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O SANTO ABANDONO - Liturgia diária , 24 de julho de 2014

quinta-feira, 24 de julho de 2014

FOTO : SANTA BERNARDETE DE SOUBIROUS , AJOELHADA DIANTE DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA . FOTO DE OUTUBRO DE 1864
 
O SANTO ABANDONO
 
O santo abandono é esse estado da alma amante que se entrega incondicionalmente e sem reservas à Vontade de Deus, quer na ordem da natureza, quer na Graça
 
Santo abandono na ordem da natureza : A alma do santo abandono quer tudo o que Deus quer, porque o quer e como o quer. Na saúde ou doença, nesse ou naquele país; na situação em que aprouver a Deus pô-la quanto à casa, ao trabalho, ao alimento, à sociedade. Tudo é indiferente, tudo suave, porque a tudo acrescenta: Deus o quer, é Vontade de Deus
 
A alma do santo abandono dorme tranqüila no regaço materno da divina Providência ou descansa em paz aos seus pés, qual a criança despida de preocupação futura. Inquietar-se-á por acaso com o porvir o filho que tem uma mãe carinhosa? Não sabe que ela lhe dará todo o carinho e cuidado?
 
Os elementos se entrechocam. É a tempestade. O mar ameaça tudo engolfar. Mas enquanto todos tremem de medo, o filho do santo abandono dorme sem receio, confiado na divina Providência, pois para ela não há tempestade
 
Os homens, maus que são, querem arrebatar-lhe tudo: bens, liberdade, reputação. Mas a alma do santo abandono deixa-se despojar de tudo sem cólera e sem desespero
 
Deus lhe resta. Deus a ama, é quanto lhe basta. Sente-se rica e goza da maior liberdade para ir ao encontro do Pai celeste
 
Deus às vezes ameaça e parece abandonar a alma querida. Entrega-a ao furor do demônio e aos horrores das tentações. Ela sofre então o martírio da consciência. Mas é Vontade de Deus. "Fere, se puderes, dirá ao demônio, tu que fizeste flagelar o meu Mestre, que o tentaste, que o carregaste nos braços. Eu, discípulo de tal Mestre, não tenho medo de ti, que só farás o que Deus quiser ou permitir. Jesus está comigo"
 
Santo abandono na ordem da Graça : 1º. - A alma do santo abandono, qual um filho inocente nas mãos de Deus, entrega o seu espírito para que Deus lhe seja luz, e luz que quiser - clara ou velada, de Fé ou de manifestação. Só quer saber o que Deus quer que ela saiba é a ceguinha de Deus que lhe abre ou fecha os olhos como melhor convém e que, se lhe fosse dado escolher, havia de preferir a pobreza e humildade de espírito
 
. - A alma do santo abandono dá o coração a Deus, em toda a simplicidade, para indiferente amá-lO a Ele tão-somente, em todas as coisas e em todos os estados. Se a quiser abrasar no fogo do seu Amor, alegrar-se-á; se lhe quiser conceder uma Graça de consolação, recebê-la-á reconhecida. Mas se Deus lhe fizer beber algumas gotas do Seu cálice de fel, ou partilhar dalguns dos Seus abandonos ou desamparos, de Suas desolações ou tristezas, a alma do santo abandono beberá com amor esse cálice, participará da Agonia de Jesus, e Lhe ficará fiel na provação
 
3º. - A alma do santo abandono remete inteiramente a Deus toda vontade própria para que Ele a governe, a vire e revire à mercê dos Seus desejos . Doravante só considerará como bem, alegria, felicidade, virtude, zelo, perfeição, aquilo que trouxer o selo da Vontade de Deus. Que quer Deus? Que deseja Ele? Que Lhe agrada mais? Nisto está toda a lei, toda a perfeição, toda a vida da alma do santo abandono
 
4º. – A alma do santo abandono entrega-se ao serviço que Deus lhe determina, mudando-o a toda hora como melhor lhe aprouver, sem outra consideração, sem outro amor do que essa Vontade divina. Serve a Deus segundo os meios de que dispõe no momento. Não se afeiçoa nem ao estado, nem aos meios, nem às Graças. Descansa tão-somente na santa Vontade de Deus
 
(Fonte : “A Divina Eucaristia, Escritos e Sermões” de São Pedro Julião Eymard, volume 3)
 
 

