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ESPECIAL — LUZ NAS TREVAS: RESPOSTAS IRREFUTÁVEIS ÀS OBJEÇÕES PROTESTANTES – Parte 1/26

quinta-feira, 24 de julho de 2014

ESPECIAL — LUZ NAS TREVAS: RESPOSTAS IRREFUTÁVEIS ÀS OBJEÇÕES PROTESTANTES – Parte 1/26
Iniciarei hoje a compilação da extraordinária obra intitulada Luz nas trevas: respostas irrefutáveis às objeções protestantes, do notável Pe. Júlio Maria de Lombaerde , com o devido IMPRIMATUR . Leitura obrigatória para defesa de nossa fé  dos ataques de todas as seitas e para a conversão dos protestantes . Esse livro já se encontra em arquivo PDF
 
Por Padre Júlio Maria de Lombaerde Missionário de Nossa Senhora do SS. Sacramento
1955
Editora VOZES Ltda., Petrópolis, R. J.

Rio de Janeiro — São Paulo
 NIHIL OBSTAT
DIE XI JANUARII MCMXXXVI — FR. FRIDERICUS VIER, O. F. M. —
CENSOR.
 
COM IMPRIMATUR
 
POR COMISSÃO ESPECIAL DO EXMO. E REVMO. SR. DOM MANUEL PEDRO DA CUNHA CINTRA, BISPO DE PETRÓPOLIS, FREI LAURO OSTERMANN, O. F. M. PETRÓPOLIS, 10-3-1955
CARTA
 do Exmo. Sr. D. Cartolo Távora ao autor
 
Meu caro Padre Júlio Maria. Em resposta à carta de S. Revma., pedindo-me o Imprimatur de seu novo livro: "Respostas irrefutáveis às objeções protestantes", mando-lhe, com a licença pedida, meus sinceros para­béns pela feliz idéia de reunir em volume uma série de polêmicas já publicadas em O Lutador. Estas res­postas têm sido muito apreciadas pelos católicos e pe­los protestantes, e conheço de perto o bem que elas têm feito, e as conversões que tem operado. Estas res­postas são, de fato, irrefutáveis, porque são todas ti­radas da sagrada escritura; e negá-las seria negar a pró­pria Bíblia. O fundo de sua argumentação é doutrinal, substancial, como a forma é alerta, e de uma sinceridade comunicativa. Tenho a certeza que as suas polêmicas continuarão a fazer o bem às almas: aos católicos, dan­do-lhes armas sólidas para combaterem a impiedade e o erro; aos protestantes, mostrando-lhes o sentido exato da Bíblia, os erros da interpretação individual e a segurança da interpretação eclesiástica. Peço ao bom Deus abençoar o seu zelo de apóstolo do bem e da verdade
 
Sou com toda estima de V. Revma. humilde servo,
† Carloto, bispo de Caratinga
 
INTRODUÇÃO NECESSÁRIA
 
 Durante as festas marianas de 1928, os protestantes distribuíram um desafio, exigindo (note-se bem: não pedindo), um texto da bíblia que provasse diversas ver­dades professadas pelos católicos e negadas por eles . Respondi de chofre; porém, dispondo apenas das co­lunas de um pequeno semanário, foi-me impossível publicar todas as respostas; e as que foram publicadas, em consequência do pouco espaço, foram de tal modo cortadas que, muitas vezes, perderam a força de uma argumentação cerrada e irrefutável . Eia a razão por que resolvi enfeixar em volume as tais respostas, que não receio intitular de irrefutáveis, pa­ra quem procura sinceramente a luz e a verdade . Há outra, razão ainda. Uma das tais respostas foi combatida pelos pastores protestantes, como é natural
 
Todas as objeções ou protestos aduzidos em nada abalaram as verdades expostas, porque são irrefutáveis, apoiadas sobre a Bíblia, a Ciência e o Bom-senso; porém tais objeções permitiram-me completar a argumentação e, deste modo, dar novas respostas às dificulda­des que os protestantes costumam levantar . Assim completadas, as respostas constituem uma exposição clara e doutrinal das grandes verdades e dos principais dogmas do catolicismo, e uma refutação com­pleta dos erros protestantes . É uma polemica documentada, uma argumentação segura, mostrando e comparando o erro e a verdade — para que do contraste saia a luz, que permite distin­guir aqueles que, ponentes tenebras lucem, et lucem tenebras (Is 5, 20), “fazem da escuridão luz, e da luz escuridão”, como fazem os pobres protestantes, unicamente com o intuito de contradizer a Igreja Católica
 
