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Justiça de SP aceita feto como autor de ação

sábado, 21 de janeiro de 2012

INEDITO, FETO GANHA AÇÃO JUDICIAL, LOGO A JUSTIÇA DECLARA QUE É PESSOA E COMO TAL NÃO PODE SER ASSASSINATO. LOGO ABORTAR É MATAR UMA PESSOA UM CRIME. 

 O Órgão Especial do TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo reconheceu o direito de um feto de entrar com uma ação judicial para garantir o atendimento médico da mãe. Nem o TJ-SP nem o STJ (Superior Tribunal de Justiça) têm conhecimento de casos semelhantes.

A decisão pioneira ocorreu em três agravos de instrumento movidos pela Defensoria Pública de São Paulo em favor de presas grávidas da Cadeia Pública de São Bernardo do Campo que necessitavam de exames de pré-natal adequados. Outros cinco aguardam julgamento.

A defensoria recorreu ao TJ após o juiz de primeira instância de São Bernardo negar o recebimento da ação com o feto figurando como autor, o chamado pólo ativo. A ação, segundo o magistrado, deveria ser apresentada no nome dos pais.

"Eleito o nascituro para integrar o pólo ativo da ação, não poderia o juiz determinar a emenda da inicial por entender impossível a figuração do feto como autor em qualquer espécie de demanda. Isso porque, segunda a jurisprudência, pode o feto, devidamente representado, desde o momento da concepção, ainda que desprovido de personalidade jurídica, pleitear judicialmente seus direitos", diz trecho do acórdão relatado pelo desembargador José Cardinale, em que também participaram os desembargadores Canguçu de Almeida (presidente) e Sidnei Beneti.

A decisão, segundo especialistas ouvidos pela Folha, abre um precedente importante, pois estende ao feto os mesmos direitos de uma criança. "O que o desembargador fez foi criar um mecanismo que estende ao titular de direito, o nascituro, devidamente representado pela mãe, seus direitos garantidos judicialmente", disse o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo, Luiz Flávio Borges D'Urso.

Ainda conforme os especialistas, essa decisão burla o entendimento da área cível, que considera a pessoa como personalidade jurídica após o nascimento com vida, usando a própria Constituição.

Estatuto

Para o responsável pelas ações, o defensor Marcelo Carneiro Novaes, a precedência criada com a decisão do tribunal é o fato mais comemorado neste momento, já que os autores da ação já nasceram e não puderam se beneficiar do entendimento do TJ.

Novaes utilizou os fetos nas ações porque preferiu usar o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), no Juizado da Criança e do Adolescente, já que ele tem definições claras de proteção à criança, a principal beneficiada com o pré-natal bem-feito. Ele disse que poderia tentar o atendimento às presas pelo âmbito administrativo ou na área cível, mas as chances seriam menores. "As chances de vitórias com o ECA seriam melhores porque existe o princípio da proteção legal."

Segundo Novaes, em pesquisa feita pela Defensoria foi encontrado no Brasil apenas um caso anterior em que a Justiça considerou o feto como pólo ativo, mas em uma ação de verificação de paternidade. O caso também foi julgado pelo TJ.

 ROGÉRIO PAGNAN
da Folha de S.Paulo

O bebê em gestação pode curar sua mãe pelo resto de sua vida

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

4 de janeiro de 2012 (Notícias Pró-Família) — Um argumento pró-aborto típico se apoia na premissa de que o bebê dentro do útero de sua mãe ataca a integridade física dela. O bebê em desenvolvimento é visto nesse ponto de vista como um intruso, um parasita, uma ameaça à autonomia da mãe. De acordo com essa perspectiva, a mulher grávida é vista como estando sob ocupação. O único jeito de ela continuar a exercer seu interesse na integridade física, diz esse argumento, é ser libertada por meio da eliminação e expulsão do invasor.Mas a ciência pinta um quadro vastamente diferente sobre o relacionamento real entre um bebê no útero e sua mãe, mostrando que, longe de ser um parasita, o bebê em gestação pode curar sua mãe pelo resto da vida dela, pois as células benéficas do bebê passam para o corpo da mãe durante a gravidez.