LITURGIA DO DIA 24 DE JULHO DE 2014

PRIMEIRA LEITURA (JR 2,1-3.7-8.12.13)

Leitura do Livro do Profeta Jeremias - 1A palavra do Senhor foi-me dirigida, dizendo: 2“Vai e grita aos ouvidos de Jerusalém. Isto diz o Senhor: Lembro-me de ti, da afeição da jovem, do amor da noiva, de quando me seguias no deserto, numa terra inculta. 3Israel, consagrado ao Senhor, era como as primícias de sua colheita; todos os que dele comiam, pecavam; males caíam sobre eles”, diz o Senhor. 7“Eu vos introduzi numa terra de pomares, para que gozásseis de seus melhores produtos, mas, apenas chegados, contaminastes o país e tornastes abominável minha herança. 8Os sacerdotes nem perguntaram onde está o Senhor. Os versados na Lei não me reconheceram, e os chefes do povo voltaram-me as costas, os profetas profetizaram em nome de Baal e correram atrás de coisas que para nada servem. 12Ó céus, espantai-vos diante disso, enchei-vos de grande horror”, diz o Senhor. 13“Dois pecados cometeu meu povo: abandonou-me a mim, fonte de água viva, e preferiu cavar cisternas, cisternas defeituosas que não podem reter água” - Palavra do Senhor
SALMO RESPONSORIAL (Sl 35)

Em vós está a fonte da vida, ó Senhor!

— Vosso amor chega aos céus, ó Senhor, chega às nuvens a vossa verdade. Como as altas montanhas eternas é a vossa justiça, Senhor

— Quão preciosa é, Senhor, vossa graça! Eis que os filhos dos homens se abrigam sob a sombra das asas de Deus. Na abundância de vossa morada, eles vêm saciar-se de bens. Vós lhes dais de beber água viva, na torrente das vossas delícias

— Pois em vós está a fonte da vida, e em vossa luz contemplamos a luz. Conservai aos fiéis vossa graça, e aos retos, a vossa justiça!
EVANGELHO(MT 13,10-17)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus - Naquele tempo, 10os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que tu falas ao povo em parábolas?” 11Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado. 12Pois à pessoa que tem, será dado ainda mais, e terá em abundância; à pessoa que não tem, será tirado até o pouco que tem. 13É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não veem, e ouvindo, eles não escutam, nem compreendem. 14Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. 15Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’. 16Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 17Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram” - Palavra da Salvação

Mensagem do dia  25/03/2009 – “Queridos filhos ! Neste tempo de primavera, quando tudo se desperta do sono do inverno, despertem também vocês as suas almas com a oração para que estejam dispostos a receber a Luz de Jesus ressuscitado. Que Ele, filhinhos, os aproxime de Seu Coracao para que possam estar abertos à Vida Eterna. Oro por vocês e intercedo diante do Altíssimo pela sua sincera conversão. Obrigada por terem respondido ao Meu apelo !” – Mensagem de Nossa Senhora em Medjugorje

São CharbelA IGREJA CELEBRA HOJE , SÃO CHARBEL - O santo de hoje nasceu no norte do Líbano, num povoado chamado Bulga-Kafra, no ano de 1828. Proveniente de uma família cristã e centrada nos valores do Evangelho, muito cedo precisou conviver com a perda de seu pai. Após discernir o seu chamado à vida religiosa, com 20 anos ingressou num seminário libanês maronita. Durante o Noviciado, trocou seu nome de batismo (José) por Charbel. Mostrou-se um homem fiel às regras, obediente à ação do Espírito Santo e penitente. Após sua ordenação em 1859, enfrentou muitas dificuldades, dentre elas a perseguição ferrenha aos cristãos com o martírio de muitos jovens religiosos e a destruição de inúmeros mosteiros em sua época. Em meio a tudo isso, perseverou na fé, trazendo consigo as marcas de uma vocação ao silêncio, à penitência e à uma vida como eremita. Aos 70 anos, vivendo num ermo dedicado a São Pedro e São Paulo, com saúde bastante fragilizada, discerniu que era chegada a hora de sua partida para a Glória Celeste. Era Véspera de Natal. E no dia 24 de Dezembro, deitado sobre uma tábua, agonizante, entregou sua vida Àquele que concede o prêmio reservado aos que perseveram no caminho de santidade: a vida eterna. São Charbel, rogai por nós!