Possam estas respostas fazer conhecer e amar a re­ligião verdadeira, a única religião divina, que é a de Jesus Cristo, perpetuada e representada no mundo pela Igreja Católica, apostólica, romana . Possam estas respostas trazer ainda um pouco de luz aos pobres protestantes, nossos irmãos separados da ver­dade, enganados e seduzidos por mercenários e explora­dores que se chamam pastores, mas que, na palavra de Cristo, são lobos devoradores vestidos como ovelhas (Mt 7, 15) . Possam eles, à luz da verdade, distinguir as calúnias e o fanatismo, com que tais pastores procuram inspi­rar-lhes ódio à Igreja verdadeira, afastando-os, deste modo, do caminho único da salvação
 
São bem eles que tinha em vista o divino Mestre quando disse: Ai de vós, fariseus hipócritas, que fe­chais o céu aos homens, porque nem vós entrais, nem deixais entrar os outros que querem entrar (Mt 13, 13) . Pode haver, sem dúvida, protestantes sinceros, convencidos, pela ignorância em que vivem, dos princípios da religião, como pelas calúnias e acusações através das quais apreciam a Igreja Católica . São ignorantes; e a ignorância é a mãe de todos os erros. Mas, se é perdoável a ignorância num homem do povo, sem instrução, ela é inescusável em homens que pretendem ser os guias dos seus irmãos, os pas­tores do rebanho; neles a ignorância é um crime, uma perfídia
 
Se, pelo menos, estudassem e examinassem a histó­ria, os fatos e as escrituras, para neles enxergarem o que brilha com tamanho fulgor: a verdade única anun­ciada e figurada no antigo testamento, exposta e pro­vada pelos evangelhos e pelas epístolas... Mas não; limitam-se em resumir toda a sua crença em duas dú­zias de objeções ridículas e mil vezes pulverizadas, con­tra a Igreja Católica, copiando dos outros uma lenga-lenga bolorenta de calúnias, e não se dando ao traba­lho de examinar o valor, o fundado, a falsidade ou ri­dículo destas mentiras
 
Atacar a crença dos outros não é provar a autenticidade da sua própria crença . Por que os tais pastores, em vez de formularem objeções, não provam a legitimidade do protestantismo? Em vez de atacarem a doutrina católica, que é a do Evangelho, por que eles não demonstram e provam que o protestantismo é a religião verdadeira, — que Lutero fora enviado por Deus para reformar a religião — que a bíblia é o Deus do mundo, que cada um pode interpretar como entender — que tais pastores são ministros legítimos do Cristo — que as mil seitas protestantes são todas religiões verdadeiras, etc.?
 
Eis os fatos que eles deviam estabelecer, sobre a bíblia . Nas seguintes teses, não somente responderei às objeções atiradas aos católicos, mas estabelecerei a verdadeiras, para que, pelo confronto, brilhe a plena luz inteira, a luz verdadeira, que deve iluminar todo homem que vem e vive neste mundo (Jo 1, 9) . Tenham os protestantes sinceros a coragem de ler estas respostas e eles serão obrigados a tirar uma conclusão que eu deixo ao alvitre deles, porque será ditada pela sua consciência . Quanto aos católicos, eles encontrarão nestas discussões a exposição sucinta e clara da sua fé, ao mesmo tempo uma arma para refutar as calúnias que lhes são atiradas e responder às objeções que costumam formular os inimigos da nossa santa religião

REMÉDIO PARA O MAL: FIDELIDADE À TRADIÇÃO - Liturgia diária , 10 de julho de 2014

quarta-feira, 9 de julho de 2014


REMÉDIO PARA O MAL: FIDELIDADE À TRADIÇÃO
 
INDICAÇÃO DO PAPA PAULO VI : Como causa do aturdimento que sofrem os fiéis, angustiados porque já não têm mais certeza sobre o que devem crer e sobre como hão de agir, Paulo VI aponta o abandono da Tradição. De onde, o antídoto a tão profunda crise de linguagem, pensamento e ação, só encontramos na fidelidade à tradição
 
