis da vossa hostiazinha...
Quereria consolar-Vos da ingratidão dos maus, e suplico-Vos que me tireis a liberdade de Vos desagradar. Se, por fraqueza, cair algumas vezes, que logo o vosso divino olhar purifique a minha alma, consumindo todas as minhas imperfeições, como o fogo, que transforma em si próprio todas as coisas...
Agradeço-Vos, ó meu Deus, por todas as graças que me concedestes, especialmente por me terdes feito passar pelo crisol do sofrimento. Será com alegria que Vos contemplarei no último dia, levando o ceptro da Cruz. Já que Vos dignastes dar-me em herança esta Cruz tão preciosa, espero parecer-me convosco no Céu, e ver brilhar no meu corpo glorificado os sagrados estigmas da vossa Paixão... Depois do exílio da terra, espero ir gozar de Vós na Pátria, mas não quero acumular méritos para o Céu, quero trabalhar só por vosso Amor, com o único fim de Vos agradar, de consolar o vosso Coração Sagrado, e de salvar almas que Vos amarão eternamente.
Na noite desta vida, aparecerei diante de Vós com as mãos vazias, pois não Vos peço, Senhor, que conteis as minhas obras. Todas as nossas justiças têm manchas aos vossos olhos. Quero, portanto, revestir-me com a vossa própria Justiça, e receber do vosso Amor a posse eterna de Vós mesmo. Não quero outro Trono, nem outra Coroa, senão Vós, ó meu Bem-amado!...
Aos vossos olhos, o tempo não é nada: um só dia é como mil anos; podeis, portanto, num instante, preparar-me para aparecer diante de Vós...
A fim de viver num acto de perfeito Amor, ofereço-me como vítima de holocausto ao vosso amor misericordioso, suplicando-Vos que me consumais sem cessar, deixando transbordar para a minha alma as ondas de ternura infinita que estão encerradas em Vós, e que assim eu me torne Mártir do vosso Amor, ó meu Deus!...
Que este Martírio, depois de me ter preparado para aparecer diante de Vós, me faça, enfim, morrer, e que a minha alma se lance, sem demora, no eterno abraço do vosso Amor misericordioso...
Quero, ó meu Bem-amado, a cada palpitação do meu coração, renovar-Vos este oferecimento um número infinito de vezes, até ao momento em que, desvanecidas as sombras, possa reafirmar-Vos o meu Amor num face-a-face eterno!...


A caridade perfeita

Ah! compreendo agora que a caridade perfeita consiste em suportar os defeitos dos outros, em não se escandalizar com as suas fraquezas, em edificar-se com os mais pequenos actos de virtude que se lhes vir praticar; mas compreendi, sobretudo, que a caridade não deve ficar encerrada no fundo do coração: «Ninguém, disse Jesus, acende uma candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas coloca-a sobre o candelabro para alumiar todos os que estão em casa». Creio que essa luz representa a caridade, que deve iluminar e alegrar, não só os que são mais queridos, mas todos aqueles que estão em casa, sem exceptuar ninguém.
(História de uma Alma, Ms C 12rº)


A Rainha do Céu

Sabemos muito bem que a Santíssima Virgem é a Rainha do Céu e da terra, mas ela é mais mãe do que rainha, e não se deve dizer, por causa dos seus privilégios, que ela eclipsa a glória dos santos todos, como o sol, ao surgir, faz desaparecer as estrelas. Meu Deus! que estranho! Uma Mãe que faz desaparecer a glória dos filhos! Eu, por mim, penso absolutamente o contrário; acredito que ela engrandecerá muito o esplendor dos eleitos.
Está certo falar dos seus privilégios, mas não se deve dizer apenas isso e se, num sermão, somos obrigados do princípio ao fim, a exclamar Ah! Ah!, já chega! Quem sabe se alguma alma não irá sentir até um certo afastamento em relação a uma criatura de tal maneira superior, e não pensará: «Se é assim, mais vale ir brilhar conforme se puder em qualquer outro cantinho!»
O que a Santíssima Virgem tem a mais do que nós, é que não podia pecar, estava isenta do pecado original; mas, por outro lado, teve muito menos sorte do que nós, porque não teve uma Santíssima Virgem para amar. É uma doce consolação a mais para nós, e a menos para ela!
(Últimos Conselhos, 21.VIII.3)