Jena Pinctott, escritora científica, explora esse relacionamento em seu livro que foi lançado em outubro de 2011: “Do Chocolate Lovers Have Sweeter Babies?: The Surprising Science of Pregnancy” (As Amantes de Chocolate Têm Bebês Mais Doces? A Surpreendente Ciência da Gravidez).A ciência vem estudando o fenômeno do microquimerismo das células fetais por mais de 30 anos, depois que pesquisadores da Universidade de Stanford ficaram chocados em 1979 ao descobrir o sangue de uma mãe grávida contendo células com cromossomos sexuais Y. Considerando que as mulheres só têm cromossomos X, eles concluíram que as células só podiam ter entrado no corpo dela a partir do bebê do sexo masculino que ela estava carregando.

Valendo-se de estudos de biologia, genética reprodutiva e epigenética, Pinctott fez um esboço em seu livro do que a ciência aprendeu desde a descoberta de Stanford.“Durante a gravidez”, escreveu ela, “as células dão um jeito de atravessar a placenta em ambas as direções. As células do feto entram na sua mãe, e as células da mãe entram no feto”.Os cientistas descobriram, disse ela, que as células fetais de um bebê aparecem mais vezes nos seios saudáveis de uma mãe e menos vezes numa mulher que tem câncer no seio (43 versus 14 por cento).Pinctott indicou que à medida que a quantidade de células fetais no corpo de uma mãe aumentam, a atividade de doenças de autoimunidade tais como artrite reumatoide e esclerose múltipla diminuem. Ela chamou a evidência de “tentadora” de que as células do bebê em gestação podem oferecer para a mãe mais resistência contra certas doenças.

Certo tipo de células fetais que entra no corpo da mãe é as células-tronco do bebê. As células-tronco têm o que Pinctott chama de “propriedades mágicas” em que elas podem “se transformar” em outros tipos de células por meio de um processo chamado diferenciação. As células-tronco fetais do bebê podem realmente se tornar as próprias células da mãe que completam seu fígado, coração ou cérebro.No que qualquer especialista em ética poderia declarar como legítima “terapia de células-tronco embrionárias”, as células-tronco fetais do bebê migram para os lugares machucados da mãe e se oferecem como remédio de cura, se tornando parte do próprio corpo da mãe. Pinctott escreve que tais células foram encontradas em “tireoides e fígados enfermos e se transformaram em células de tireoide e fígado respectivamente”.
Pinctott chama a evidência de “impressionante” de que as células fetais de um bebê “reparam e rejuvenescem as mães”.

O especialista em genética Dr. Kirby Johnson, do Centro Médico Tufts de Boston, e a professora Carol Artlett, pesquisadora da Universidade Thomas Jefferson da Filadélfia, apoiam as ideias de Pinctott. A pesquisa deles mostra que quando uma mulher engravida, ela adquire um exército de células protetoras — o que se poderia chamar de um presente vindo de seu bebê — que permanece com ela durante décadas, talvez até o fim da vida dela.Johnson e Artlett conversaram com Robert Krulwich da Rádio Pública Nacional numa entrevista de 2006. Na pesquisa deles, Johnson descobriu que uma colher de chá de sangue de uma mãe grávida continha “dezenas, talvez até centenas de células… do bebê”. A ciência tem mostrado que no final da gravidez de uma mãe, até 6 por cento do DNA no plasma de sangue dela vem do bebê.“Achávamos que elas [as células fetais no corpo da mãe] seriam atacadas sem demora. Achávamos que seriam eliminadas em questão de horas, ou mesmo dias. O que descobrimos é que esse não é o caso, de forma alguma”, disse Johnson.  Johnson e Artlett defendem a hipótese de que as células fetais do bebê têm um propósito benéfico, de não prejudicar a mãe, mas protegê-la, defendê-la e curá-la pelo resto da vida dela, especialmente quando ela fica gravemente enferma.