O Documento do Papa Paulo VI insiste sobre este ponto. As atuais circunstâncias, assim o Papa, exigem de nós maior esforço, para que “a palavra de Deus chegue aos nossos contemporâneos, na sua PLENITUDE, e para que as obras realizadas por Deus lhes sejam apresentadas SEM ADULTERAÇÃO, e com a intensidade do amor à verdade que os salve” (p. 98 – grifos nossos). Tão nobre incumbência só é exeqüível mediante a fidelidade à “Tradição ininterrupta que liga (nosso cristianismo) a Fé dos Apóstolos” (p. 99). Deve, pois, cada Bispo, na sua Diocese, estar atento por que os novos estudos “não venham a atraiçoar nunca a verdade e a CONTINUIDADE da doutrina da Fé” (p. 101 – grifo nosso). Aliás, todo o trabalho dos teólogos deve ser no sentido da “fidelidade à grande corrente da Tradição cristã” (p. 102), porquanto “a verdadeira Teologia se apóia sobre a palavra de Deus inseparável da Sagrada Tradição como sobre um fundamento perene” (p. 103)
 
Em resumo, o Papa Paulo VI sintetiza (p. 18) a norma do Magistério Eclesiástico na palavra de São Paulo: “ainda que alguém – nós ou um Anjo baixado do Céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que temos anunciado, que ele seja anátema (Gal. 1, 8), e prossegue o Papa: “Não somos nós, com efeito, que julgamos a palavra de Deus: é ela que nos julga e que põe em evidência os nossos conformismos mundanos. A fraqueza dos cristãos, mesmo a daqueles que têm a função de pregar, não será jamais, na Igreja, motivo de edulcorar o caráter absoluto da palavra. Nunca será lícito cegar o gume de sua espada (cf. Heb. 4, 12; Apoc. 1, 16; 2, 16). À Igreja nunca será permitido falar de modo diverso do de Cristo, da santidade, da virgindade, da pobreza e da obediência” (p. 101)
 
As palavras do Papa não poderiam ser mais claras, nem mais incisivas, como taxativas são as palavras do Apóstolo por ele citadas, aliás, elas não passam de um eco da maneira de agir da Igreja, sob o impulso vivificante do Espírito Santo. É fato largamente comentado em toda formação religiosa, o ocorrido com Nestório, Patriarca de Constantinopla. Transcrevemo-lo, aqui, segundo o narra D. Prosper Guéranger, na sua conhecida obra “L’Année Liturgique”, ao comentar a festa de São Cirilo de Alexandria, em 9 de fevereiro: “No próprio ano da sua eleição ao trono episcopal, no dia de Natal de 428, aproveitando a grande multidão que se aglomerava na Basílica Catedral, do alto do púlpito, Nestório pronunciou esta blasfêmia: Maria não deu a luz a Deus; seu filho não era senão um homem, instrumento da Divindade. Um frêmito de horror percorreu a multidão, e um leigo, Eusébio, levantou-se do meio do povo e protestou contra a impiedade. Toda a História, até hoje, se regozija com essa atitude. Ela salvou a fé de Bizâncio”
 
Pode-se concorrer para destruir a Tradição de vários modos. Há, mesmo, entre eles uma escala que vai da oposição aberta ao desvio quase imperceptível. Exemplo de oposição clara, temos nas várias atitudes tomadas por teólogos, e até Autoridades Eclesiásticas, rejeitando a decisão da Encíclica “Humanae Vitae”. De fato, o ato de Paulo VI, declarando ilícito o uso dos anticoncepcionais, insere-se numa Tradição ininterrupta do Magistério Eclesiástico. Não aceitá-lo, ensinando o oposto do que ele prescreve, ou aconselhando práticas por ele condenadas, constitui exemplo típico de negação de um ensinamento tradicional . Quisemos ilustrar o critério lembrado pelo Papa Paulo VI, devido à importância especial que ele assume nos dias que correm, como é notório a quem observa o que se passa em certos meios católicos
 
 
 



LITURGIA DO DIA 10 DE JULHO DE 2014


PRIMEIRA LEITURA (OS 11,1-4.8C-9)

Leitura da Profecia de Oséias - Assim fala o Senhor: 1“Quando Israel era criança, eu já o amava, e desde o Egito chamei meu filho. 2Quanto mais eu os chamava tanto mais eles se afastavam de mim; imolavam aos Baals e sacrificavam aos ídolos. 3Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles. 4Eu os atraía com laços de humanidade, com laços de amor; era para eles como quem leva uma criança ao colo, e rebaixava-me a dar-lhes de comer. 8cMeu coração comove-se no íntimo e arde de compaixão. 9Não darei largas à minha ira, não voltarei a destruir Efraim, eu sou Deus, e não homem; o santo no meio de vós, e não me servirei do terror” - Palavra do Senhor
SALMO RESPONSORIAL (Sl 79)

Sobre nós iluminai a vossa face e, então, seremos salvos, ó Senhor!   
— Ó Pastor de Israel, prestai ouvi­dos. Vós, que sobre os querubins vos assentais, despertai vosso poder, ó nosso Deus, e vinde logo nos trazer a salvação!
 