A Justiça de Deus

Sei que é preciso ser muito puro para aparecer diante de Deus de toda a Santidade, mas também sei que o Senhor é infinitamente justo e esta justiça que assusta tantas almas é a razão da minha alegria e confiança. Ser justo, não é somente exercer a severidade para castigar os culpados, é também reconhecer as intenções rectas e recompensar a virtude. Espero tanto da justiça de Deus como da sua misericórdia. É porque é justo que «Ele é compassivo e cheio de doçura, lento para a ira e cheio de misericórdia. Porque conhece a nossa fragilidade, lembra-Se de que não somos senão barro. Como um pai sente ternura pelos filhos, assim o Senhor tem compaixão de nós» [...]
Aqui tendes, meu Irmão, o que penso sobre a justiça de Deus, o meu caminho é todo de confiança e de amor, não compreendo as almas que têm medo de um Amigo tão terno. Às vezes quando leio certos tratados espirituais em que a perfeição é apresentada através de inúmeras dificuldades, rodeada por uma quantidade de ilusões, a minha pobre inteligência cansa-se muito depressa, fecho o sábio livro que me quebra a cabeça e me seca o coração e pego na Sagrada Escritura. Então tudo me parece luminoso, uma só palavra revela à minha alma horizontes infinitos, a perfeição parece-me fácil, vejo que basta reconhecer o próprio nada e abandonar-se como uma criança nos braços de Deus.
Deixando às almas grandes, às grandes inteligências, os belos livros que não posso compreender, e ainda menos pôr em prática, regozijo-me por ser pequenina visto que só as crianças e os que se assemelharem a elas serão admitidas ao banquete celestial. Sinto-me muito feliz por haver várias moradas no reino de Deus, porque se houvesse apenas aquela cuja descrição e caminho me parecem incompreensíveis, não poderia lá entrar.
(Carta 226, de 9.V.1897, ao P. Roulland) .

DIA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO: Meditação sobre a Batalha de Lepanto

quinta-feira, 7 de outubro de 2010



A Paz Amados do Senhor!

Hoje, na festa de Nossa Senhora do Rosário, compartilho com você esta belíssima história sobre a "Batalha de Lepanto", na qual, a oração do Rosário trouxe a Vitória para os Cristãos que lutaram contra a invasão dos Turcos a Itália.
É por tanto, além de tudo, uma reflexão sobre os tempos atuais nos quais vivemos e um chamado insistente a oração. Estamos passando por momentos descisivos com as eleições e podemos dizer que estamos em uma guerra. Não contra com homens de carne e sangue, mas contra os principados e potestades, como o próprio S.Paulo disse em sua carta aos efésios (Ef.6:12).
Conscientes disso, vemos que as armas para se vencer este combate não são carnais, mas sim espirituais. Nossa Senhora nos exorta constantemente em suas mensagens, a rezarmos o Santo Rosário todos os dias, para combatermos este grande mal que se alastra no mundo, levando as almas a perdição. A oração do rosário é um sinal de Deus para os povos e uma potente arma para destruir as obras do demônio. Um soldado jamais vai a guerra desarmado, pois ele fatalmente morrerá.
Nossa Senhora, ao aparecer a São Domingos que clamava a Deus por uma vitória sobre a heresia que se espalhava, lhe disse:
"Sabes tu, Meu caro Domingos, de que de que 'arma' a Santíssima Trindade SE serviu para reformar e salvar o mundo?
"- Ó Senhora - respondeu ele - Vós o sabeis melhor do que eu, porque depois do vosso Filho Jesus Cristo, Tu fostes o principal Instrumento de nossa salvação"
Ela continuou:
"- O instrumento principal dessa Obra foi a Saudação Angélica, a Ave Maria, que é o fundamento do Novo Testamento. Portanto, se queres ganhar para Deus estas almas endurecidas, reza o Meu Rosário..."