 

 

 


CARTA AO DESESPERO

quinta-feira, 15 de maio de 2014


 

Se há uma espécie de pessoas de quem eu tenho compaixão é a dos que estão em desespero. Não há nada mais aflitivo do que sentir-se encurralado, não enxergar uma saída, não ver sentido na vida, encontrar-se em um labirinto. Parece que um turbilhão de pensamentos passa pela cabeça do desesperado, que ele não consegue impor domínio e pôr ordem em seus raciocínios e sentimentos. Há uma tal velocidade na sucessão de ideias, que é quase impossível agarrar-se a alguma delas. Em outras palavras: o desespero é a antessala do inferno, uma espécie de anarquia ou revolta dos sentimentos, o caos em forma de fenômeno psíquico. No portal do inferno de Dante há a advertência: “deixai toda a esperança, ó vós que entrais!”.

 

Talvez alguém se surpreenda ao ler este pequeno texto justamente agora que está em pânico. Não há razão para surpresa, porém. Escrevi para você mesmo, e a Providência incumbiu-se de romper a distância que há entre mim e você. Em primeiro lugar, é preciso convencer-se de que há uma saída, procurá-la, mesmo que não seja possível vê-la imediatamente. É preciso deixar entrar um sopro de luz em sua alma, como o luar banhando os ombros de Cristo no Monte das Oliveiras. É necessário abrir as janelas do espírito para uma brisa nova, um novo frescor, para uma claridade tranquila.

 

Agrada-me tanto a cena da troca de olhares entre Cristo e São Pedro, após a prisão Daquele. Tenho para mim que aquele olhar pacífico foi decisivo e salvou Pedro. Mas, se Pedro não estivesse ali, não estivesse olhando o Senhor nos olhos, não experimentaria aquela claridade humilde entrando em sua alma.

 

Em “Crime e castigo”, há uma troca de olhares em tudo semelhante àquela, que se dá entre Sônia e Raskólnikov, após este fazer uma reverência aos homens e pedir perdão à terra por ter cometido duplo assassinato. Menciona-se até mesmo que Sônia acompanhava discretamente Raskólnikov em seu calvário.

 

"Eis que se lembrou das palavras de Sônia: 'Vai a um cruzamento, faz uma reverência ao povo, beija a terra, porque pecaste também perante ela, e diz a todo mundo em voz alta: 'Eu sou um assassino!'. Tremeu todo ao se lembrar disso. E já estava tão oprimido pela desesperadora melancolia e pela inquietação de todo esse tempo, mas especialmente das últimas horas, que acabou se precipitando para a possibilidade dessa sensação inteira, nova, completa. Ela chegou de súbito como uma espécie de acesso: começou a lhe arder na alma como uma fagulha e de repente se apossou de tudo como fogo. Tudo nele amoleceu, e as lágrimas jorraram. Do jeito que estava caiu no chão...

 

Ajoelhou-se no meio da praça, inclinou-se até o chão e beijou essa terra suja, com êxtase e felicidade. Levantou-se e tornou a inclinar-se."

 

Cristo também passou pelo desespero, atravessou-o. Não há miséria humana que Ele não tenha tocado, apalpado com as próprias mãos, experimentado.

 

Olhemos para Ele no Monte das Oliveiras. Um trecho, menor do que um versículo, chama-me muito a atenção no Evangelho de São Lucas: “Erguendo-se após a oração”. (Notemos que Raskólnikov também se ergue). Deus estava prostrado – que mistério estupendo! –, deitado no solo, com o rosto por terra. Ele havia se retirado para um lugar deserto, tranquilo, no qual estava acostumado a rezar. Pediu ajuda, a solidariedade, dos que Lhe eram mais íntimos: Pedro, Tiago e João. Não Se confiou a todos os discípulos nem a todos os apóstolos – pois eles podiam escandalizar-se e talvez não O pudessem ajudar. Confiou-Se apenas àqueles que Lhe eram mais próximos. É bem verdade que os seus não O ajudaram muito – em alguma coisa sim, pois permaneceram ali –, mas em contrapartida os anjos do Céu vieram confortá-Lo.