“Há muita evidência agora começando a se tornar conhecida de que essas células podem realmente ser curadoras”, disse Artlett. Durante a entrevista, Johnson contou o caso de uma mulher que foi internada num hospital de Boston com sintomas de hepatite. Ela era usuária de drogas intravenosas com histórico de cinco gravidezes: um nascimento, dois abortos espontâneos e dois abortos provocados. Johnson especulou que ela estaria carregando muitas células fetais.No processo de examiná-la, a equipe médica realizou uma biópsia do fígado. Uma amostra do fígado dela foi enviada para um laboratório para ver se alguma célula fetal havia se ajuntado à área enferma do fígado dela. O que eles descobriram foi de surpreender. “Encontramos centenas… e centenas de células fetais”, disse Johnson, acrescentando que eles viram “literalmente coberturas de células, áreas inteiras que pareciam normais”.

Os cientistas estão ainda tentando apurar o que faz com que as células do bebê trabalhem no corpo da mãe dessa forma sinergética.Pinctott fica tentando imaginar quantas pessoas deixaram seu DNA no corpo das mães. “Qualquer bebê que tenhamos concebido”, conclui ela.  Pinctott vê algo “belo” nisso. “Muito tempo depois do parto, nós mães continuamos a levar nossos filhos, pelo menos em certo sentido. Nossos bebês se tornam parte de nós, exatamente como nós somos parte deles. As barreiras foram derrubas; os limites não são mais fixados”.

Um bebê vive uma existência inteira no coração e mente da mãe.

Apenas 7,5% das fertilizações in vitro têm sucesso

terça-feira, 27 de dezembro de 2011


Folha de São Paulo
Menos de 8% das tentativas de produzir um embrião com fertilização in vitro têm sucesso, segundo pesquisa de uma clínica em Maryland, EUA.
A equipe da Shady Grove revisou resultados das fertilizações entre 2004 e 2008. De 110 mil óvulos fertilizados com espermatozoides, só 31.437 resultaram em embriões viáveis. Geralmente, um ou dois embriões são implantados de cada vez e os demais são congelados.
Pressupondo que todos os embriões congelados fossem usados, 8.366 bebês poderiam ter nascido –só 7,5% dos óvulos fertilizados.
A pesquisa será apresentada em um encontro da American Society for Reproductive Medicine.
Outro estudo a ser divulgado nessa reunião mostra um outro aspecto da fertilidade. Jorge Chavarro e colegas da Harvard Medical School e do Massachusetts General Hospital descobriram que, quanto mais gordura os homens ingerem, menor é a concentração de seu esperma.
A pesquisa analisou 91 homens procurando tratamento de fertilidade.
Os homens que mais consumiam gordura saturada tinham 41% menos esperma do que os que menos consumiam. Os que ingeriam mais gorduras monoinsaturadas tinham 46% menos esperma.
“Homens que planejam ser pais devem ser encorajados a manter um peso saudável e a prestar atenção à dieta. O que você come pode afetar o corpo todo, incluindo o esperma”, disse Nancy Brackett, presidente da Society for Male Reprodoction and Urology.


* 80 bebês de proveta são abortados por ano, na Inglaterra.


Estatísticas divulgadas sob a Lei de Liberdade de Informações da Inglaterra mostram que em média 80 bebês concebidos em fertilização in vitro (fiv) e outros meios artificiais de procriação artificial estão sendo abortados anualmente na Inglaterra e Gales.
A Agência de Fertilização Humana e Embriologia (AFHE), o órgão governamental que regulamenta as atividades de reprodução artificial, revelou que alguns dos bebês abortados foram concebidos por tratamentos de FIV financiados pelo sistema médico sustentado por impostos, o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
A ex-parlamentar conservadora Ann Widdecombe disse que as estatísticas mostravam as crianças sendo tratadas como “produtos do fabricante”.“Se a lei fosse aplicada de forma adequada, as pessoas não poderiam obter um aborto só porque mudaram de ideia”, disse Widdecombe.
As estatísticas mostram que aproximadamente metade dos abortos são realizados em mães com as idades entre 18 e 34, a faixa etária em que é mais fácil as mulheres conceberem e gestarem um bebê até o parto. As estatísticas incluíram aquelas crianças abortadas para “redução seletiva”, em que uma ou mais crianças são mortas quando embriões demais sobreviveram o processo de implantação no útero.
O Prof. Bill Ledger, membro da AFHE, disse: “Eu não tinha ideia de que havia tantos abortos pós FIV e cada um é uma tragédia”.A FIV e outros meios artificiais de procriação têm sido usados na Inglaterra desde que a técnica foi iniciada pioneiramente com o nascimento de Louise Brown, elogiada nos meios de comunicação como o “primeiro bebê de proveta” do mundo, em 1978.
Desde então, a Inglaterra vem liderando o mundo em novas tecnologias reprodutivas, inclusive clonagem e manipulação genética de embriões. As tecnologias se desenvolveram diretamente da pesquisa da FIV.A Lei de Fertilização Humana e Embriologia foi aprovada em 1990.
Em 1997, 1 de cada 80 crianças (1.2%) nascida na Inglaterra era resultado de tratamento da FIV.
Original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=10060704