VITÓRIA DA BATALHA DE LEPANTO PELO ROSÁRIO



Há 436 anos, em 7 de outubro de 1571, a esquadra católica, composta de aproximadamente 200 galeras, concentrou-se no golfo de Lepanto. D. João d’ Áustria mandou hastear o estandarte oferecido pelo Papa e bradou: “Aqui venceremos ou morremos”, e deu a ordem de batalha contra os seguidores de Maomé.
Os primeiros embates foram favoráveis aos muçulmanos, que, formados em meia-lua, desfecharam violenta carga. Os católicos, com o Terço ao pescoço, prontos a dar a vida por Deus e tirar a dos infiéis, respondiam aos ataques com o máximo vigor possível.
Mas, apesar da bravura dos soldados de Cristo, a numerosíssima frota do Islã, comandada por Ali-Pachá, parecia vencer. Após 10 horas de encarniçado embate, os batalhadores católicos receavam a derrota, que traria graves conseqüências para a Civilização Cristã européia. Mas, ó prodígio! Ficaram surpresos ao perceberem que, inexplicavelmente e de repente, os muçulmanos, apavorados, bateram em retirada…
Obtiveram mais tarde a explicação: aprisionados pelos católicos, alguns mouros confessaram que uma brilhante e majestosa Senhora aparecera no céu, ameaçando-os e incutindo-lhes tanto medo, que entraram em pânico e começaram a fugir.
Logo no início da retirada dos barcos muçulmanos, os católicos reanimaram-se e reverteram a batalha: os infiéis perderam 224 navios (130 capturados e mais de 90 afundados ou incendiados), quase 9.000 maometanos foram capturados e 25.000 morreram. Ao passo que as perdas católicas foram bem menores: 8.000 homens e apenas 17 galeras perdidas.

Enquanto se travava a batalha contra os turcos em águas de Lepanto, a Cristandade rogava o auxílio da Rainha do Santíssimo Rosário. Em Roma, o Papa São Pio V pediu aos fiéis que redobrassem as preces. As Confrarias do Rosário promoviam procissões e orações nas igrejas, suplicando a vitória da armada católica.
O Pontífice, grande devoto do Rosário, no momento em que se dava o desfecho da famosa batalha, teve uma visão sobrenatural, na qual ele tomou conhecimento de que a armada católica acabara de obter espetacular vitória. E imediatamente, exultando de alegria, voltou-se para seus acompanhantes exclamando: “Vamos agradecer a Jesus Cristo a vitória que acaba de conceder à nossa esquadra”.
A milagrosa visão foi confirmada somente na noite do dia 21 de outubro (duas semanas após o grande acontecimento), quando, por fim, o correio chegou a Roma com a notícia. São Pio V tinha meios mais rápidos para se informar…
Em memória da estupenda intervenção de Maria Santíssima, o Papa dirigiu-se em procissão à Basílica de São Pedro, onde cantou o Te Deum Laudamus e introduziu a invocação Auxílio dos Cristãos na Ladainha de Nossa Senhora. E para perpetuar essa extraordinária vitória da Cristandade, foi instituída a festa de Nossa Senhora da Vitória, que, dois anos mais tarde, tomou a denominação de festa de Nossa Senhora do Rosário, comemorada pela Igreja no dia 7 de outubro de cada ano.
Ainda com o mesmo objetivo, de deixar gravado para sempre na História que a Vitória de Lepanto se deveu à intercessão da Senhora do Rosário, o senado veneziano mandou pintar um quadro representando a batalha naval com a seguinte inscrição: “Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii victores nos fecit”. (Nem as tropas, nem as armas, nem os comandantes, mas a Virgem Maria do Rosário é que nos deu a vitória).

Sem a oração amados, somos presas fáceis. Com o Rosário somos Vitoriosos em QUALQUER situação!

A paz a todos!

ORAÇÃO EXPERIÊNCIA COM DEUS

quarta-feira, 14 de julho de 2010





CATEQUESE
SOBRE A ORAÇÃO n.1

CAROS AMIGOS:

“QUE A GRAÇA E A PAZ DE CRISTO JESUS NOSSO SENHOR, E A TERNURA DE MARIA ESTEJAM CONVOSCO E COM OS VOSSOS!

Quero desenvolver convosco, alguns passos para aprofundarmos a qualidade da nossa oração, pois percebo acompanhando tantos jovens, tantos membros de grupos de oração e pastorais, percebo que ainda não aprenderam a rezar com o coração, a rezar com qualidade, a abandonar a sua vida e descobrir a vontade de Deus nela.

Chamo a atenção sobre este ponto da ‘qualidade da oração’, tendo em vista que rezamos as vezes até de mais, rezamos novenas, terços, até as mil ave-marias, mas muitas vezes como papagaios, repetimos as orações decorados ou escritas, mas não rezamos com a alma, e assim não nos encontramos com Deus, não descobrimos a sua vontade sobre nós.

Pretendo então fazer uma catequese de oração convosco, e a partir daí, iniciarmos pelo menos uma vez ao mês, meditarmos juntos a Palavra de Deus em nossas vidas, mas para isso é necessário tirar um tempo, pelo menos um dia ao mês e dá-lo ao Senhor, caso não seja possível um dia inteiro, ao menos meio dia, onde você possa no silêncio do teu coração, no silêncio do teu quarto se encontrar com o Teu Senhor que te chama para falar ao teu coração.