— Voltai-vos para nós, Deus do universo! Olhai dos altos céus e observai. Visitai a vossa vinha e protegei-a! Foi a vossa mão direita que a plantou; protegei-a, e ao rebento que firmastes!
 
EVANGELHO (MT 10,7-15)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus - Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar! 9Não leveis ouro nem prata nem dinheiro nos vossos cintos; 10nem sacola para o caminho, nem duas túnicas nem sandálias nem bastão, porque o operário tem direito a seu sustento. 11Em qualquer cidade ou povoado onde en­trar­des, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hos­pedai-vos com ele até a vossa partida. 12Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz. 14Se alguém não vos receber, nem escutar vossa palavra, saí daquela casa ou daquela cidade, e sacudi a poeira dos vossos pés. 15Em verdade vos digo, as cidades de Sodoma e Gomorra serão tratadas com menos dureza do que aquela cidade, no dia do juízo - Palavra da Salvação
 

 
Mensagem de Nossa Senhora em 25 de julho de 2012 a vidente Marija Pavlovic-Lunetti - “Queridos filhos ! Hoje os convido ao bem. Sejam portadores da paz e bondade neste mundo. Rezem para que Deus possa dar força aos seus corações e em suas vidas reinem sempre a esperança e orgulho, porque vocês são filhos de Deus e portadores da Sua esperança a este mundo que está sem alegria no corações e sem futuro, porque não abrem os corações a Deus que é a salvação de vocês. Obrigada por terem respondido ao Meu chamado” – Mensagem de Nossa Senhora em Medjugorje
 

Santo OlavoA IGREJA CELEBRA HOJE , SANTO OLAVO - Hoje a Igreja nos convida a contemplar a vida de Santo Olavo, o santo rei da Noruega. Nascido em 995 numa família real, Olavo mostra-nos com sua vida que a santidade não escolhe profissão, nem posição social, pois ela não vêm sobre classes, mas sim em corações abertos à Graça de Cristo. Aconteceu que o jovem Olavo foi para a Inglaterra numa expedição e assim pôde conhecer Jesus, o Cristianismo e ser batizado, isto em 1014. Ao voltar para a casa, Olavo, que era herdeiro do trono, encontrou o falecimento do pai e usurpadores do reino. Assim teve Olavo de assumir o trono e submeter os inimigos pelo combate. Quando esteve no poder, Santo Olavo buscou a santidade como rei; sem deixar de fazer de tudo para levar Deus aos súditos, por isso, procurou acabar com o paganismo, construir igrejas e trazer sacerdotes da Inglaterra para evangelizar seu povo. Todos os esforços de Olavo para submeter a Noruega ao Rei dos reis e Senhor dos senhores encontraram êxitos e barreiras, ao ponto do santo rei ter que ficar por um tempo exilado e ao voltar foi vítima de um conflito armado em 1030 - Santo Olavo, rogai por nós!

 

 


 

A SANTA MISSA , E A FUNÇÃO DA BELEZA NA LITURGIA - Liturgia diária , 08 de julho de 2014

terça-feira, 8 de julho de 2014

 
A SANTA MISSA , E A FUNÇÃO DA BELEZA NA LITURGIA
 
Dado que a beleza na Liturgia não é um fim em si mesmo, qual é sua função na Liturgia e, em primeira instância, em nossas vidas? Responde-nos o Papa João Paulo II : "A beleza é chave do mistério e apelo ao transcendente. É convite a saborear a vida e a sonhar o futuro. Por isso, a beleza das coisas criadas não pode saciar, e suscita aquela arcana saudade de Deus que um enamorado do belo, como S. Agostinho, soube interpretar com expressões incomparáveis: «Tarde Vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei!»." (Papa João Paulo II, Carta aos Artistas, n. 16)
 
