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TOTAL FALTA DE ZÊLO , NA ADMINISTRAÇÃO DA SAGRADA COMUNHÃO

sexta-feira, 17 de maio de 2013

 

Dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo de Campo Grande, e seu zelo na administração da Sagrada Comunhão


Missa celebrada por ocasião de início de semestre letivo no Instituto Teológico João Paulo II, da arquidiocese de Campo Grande


"Não está permitido que os fiéis tomem a hóstia consagrada nem o cálice sagrado «por si mesmos, nem muito menos que se passem entre si de mão em mão»”, diz o nº 94 da Instrução Redemptionis Sacramentum , emanada sob o pontificado de João Paulo II"


Mas aos “estudantes de teologia” atuais, “cristãos adultos” que são,  qualquer observância de normas provenientes de Roma é anacrônica. Mesmo aquelas emanadas sob o próprio Papa ao qual se dedicou este “instituto teológico”

Que triste espetáculo é a desobediência de clérigos!
O que dizer?

Ficamos sem palavras diante dos abusos litúrgicos; parece que certos clérigos fazem um ESFORÇO DIDÁTICO para que os fiéis “ENTENDAM” que Jesus não está presente na eucaristia…….!!!!!!!!!




Em contraposição a essa tolerância com as barbaridades, há a intolerância, preconceito ou ao menos uma desconfiança com quem quer fazer tudo da melhor forma possível, como sempre se fez na Igreja até meados do século XX


“Estou obcecado pelas confidências da Virgem à pequena Lúcia de Fátima. Essa insistência de Nossa Senhora diante do perigo que ameaça a Igreja, é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, na sua LITURGIA, na sua teologia e na sua alma (…) Virá o dia em que a Igreja duvidará como Pedro duvidou. Ela será tentada a crer que o homem se tornou Deus, que seu Filho é apenas um símbolo, uma filosofia como tantas outras, e nas igrejas os cristãos procurarão em vão a lâmpada vermelha em que Deus os espera” – (Cardeal Pacelli, futuro Papa Pio XII)

Dom Dimas é uma tragédia para o epicospado católico : Modernista até os ossos ! Estamos abandonados e nas mãos , na qualidade de muitos Bispos confiando cegamente nas indicações da  CNBB . A apostasia chegou já não tenho mais dúvidas!


Penso que deveriam viver o Santo Sacrifício com mais piedade e devoção. E parar de rir do sangue de Nosso Senhor Jesus Cristos e dos tantos e tantos mártires, que por amor a Santa Igreja derramaram seu sangue

Rezemos pelos bispos de nosso Brasil, para que sejam realmente bispos da terra da Santa Cruz

NÃO É SÓ A FUMAÇA DE SATANÁS! - CARTA DE DOM MANOEL PESTANA - LITURGIA DIÁRIA , 04 DE ABRIL DE 2013

quinta-feira, 4 de abril de 2013


NÃO É SÓ A FUMAÇA DE SATANÁS!

CARTA DE DOM MANOEL PESTANA FILHO PARA DOM LUCAS MOREIRA NEVES E PARA O DOM LUCIANO MENDES

 
Quanto pior melhor?" Esta é a pergunta que sempre fazem aqueles que se assustam quando a verdade sobre a crise na Igreja é anunciada com sobriedade e firmeza; esta é a frase que falam quem teme aceitar que para além da fumaça está o pai de toda mentira, inteiro, completo, livre. Não, não se trata de falar "quanto pior melhor", mas de "quanto mais verdade, melhor", isso para que os filhos das trevas sejam desmascarados diante dos filhos da luz, afinal, os primeiros são mais astutos

Em tempos de pouquíssima sinceridade pastoral, onde tudo é feito para agradar somente os de fora e romper a unidade da Igreja, trazemos à baila duas cartas escritas por Dom Manoel Pestana Filho sobre a CNBB. A sentença do Bispo é certeira: chegamos ao limite do tolerável, e isso na década de 1980. O destinatários são certos: Dom Lucas Moreira Neves, um Bispo conservador, e Dom Luciano Mendes, onde a CNBB sob seu governo desceu a níveis inimagináveis de comunismo. Aos leitores a decisão sobre os frutos bons ou maus da Conferência Episcopal Brasileira. Entendemos que a pior faceta daquelas que perderam o senso do sagrado se dá na liturgia, entender a mecânica de todo o boicote à Tradição, venha de onde vier, será salutar para devolver o trono da ordem social para Cristo Rei

 

CARTA A DOM LUCAS MOREIRA NEVES

 PRESIDENTE DA CNBB

 20 de janeiro de 1988
 

“Creio que já ultrapassamos os limites do tolerável. Nem mais seríamos canes non valentes latrare [Cães incapazes de latir Is 56,10], responsáveis diante de Deus e da Igreja pelas inimagináveis consequências do nosso silêncio no meio do sofrido povo de Deus, se, estupidificados pelo engodo da 'unidade', continuássemos engolindo a infidelidade e apostasia que escorrem do alto. Não é apenas a fumaça de Satanás que entrou na Igreja, por alguma fenda oculta, como lamentava o Santo Padre Paulo VI: é, transpondo triunfalmente os portões, o diabo inteiro, presente nos mais altos postos, através de seus fiéis seguidores.

Um Cardeal, que depois de comunicar que nem tomaria conhecimento da passagem da imagem de Fátima pela sua Arquidiocese, pronuncia-se, na televisão, a favor da abolição do celibato eclesiástico – ou melhor, declara-o contra o direito – e defende o homossexualismo; a CNBB que assume oficialmente, para espanto dos Constituintes que ainda respeitam a Igreja, a posição do sinistro Frei Betto pela despenalização do aborto, como em vão propugnou Dom Cândido Padim em Itaici, na Comissão da Constituição e em plenário; a imposição prática de um texto da Campanha da Fraternidade, complementado pelo que a AEC, avançando ainda mais, preparou para os pobres colégios católicos, em que não sobra nem fraternidade nem fé; os cursos de lavagem cerebral para Bispos que, apenas transferidos de Itaici para o Embu, são agora apresentados como 'cursos para bispos novos' – e V. Exa. sabe muito bem quais são os seus organizadores e professores – TUDO ISSO claramente indica que o caminho que estamos seguindo não leva a Jerusalém nem muito menos a Roma: vai direto a Sodoma e Gomorra, que já não estão muito longe”

 

CARTA A DOM LUCIANO MENDES

 19 de fevereiro de 1988
 

“Agradecendo-lhe o envio de parabéns e a garantia de orações pelo aniversário de minha consagração episcopal, peço-lhe a caridade de ouvir-me ainda uma vez.

A situação eclesial brasileira se deteriora a olhos vistos, dia a dia. Lembra-me o espantoso processo de autodemolição de que falava Paulo VI. Um incrível masoquismo estéril e suicida, com graves danos para o Reino de Deus. O senhor tem uma posição privilegiada nesse contexto. Pelo amor de Deus, pare um pouco. A velocidade embriaga. E há gente demais ligada ao seu desempenho.