 

O Evangelho parece oferecer-nos um bom roteiro: no momento do desespero, procurar um lugar ou ambiente tranquilo. Talvez esse “lugar” possa ser entendido como um “momento” de tranquilidade, de solidão, de estar a sós consigo, com Deus e com os mais íntimos. Recorrer com intensidade à oração e recomendar-se às preces e aos cuidados dos mais íntimos, mesmo com insistência. Cristo pediu a ajuda daqueles mais próximos por três vezes. Se por um desígnio da Providência, os amigos não nos ajudarem, Deus mandará os seus anjos confortarem-nos. Não há oração que fique sem resposta. Deus não fica em silêncio. Ele não tem prazer com o nosso sofrimento. Ele entende e se compadece do nosso sofrimento.

 

Falando concretamente, esse olhar o Senhor nos olhos, esse recorrer à oração, esse deixar o luar banhar-nos as costas na cena da agonia, pode significar ligar o rádio ou a TV em algum programa religioso, por exemplo, na Canção Nova. Esses bons programas podem ser os verdadeiros anjos que vêm do Céu para consolar-nos. Quem sabe pode significar ouvir um CD de oração ou assistir a um DVD com alguma boa pregação? Quem sabe visitar Deus no sacrário de alguma Igreja tranquila e rasgar-lhe o coração como rasgou-se em dois o véu do templo? O doce olhar de Cristo espera-nos em algum lugar, para nos dar a paz. Deixemo-nos olhar.

 

Quanto ao mais, continuemos a procurar com paz e decisão a saída, a entender que solicitação a vida nos faz, podendo lançar mão dos ensinamentos do grande Viktor Frankl: a pergunta que se deve fazer não é o que a vida ainda tem a oferecer-me, mas o que eu ainda tenho a oferecer à vida, que será que ela me pede diante dessa situação concreta? Por que será que eu ainda estou no mundo? A respeito de que esse desespero me interpela?

 

 

 

Paul Medeiros Krause

Comentário do Evangelho do XlX Domingo do T.C Ano: A 07.08.2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011



Comentário do Evangelho do Domingo 07.08.2011 - Não tenhais medo, Sou Eu!!!!
Se tiver dificuldade para abrir clique: http://pt.gloria.tv/?media=182187


PEDAGOGIA DO SILÊNCIO

quinta-feira, 15 de julho de 2010



Para que possamos discernir bem a vontade de Deus na nossa vida é necessário que na nossa vida façamos momentos de silêncio, tanto interior como exterior. Desta maneira poderemos sim, escutar a Sua voz e descobrir Seu querer.

Mas, para este fim precisamos nos educar para o silêncio, que em outras palavras significa nos educar para o Mistério.

Hoje o silêncio se tornou como atrativo, diria em palavras populares, que ele está na moda. Porque ouve-se falar muito dele, criam técnicas e chegam até mesmo organizar lugares para sua promoção. Alguns mais ousados chegam a falar da cultura da quietude.

Porém, ao mesmo tempo, diante destes fatos podemos constatar uma outra realidade, a realidade da patologia da pressa. Onde se vê toda a gana pela correria. O que no fundo significa, é que o homem moderno tem tanto medo do silêncio quanto na verdade necessita dele.

Há também o chamado silêncio de urgência, como quando se diz: “tranqüilize-se, não fique nervoso, respire profundamente”. Este na verdade é um silêncio ingênuo, quase que de brincadeira.

Mas existe um outro silêncio, aquele que muitas vezes esquecemos, mas que é substancial, é ele que nos permite “regressar” à casa, voltar à nossas origens.

Este modo de silêncio nos ajuda a se identificar com o chamado do Senhor a uma conversão profunda, “metanoia” em grego, que significa uma transformação da nossa mente, do nosso modo de pensar e a permanente novidade do coração, que nos possibilita um agir de acordo com a vontade do Senhor.

Existe também os chamados “silêncios menores”. Que são como “exercícios de aquecimento” antes da consecução do grande silêncio que devemos buscar. Muitos não passam daqui. Provocam uma espécie de “silêncio pausa” evocando assim o “descansai um pouco”.

A pausa, por assim dizer, interrompe a continuidade compulsiva com a qual vivemos e nos proporciona a oportunidade de uma mudança de direção. Trata-se de deter-se, estar muito atento ao que ocorre, quando nada ocorre! Tudo consiste em aprender a “olhar em silêncio” isto é, em descondicionar o olhar, limpar o coração e deixar que tudo seja o que é.