Cientistas conseguem fórmula de rejuvenescimento celular

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Esta reprogramação a partir de células adultas evita as críticas ao uso de células-tronco extraídas de embriões.
Cientistas conseguem fórmula de rejuvenescimento celular

Técnica conseguiu reverter, em laboratório, o envelhecimento de células de pessoas com mais de 100 anos AFP | 31/10/2011 15:34

Senescência: Até agora, a reprogramação de células adultas tinha o limite da última etapa do envelhecimento celular

Cientistas franceses conseguiram recuperar a juventude de células de doadores centenários, ao reprogramá-las ao estágio de células-tronco, demonstrando assim que o processo de envelhecimento é reversível.
Trabalhos sobre a possibilidade de apagar as marcas do envelhecimento celular, publicados na edição desta terça-feira do periódico científico "Genes & Development", marcam uma nova etapa na direção da medicina regenerativa com vistas a corrigir uma patologia, ressaltou Jean-Marc Lemaitre, do Instituto de Genômica Funcional (Inserm/CNRS/Université de Montpellier), encarregado destas pesquisas.
Segundo um cientista do Inserm, outro resultado importante destes trabalhos é compreender melhor o envelhecimento e corrigir seus aspectos patológicos.
As células idosas foram reprogramadas 'in vitro' em células-tronco pluripotentes iPSC (sigla em inglês para células-tronco pluripotentes induzidas) e, com isso, recuperaram a juventude e as características das células-tronco embrionárias (hESC).
Estas células podem se diferenciar dando origem a células de todos os tipos (neurônios, células cardíacas, da pele, do fígado...) após a terapia da "juventude" aplicada pelos cientistas.
Desde 2007 os cientistas demonstraram ser capazes de reprogramar as células adultas humanas em células-tronco pluripotentes (iPSC), cujas propriedades são semelhantes às das células-tronco embrionárias. Esta reprogramação a partir de células adultas evita as críticas ao uso de células-tronco extraídas de embriões.

Nova etapa
Até agora, a reprogramação de células adultas tinha um limite, a senescência, última etapa do envelhecimento celular. A equipe de Jean-Marc Lemaitre acaba de superar este limite.. A equipe de Jean-Marc Lemaitre acaba de superar este limite.
Os cientistas primeiro multiplicaram células da pele (fibroblastos) de um doador de 74 anos para alcançar a senescência, caracterizada pela suspensão da proliferação celular.
Em seguida, eles fizeram a reprogramação 'in vitro' destas células. Como isto não foi possível com base em quatro fatores genéticos clássicos de transcrição (OCT4, SOX2, C MYC e KLF4), eles adicionaram outros dois (NANOG e LIN28).
Graças a este novo 'coquetel' de seis ingredientes genéticos, as células senescentes reprogramadas recuperaram as características das células-tronco pluripotentes de tipo embrionário, sem conservar vestígios de seu envelhecimento anterior.
"Os marcadores de idade das células foram apagados e as células-tronco iPSC que nós obtivemos podem produzir células funcionais, de todos os tipos, com capacidade de proliferação e longevidade aumentadas", explicou Jean-Marc Lemaitre.
Os cientistas em seguida testaram com sucesso seu coquetel em células mais envelhecidas, de 92, 94, 96 até 101 anos.
"A idade das células não é definitivamente uma barreira para a reprogramação", concluíram.
Estes trabalhos abrem o caminho para o uso de células reprogramadas iPS como fonte ideal de células adultas toleradas pelo sistema imunológico para reparar órgãos ou tecidos em pacientes idosos, acrescentou o cientista.