Não se pode mais aceitar como conselheiros e mestres nas Assembleias da CNBB, muito menos como representantes da CNBB na Constituinte, tipos como Plínio da Arruda Sampaio, que vota pelo aborto e pelo divórcio; ou Hélio Bicudo que, conhecido por posições opostas aos princípios cristãos, ameaça de público levar o Papa ao Tribunal de Haia; ou outros confessadamente trotskistas (já os tivemos em Itaici), marxistas, etc, como, em livro, acaba de confirmar antigo assessor da Conferência.

Seria bem mais vantajoso desligar-me, acomodado, se a paralisia não fosse consciente e dolorosa. Veja nisto, desajeitada que pareça, a contribuição que posso oferecer para que a situação, que nos querem fazer irreversível, seja superada energicamente, enquanto é tempo.

Sei que muitos não creem em Fátima. Problema deles. Entretanto, o que vem acontecendo, ademais da atitude do Magistério eclesiástico autêntico, me leva a confiar, apreensivo, na Senhora da Mensagem, como chamou João Paulo II. E muita coisa diz respeito ao que agora se está vendo”

No início de 1988, o monge Dom Marcos Barbosa, do Mosteiro de São Bento (Rio de Janeiro) irradiava em seu programa Encontro Marcado (Rádio Jornal do Brasil) uma pequena palestra intitulada “Um novo Atanásio”. Eram tempos difíceis aqueles. A "teologia da libertação" marxista tinha o apoio de vários bispos. Leonardo Boff era defendido contra o Papa João Paulo II, que lhe impusera silêncio por causa da obstinação em seus erros teológicos.

Dom Marcos Barbosa, ao afirmar que a CNBB não era mais confiável "por estar criando uma Igreja paralela (sic)", fazia uma ressalva de vários bispos fiéis, entre os quais Dom Eugênio Sales (Rio de Janeiro), Dom Luciano Cabral Duarte (Aracaju), Dom José Freire Falcão (Brasília), Dom José Veloso (Petrópolis), Dom Boaventura Kloppenburg (Novo Hamburgo) e Dom Lucas Moreira Neves (Salvador). O herói da crônica, porém, era o Bispo de Anápolis, Dom Manoel Pestana Filho, em quem o monge beneditino descobrira "a ortodoxia e a fibra de um novo Atanásio"

“Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, freqüentemente é etiquetado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, isto é o deixar-se levar "aqui e acolá por qualquer vento de doutrina", aparece como a única atitude que não reconhece nada como definitivo e que deixa como última medida somente o próprio eu e as suas vontades”JOSEPH RATZINGER

Chegamos ao grande momento. A Fé está agora na presença não de uma heresia particular como no passado – o arianismo, o maniqueísmo, dos albigenses, dos maometanos – nem está na presença de algum tipo de heresia generalizada, como ocorreu quando enfrentou a revolução protestante trezentos a quatrocentos anos atrás. O inimigo que a Fé tem de enfrentar agora, e que pode ser chamado de “O Ataque Moderno”, é um assalto indiscriminado aos fundamentos da Fé, à própria existência da Fé. E o inimigo que agora avança contra nós está cada vez mais consciente do fato de que não pode haver qualquer neutralidade. As forças que agora se opõem à Fé têm o propósito de destruí-la. A batalha é doravante travada em uma linha definida de clivagem, envolvendo a sobrevivência ou a destruição da Igreja Católica. E toda – não uma parte – de sua filosofia

Como uma cidade sitiada, a Igreja está cercada pelos erros e perigos do nosso tempo. Infelizmente, alguns católicos não só não estão compenetrados desses perigos, mas se acham em vários graus infeccionados por eles

Amar mais a liturgia do que a polêmica, amar a Igreja mais do que os embates e opiniões, amar Jesus Cristo sem Quem a palavras dos letrados são meramente palavras. Ainda que tudo indique a aparente impossibilidade do domínio social de Cristo Rei, devemos lutar até nosso último suspiro, para que não se chegue o dia que de tanto omitir essa verdade, acabemos por negá-la.  Maria Santíssima Rainha é nossa Rainha . Não existe mais espaço para o progressismo, somente para a doçura da Santa Igreja de Cristo, Católica e Apostólica, que para o bem dos homens foi edificada como meio exclusivo da Salvação, não importando quantas crises pelas quais Ela tenha passado e pela qual passa. A IGREJA SEMPRE SERÁ VITORIOSA . Bendito seja o Nome do Senhor por todos os séculos, pois no Nome Santo do Cordeiro será salvo o servo bom e fiel

 

LITURGIA DO DIA 04 DE ABRIL DE 2013

 

PRIMEIRA LEITURA: ATOS DOS APÓSTOLOS 3, 11-26

OITAVA DA PÁSCOA , (BRANCO, GLÓRIA, PREF.DA PÁSCOA I - OFÍCIO PRÓPRIO) - LEITURA DOS ATOS DOS APÓSTOLOS - Naqueles dias, 11Como ele se conservava perto de Pedro e João, uma multidão de curiosos afluiu a eles no pórtico chamado Salomão. 12Ao ver isto, falou Pedro ao povo: Homens de Israel, por que vos admirais assim? Ou por que fitais os olhos em nós, como se por nossa própria virtude ou piedade tivéssemos feito este homem andar? 13O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos pais glorificou seu servo Jesus, que vós entregastes e negastes perante Pilatos, quando este resolvera soltá-lo. 14Mas vós renegastes o Santo e o Justo e pedistes que se vos desse um homicida. 15Matastes o Príncipe da vida, mas Deus o ressuscitou dentre os mortos: disso nós somos testemunhas. 16Em virtude da fé em seu nome foi que esse mesmo nome consolidou este homem, que vedes e conheceis. Foi a fé em Jesus que lhe deu essa cura perfeita, à vista de todos vós. 17Agora, irmãos, sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos chefes. 18Deus, porém, assim cumpriu o que já antes anunciara pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo devia padecer. 19Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos para serem apagados os vossos pecados. 20Virão, assim, da parte do Senhor os tempos de refrigério, e ele enviará aquele que vos é destinado: Cristo Jesus. 21É necessário, porém, que o céu o receba até os tempos da restauração universal, da qual falou Deus outrora pela boca dos seus santos profetas. 22Já dissera Moisés: O Senhor, nosso Deus, vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim: a este ouvireis em tudo o que ele vos disser. 24Todos os profetas, que têm falado sucessivamente desde Samuel, anunciaram estes dias. 25Vós sois filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com os nossos pais, quando disse a Abraão: Na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra (Gn 22,18). 26Foi em primeiro lugar para vós que Deus suscitou o seu servo, para vos abençoar, a fim de que cada um se aparte da sua iniquidade - Palavra do Senhor

                                       SALMO RESPONSORIAL(8)

REFRÃO: Ó SENHOR, NOSSO DEUS, COMO É GRANDE VOSSO NOME POR TODO O UNIVERSO!

1. Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo! Perguntamos: “Senhor, que é o homem para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?” -R.

2. Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes. -R.

3. As ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas. -R.

 EVANGELHO: LUCAS 24, 35-48

PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO, SEGUNDO LUCAS - Naquele tempo, 35Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão. 36Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: A paz esteja convosco! 37Perturbados e espantados, pensaram estar vendo um espírito. 38Mas ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que essas dúvidas nos vossos corações? 39Vede minhas mãos e meus pés, sou eu mesmo; apalpai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho. 40E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. 41Mas, vacilando eles ainda e estando transportados de alegria, perguntou: Tendes aqui alguma coisa para comer? 42Então ofereceram-lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele tomou e comeu à vista deles. 44Depois lhes disse: Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos. 45Abriu-lhes então o espírito, para que compreendessem as Escrituras, dizendo: 46Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia. 47E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 48Vós sois as testemunhas de tudo isso - Palavra da salvação 
 
 

MENSAGEM DE NOSSA SENHORA EM MEDJUGORJE“Queridos filhos! Hoje, mais uma vez, convido todos vocês à oração. Somente com a oração, queridos filhos, seus corações serão transformados, tornar-se-ão melhores e mais sensíveis à Palavra de Deus. Filhinhos, não permitam que satanás os seduza e faça de vocês o que deseja. Eu os convido a se tornarem responsáveis e decididos e, na oração, consagrar a Deus cada dia. Que a Santa Missa, filhinhos, não seja para vocês um hábito, mas vida. Vivenciando diariamente a Santa Missa, vocês sentirão necessidade de santidade e crescerão na santidade. Eu estou perto de vocês e intercedo junto a Deus por cada um de vocês, a fim de que Ele lhes conceda a força para transformar seus corações. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo” MENSAGEM DO DIA 25.01.98

A IGREJA CELEBRA HOJE , SANTO ISIDORO - O santo de hoje é resultado de uma família de santos, gente que buscou a vontade de Deus em tudo. Nasceu na Espanha no ano de 560, perdeu os pais muito cedo e ficou aos cuidados dos irmãos que, recebendo dos pais uma ótima formação cristã, puderam introduzir o pequeno Isidoro a este relacionamento com Deus. Ele se deparou com muitos limites, por exemplo, nos estudos. E fugia desse compromisso. No entanto, com a graça divina e o esforço humano, ele transcendeu e retomou os estudos, tornando-se um dos homens mais cultos, versados e reconhecido pela Igreja como doutor. Santo Isidoro foi um homem humilde, de oração e penitência, que buscava a salvação das almas, a edificação das pessoas. Com o falecimento de um irmão seu, foi eleito bispo em Sevilha, consumindo-se de amor a Cristo, no povo.  Santo Isidoro, rogai por nós!

 

 

 

A NOVA ESTRATÉGIA MUNDIAL DA CULTURA DE MORTE - Parte 3

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

 
 
 
3. O PAPEL DAS GRANDES FUNDAÇÕES


Antes de examinarmos o contexto imediato do que foi anunciado pelo governo brasileiro em junho de 2012, é preciso examinar primeiramente o papel que as grandes fundações desempenham atualmente na política mundial.
Criadas pelos mega-magnatas do fim do século XIX, as grandes fundações iniciaram-se nos primeiros anos do século XX como organizações filantrópicas dedicadas ao financiamento de projetos nas áreas da saúde e da educação.
Em 1923, entretanto, deu-se um primeiro embate que já denunciava que algo não andava bem. Após uma longa e dramática reunião, o pastor batista Frederick Gates, que havia fundado e dirigido a Fundação Rockefeller desde o seu princípio, demitiu-se da Fundação porque a organização havia começado a fazer exigências contratuais para continuar suas doações a escolas públicas de Medicina. Estas exigências estavam obrigando, segundo o pastor Gates, estas escolas a seguir princípios inteiramente novos contrários aos que haviam sido estabelecidos por seus fundadores. Isto, segundo o pastor Gates, já não podia mais ser entendido como filantropia, mas como o início de uma perversão deste conceito. No ano seguinte o Comitê Executivo da Fundação Rockefeller, percebendo que realmente a organização parecia estar inclinada a imprimir um rumo
diverso aos seus trabalhos, ainda abalados pela demissão de Gates, seu co-fundador e primeiro presidente, preparou um memorando onde podia-se ler que:
"a Fundação não deverá apoiar trabalhos nem organizações cujos objetivos sejam alterações nas legislações, não deverá buscar obter reformas políticas, econômicas ou sociais, ou influenciar os resultados ou as conclusões das pesquisas por ela patrocinadas".

O memorando, é preciso dizer, caiu gradualmente no total esquecimento e hoje não passa de um simples registro histórico. Pouco a pouco, pessoas como John Rockefeller III foram se convencendo que, para obter a paz no mundo, as grandes Fundações deveriam abandonar a ênfase aos trabalhos da filantropia tradicional e deveriam buscar como objetivos justamente aquele tipo de atividades que haviam sido condenadas no memorando de 1924.
 
Nos anos 50 o Congresso Americano, alarmado pelo desenvolvimento anormal do trabalho das Fundações, instalou uma Comissão de Inquérito para investigar a natureza e a extensão das atividades destas instituições. A Comissão foi impedida de terminar os seus trabalhos, mas publicou um relatório parcial assustador. Este documento, conhecido como Relatório Reece, está resumido em português no endereço

 
Ainda que resumido, convém ler este arquivo na sua integridade, para poder avaliar realisticamente a extensão do que este documento pretende descrever. Já nos anos 50, o próprio Congresso Americano estava denunciando que algo muito grave estava acontecendo na área daquilo que a sociedade supunha tratar-se de filantropia.
Em seguida à leitura do Relatório Reece, convém ler também, em sua integridade, o resumo do relatório sobre a Estratégia de Saúde Reprodutiva, elaborado em 1990, pela Fundação Ford, e notar como ela representa exatamente o contrário do que havia sido estabelecido no Memorando da Fundação Rockefeller de 1924. O resumo deste outro documento encontra-se no arquivo
                                                                                   
e o original inglês, para simples conferência, encontra-se no arquivo

http://www.votopelavida.com/fordfoundation1990.pdf

Antes de terminar esta seção, convém examinar também como o programa de Direitos Reprodutivos de 1990 da Fundação Ford foi aplicado no Brasil pela Fundação MacArthur.