 
 
Esta saudade que sentimos de Deus, secreta para nós mesmos, porque, de tão íntima e profunda, está enraizada em nossa alma e disto não nos damos conta, é aquela inquietude perene que Santo Agostinho expressou tão bem e que o Papa João Paulo II explicitou:
 
 
 
"«Fizestes-nos, Senhor, para Vós, e o nosso coração está inquieto, até que não repouse em Vós». Nesta inquietude criativa bate e pulsa aquilo que é mais profundamente humano: a busca da verdade, a insaciável necessidade do bem, a fome da liberdade, a nostalgia do belo e a voz da consciência". (idemRedemptor Hominis,18)
 
 
 
O Papa Bento XVI entende a beleza como fundamental em toda a vida cristã, a ponto de podermos falar  em toda uma "teologia da beleza", que ele desenvolveu ainda quando cardeal:
 
"Para Platão a categoria do belo era determinante: o belo e o bom para ele coincidiam por último em Deus. Com a aparição do belo nós ficamos profundamente feridos, e essa ferida nos arrebata fora de nós mesmos, põe em movimento o vôo da saudade e nos impele ao encontro daquilo que é o verdadeiro belo, o próprio bem." (RATZINGER, Joseph. Introduzione allo spirito della liturgia, San Paolo, Cinisello Balsamo, 2000, p. 122, apud MOREROD, Charles. A beleza na Teologia de Joseph Ratzinger)
 
 
 
Não é por nada que, como bem disse Dostoiévski, "a beleza salvará o mundo". Tudo o que é verdadeiramente belo aponta para Deus. Dito de outro modo, na beleza contemplamos a Deus. Se sentimos saudade de Deus, também sentimos saudade do belo, e pelo belo chegamos a Deus. É o que se chama de Via Pulchritudinis, a Via da Beleza. Dela, o Pontifício Conselho para a Cultura disse o seguinte:
 
A via da beleza responde ao íntimo desejo por felicidade que reside no coração de cada pessoa. Abrindo horizontes infinitos, ela impele a pessoa humana a empurrar-se para fora de si mesma, da rotina da efêmera passagem do instante para o Transcendente e o Mistério, e a buscar, como fim último da jornada pelo bem-estar e nostalgia total, esta beleza original que é o próprio Deus, criador de toda beleza criada. (A Via Pulchritudinis, Caminho Privilegiado para a Evangelização e o Diálogo, tradução livre)
 
 
 
Falamos da beleza na vida. Mas e sua ligação com a liturgia, onde se encontra? Ora, basta pensarmos que na Liturgia temos a ação sagrada do homem por excelência, onde o próprio Deus permite que o homem ali o encontre e o receba dentro de si, como alimento espiritual. Se a beleza possui este dom de conduzir-nos para Deus, posto que é atributo do próprio Deus, e se na Liturgia devemos sempre encontrá-Lo, está aí a importância da beleza na Liturgia
 
 
 
"De fato, a liturgia, como aliás a revelação cristã, tem uma ligação intrínseca com a beleza: é esplendor da verdade (veritatis splendor). [..] Referimo-nos aqui a este atributo da beleza, vista não enquanto mero esteticismo, mas como modalidade com que a verdade do amor de Deus em Cristo nos alcança, fascina e arrebata, fazendo-nos sair de nós mesmos e atraindo-nos assim para a nossa verdadeira vocação: o amor." (Papa Bento XVI, Sacramentum Caritatis, n. 35)
 
Digo mais: uma vez que a participação ativa - que é também espiritual, e não apenas um mero ativismo, um "fazer coisas" - consiste também em mergulhar mais profundamente nos mistérios celebrados, é fácil perceber que só haverá participação plena quando houver beleza na Liturgia, de modo que esta ajude nossa alma, por meio dos sentidos, a perceber que por trás daqueles mesmos gestos e palavras repetidos, daquelas vestimentas e vasos sagrados, ocorre algo do Mistério, que ultrapassa nossa capacidade de entendimento, que nos aproxima de Deus de um modo como nenhum outro. A verdadeira beleza é o amor de Deus que nos foi definitivamente revelado no mistério pascal


 "A beleza da liturgia pertence a este mistério; é expressão excelsa da glória de Deus e, de certa forma, constitui o céu que desce à terra. O memorial do sacrifício redentor traz em si mesmo os traços daquela beleza de Jesus testemunhada por Pedro, Tiago e João, quando o Mestre, a caminho de Jerusalém, quis transfigurar-Se diante deles (Mc 9, 2). Concluindo, a beleza não é um fator decorativo da ação litúrgica, mas seu elemento constitutivo, enquanto atributo do próprio Deus e da sua revelação. Tudo isto nos há-de tornar conscientes da atenção que se deve prestar à acção litúrgica para que brilhe segundo a sua própria natureza." (ibidem, loc. cit.)