Células-tronco, o que são e para que servem?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Se fala muito de células-Tronco, mas o que são, para que seervem, o que se quer com elas? Você sabe?

Células-tronco são células indiferenciadas, ou seja, aquelas que por estarem presentes no embrião desde a sua primeiríssima fase, até seu estágio de mórula, ainda não receberam uma função específica para ser desempenhada no organismo. Estas células são como um “tronco”, do qual vão sendo originadas todas as células especializadas (hemácias, leucócitos, neurônios etc) e, portanto, diferenciadas. Neste sentido, toda linhagem celular e tecidos são originados pelas células-tronco. Elas são as responsáveis pelo desenvolvimento de todo o organismo. Atualmente, alguns cientistas desejam utilizar as células-tronco para salvar vidas. O problema moral está no fato de que para isto ocorrer será necessário interromper a gravidez e eliminar o embrião.

As células-tronco embrionárias (aquelas que se encontram no organismo desde a primeira fase do desenvolvimento do embrião) são consideradas totipotentes, porque juntas ou separadas têm um potencial para produzirem todo o desenvolvimento do organismo. Todavia, nas fases que sucederão a formação da mórula, as células vão se diferenciando e passam a ter potencialidades bem distintas, assumindo funções especializadas no organismo. Deste modo, elas perdem sua condição de totipotência e passam a ser pluripotentes. As células-tronco pluripotentes são as responsáveis pela formação dos tecidos presentes no organismo adulto, mas isoladas jamais podem dar origem ao organismo todo, o que só ocorre na qualidade de totipotência. O período de pluripotência é limitado. Pois do oitavo ao décimo quarto dia, vão se formando três camadas celulares (endoderma, ectoderma e mesoderma). Destas camadas são originados os tecidos, os órgãos internos, os órgãos externos e as células reprodutivas. Nesta fase, as células-tronco passam a ser multipotentes, ou seja, sua função dentro da formação do organismo já está determinada. As chamadas células-tronco adultas são multipotentes, podendo dar origem ao tecido celular onde residem. Em algumas regiões do organismo (medula óssea, placenta e sangue do cordão umbilical, por exemplo) é possível encontrar células-tronco especializadas com um bom potencial de adaptabilidade. Com a aplicação da técnica adequada, estas células podem servir na regeneração de tecidos celulares distintos. Este procedimento é eticamente aceitável, porque nele não se faz necessário à interrupção da gravidez e a morte do embrião.

As células-tronco embrionárias, por serem totipotentes, têm uma capacidade ilimitada de se tornarem qualquer tecido. Por outro lado, elas podem apresentar sérios problemas de compatibilidade. Já as células-tronco adultas estão presentes no organismo em pequena quantidade e nem sempre se proliferam in vitro, porém não apresentam as complicações decorrentes da rejeição, pelo fato de serem retiradas de um indivíduo para serem utilizadas nele próprio. Além disso, não há diferenças significativas entre elas para o uso terapêutico. A única diferença se dá no território da ética.

Todo o problema moral em torno do uso das células-tronco embrionárias (totipotentes) está no fato de que para sua obtenção é necessário que se interrompa o desenvolvimento do embrião, causando, assim, um aborto. Já as células-tronco adultas podem ser retiradas do ser humano sem a necessidade de destruir o embrião.

TEndo dito isto, gostaria de responder uma pergunta que recebi por e-mail de um dos leitores do nosso Blog:

Conforme a lei brasileira, FICA PERMITIDO: “O uso para pesquisa e terapia de células-tronco obtidas de embriões humanos de até cinco dias que sejam sobras do processo de fertilização in vitro, desde que sejam inviáveis para implantação e/ou estejam congelados há pelo menos três anos, sempre com o consentimento dos genitores”. Faça a sua avaliação ética-teológica desta lei!