Nossa Senhora em suas aparições em Lourdes, Fátima e Medjugorje, sempre pede a oração. Em Fátima ela pediu que as crianças rezassem o rosário completo, fizessem sacrifícios e penitência, pediu as crianças, e nós o que fazemos por Maria?

Em Medjugorje, por meio da vidente Viska, Nossa Senhora disse: “Queridos Filhos, vós sois chamados por mim à Escola da Oração e da Santidade, rezar significa ser artífice da paz.” (10 de janeiro de 2004).

Maria nos chama à escola da oração para que possamos aprender a rezar, mas não rezar de qualquer jeito, mas rezar com o coração, pois como Ela diz na mensagem do dia 25-12-93 “Vocês falam, mas não rezam, decidam-se pela oração, somente assim Deus vos dará aquilo que pedem.”

A partir disso gostaria de desenvolver alguns pontos convosco:

Todo homem possui um desejo profundo de se encontrar com Deus, de deixar-se conduzir pelo Espírito, contudo por sermos tanto alma e corpo e Deus somente Espírito puro, encontramos dificuldades neste encontro. Mas o Catecismo da Igreja Católica (CICAR) nos esclarece com os parágrafos 2591 e 2567 afirmando que: “Deus chama incansavelmente toda pessoa ao encontro misterioso com Ele, pela oração, na qual a atitude do homem é sempre uma resposta ao amor fiel de Deus”.

Desde toda a eternidade Deus pensou no homem, pensou em mim e em você, nos amou, mas nós só podemos responder a este grande amor de Deus por nós, uma vez que fazemos a experiência deste amor em nossas vidas.

Como responder ao amor de Deus? Amando! Amando a Deus em primeiro lugar, sobre todas as coisas, e ao nosso próximo como a nós mesmos. Mas amar é dar tempo, é estar junto, é doar-se.

Quero dizer que o homem deve responder com amor ao chamado de Deus, pois, Deus chama o homem por e com amor. O amor é a alma da oração, é o que movimenta o nosso coração a desejar Deus, a querer diálogar com Deus, para descobrir a sua vontade em nossa vida, pois, se amamos, falamos a mesma linguagem de Deus, e estaremos mergulhados em Deus que é Amor.

No Evangelho de João 14,15 há uma afirmação de Jesus que diz “Se me amais observareis os meus mandamentos.”, penso que poderíamos dizer hoje: “Se rezais observareis os meus mandamentos”, pois só quem reza é capaz de responder ao amor fiel de Deus e de encontrar forças para amar.

O Fundador do Mosteiro Regina Pacis, do qual sou membro, Pe. Eugenio Maria, certa vez nos disse: “Amar é dar tempo a Deus, porque só quem ama confia em compartilhar suas alegrias, tristezas e problemáticas com o amado, esperando que ele, de algum modo ajude”.

Esta oração movido pelo amor, a qual podemos chamar de oração do coração, ou oração interior, é na verdade o desejo profundo de Deus, de sua vontade, de se encontrar com Ele e escutá-lo falar em nosso coração, mas para chegarmos à oração do coração, a oração com amor, devemos fazer um caminho, no qual teremos como guia supremo o “Espírito Santo que vem em socorro à nossa fraqueza”.

Esta oração do coração deve ser uma experiência profunda com o Senhor, pois “Sem Ele nada podemos fazer” como diz JO.15,5, se por uma acaso não possuímos esta experiência profunda com o Senhor, a nossa vida se torna sem sentido, surge em nosso coração o sentimento de desânimo, de mesmice, angústia, tristeza, e o pior, peco sabendo que estou me afundando cada vez mais na lama e não consigo sair.

Devemos estar abertos à ação do Espírito em nós para que possamos rezar, ou melhor, amar. Se amamos concretamente, os irmãos, as coisas que fazemos, e se fazemos tudo com amor, se vivemos o nosso dia guiado por amor, poderemos dizer que estamos rezando com o coração, que estamos rezando a Jesus Filho do Deus vivo.

A oração é algo concreto, é formada por atos de amor, mas para amar com o amor de Deus, devo rezar, devo encontrar forças para amar, e isso só é possível com a oração do coração. Só posso caminhar no amor se rezo. Se não rezo, não encontrarei forças para amar, e se não amo, estou caminhando em uma estrada esburacada, que provavelmente me conduzirá a um lugar que dificilmente será a cidade celeste. Por que no fim das nossas vidas seremos julgados conforme à medida que amamos. Só amaremos verdadeiramente a Deus e aos irmãos se rezamos.