A técnica em si consiste, como sempre, em uma rede de fundações estrangeiras que financia outra rede de ONGs do país nativo, para que esta última siga em conjunto as diretivas planejadas no exterior. A rede de ONGs locais aparenta agir por livre iniciativa, mas constitui, na verdade, uma rede de organizações criadas ou mantidas pelas fundações estrangeiras, que impõe aos nativos as estratégias externas. Pela falta de recursos locais, as ONGs nativas não podem fazer senão aquilo que lhes é ditado pelas fundações que lhes fornecem os recursos. Deste modo, devido à ausência de informação, no país alvo, sobre os detalhes deste método de trabalho, as fundações estrangeiras podem dar-se ao luxo de planejar a modificação, sem grande resistência, dos costumes, da moral e da legislação da nação, mesmo contra a vontade do povo nativo e sem que este tenha uma idéia das verdadeiras razões do que está acontecendo. Ao povo, e às autoridades civis e religiosas, é dada a impressão de que tudo é o resultado do destino natural e inevitável da história.

Do ponto de vista do conteúdo, para além da técnica, o relatório da Fundação MacArthur não é nada mais do que a aplicação concreta no Brasil dos princípios da estratégia de direitos reprodutivos elaborado em 1990 pela Fundação Ford, aplicada nos anos seguintes à ONU, ao Brasil e a inúmeros outros países. O relatório de como a Fundação MacArthur aplicou 36 milhões de dólares entre 1990 e 2002 para desenvolver a política dos direitos reprodutivos e implantar o aborto no Brasil está no seguinte arquivo:

http://www.votopelavida.com/macarthurlessonslearned.pdf

Estes três documentos, em seu conjunto, (o Relatório Reece, a Estratégia de Saúde Reprodutiva da Fundação Ford e o relatório da Fundação MacArthur no Brasil), ilustram perfeitamente bem o mecanismo básico de ação das grandes Fundações e explica como, apesar do povo brasileiro não apenas ser maciçamente, como também crescentemente, contrário à prática do aborto e à sua legalização, possa existir tamanha pressão para que este seja promovido, implantado e legalizado.

Convém notar, para a subseqüente leitura deste documento, que na página 56 do relatório, a Fundação MacArthur afirma em 2002 estar deixando o país, não sem, porém, declarar que, após mais de uma década de trabalho, o Brasil já estava pronto para legalizar o aborto. Apesar de deixar o Brasil, a Fundação deixava recursos, entretanto, a serem gerenciados pelo CEBRAP, para que a Comissão de Cidadania e Reprodução pudesse continuar o trabalho já iniciado. A Comissão de Cidadania e Reprodução será mencionada várias vezes, mais adiante, quando expusermos o contexto atual da nova estratégia de redução de danos para implantar o aborto no país.
 
 
4. A NOVA POLÍTICA DO GOVERNO BRASILEIRO PARA IMPLANTAR O ABORTO NO PAIS
 
O relatório publicado em 2002 pela Fundação MacArthur sobre suas atividades no Brasil afirmava que o Brasil já estava pronto para legalizar o aborto. Bastaria para tanto apresentar ao Congresso um projeto de lei neste sentido para que ele fosse aprovado.
A história recente mostra, entretanto, que tal coisa não aconteceu. A Fundação MacArthur não havia previsto que um fato novo estava ocorrendo no Brasil, assim como em muitas outras nações latino-americanas e provavelmente em outros lugares do mundo. A rejeição do povo ao aborto, em vez de diminuir, estava aumentando. Por este motivo, o projeto para legalizar o aborto no Brasil, apresentado em 2005 pelo Partido dos Trabalhadores, que havia recém conquistado o poder, foi reprovado em 2008 na Câmara dos Deputados por duas votações seguidas de 33 votos contra zero e 57 votos contra 4. O contexto político das votações evidenciou, ademais, que qualquer outro projeto de lei que pretendesse legalizar o aborto no país seria, de modo semelhante, rejeitado pelo Poder Legislativo.
Complicava o novo quadro o fato de que, devido ao apoio que o governo petista havia dado à promoção do aborto no Brasil entre 2004 e 2010, a candidata governista à sucessão de Lula na presidência da república, a atual presidente Dilma Rousseff, teria perdido as eleições de 2010 se, quinze dias antes da votação do segundo turno, não se tivesse comprometido, apesar de seu histórico pessoal, a não promover o aborto no país.
As promessas foram feitas, redigidas e assinadas. Mas, apesar delas, o governo petista não desistiu dos seus acordos internacionais e continuou, em silêncio, a promover o aborto no país. Em 2009, quando ainda governava o presidente Lula, o governo decidiu contratar um grupo de Estudos
para estudar como seria possível, em condições tão adversas, ainda assim legalizar o aborto no Brasil. Consta no Diário Oficial da União que, mediante um termo de cooperação, o governo brasileiro contratou a Fundação Oswaldo Cruz para estabelecer um grupo de
"Estudo e Pesquisa para despenalizar o aborto no Brasil e fortalecer o Sistema Único de Saúde - SUS", conforme "especificações técnicas e objetivos constantes do plano de trabalho que integraria o contrato".
Farta documentação, encontrada no Diário Oficial da União, mostra que o governo Dilma, através do Ministério da Saúde, contrariamente às promessas feitas durante a campanha eleitoral de 2010, deu continuidade aos estudos que haviam se iniciado em 2009, época do governo Lula.
A nova estratégia elaborada pelo grupo de estudos foi finalmente apresentada pelos principais jornais brasileiros na primeira semana de junho de 2012. Foi anunciado que o Ministério da Saúde preparava uma Norma Técnica pela qual o Sistema de Saúde brasileiro passaria a acolher as mulheres que desejam abortar, orientando-as sobre como usar os métodos corretos para o procedimento. Tratava-se de uma estratégia para violar a lei, para depois derrubar a lei. A Ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria da Política das Mulheres, afirmou, nesta circunstância, que

'somente é crime praticar o próprio aborto, mas o governo entende que não é crime orientar uma mulher sobre como praticar o aborto'.

O Ministério da Saúde, ademais, afirmava estar preparando uma cartilha a ser distribuída para o povo, orientando as mulheres que pretendessem abortar. A cartilha seria distribuída em todo o Brasil e o anúncio afirmava que deveria ficar pronta até o fim do mês de junho.

O Ministério pretendia também liberar para o público a venda de remédios abortivos, hoje de uso reservado à rede hospitalar. Desta maneira, os médicos poderiam orientar as mulheres sobre como praticar o aborto seguro e os medicamentos necessários estariam amplamente disponíveis para o público nas farmácias.
 
 
5. AS ORIGENS DA NOVA POLÍTICA.
 
A estratégia elaborada pelo Grupo de Estudos contratado pelo governo desde 2009 não possuía nada de original. Ela estava sendo elaborada fora do Brasil, há vários anos, e mais recentemente sua imposição imediata foi decidida no exterior. O Ministério apenas tratou de apresentá-la como iniciativa nacional, supostamente copiada de uma iniciativa semelhante, já em parte existente no Uruguai.
A nova estratégia, na realidade, originava-se de cinco vertentes:

(1) o Protocolo de Atenção Pós Aborto do IPAS,
(2) as Iniciativas Sanitárias do Uruguai,
(3) o Consórcio Internacional para a Contracepção de Emergência,
(4) o Consórcio Internacional para o Aborto Médico,
(5) o Instituto Bill e Melinda Gates de População e Saúde Reprodutiva.
 
