O CÉU E O INFERNO , SEGUNDO BENTO XVI - LITURGIA DIÁRIA , 09 DE FEVEREIRO DE 2014

sábado, 8 de fevereiro de 2014

 
O CÉU E O INFERNO , SEGUNDO  BENTO XVI

“O inferno existe, é um local físico e não está vazio” - Papa Bento XVI em alocução de 08/02/2008, durante um encontro que marcava o início da Quaresma daquele ano

POR Dom Redovino Rizzardo, cs

Bispo de Dourados - MS

Antes de tudo, o Papa lembra que Deus é, ao mesmo tempo, justiça e graça: «Ambas devem ser vistas na sua justa ligação interior. A graça não exclui a justiça. Não muda a injustiça em direito. Não é uma esponja que apaga tudo, de modo que tudo quanto se fez na terra termine por ter o mesmo valor. No banquete eterno, não se sentarão à mesa indistintamente os malvados junto com as vítimas, como se nada tivesse acontecido»

O Papa fundamenta suas palavras no Evangelho de Lucas (16,19-31): «Jesus, na parábola do rico epulão e do pobre Lázaro, apresenta, para a nossa advertência, a imagem de uma alma tão devastada pela arrogância e pela opulência, que criou, ela mesma, um abismo intransponível entre si e o pobre: o abismo do fechamento dentro dos prazeres materiais; o abismo do esquecimento do outro, da incapacidade de amar, que se transforma agora numa sede ardente e irremediável»

A partir desse texto, Bento XVI fala do Purgatório: «Devemos destacar que Jesus, nesta parábola, não fala do destino definitivo depois do Juízo Universal, mas retoma a concepção do judaísmo antigo de uma condição intermédia entre morte e ressurreição, um estado em que falta ainda a última sentença. Neste estado, há lugar para purificações e curas que amadurecem a alma para a comunhão com Deus. A Igreja assumiu essas ideias e, a partir delas, desenvolveu a doutrina do Purgatório»

Quanto ao Inferno e ao Paraíso, ele escreve: «Com a morte, a opção de vida feita pelo homem torna-se definitiva. Ao longo de sua existência, a opção foi tomando forma e caracteres diversos. Pode haver pessoas que destruíram totalmente em si mesmas o desejo da verdade e a disponibilidade para o amor; pessoas onde tudo se tornou mentira; pessoas que viveram para o ódio e espezinharam o amor. Nelas, não haveria nada de remediável, e a destruição do bem seria irrevogável: é o Inferno. Por outro lado, podem existir pessoas puríssimas, que se deixaram penetrar inteiramente por Deus e, consequentemente, estão totalmente abertas ao próximo. Pessoas em que a comunhão com Deus orienta desde já todo o seu ser, e seu encontro definitivo com Deus eterniza o que elas já vivem e são». É o Paraíso

«Mas, segundo a nossa experiência – continua o Papa –, nem um nem outro são o caso normal da existência humana. Na maioria dos homens, perdura no mais profundo da sua essência, uma derradeira abertura interior para a verdade, para o amor, para Deus. Contudo, nas opções concretas da vida, essa abertura é freada por repetidas concessões ao mal. O que acontece para essas pessoas quando comparecem diante do Juiz? Será que todas as coisas imundas que acumularam se tornarão, de repente, irrelevantes?»

Para a sua resposta, Bento XVI recorre à mesma passagem bíblica que Queiruga escolheu para falar de sua hipótese sobre o Inferno/Paraíso (1Cor 3,12-15): «As coisas edificadas durante a vida podem revelar-se palha seca, pura fanfarronice, e desmoronar. Contudo, é na dor deste encontro com o Juiz, em que o impuro e o nocivo do nosso ser ficam evidentes, que está a nossa salvação. Uma dor venturosa, em que o poder santo do seu amor nos penetra como chama, fazendo com que, no final, sejamos totalmente nós mesmos e, por isso, totalmente de Deus. É assim que se compenetram e se salvam simultaneamente a justiça e a graça: a justiça nos leva a cuidar de nossa salvação com temor e tremor (Fil 2,12); e a graça nos permite esperar e caminhar cheios de confiança ao encontro de um Juiz que é nosso advogado (1Jo 2,1)»

"O inferno é a última consequência do próprio pecado, que se vira contra quem o cometeu. É a situação em que definitivamente se coloca quem rejeita a misericórdia do Pai, também no último instante da sua vida" - JOÃO PAULO II , AUDIÊNCIA , Quarta-feira 28 de Julho de 1999