Após ter lido a encíclica “Dignitas Personae”, em base nos parágrafos 18,19 e 31, posso concluir que do ponto de vista ético teológico, podemos primeiramente dizer que antes de se analizar a questão como uma questão religiosa, a vida é primeiramente um direito, desde a fecundação, assim o embrião é um ser humano desde o início do seu ciclo vital, e sendo ele uma vida humana já possui os direitos de ser humano, o direito a vida e a sua proteção. O uso da sobra da fertilização in vitro, é claramente utilitarista, uma vez que não consegue perceber que a fecundação tem como fim elementar e essencial o nascimento de um novo ser e não o de prover bancos de órgãos.

É necessário observar que a dignidade humana deve ser respeitada em qualquer etapa do desenvolvimento biológico. Afinal, não é possível estabelecer, através de critérios axiológicos, a etapa da vida humana que tem mais valor. Mesmo os padrões anatômicos e fisiológicos não são suficientes para definir a importância da vida humana, caso contrário, chegaríamos à absurda conclusão de que deficientes e doentes mentais possuem um valor menor do que aqueles seres ditos normais. A vida no estágio embrionário possui valor idêntico ao da vida humana no seu estágio adulto e terminal.

A questão que eu levanto a este ponto, é porque utilizar células tronco obtidas de embriões humanos, sobra de um processo de fertilização in vitro, quando se poderia utilizar para fins terapêuticos, células-tronco adultas, retiradas do próprio paciente? Este trabalho, já tem beneficiado um grande numero de pessoas, com os mais diversos tipos de tratamento de doenças degenerativas.

Acho uma hipocrisia estabelecer tempo e data sobre uma vida, para legalizar a pesquisa, padronizando critérios para manipular a vida, excluindo a dignidade dela presente no embrião. É mister ressaltar que ao contrário do que se tem vinculado na mídia, as células-tronco embrionárias não são o remédio para a cura de todos os males, e se fossem, não seria lícito, mas imoral, sacrificar vidas para salvar outras vidas.

Pe. Mateus Maria

Especialização em bioética

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

De: Damares Regina Alves
Data: 30/12/2010 10:47:29
Para: grupodeoracao@mosteiroreginapacis.org.br
Assunto: ENC: Curso de especialização em bioética

Padre Mateus
Veja que boa notícia
Por favor divulgue
O senhor não imagina como vamos precisar de pessoas com especialização em bioética para o enfrentam e nto em algumas das grandes batalhas que vamos travar nos próximos anos re ferente a defesa da vida humana , da familia e do meio ambiente
Avise aos jovens que buscam uma especialização, uma pós - graduação e aos pesquisadores, profissionais da área da saúde, cientistas, juristas, etc que desejam atuar nesta área.
A tenciosamente
Dra. Damares Alves

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Terminalidade da vida, cuidados paliativos e ortotanásia; direitos dos pacientes, vulnerabilidade e dignidade humana; pesquisa com células-tronco, seres humanos e animais; responsabilidade com o meio-ambiente e com as futuras gerações. Essas serão algumas das discussões propostas pelo novo curso de especialização em Bioética, que está com inscrições abertas. A atividade, interdisciplinar, é promovida pelo Instituto de Bioética da PUCRS e é inédita na modalidade especialização no Estado. Serão apresentadas diferentes visões sobre o tema, como aspectos antropológicos, filosóficos, jurídicos, médicos, biológicos, teológicos e espirituais. "Debates como a ortotanásia ou o uso de animais em pesquisas necessitam discussões além da área da Medicina porque envolvem uma decisão social e moral, pertinente a todo cidadão responsável.
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As aulas são destinadas a profissionais de todas as áreas", explica a diretora do Instituto, Jussara de Azambuja Loch. A intenção, segundo Jussara, é instigar os alunos a formar e fundamentar opiniões sobre a Bioética e incentivar a argumentação e o raciocínio crítico. "Discutiremos todas as formas de vida - ambiente e animais", completa.

Para a coordenadora, Lívia Pithan, o curso consolida uma produção acadêmica sobre Bioética existente na Universidade há muitos anos, mesmo antes da criação do Instituto, que existe há três. São conflitos que atingem toda a humanidade, e por isso não podem ser tratados apenas por uma perspectiva disciplinar. "Haverá troca de conhecimento entre docentes de diferentes áreas, não apenas entre aluno e professor. Esta especialização promove o encontro de várias disciplinas", explica.