 
6. O PROTOCOLO DE ATENÇÃO PÓS-ABORTO.

Em meados dos anos 60 e 70, John Rockefeller III, diretamente e através de suas organizações, passou a exercer um pesado lobby junto ao governo federal americano para que este reconhecesse a questão do controle demográfico mundial como um problema de segurança interna dos Estados Unidos.
Entre os resultados alcançados estiveram uma série de audiências públicas no Senado americano que se estenderam entre os anos de 1965 a 1968 e em que foram ouvidas 120 autoridades em questões populacionais, incluindo o próprio John Rockefeller III. Como conseqüência das audiências, o Senado acrescentou em 1967 um Título X ao Foreign Assistance Act, nomeado de

'Programas Relacionados ao Crescimento Populacional', autorizando a USAID (United States Agency for International Development) a receber recursos para promover programas de planejamento familiar no exterior. Um escritório de população foi criado dentro da USAID, para cuja direção foi contratado o médico epidemiologista Reimert Ravenholt. Este homem gastou, durante cerca de uma década, a fabulosa quantia de quase 2 bilhões de dólares para financiar a redução do crescimento populacional mundial através da esterilização forçada, do uso de contraceptivos e do aborto, tanto o legal como o clandestino. Médicos vinham de todos os países do mundo para os Estados Unidos receberem treinamento em técnicas de aborto e recebiam os equipamentos necessários para iniciarem os serviços em seus respectivos países.

Foi também a USAID que financiou a pesquisa básica que culminou com a disseminação das modernas drogas abortivas, que eram vistas pelos diretores do organismo como "a nova penicilina que acabaria com a enfermidade mundial da explosão populacional". A USAID promoveu cursos e congressos internacionais sobre a prática de aborto para milhares de médicos provenientes de praticamente todos os países do mundo em desenvolvimento, patrocinou a distribuição de centenas de milhares de aparelhos para procedimentos de aborto em mais de setenta países, na maioria dos quais o aborto não era legal, e em vários deles implantou redes de clínicas de abortos. Os programas de treinamento em esterilização forçada foram realizados em parceria com a faculdade de medicina da Universidade John Hopkins, que contava com um dos mais prestigiados centros de ginecologia do mundo. A USAID enviava convites aos departamentos de ginecologia e obstetrícia de praticamente todas as principais escolas médicas de todos os continentes e pedia a indicação de médicos que quisessem participar de um curso de duas semanas sobre esterilização, com todas as despesas pagas, na Universidade John Hopkins. Os promotores do curso forneciam os equipamentos necessários para a prática posterior e fornecia supervisão no trabalho de esterilização para quando os médicos retornassem aos seus países de origem.

No final do governo Nixon uma forte reação resultou na votação da Emenda Helms, a qual proibiu a USAID de continuar promovendo o aborto e o uso de verbas federais para o financiamento da prática do aborto tanto dentro como fora dos Estados Unidos. Impedidos de trabalhar, pela Emenda Helms e por novas pressões administrativas durante o governo Carter, os diretores da divisão de população da USAID viram-se obrigados a criar uma organização privada, a qual recebeu o nome de IPAS, para continuar a missão repentinamente interrompida.

Desde o final dos anos 70, com a ajuda das fundações internacionais, o IPAS tornou-se um dos principais promotores internacionais do aborto legal e ilegal. Sediado na Carolina do Norte e com filiais em inúmeros países, inclusive no Brasil, o IPAS distribui equipamentos para a prática de abortos, assessora clínicas de aborto e promove cursos para médicos em procedimentos de aborto em todo o mundo. No Brasil o IPAS, em parceria com o governo federal, promove regularmente cursos sobre aborto na maioria das grandes maternidades e escolas de medicina.

O governo Reagan, seguindo-se ao de Carter, endureceu ainda mais as medidas introduzidas pela Emenda Helms e proibiu, em 1984, durante a Conferência Internacional de População do México, através de medidas que se tornaram conhecidas como a"política da Cidade do México", que qualquer organização, nacional ou internacional, que trabalhasse com a promoção do aborto, pudesse receber verbas federais, mesmo que os recursos não se destinassem diretamente a práticas de aborto.
Vendo-se tolhido, o IPAS reagiu criando, em 1991, o conceito de
"cuidados pós aborto" e, em 1993, juntamente com outras organizações, criou o Consórcio da Atenção Pós Aborto para educar os operadores da saúde em todo o mundo sobre as conseqüências do aborto inseguro e desenvolver os cuidados pós aborto como uma estratégia de saúde pública. A essência da estratégia estava em que os cursos que o IPAS ministrava e os aparelhos que distribuía em todo o mundo podiam ser utilizados, através das mesmas técnicas, não apenas para fazer um aborto, mas também para esvaziar o útero de restos placentários depois de um aborto mal feito. Em 2001 um memorando do governo americano estabeleceu que a política da Cidade do México não proibia o "tratamento dos danos causados por abortos legais ou ilegais, inclusive a atenção pós aborto". Com isto o IPAS e seus parceiros poderiam continuar a ministrar cursos e distribuir seus equipamentos sem perder a ajuda financeira norte americana. Bastaria afirmar que os cursos e os equipamentos não se destinavam à prática do aborto, mas aos cuidados pós aborto. O IPAS começou a atuar no Brasil em 1993, introduzido através do trabalho da Fundação MacArthur, conforme consta na página 50 do relatório da MacArthur já citado.

Um histórico do protocolo de cuidados pós aborto do IPAS pode ser encontrado no arquivo

 
continua...
  Veja também: A NOVA ESTRATÉGIA MUNDIAL DA CULTURA DE MORTE - Parte 2http://www.nossasenhorademedjugorje.com/2012/09/a-nova-estrategia-mundial-da-cultura-de.html















 

 

A NOVA ESTRATÉGIA MUNDIAL DA CULTURA DE MORTE - Parte 2

terça-feira, 4 de setembro de 2012

 
 
1. APRESENTAÇÃO


Em junho de 2012 o Ministério da Saúde anunciou que estava estudando a possibilidade de introduzir no Brasil serviços de aconselhamento às gestantes que tencionam abortar, ensinando-as a praticar o aborto de modo seguro. Uma norma técnica estaria sendo redigida para orientar o sistema de saúde a prestar este tipo de assistência às mulheres, a venda de medicamentos abortivos seria liberada nas farmácias e uma cartilha distribuída à população mostrando como praticar o aborto.

Este documento, apoiado em diversas referências, contextualiza o alcance destas afirmações do Ministério da Saúde do Brasil em uma perspectiva histórica e internacional.