 
 
Coloca-se a beleza em seu devido lugar na Liturgia quando se entende que os paramentos litúrgicos "não são endossados pela aparência do padre, mas para dar glória a Deus. Por isso, devem ser tão esplêndidos quanto possível, porque na Liturgia se realiza a tarefa dos anjos, dos servos de Deus" (Mons. Nicola Bux, Conferenza al Convegno dei Francescani dell'Immacolata. Roma, 2010)
 
Coloca-se a beleza em seu devido lugar na Liturgia quando se compreende que toda liturgia terrestre aponta para a Liturgia celeste : "As nossas liturgias da terra, inteiramente dedicadas a celebrar este ato único da história [o mistério da Redenção] não conseguirão nunca expressar totalmente a sua densidade infinita. Sem dúvida, a beleza dos ritos nunca será bastante procurada, nem suficientemente cuidada nem assaz elaborada, porque nada é demasiado belo para Deus, que é a Beleza infinita. As nossas liturgias terrestres não poderão ser senão um pálido reflexo da liturgia que se celebra na Jerusalém do céu, ponto de chegada da nossa peregrinação na terra." (Papa Bento XVI, Vésperas na Catedral de Paris, 12 de setembro de 2008)
 
 
 
Finalizo trazendo à reflexão alguns trechos do pensamento do Cardeal Ratzinger sobre este assunto, todos compilados no artigo "A beleza na Teologia de Joseph Ratzinger", de autoria de Charles Morerod: "A onda de esoterismo, a difusão das técnicas asiáticas de distensão e de auto-esvaziamento mostram que nas nossas liturgias falta algo. Justo no mundo de hoje temos necessidade do silêncio, do mistério para além do individual, da beleza." (“La Nuova Evangelizzazione”, L’Osservatore Romano, 11-12 dicembre 2000, 11)
 
A "liturgia é a mais alta expressão da beleza da glória de Deus, e constitui de certa forma um aproximar-se do Céu à terra." (Papa Bento XVI, Mensagem aos participantes do II Congresso Mundial dos Movimentos Eclesiais e das Novas Comunidades, 2006)
 
 
 
"A liturgia existe para todos. Deve ser “católica”, ou seja, comunicável a todos os crentes, sem distinção de lugar, de proveniência, de cultura. Deve ser portanto “simples”. Mas simples não significa de baixo nível. Há a simplicidade do banal e a simplicidade que é a expressão da maturidade" (Joseph Ratzinger, La festa della fede, p. 97)
 
Em uma bela liturgia, “ainda que os participantes não entendam talvez todas as palavras individualmente, percebem o significado profundo, a presença do mistério que transcende todas as palavras” (“La nuova evangelizzazione”, L’Osservatore Romano, 11-12 dicembre 2000, 11)
 
 
 
"A Igreja deverá aprender novamente a celebrar as festas e a irradiar o esplendor. A sua submissão ao mundo racional nestes últimos anos foi muito profunda, debaixo deste ponto de vista, de tal maneira que a Igreja se despojou de algo que lhe era totalmente próprio. Ela deve nos conduzir às festas que conserva na sua fé, assim poderá em alguma medida deixar felizes aqueles para os quais o seu anúncio, se visto racionalmente, permanece inacessível." (Elementi di teologia fondamentale, p. 76-78)
 
 

 
LITURGIA DO DIA 08 DE JULHO DE 2014

PRIMEIRA LEITURA (OS 8,4-7.11-13)