Na encílcica “Deus caritas est” o Papa Bento XVI nos ensina que a oração, as boas obras, são uma resposta ao amor fiel de Deus, assim, com essa chave de leitura, fica fácil mergulharmos no interessante caminho dos mistérios do Senhor, para chegarmos à oração do coração, que tanto nos pede a Virgem Santíssima em suas aparições, sendo que ela nos pede o terço, como meio para abrirmos o nosso coração a Deus, e apara ajudar no cumprimento de seus planos, em nossas vidas, no mundo e em nossas famílias.

O grande problema é que não queremos rezar, podemos até falar de oração, se colocar em oração, mas na verdade, dar tempo a Deus, é muitas vezes uma outra história, e o pior é que muitos de nós, preferem vestir uma máscara diante de Deus, querem se mostrar bonzinhos, santos e etc….., e assim deixam de reconhecer que são criaturas necessitadas do perdão e da misericórdia de Deus, neste caso, a oração é uma farsa, é uma mentira.

Do que adianta ]rezar o terço se quando chegou em casa maltrato os filhos, a esposa, os amigos? Do que adianta rezar se minha vida não muda? Mas não muda não porque Deus não quer, mas porque eu ainda não estou rezando como Deus quer, porque ainda não me abandonei na oração a tal ponto que o Espírito Santo de Deus reze em mim e por meio de mim, para que a oração me transforme.

Orar é assumir um compromisso de mudança de vida diante de Deus! Para isso devemos ser o que somos diante de Deus, rezar sobre as nossas fraquezas, oferecê-las a Deus, pedir as graças necessárias para a nossa conversão, ou seja rezar sem mentir a Deus, rezar sem vestir uma máscara, pois Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Se mintimos fazemos o papel de Satanás que é o mentiroso desde o princípio. Devemos ser o que somos diante de Deus, ser sinceros em nossas palavras, olhando-nos com o olhar de Deus, e não como gostariamos de ser. Devemos apresentar-Lhe nossas fraquezas, desejos e vontades, mesmo que não sejam boas, pois só assim Ele pode nos curar. Devemos, portanto, ser humildes na oração e não hipócritas que se acham bons e sem pecados.

Também devemos ter a humildade de não nos acharmos auto-suficientes e sabichões, pois se nos olhamos assim O Espírito Santo não pode operar milagres em nossas vidas” 25-05-91.

A humildade é a irmã gêmea da sinceridade, é o primeiro elemento do amor na oração.

Ao invés de apontar o dedo para os outros, devemos bater no peito e dizer: “tende piedade de mim que sou pecador!”

Você lembra do publicano no templo que foi humilde e reconheceu seu pecado?

O fariseu fazia comparações, a sua medida para dizer se um era justo ou não, era a sua própria conduta, os seus méritos, a sua condição social, ele era a medida de todas as coisas, e não era mais Deus. Enquanto o publicano tem Deus como à medida de uma reta conduta moral, se reconhece criatura, necessitado de Deus, reconhece o que ele é – um pecador – não tem um alto conceito de si mesmo, e isto agradou a Deus, enquanto o fariseu que se achava bom, santo, justo, cumpridor dos preceitos, foi condenado por Jesus, pois teve um comportamento orgulhoso, se achava Deus, se achava o exemplo, se achava bom e santo. É bom lembrar que a oração atendida por Deus foi a do publicano, - o pecador – e não a do que se achava santo e justo, pois, este diz o evangelho: “saiu sem a justificação de Deus”, sem o perdão e a reconciliação do Senhor, saiu da oração sem estar em comunhão com o Senhor.

Muitos me perguntam, mas Padre Mateus Maria, porque Deus ainda não me atendeu quando lhe peço esta graça? É simples, muitas vezes não recebemos uma graça particular de Deus, porque ainda somos muito orgulhosos diante de Deus, achamos que Deus deve nos dar esta graça, porque rezamos o rosário todo dia, porque vamos para a missa e etc…. Achamos que Deus deve nos dar porque merecemos, e isto mostra que também nós somos fariseus, que atribuem o merecimento não a bondade de Deus, mas ao nosso esforço pessoal. Oxalá, nos colocássemos diante de Deus, como Mendigos, necessitados da graça, com um coração suplicante e humilde, que apresentam a Deus suas misérias, as suas mãos vazias, necessitados da sua Graça..