Para os que não dominam completamente o assunto, recomenda-se a leitura integral do Relatório Reece, da Estratégia Ford de Direitos Reprodutivos de 1990 e do Relatório de Trabalho da Fundação MacArthur no Brasil, que podem ser encontrados nestes endereços:

Relatório Reece, resumo em português:
Estratégia Ford de Direitos Reprodutivos de 1990, resumo em português:
 
Estratégia Ford de Direitos Reprodutivos de 1990, original em inglês:
 


Lessons Learned – o Relatório de trabalho da Fundação MacArthur no Brasil:

 
 
Os demais documentos citados ao longo do texto poderão ser lidos conforme a necessidade de aprofundamento do tema desenvolvido.




2. AS TRÊS ESTRATÉGIAS DA CULTURA DA MORTE

Tudo indica que estamos na iminência da inauguração de uma terceira estratégia global para a implantação do aborto e da Cultura da Morte.

A primeira estratégia vigorou desde 1952 até 1990.

A segunda estratégia, ainda que em preparação desde meados dos anos 70, foi inaugurada em 1990 e continua em execução nos países em que o aborto já é legalizado.

A terceira estratégia, preparada desde 2002, pretende ter-se inaugurado, a nível mundial, em maio de 2012, e deverá ser implementada nos países que estão recusando a dobrar-se diante da Cultura da Morte.


(A) A primeira estratégia: os serviços de planejamento familiar e a legalização do aborto

A primeira estratégia foi desenhada em 1952 quando John Rockefeller III fundou o

Population Council, a organização que, juntamente com a Fundação Ford, com a qual se associou logo em seguida, coordenou até 1990 o movimento de contenção do crescimento demográfico no mundo.
A estratégia consistia em três etapas, cada uma das quais durou pouco menos de uma década.

A primeira etapa foi o estabelecimento de uma rede mundial de especialistas e centros de estudos de demografia, que pudesse dar apoio às fases seguintes. George Martine, presidente da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, em um extenso documento intitulado
"O papel dos organismos internacionais na evolução dos estudos populacionais no Brasil", relata, na qualidade de testemunha ocular, o efeito que os recursos das organizações Rockefeller tiveram no redirecionamento dos estudos demográficos no Brasil a partir dos anos 50. O mesmo fenômeno ocorria simultaneamente, nos cinco continentes, pelas mesmas causas, em vários outros países considerados como estrategicamente relevantes:

"Na década de 50 imediatamente começaram a surgir recursos, fundações, institutos e organismos internacionais, cada qual à sua maneira, a combater a ameaça do rápido crescimento demográfico. O caudal dos que promoviam o controle populacional foi sendo engrossado por gente poderosa como John D. Rockefeller, o que acabou gerando uma cruzada mundial a favor da redução da fecundidade. Foram inventados e apresentados, ad nauseam, vários modelinhos destinados demonstrar ao mundo a desgraça que ocorreria se os países pobres não conseguissem reduzir rapidamente o seu crescimento. Embora tenham aparecido, imediatamente, sólidos argumentos econômicos que relativizavam as ameaças preconizadas, esta segunda linha de argumentação nunca conseguiu neutralizar a simplicidade atraente da tese controlista. Isto estimulou uma expansão muito rápida de demografia. Ao longo das últimas décadas foram disponibilizados muito mais recursos fáceis para trabalhar questões de população do que para analisar outros temas sociais igualmente importantes como nutrição, delinqüência, marginalidade, analfabetismo e outros. [...] Adicionalmente Rockefeller forneceu recursos para a área de biologia reprodutiva no Brasil, cujos principais beneficiários foram o Cemicamp, cuja figura central era Aníbal Faúndes, e a Universidade Federal da Bahia, no centro coordenado por Elsimar Coutinho".
 
 
A segunda etapa foi o estabelecimento de programas de planejamento familiar nos países de terceiro mundo.

A terceira etapa consistiu em um lobby junto ao governo federal dos Estados Unidos para que este reconhecesse o problema populacional mundial como questão de segurança interna dos Estados Unidos. Os programas de planejamento familiar, a esta altura já implantados em grande parte dos países do terceiro mundo, serviriam de vitrine para fundamentar as exigências apresentadas ao governo americano.
 
 Esta terceira etapa, logo em seguida, estendeu-se à cooptação da ONU para que esta reconhecesse a necessidade de conter a explosão populacional, o que começou a suceder de fato com o reconhecimento das Nações Unidas, por ocasião da Conferência Internacional de Direitos Humanos de Teerã, realizada em 1968, do planejamento familiar como direito humano e a com a fundação, no final dos anos 60, do FNUAP (Fundo das Nações Unidas para Atividades Populacionais), fruto em grande parte do trabalho desenvolvido pessoalmente pelo próprio John Rockefeller III..
O meio fundamental através do qual pretendia-se obter o controle populacional na perspectiva desta primeira estratégia consistia na legalização e na implantação de serviços de saúde, entre os quais o planejamento familiar e também o aborto.
Importa ressaltar, para as finalidades destas notas, que para executar a etapa do estabelecimento de programas de planejamento familiar nos países do terceiro mundo, o Conselho Populacional decidiu desenvolver e difundir o uso do DIU em todo o mundo. A parte mais importante dos serviços de planejamento familiar implantados sob orientação do Conselho Populacional consistia em inserir DIUs nos úteros femininos.
Deve-se notar, entretanto, que os DIUs já eram conhecidos desde os anos 20, mas a repentina e maciça difusão mundial destes dispositivos somente foi possível como conseqüência imediata do trabalho do Conselho Populacional.

Os primeiros dispositivos intra-uterinos foram inventados nos anos 1920 por Grafenberg na Alemanha e Haire na Inglaterra, e consistiam de serpentinas de prata de 18 milímetros de diâmetro. Inseridos através da cérvix dilatada sem anestesia, os anéis de Grafenberg freqüentemente levavam a infecções com inflamações pélvicas, endometrite, septicemia e peritonite. Na metade da década de 1930 estas complicações levaram ao abandono completo do anel de Grafemberg na Europa.

Após a segunda guerra mundial, o Japão, que havia embarcado em um intensíssimo esforço de controle de natalidade, conforme será dito mais adiante, além de legalizar o aborto de forma bastante ampla e facilitada, estimulou pesquisas sobre contraceptivos e DIUs feitos de nylon e polietileno. Estas pesquisas atraíram as atenções dos norte americanos em geral e do Conselho Populacional em particular.
 
As pesquisas iniciais do Conselho Populacional com o DIU foram realizadas nos Estados Unidos para evitar
"a alegação de que os americanos estariam utilizando outros povos como cobaias". Subseqüentemente os DIUs foram entregues a comissões locais de diversos países para que fossem ali examinados e a decisão de utilizá-los partisse das próprias autoridades do lugar, para que o DIU "fosse aceito como seu próprio método, e não apenas como um método importado dos Estados Unidos". O Conselho Populacional, em parceria com a Fundação Scaife, obteve tanto sucesso com a difusão dos DIUs que em pouco tempo não havia mais oferta para a demanda criada.