Leitura da Profecia de Oséias - Assim fala o Senhor: 4Eles constituíram reis sem minha vontade; constituíram príncipes sem meu consentimento; sua prata e seu ouro serviram para fazer ídolos e para sua perdição. 5Teu bezerro, ó Samaria, foi jogado ao chão; minha cólera inflamou-se contra eles. Até quando ficarão sem purificar-se? 6Esse bezerro provém de Israel; um artesão fabricou-o, isso não é um deus; será feito em pedaços esse bezerro da Samaria. 7Semeiam ventos, colherão tempestades; se não há espiga, o grão não dará farinha; e, mesmo que dê, estranhos a comerão. 11Efraim ergueu muitos altares em expiação do pecado, mas seus altares resultaram-lhe em pecado. 12Eu lhes deixei, por escrito, grande número de preceitos, mas estes foram considerados coisa que não lhes toca. 13Gostam de oferecer sacrifícios, imolam carnes e comem; mas o Senhor não os recebe. Antes, o Senhor lembra seus pecados e castiga suas culpas: eles deverão voltar para o Egito - Palavra do Senhor
SALMO RESPONSORIAL (Sl 113)

Confia Israel no Senhor  

— É nos céus que está o nosso Deus, ele faz tudo aquilo que quer. São os deuses pagãos ouro e prata, todos eles são obras humanas

— Têm boca e não podem falar, têm olhos e não podem ver; têm nariz e não podem cheirar, têm ouvidos, não podem ouvir

— Têm mãos e não podem pegar, têm pés e não podem andar; Como eles serão seus autores, que os fabricam e neles confiam

— Confia, Israel, no Senhor. Ele é teu auxílio e escudo! Confia, Aarão, no Senhor. Ele é teu auxílio e escudo!
EVANGELHO (MT 9,32-38)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus - Naquele tempo, 32apresentaram a Jesus um homem mudo, que estava possuído pelo demônio. 33Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: “Nunca se viu coisa igual em Israel”. 34Os fariseus, porém, diziam: “É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios”.35Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todo o tipo de doença e enfermidade. 36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37“A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!” - Palavra da Salvação
 

 
Mensagem de Nossa Senhora em 2 de agosto de 2012 para a vidente Mirjana Dragicevic - “Queridos filhos, EU estou com vocês e EU não estou desistindo. EU desejo que vocês cheguem a conhecer o MEU FILHO. EU desejo para os meus filhos estarem COMIGO na vida eterna. EU desejo que vocês sintam a alegria da paz e tenham a salvação eterna. EU estou rezando para que vocês possam superar as fraquezas humanas. EU estou implorando ao MEU FILHO para dar a vocês corações puros. Meus queridos filhos, somente os corações puros sabem como carregar uma cruz e sabem como se sacrificar por todos aqueles pecadores que tem ofendido o PAI ETERNO e que, mesmo hoje, O ofendem, embora eles não tenham chegado a conhecê-LO. EU estou rezando para que vocês possam vir a conhecer a luz da verdadeira fé que vem somente da oração de corações puros. É então que todos aqueles que estão próximos de vocês sentirão o Amor do MEU FILHO. Rezem por aqueles que MEU FILHO escolheu para guiá-los no caminho da salvação. Que a sua boca evite todo julgamento. Obrigada” Mensagem de Nossa Senhora em Medjugorje
 

Santo EugênioA IGREJA CELEBRA HOJE , SANTO EUGÊNIO, ZELAVA PELA SALVAÇÃO DAS ALMAS - Um dado importante é que de cada três Papas, praticamente, um foi oficialmente declarado santo. Assim aconteceu com Santo Eugênio, que se tornou para a Igreja o homem certo para o tempo devido. Eugênio III nasceu no fim do século XI, em Pisa na Itália e, depois de ordenado, consagrou-se a Deus como sacerdote, até que abandonou todas suas funções para viver como monge. O grande reformador da vida monástica – São Bernardo – o acolheu a fim de ajudá-lo na busca da santidade, assim como no governo da Igreja, pois inesperadamente o simples monge foi eleito para sucessor na Cátedra de Pedro. A Roma da época sofria com a agitação de Arnaldo de Bréscia, que reclamava instituições municipais com eleições diretas dos senadores, talvez por isso chegou a impedir a ordenação e posse de Eugênio, já que tinha sido eleito pelo Espírito Santo numa instituição de origem divina. O Papa Eugênio teve muitas dificuldades no governo da Igreja, tanto assim que, teve de sair várias vezes de Roma, mas providencialmente aproveitou para evangelizar em outras locais como Itália e França. Além de promover quatro Concílios e lutar pela restauração dos santos costumes, Santo Eugênio zelou pela salvação das almas, com tanta dedicação, que passou por inúmeros sofrimentos - Santo Eugênio, rogai por nós!

 

 

 

 


 
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