Para que a oração flua com naturalidade devemos experimentar que o amor de Deus é fiel, desinteressado, apaixonado, puro, constante, intenso por nós, isto porque já sabemos que Ele nos ama mesmo quando estamos no pecado, e estende sempre a sua mão para nos salvar, criando mil e uns caminhos para nos dar a oportunidade de encontrá-Lo, e sobretudo, Ele vem ao meu encontro.

Compreender que Deus me ama e ama a cada um de nós é mergulhar em seu amor, e se entendo isto, se faço esta experiência de amor, desejarei retribuir ao seu amor, amando e estando com Ele. Só assim caminharemos na Santidade, na oração, que nada mais é que este encontro de amor com o Senhor que nos criou por amor, que desde toda eternidade pensou nós, em mim e me designou para fazer algo por Ele.

quando faço a experiência do amor do Senhor em minha vida, consigo deixar de lado todos os amorecos que habitam dentro do meu coração, e assim deixando estes ídolos, terei só o Senhor como o meu único Deus.

Podemos experimentar este amor de Deus, contemplado a sua Palavra com a chave de leitura “o amor” ( Deus que fala por amor e que me da uma resposta de amor para as minhas interrogações mais profundas), pois só quando experimento este amor profundo de Deus por mim, é que posso mudar.

No meu ano de noviciado, tive a graça de fazer o retiro de 40 fias de deserto, quarenta dias de silêncio, oração, trabalho, sendo que uma semana era de jejum só com água, mas lá aprendi a amar a Palavra de Deus a meditá-la, e sendo dirigido espiritualmente pelo Padre Gasparino, fundador do Movimento Contemplativo Missionário Pe. De Foucauld, escutava ele dizer: “podemos experimentar o amor de Deus, interpretando a Sua palavra com uma chave de amor, e não interpretá-la fixando o sentido moralista, pois este a fecha em seu sentido mais amplo, e nos impede de lê-la, extraindo dela uma resposta de amor para nós.”

Devemos ler a Palavra buscando o amor de Deus, buscando uma resposta de amor. Na tradição monástica isto se chama Lectio Divina, a qual é constituída de leitura, meditação, contemplação, oração e ação ( mais adiante explicarei o método da lectio divina ).

Se me encontro com o meu Senhor no silêncio, na humildade e sinceridade de coração, na alegria de experimentar o seu amor, necessariamente corresponderei a seu amor. Eu me doarei à sua vontade, aceitando a cruz que Ele deseja me dar e não escolherei para mim a cruz que gostaria de carregar. Se realmente amo a Deus e amo a Maria com um amor filial, deverei ser obediente à Palavra de Deus, ser obediente às mensagens da Virgem Maria.

Um filho mostra que ama quando obedece, nós só mostraremos que realmente amamos a Jesus e a Maria, quando vivermos o que dizem, ou ao menos quando colocarmos todos os nossos esforços para obedecê-Los. Jesus no Evangelho de João diz: “quem me ama observa as minhas palavras”, ou seja, é obediente.

Quando nos reunimos para rezar o terço, meditar a Palavra, não podemos desejar o “oba-oba”, de uma oração superficial, em busca de sentir um arrepio na oração, ter uma palavra de sabedoria e etc…, mas devemos nos reunir para rezar e ser agradáveis a Deus por meio da oração do terço e da leitura da Palavra.

Se amo Nossa Senhora, ao menos devo me esforçar de dar a Ela tempo, tempo na oração, e sobre tudo rezar com qualidade com amor, pois quando amo uma pessoa, desejo estar com ela. Mas como está a minha vida de oração? Estou rezando no mínimo meia hora de manhã e meia hora à noite para poder me preparar para os encontro do terço e da partilha da Palavra? Digo isto, porque se não preparo a oração comunitária, com a oração pessoal, me perco, me distraio, fico voando.

Bom, paro por aqui, e como “lição de casa”, gostaria de sugerir-lhes de se esforçarem para rezar com mais atenção, com mais amor, principalmente o terço, e em cada Ave-Maria que pronunciarmos, rezá-las com amor, oferecendo cada uma delas, como uma rosa a nossa Mãe Amada a Virgem Maria.

E por Intercessão da Toda Santa e Toda Pura, a Bem-Aventurada e Sempre Virgem Maria Rainha da Paz, abençoe-vos o Deus Todo-Poderoso e Misericordioso: “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!”

PERMANECEI NA PAZ E CAMINHAI SEMPRE NELA!


Pe. Mateus Maria, FMDJ
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Panie Jezu Ufam Tobie!
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