Então, com a cooperação de Lippes e Margules, os inventores do DIU, e a Ortho Pharmaceutical Company, que detinha os direitos das patentes, o Conselho Populacional obteve o direito de conceder licenças para o estabelecimento de fábricas internacionais de DIUs para a utilização de programas de planejamento familiar de grande escala em países subdesenvolvidos. Foram instaladas fábricas na Coréia, Taiwan, Hong Kong, Paquistão, Índia, Turquia e Egito. Em pouquíssimo tempo o DIU disseminou-se, praticamente sem oposição, sobre toda a Terra
 
B) A segunda estratégia: os direitos sexuais e reprodutivo

 
Em 1990 a Fundação Ford reconheceu que a legalização do aborto e o oferecimento de serviços de saúde era insuficiente para zerar o crescimento populacional do planeta, porque a maior parte das pessoas ainda sonhavam em formar uma família e ter filhos. O problema agora era, mais do que legalizar o aborto e disponibilizar serviços planejamento familiar, desmotivar as pessoas do desejo de ter filhos. Para isto seriam necessárias, mais do que a simples propaganda, alterações
estruturais da sociedade, entre as quais a emancipação da mulher para o mercado de trabalho, a alteração da moralidade das relações sexuais, a introdução da idéia do aborto como um direito. Estes objetivos não poderiam ser alcançados pelo financiamento da pesquisa médica.

 Seria necessário, em vez disso, e em primeiro lugar, financiar pesquisas na área das ciências sociais e, em vez da oferta de serviços de saúde, seria necessário, como conseqüência, financiar o movimento feminista. Foi criada, deste modo, conforme denominado pela Fundação Ford e consta oficialmente de documentos de 1990, a nova estratégia de direitos sexuais e saúde reprodutiva. Graças ao trabalho dos grupos feministas, financiados pela Fundação Ford e coordenados pela socióloga Adrianne Germain, integrante do quadro da Fundação, a ONU aderiu ao programa estabelecido pela organização através das Conferências do Cairo em 1994, de Pequim em 1995 e de Glen Cove em 1996.
 
A estratégia de direitos e saúde sexual e reprodutiva funcionou satisfatoriamente praticamente em todo o mundo onde o aborto já era legal. Mas não funcionou na América Latina, onde as taxas de rejeição ao aborto, não obstante o trabalho dos grupos feministas, cresciam em vez de diminuirem. Também não funcionou na África sub-saariana, onde havia pouca infra-estrutura para o trabalho organizado das ONGs financiadas pelas grandes Fundações e um grande apego aos valores tradicionais da família.
 
(C) A terceira estratégia: a redução de danos e os serviços de aborto seguro.

Tudo indica que, ainda que não haja um documento formal como o da Estratégia de Saúde Reprodutiva da Fundação Ford de 1990, o aborto seguro será a terceira grande estratégia para implantar o aborto, não para convencer os governos que a explosão populacional é um problema de segurança nacional ou para desmotivar a população que deseja ter filhos para que esta não queira construir uma família tradicional, mas para submeter os países e as populações que conscientemente não aceitam ou trabalham contra as estratégias anteriores. Queremos, neste documento mostrar o que é, como surgiu e como irá atuar, a partir de 2012, esta terceira estratégia.

 
 continua...


Veja também: A NOVA ESTRATÉGIA MUNDIAL DA CULTURA DE MORTE - Parte 1
e
 A NOVA ESTRATÉGIA MUNDIAL DA CULTURA DE MORTE - Parte 3
 


 

A NOVA ESTRATÉGIA MUNDIAL DA CULTURA DE MORTE - Parte 1

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

MAIO DE 2012, A NOVA ESTRATÉGIA MUNDIAL DA CULTURA DE MORTE - Parte 1

 
Padre Paulo Ricardo apresentou, no dia 28 de agosto, em primeira mão, o documento intitulado "A Nova Estratégia Mundial do Aborto". Este documento informa, de forma sistemática, todos as ações dos governos da América Latina, combinados com as grandes fundações internacionais para implantar a Cultura da Morte.

Apoiado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul-1 da CNBB, este documento precisa ser divugado e estudado por todos quanto puderem .Precisamos nos mobilizar para impedir que essa catástrofe se abata sobre o nosso continente.

Segue a primeira parte do documento:

APRESENTAÇÃO

O governo brasileiro está na iminência de iniciar uma nova política para promover o aborto no país. No entanto, as novas medidas que estão sendo anunciadas são apenas o ponto de partida de um golpe contra a vida humana, que começou a ser planejado há cerca de dez anos, para desencadear, de um modo fulminante e simultâneo, o estabelecimento da Cultura da Morte em toda a América Latina. O objetivo deste documento é mostrar como, neste ano de 2012, a Cultura da Morte pretende desencadear, internacionalmente, uma nova estratégia para promover o aborto. A promoção do aborto é um atentado criminoso contra o mais fundamental dos direitos humanos. Promover o aborto é promover o homicídio de vidas inocentes. Pela preservação da democracia, estude e divulgue este documento.
24 de agosto de 2012
 

OBJETIVOS DESTE DOCUMENTO.

A implantação mundial do aborto segue uma agenda inaugurada em 1952, quando o mega-bilionário John Rockefeller III fundou, em Nova York, o Conselho Populacional, com a finalidade de implementar políticas internacionais de controle de crescimento populacional, hoje não apenas ainda em vigor como também mais ativas do que naquela época. Mas, ao mesmo tempo, mais do que apenas o controle demográfico, estas políticas representam o início da instalação de uma nova ditadura mundial que terá como base a destruição da distinção entre direitos humanos e legislação positiva. Isto é o que se chama, comumente, de Cultura da Morte.

Um dos princípios básicos da democracia moderna está no reconhecimento da diferença essencial entre os direitos humanos e a legislação positiva, inclusive a legislação constitucional. Uma vez que esta diferença seja abolida, estarão instalados os princípios de um estado totalitário, que não reconhece a existência de direitos humanos anteriores à própria constituição do Estado, que pode modificá-los e impô-los segundo seu próprio arbítrio. A democracia somente pode ser florescer onde os direitos humanos sejam reconhecidos como tais por si mesmos, e não como concessão do governo, como resultado do consenso dos legisladores, ou como fruto de uma decisão popular tomada em plebiscito. A implantação do aborto não significa apenas um avanço no controle do crescimento populacional, mas também o passo mais decisivo para a transformação gradual dos direitos humanos em legislação positiva.