O olhar silencioso “abre espaços”; espaços não ­condicionados, onde tudo tem liberdade para ser o que é sem distorções. E se no fim de tudo está o silêncio, isto significa que: no final de tudo quanto olhamos, só deveremos descansar no silêncio. No final dos sons… temos de voltar a repousar no silêncio.

Quando o som desaparece temos de nos acostumar a ampliar o espaço que fica… o da “música calada”. No final das palavras está o silêncio. Diga, por exemplo, com todo amor de que é capaz: “Pai”, e repouse nesse instante que segue no qual você não diz nem ouve nada, mas no qual não se atreveria a jurar que não existe algo. No final do pensamento está o silêncio. Há um espaço não-lingüístico que o contemplativo conhece perfeitamente e no qual até o cérebro repousa e se organiza.

A ascese é a chave libertadora da consciência que conduz ao silêncio. O apego é o ruído essencial e o maior mecanismo de defesa da personalidade falsa. Por isso, a pedagogia integral do silêncio é a pedagogia do desapego. No fundo é a pedagogia do “abandono na Fé”: fecha todo o leque de possibilidade do homem e dá passagem à infinita possibilidade de Deus. O abandono na fé faz do homem em silêncio um discípulo de Deus e faz dele um sábio.

Para que se tenha um bom discernimento daquilo que Deus quer para cada um de nós é necessário que nos calemos e que estejamos atentos para ouvir e ver, para depois poder agir com coerência dentro e de acordo com a vontade do Senhor.

Pe. Martinho Maria de Porres, F.M.D.J.

Promotor Vocacional

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Panie Jezu Ufam Tobie!

RENUNCIE

terça-feira, 13 de julho de 2010

CAROS COORDENADORES, MEMBROS DOS GRUPOS DE ORAÇÃO DA GOSPA E AMIGOS:

"QUE A GRAÇA E A PAZ DE CRISTO JESUS NOSSO SENHOR, E A TERNURA DE MARIA ESTEJAM CONVOSCO E COM OS VOSSOS!"

Envio-lhes a mensagem de Nossa Senhora com o comentário:

MENSAGEM DE NOSSA SENHORA RAINHA DA PAZ
25 de fevereiro de 2008

“Queridos filhos!
Neste tempo de graça vos convido de novo a oração e a renúncia.
Que o vosso dia seja repleto de pequenas e ardentes orações por todos aqueles que ainda não conhecem o amor de Deus.
Obrigada por terdes respondido ao meu chamado”.

Semana passada, recebi uma ligação telefônica, de uma jovem que me disse: “Padre, recebi um comentário por e-mail, que o senhor fez, e logo que iniciei a lê-lo pensei, esta é coisa de beato, mas me senti impulsionada a lê-lo, e à medida que ia lendo, encontrei as respostas e as palavras que precisava ouvir para mudar de vida, para me encontrar, comigo mesma e com Deus. Obrigada!”

Que este exemplo, nos ajude também a abrirmos o nosso coração as palavras de Nossa Senhora que por mais uma vez diz que este é um tempo de graça. É um tempo em que o Senhor nos dá para podermos nos deixar converter por Ele, mudar de vida, colaborando (da nossa parte) com uma vida nova, resumindo: “Recomeçar”. Mas recomeçar como?

Por meio da Oração e da renuncia.

Orando e jejuando, estas são as nossas armas para lutarmos contra a nossa concupiscência, contra a nossa inclinação em fazer o mal, que nos distância de Deus, e que nos coloca nas garras de satanás.

Orar significa, encontrar com Deus, dar tempo a Deus, deixar o ativismo que nos consome durante o dia, para pararmos e discernirmos a vontade do Senhor. Orar também é ser artífice da paz, derrubando todas as intrigas, todas as divisões, buscando a reconciliação, o perdão, pois a oração é verdadeira só quando perdoamos, e usamos de misericórdia com o nosso próximo, sem medi-lo com o nosso próprio metro, que na maioria das vezes é rigorista, legalista e duro.

Como sacerdote, escutando as confissões, atendendo as direções espirituais, percebo como as pessoas se escravizam e deixam-se escravizar pelo rancor e pela falta de perdão. Quantos e quantos, jogam um fardo pesado nas costas dos outros, porque se acham os donos da verdade! Quantas palavras duras, desmerecidas, que não servem para nada, a não ser para quebrar os laços de amor, só por causa do dinheiro, do amor próprio, do materialismo! Quanto sofrimento no mundo, nos corações, porque não se vive mais o amor e o respeito com o outro, a palavra de Deus!