A duração é de um ano. Os encontros têm início em 15 de abril e ocorrerão às sextas-feiras à noite e aos sábados pela manhã e tarde, com uma semana livre ao mês. As inscrições podem ser feitas pelo site www.pucrs.br/ib, no link "Especialização". Informações complementares pelos telefones (51) 3320 3679 e (51) 3320-3727.

Assessoria de Comunicação Social - PUCRS / ASCOM

Clonagem e Reprodução Humana

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sabemos que a Igreja declara que a clonagem para fins de reprodução de seres humanos é uma prática contrária à dignidade humana e não deveria ser permitida. No processo de clonagem, ficam pervertidas as relações fundamentais da pessoa humana.

Tendo em vista o debate bioético e os pronunciamentos da Igreja, percebemos que a clonagem reprodutiva e terapêutica fere a estrutura ontológica do ser humano, pois ela não se reduz como um meio terapêutico para salvar vidas, ou para estudo, sendo que, a compreensão antropológica da vida, do desenvolvimento do ser, engloba muitas outras funções além da biológica. Além do que a clonagem abre espaço para a discriminação, ao distinguir, “contra naturam”, seres humanos constituídos da mesma substância. Muitos cientistas vêem no ser clonado um animal que possui em relação ao doador da célula, somente o mesmo conteúdo genético, mas se esquecem que ele possui também a mesma dignidade, e por isso que sendo ele utilizado com objeto de reposição constitui uma grave violência contra o ser humano e sua dignidade.

Percebemos que a clonagem fere então os princípios éticos, pois não está sendo levado em conta os meios, mas unicamente os fins da clonagem. Mas o que mais choca é que a clonagem tem em si mesma a intenção de formar, a partir da fusão entre uma célula somática e um óvulo sem núcleo, um embrião com as mesmas características do doador da célula, o que faz com que se torne imprescindível o uso do embrião e conseqüentemente, a ruptura do desenvolvimento da vida humana, que inicia com a fusão dos gametas, e este é um dado científico, embasado na biologia genética, que não pode ser desprezada. Além do que não é aceitável desde o ponto de vista ético sacrificar deliberadamente nenhum ser humano, ainda que seja com a finalidade de aliviar os problemas de saúde de outros seres humanos.

Isto sem falar que também esta perversão das relações fundamentais da pessoa humana, pode ser entendida no seu sentido mais estreito, como a anulação de sentimentos e emoções do ser clonado e o vazio que pode ficar em seu ser, em relação a sua criação e aos que o circundam, criando também a possível falta de respeito para com os seres humanos e sua dignidade como pessoa humana, composta também de emoções e sentimentos, e extendendo esta refleção, o perigo de em um amanhã próximo clonar embriões humanos a fim de produzir crianças em série, vistas como escravos produtivos.

Pe. Mateus Maria

Direito da Criança - Direito a vida!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010


Os direitos das crianças são primeiramente direitos adquiridos pela sua condição de criança, e posteriormente reconhecidos a nível social.

A criança tem o direito a nascer, crescer e se desenvolver em um ambiente sadio e digno, com as garantias necessárias a níveis sociais e familiares, e estas garantias devem ser tuteladas e garantidas pela sociedade. Mas mesmo quando a criança está no seio materno ela possui direitos invioláveis, e o primeiro direito é a vida, a qual surge com a fecundação, e esta vida deve ser respeitada e protegida, por isso, o aborto fere o primeiro direito da criança a vida, pois, ele supõem a morte violenta de um ser humano. Ao falar sobre o tema do direito adquirido ou direito social, me vem à mente o grande jargão feminista: “a mulher possui o direito ao aborto, porque ela é dona de seu corpo!,

É bom salientar que a mulher e a sociedade, não tem autoridade para decidir sobre a morte de uma vida, tendo em vista que esta vida já possui o seu direito primário garantido, assim, a mulher não pode matar uma vida porque ela é “a dona do seu corpo”. Este argumento é contrário a ciência, e à biologia, pois, no momento da concepção, todo o corpo da mulher é dirigido pelo zigoto, que impõe suas regras naturais.