O efeito de uma legislação deste tipo, que está sendo introduzida de caso pensado, será que outras mais terão que ser sucessivamente criadas para justificar os erros das anteriores. Com isto, porém, estará virtualmente instalada a destruição do ideal democrático e, pelo caráter internacional da agenda que a impulsiona, inaugurada uma forma inteiramente nova de ditadura global. Os autores da Cultura da Morte traçaram sua primeira grande estratégia em 1952, por ocasião da fundação do Conselho Populacional, em Nova York, por iniciativa de John Rockefeller III. A estratégia consistiu essencialmente na disponibilização, em escala mundial, dos serviços de planejamento familiar e da legalização do aborto.

A segunda estratégia iniciou-se em 1990 quando a Fundação Ford criou, naquele ano, a política mundial dos direitos sexuais e reprodutivos. A terceira estratégia foi planejada, durante pelo menos uma década, e foi concebida para produzir um resultado fulminante e simultâneo em todos os países que, não obstante a primeira e a segunda estratégias, atualmente continuam a recusar-se em aceitar a implantação da Cultura da Morte. A nova estratégia consiste essencialmente em uma falsa política de redução de danos e na implementação, dentro dos serviços já existentes de planejamento familiar, de novos serviços de aborto seguro, seguindo o mesmo esquema pelo qual os seus idealizadores implantaram, na última década do século XX, em todo o mundo, a contracepção de emergência. A descrição da origem, da evolução e do modo como se pretende instalar esta terceira estratégia no Brasil e na América Latina é o principal objeto deste documento.


O governo brasileiro é, no momento, um dos principais atores desta infame agenda imposta desde o estrangeiro a todo o nosso continente. O povo brasileiro é maciçamente contrário ao aborto. Os níveis de rejeição ao aborto no Brasil são altíssimos e crescem ano após ano. Os dados do Ministério da Saúde sugerem também que a própria prática do aborto tem diminuído, nos últimos cinco anos, a taxas da ordem de 12% ao ano, a cada ano. Apesar deste quadro, que o Brasil compartilha com vários outros países da América Espanhola, nosso atual governo aparelhou vergonhosamente toda a estrutura pública para promover o aborto como em nenhum outro país da América Latina. Contrariando as promessas de governo da presidente Dilma Rousseff que, para poder eleger-se em 2010, teve que prometer por escrito que nada faria para promover o aborto no país, o governo brasileiro anunciou, em junho de 2012, uma série de medidas que, sob a falsa aparência da redução de danos, inaugurarão de fato uma nova política para promover o aborto no Brasil.

Segundo as novas medidas, apresentadas como se fossem uma política de origem nacional, o governo não considera crime orientar uma mulher sobre como praticar o aborto e está preparando um programa pelo qual o Sistema de Saúde Brasileiro passará a orientar as mulheres sobre como usar corretamente os métodos existentes para abortar. Além disso, o Ministério da Saúde está também preparando uma cartilha para orientar as mulheres que desejam abortar e uma nova Norma Técnica que servirá de base para um programa de aconselhamento para mulheres que enfrentam uma gravidez indesejada.

Finalmente, o Ministério também está considerando liberar a venda de remédios abortivos para o público. Todas estas medidas serão tomadas independentemente do fato de que a lei estabeleça ou não que a prática do aborto seja um crime. Logo após o anúncio de tais medidas, os grupos que trabalham em defesa da vida no Brasil denunciaram que a origem da nova política estava claramente documentada no Diário Oficial da União. O periódico governamental registrava que o Ministério da Saúde havia assinado, com a Fundação Oswaldo Cruz, uma seqüência de cinco contratos, praticamente idênticos, datados de dezembro de 2009, outubro de 2010, dezembro de 2010, dezembro de 2011 e janeiro de 2012, para formar grupos de estudo sobre o aborto no Brasil. O primeiro dos contratos da série menciona explicitamente que a finalidade do trabalho seria planejar a legalização do aborto no Brasil.

No final de 2011, o Diário Oficial da União também menciona várias viagens de funcionários do Ministério da Saúde ao exterior para participar de reuniões sobre estratégias e processos em andamento para melhorar o acesso da população a medicamentos abortivos. O anúncio, em junho de 2012, da nova política para o aborto do governo brasileiro, não seria nada mais do que o resultado planejado destes contratos e destas viagens. A reação não tardou a esperar. No final de junho de 2012 vinte e sete deputados federais protocolaram os requerimentos RIC 2380/12 e RIC 2381/12, endereçados ao Ministério da Saúde do Brasil, solicitando a apresentação de toda a documentação pertinente e das cópias completas dos cinco contratos assinados pelo ministério, além dos relatórios de trabalho das viagens empreendidas. O teor dos requerimentos pode ser lido nos seguintes endereços do Congresso Nacional:

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=549777

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=549778

Segundo informações do Congresso Nacional, a documentação solicitada somente foi apresentada à Câmara na quarta feira, dia 22 de agosto. O prazo de 30 dias, estabelecido por lei para o cumprimento da requisição, sob pena de crime de responsabilidade, havia-se esgotado no dia 10 de agosto, sem que o Ministério houvesse encaminhado qualquer satisfação aos parlamentares. Até o momento em que este texto estava sendo redigido, não havia informações disponíveis sobre o teor da documentação. Mas, enquanto isto, em todo o continente, vários grupos em defesa da vida, que se dedicam ao estudo destas questões, rastrearam a verdadeira origem desta política. Os dados mostram que a nova iniciativa do Ministério da Saúde brasileiro não se iniciou em 2009, nem partiu de brasileiros. Tratava-se apenas do ponto de partida visível para desencadear uma nova estratégia, muito mais ampla e ambiciosa, para a promoção do aborto. Os dados estão, no momento, circulando entre os grupos que trabalham em defesa da vida.

A história parece iniciar-se em 2002, e trata-se, ao que tudo indica, do início da terceira grande estratégia para implantar a Cultura da Morte a nível internacional, idealizada, desta vez, principalmente para os países que resistem crescentemente à implantação do aborto, em particular na América Latina. A questão é gravíssima. Pela preservação da democracia, estude com atenção este documento. Divulgue-o para todos os seus conhecidos. Para facilitar impressão, estudo e envio pela internet, uma cópia deste documento pode ser encontrado, em arquivo pdf, neste endereço:

http://www.documentosepesquisas.com/maio2012.pdf

A promoção do aborto é um atentado criminoso contra o mais fundamental dos direitos humanos. Promover o aborto é promover o homicídio de vidas inocentes. Como ficará visível neste texto, o problema transcende as fronteiras individuais dos países e faz parte de um plano pesadamente financiado por organizações internacionais que investem na promoção do aborto em todo o mundo. Agora, mais do que nunca, estamos todos juntos, no mesmo barco.

Veja Também: A NOVA ESTRATÉGIA MUNDIAL DA CULTURA DE MORTE - Parte 2
http://www.nossasenhorademedjugorje.com/2012/09/a-nova-estrategia-mundial-da-cultura-de.html
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