 

LITURGIA DO DIA 09 DE FEVEREIRO DE 2014

PRIMEIRA LEITURA (IS 58,7-10)

LEITURA DO LIVRO DO PROFETA ISAÍAS - Assim diz o Senhor: 7Reparte o pão com o faminto, acolhe em casa os pobres e peregrinos. Quando encontrares um nu, cobre-o, e não desprezes a tua carne. 8Então, brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa; à frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá. 9Então invocarás o Senhor e ele te atenderá, pedirás socorro, e ele dirá: “Eis-me aqui”. Se destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; 10se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo o socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia - Palavra do Senhor

SALMO RESPONSORIAL (SL 111)

UMA LUZ BRILHA NAS TREVAS/ PARA O JUSTO, PERMANECE PARA SEMPRE/ O BEM QUE FEZ

1. Feliz o homem caridoso e prestativo,/ que resolve seus negócios com justiça./ Ele é correto, generoso e compassivo,/ como luz brilha nas trevas para os justos.

2. Porque jamais vacilará o homem justo,/ sua lembrança permanece eternamente./ Ele não teme receber notícias más:/ confiando em Deus, seu coração está seguro.

3. Seu coração está tranquilo e nada teme,/ ele reparte com os pobres os seus bens;/ permanece para sempre o bem que fez e crescerão a sua glória e seu poder

SEGUNDA LEITURA (1COR 2,1-5)

LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS - 1Irmãos, quando fui à vossa cidade anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana. 2Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado. 3Aliás, eu estive junto de vós, com fraqueza e receio, e muito tremor. 4Também a minha palavra e a minha pregação não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, 5para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus e não na sabedoria dos homens - Palavra do Senhor

EVANGELHO (MT 5,13-16)

PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO + SEGUNDO MATEUS - Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 13Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde brilha para todos que estão na casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus - Palavra da Salvação

 

 
MENSAGEM DE NOSSA SENHORA EM MEDJUGORJE – “Hoje Eu Ihes agradeço pela sua presença neste lugar em que Eu Ihes ofereço graças especiais. Convido todos vocês a começarem a viver a vida que Deus deseja de vocês e a começarem a praticar boas obras de amor e de misericórdia. Não desejo, queridos filhos, vivam as Mensagens e, ao mesmo tempo, cometam pecado, pois tal coisa Me desagrada. Por isso, queridos filhos, desejo que cada um de vocês comece uma nova vida, sem destruir tudo aquilo que Deus opera em vocês e que lhes está oferecendo. Dou-Ihes a Minha bênção especial e permaneço com vocês na estrada da conversão” – MENSAGEM DO DIA 25.03.87

 

São Miguel FebresA IGREJA CELEBRA HOJE , SÃO MIGUEL FEBRES - Nascido no Equador, em 1854, São Miguel Febres recebeu como nome de batismo Francisco. Nasceu com uma grave deformação física nos pés, mas seus pais amaram, acima de tudo, aquele filho do Senhor. Sua deficiência não o impediu de dar passos concretos para a vontade de Deus. O santo entrou para a Congregação dos Lassalistas depois de conhecer a vida religiosa e, ali, foi dando frutos para o Reino de Deus. Dotado de muitos dons para lecionar e escrever, pertenceu à Academia de Letras do Equador. Prestou um grande serviço em Quito, no colégio de La Salle coordenando 1200 crianças. Em tudo buscou a vontade de Deus. Numa pobreza interior muito grande, a infância espiritual foi o seu segredo; colocou-se no lugar do ser humano, que é o coração de Deus. Totalmente dependente d’Ele e amando o próximo, seu nome de batismo era Francisco, mas seu nome religioso era Miguel. Mais do que uma mudança de nome, uma mudança constante de vida. Como todos os santos, conseguiu corresponder ao belo chamado do Senhor. São Miguel Febres deu o seu testemunho até o último instante. Quando, no Equador, rompeu-se a perseguição aos cristãos e um grande levante anticlerical, por obediência este santo foi para a Europa. Lá, ele pôde lecionar línguas. Em 1910, ele partiu para a glória. Suas últimas palavras foram: “Jesus, José e Maria, eu vos dou o meu coração e a minha alma”. Palavras essas que bem representam toda uma vida entregue nas mãos de Deus. Rezemos, pedindo a intercessão desse santo para que a nossa vida seja assim também - São Miguel Febres, rogai por nós

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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