Jean Vanier, fundador da comunidade Arca certa vez disse: “Uma relação entre pessoas só é autêntica e estável, quando é fundada sobre a aceitação da fraqueza do outro, sobre o perdão e a esperança de um crescimento”.

Nossa Senhora nos fala sobre a renuncia, e é bom recordar que nós cristãos, devemos renunciar não só ao mal que nos é proposto, ao pecado, mas também aquilo que nos é lícito, mas não nos é necessário. Iniciemos as renuncias de tudo que fere a nossa dignidade de pessoas criadas a Imagem e Semelhança de Deus, da palavra dura e arrogante, do julgamento, da vontade própria, do egoísmo, do materialismo, do consumismo, por fim, de nós mesmos.

Outro ponto muito forte que nos ajuda a renunciar a nós mesmos e criarmos força para fazer a Vontade do Senhor, é o jejum. Em outras mensagens Maria disse que com o jejum podemos parar as guerras, as catástrofes, como também as guerras que existem no nosso coração.

Maria nos convida a renunciar, para podermos descobrir um bem maior, para descobrir que muita coisa em nossa vida não é necessária, para aprendermos que podemos ser felizes com pouco, com o necessário, desde que Deus esteja no centro da nossa vida, da nossa família, do nosso matrimônio, do nosso namoro, do nosso trabalho e do nosso estudo.
 
Não seja um fracassado, renuncie ao teu pecado predominante, ao menos nesta Quaresma.

Não seja um covarde, renuncie a droga que te faz viver em uma vida imaginária, em um mundo ilusório. Não fuja da realidade, enfrente-a como ela é.

Não seja um fracassado, escravo de si mesmo, renuncie a bebida, que te leva a embriaguez, e te ilude dando a sensação que você é alguém, poderoso, importante e forte, mas na realidade é fraco e miserável, porque só se sente bem consigo mesmo quando bebe. Busque a Deus, e se encontrará!

Não seja um inconseqüente, renuncie ao vício do jogo, que te faz perder o dinheiro, e juntamente com ele a tua dignidade, e os teus valores morais, levando-o a vender a tua honra por dinheiro, e extorquir os mais fracos.

Não seja um prostituto de teu corpo, renuncie ao sexo antes do casamento e fora das relações matrimoniais, que te fazem trair a Deus e a ti mesmo, sujando a tua alma com prazeres ilícitos ao teu estado de vida. Comece certo a tua vida, pois tudo o que inicia errado termina errado!

Renuncie a avareza que habita em teu coração, que te impulsiona a sempre querer mais dinheiro, e por ele, não enxergar nada e ninguém, levando-o muitas vezes a ganha-lo de forma suja e maldita, com agiotagem e etc… Este dinheiro não é seu, e onde o aplica-lo, não receberá retorno, pelo contrário, irá perdê-lo.

Renuncie ao teu egoísmo que te faz pensar só em ti, e não ver que com uma palavra você pode ferir e causar uma chaga no outro que nunca mais será curada.

Renuncie a tua vida cômoda, arregace as mangas e mão a obra, ganhando o dinheiro com o suor do teu trabalho, com o sacrifício, para não se tornar um burguês arrogante que pensa ser o dono da verdade.

Renuncie a ti mesmo e siga o Senhor, que se fez servo, manso e humilde, não querendo ser servido, mas servidor de todos por amor.

Renuncie a tua razão que te leva a pensar que você tem razão, saiba que os outros também tem suas razões para agir como agiram, e que você não é o dono da verdade, basta olhar o teu passado, e ele te dirá o que és. Não coloque a culpa do teu fracasso no outro, isto é falta de caráter, assuma os teus erros, reconheça que fracassou, e recomece com Deus, para não fracassar novamente. Olhe o teu passado e ele te dirá se és ou não um fracassado!

Renuncie ao teu nervosismo e a tua irritação que se tornam o carpete para satanás entrar em tua via, em teu coração e destruir tudo.

Recomece uma nova vida, no perdão e na união, não maltrate quem te ama, pois todos têm um limite.

Maria nos convida também há vivermos o dia em oração, em pequenas jaculatórias por aqueles que ainda não conhecem o amor de Deus ( os ateus ). Na verdade muitas vezes somos nós mesmos, pois como disse o Cardeal Martini em uma de suas conferências: “Dentro de nós habita o homem que crê, como também aquele que não crê!”.