Na encíclica Evangelium Vitae, n.5, João Paulo II, falou energicamente sobre a questão do direito adiquirido: “Assim como há um século a classe operária estava oprimida em seus direitos fundamentais, e a Igreja tomou sua defesa com grande valentia, proclamando os direitos sacrossantos da pessoa do trabalhador, da mesma forma agora, quando outra categoria de pessoas está oprimida em seu direito fundamental à vida, a Igreja sente o dever de dar voz, com a mesma valentia, a quem não tem voz”. È interessante notar que o direito a vida, os direitos adquiridos da criança, são direitos que possuem no seu conteúdo a essência e os requisitos do “bem comum”, a tal ponto que a Igreja dá uma luz importante sobre o respeito e reverência para com a vida humana como um pilar da sociedade justa.

Tendo em vista o que foi dito acima, o princípio de igualdade de todos os seres humanos, compreendendo os valores a vida, ao bem estar, não só fundamenta nosso sistema democrático, mas também exige que não privemos ninguém desta essencial dignidade de viver. Os maiores males sociais da humanidade, o genocídio, racismo, aborto, assim, excluir a igualdade e o direito adquirido fundamente à vida a todos, é retroceder ao mal.

Pe. Mateus Maria, FMDJ

Quando começa a vida?

segunda-feira, 15 de novembro de 2010



Quando começa a vida?

Para esta pergunta há muita divergência no campo ciêntífico, a qual acredito não ser o momento agora para tratar a fundo, mas gostaria de fazer alguns acenos, que as vezes não parecerem claros também no campo religioso-ciêntífico.

Em 1839 Schleiden e Schwan, ao formularem a Teoria Celular, foram responsáveis por grandes avanços da Embriologia (o estudo dos embriões). Conforme tal conceito o corpo é composto por células, o que leva à compreensão de que o embrião se forma a partir de uma ÚNICA célula, o zigoto, que por muitas divisões celulares forma os tecidos e órgãos de todo ser vivo, em particular o humano. Com base nestas evidências experimentais o Papa Pio IX aceitou a concepção como a origem do ser humano em 1869.

Quero afirmar então que a concepção não se trata portanto de um dogma religioso, mas a aceitação de um fato cientificamente comprovado.

O desenvolvimento humano então se inicia quando o ovócito é fertilizado pelo espermatozóide. TODOS afirmam que o desenvolvimento humano é a expressão do fluxo irreversível de eventos biológicos ao longo do tempo que só para com a morte. TODOS nós passamos pelas mesmas fases do desenvolvimento intra-uterino: fomos um ovo, uma mórula, um blastocisto, um feto. Assim a célula, o ovo, dá origem à algo tão complexo como o ser humano.

Para mim isto antes de ser ciência é um milagre.

Em 2002, na revista Nature, Helen Pearson umna grande médica e cientista, relata os experimentos de R. Gardener e Magdalena Zernicka-Goetz onde demonstram que o nosso destino está determinado no primeiro dia, no momento da concepção.

Já o embriologista Lewis Wolpert chega a afirmar que no momento que o ovo começa a se dividir é o momento mais importante de nossa vida, mais que o nascimento, casamento ou morte.

Diante destes estudos e cientistas, é ignorância ou maldade dizer chavões do tipo: “Não sabemos quando começa a vida do ser humano”. Pelo visto acima, não é verdade. “O embrião humano é um montinho de células”. Se fossem células comuns certos pesquisadores não estariam tão interessados nelas, pois já ouve até denuncias a nivel internacional dizendo que estes montinhos de céulas serviam para fazer cremes juvenecedores e etc.....

A este ponto também se abre o discurso sobre a questão do aborto, tendo em vista que o movimento internacional abortista e feminista querem provar que o ser humano é um amontoado de células, como também que a vida não surge na fecundação para poder manipular a própria vida!

Lutemos para defender a vida, para não sujarmos as nossas mãos de sangue inocente, tão desejado pela culturas de morte, e pelos movimentos pró-aborto, muitos deles encabeçados não só por ong's feministas, ou clínicas de rejuvenescimento, mas sobre tudo, por cultos satânicos, que querem a todos custo profanar a Deus, tirando a vida de inoscentes.

Pe. Mateus Maria
paniejezuufamtobie@terra.com.br
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