Hoje muitos dizem “Eu não sinto Deus! Deus não está comigo! E etc…. Acredito que o Verdadeiro problema não é viver a ausência de Deus, mas crer na palavra de Deus, e se deixar guiar por ela, pois se não me deixo guiar, sou um ateu prático, como dizia Pe. Slavko em uma entrevista no ano 1986.

O cristão maduro é aquele que crê contra toda deseperança, contra cada evidência contrária,contra a razão e a visão do mundo, é um que se lança nas realidades de fé, no projeto do senhor, a partir de sua palavra. Don Helder Câmara dizia: “Esperança é crer na aventura do amor, olhando para os homens, mas pulando no escuro, confiando em Deus”.

O cristão é aquele que sabe seguir Jesus, independentemente da dificuldade e contradição, tendo paciência, confiando na revelação de Nosso Senhor Jesus que se evidência na história, na nossa história, na nossa vida.

Quantas vezes o homem de fé diz “Estou vivendo uma noite escura e Jesus onde está?”, Estou fadigando para lutar, estou cansado de tudo e onde Ele está? Diante deste drama, nos sentimos sozinhos.

Quantas vezes nós discípulos de Jesus nos sentimos totalmente desconsolados, sem consolações humanas e divinas, e na agitação da vida lançamos olhares desesperados. Contudo é importante que como discípulos iniciemos a travar a luta contra a solidão e a incompreensão dentro de nós mesmos, para podermos encontrar o consolo e a força somente na presença do Senhor, que nos ama.

“Pode uma mãe abandonar o seu filhinho de colo? Se acaso houver tal mulher, Eu o Senhor teu Deus, jamais te abandonarei!” – diz o Senhor.

Nenhum homem, por mais que seja querido e amável pode dar aquilo que o nosso coração deseja, nenhum homem é capaz de consolar o nosso coração na travessia agitada da vida, a não ser o próprio Senhor, razão da nossa travessia.

Quantos salmos dizem que o homem bíblico pergunta Deus: “Onde estás enquanto eu choro, sofro, e sou maltratado?”. O verdadeiro ateu pela Sagrada Escritura não é o que diz “Deus não existe!” mas aquele que diz “Deus não age!”. Deus age sempre, mas nem sempre age como queremos

“Aquele que confia no Senhor é como o monte de Sião, nada o podr balar, porque é firme para sempre”. Sl 125. Este é o segredo, acreditar, confiar no Senhor,sabendo que “não existe desilusão para quem confia no Senhor!” Dn 3.

Nesta esperança, rezemos com amor e confiança, por todos aqueles que amamos que precisão experimentar o amor de Deus, que precisam fazer uma experiência de Deus para saírem da vida frustrada, do vício do jogo, da bebida, das drogas, enfim, consagremos eles nas mãos de Nossa Senhora, e sejamos instrumentos de paz, para que possa reinar a paz em nossas famílias, o amor, e expulsemos o rancor, a ira, a falta de perdão dos nossos corações. Busquemos amar para que o amor seja o testemunho da nossa fé em Deus.

Façamos um propósito concreto nesta quaresma, “Nos reconciliar com todos que estamos brigados”, para podermos na Páscoa, ressuscitar com o Senhor, e também fazer aqueles que vivem conosco felizes, sem jogar sobre eles o nosso fracasso, a nossa ira, a nossa razão, que na verdade, não é verdadeira, pois de todo o mal que acontece, sempre tem os dois lados. Sejamos sensatos e busquemos a Vontade do Senhor, a Paz, e não a divisão.

Acredito que se vivermos estes propósitos, seremos sinais do amor de Deus para aqueles que não crêem, caso contrário, a ira, a infelicidade, reinará em nossos lares, e seremos causa de escândalo. Não deixemos o mal dominar o nosso coração. Que Maria Rainha da Paz nos ajude nesta caminhada e neste propósito de amor.

Caro irmão, termino este comentário com a palavras proféticas de Isaias “Vinde a luz!”, deixe a vida que não agrada a Deus e inicie com ele uma vida nova.

Que Maria Rainha da Paz acompanhe, e receba a bênção especial e materna da Gospa Maria Rainha da Paz: “Em nome do Pai e do Filho e do Esp´pirito Santo!”. Amém!
 
Pe. Mateus Maria, FMDJ
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