Marcel Van, irmão espiritual de Santa Teresinha

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014


Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! Hoje vamos conhecer um pouco mais sobre o jovem vietnamita Marcel Van, agraciado com o dom de poder dialogar com Jesus, Maria e Santa Teresinha.
A sua família era profundamente cristã. Passou uma infância feliz. Data marcante foi a sua primeira comunhão: “Num instante, tornei-me como uma pequena gota de água perdida no meio do oceano. Agora, só resta Jesus e eu; e eu sou apenas o pequeno nada de Jesus”. A essa altura, tendo somente 6 anos, nasce-lhe um desejo: “Queria tornar-me padre para anunciar a Boa Nova aos não crentes. Tomei a resolução de ser uma flor sem fruto a fim de espelhar perfume por toda a minha vida”. Mas aos 7 anos, pela extrema pobreza da sua família, é levado para uma “Casa de Deus”, instituição criada no final do século XVIII pelas Missões Estrangeiras para instruir os fiéis, tendo como fim um possível futuro ingresso no seminário. Porém, o jovem Van, por ser novo e pobre, acaba sendo explorado pelos responsáveis e rapazes mais velhos. A sua fé profunda indispõe os outros. Chegam a abusar dele. Entristecido por esse ambiente deplorável, foge. Acaba vendido como escravo antes de fugir novamente. Passa pela terrível escola da humilhação e da mendicidade.
No final de 1940, Van confessa-se. É-lhe dito: “Se Deus te enviou a Cruz, é sinal de que Ele te escolheu”. Na missa de Natal, experimenta uma alegria intensa: “Encontrei o tesouro mais precioso da minha vida… Por que razão os meus sofrimentos me parecem tão belos? (…) Já não tinha medo de sofrer. Deus confiava-me uma missão: a de mudar o sofrimento em felicidade…”. Em 1942 entra no seminário. É nessa altura que fará a descoberta que muda a sua vida. Encontra e lê “História de uma alma” de Santa Teresa do Menino Jesus. Tem 14 anos. “Compreendi que Deus é Amor e que o Amor vive de todas as formas de Amor. Posso, pois, santificar-me através das pequenas ações… um sorriso, uma palavra ou um olhar, desde que tudo seja feito por Amor. Que felicidade! Já não receio tornar-me santo. Encontrei, por fim, o meu caminho de santidade”. Van não será padre, mas torna-se religioso redentorista. Rebenta, entretanto, a guerra entre o Vietnam e a França, desembocando na divisão do país. É nessa ocasião que Marcel Van opta por ser testemunha de Jesus, oferecendo-se como voluntário para ir para Hanói, capital do norte do país, que ficara sob o regime comunista. Consequentemente, é preso em 1955. Declara:  Nada me pode retirar a arma do Amor… Decido ir, para que haja alguém que ame a Deus no meio dos comunistas… A minha morte tornar-se-á vida para muitos. A minha morte marcará o início da paz para o Vietnam.” 
Com apenas 27 anos, começa a sua agonia. Por não renegar a sua fé é acusado de propaganda reacionária, sentenciado a 15 anos num campo de reeducação. Mas nem assim vacila: “Sou vítima do Amor e o Amor é toda a minha felicidade”. Entre as centenas de detidos, ele é a luz e o reconforto de todos: “É bem necessário que me dê aos outros… Deus fez-me saber que cumpro a Sua vontade”. Porque não apresenta evolução na sua “reeducação”, as medidas endurecem-se contra ele. É mantido isolado, acorrentado, não tem direito a visitas nem correio.  Morre esgotado a 10 de Julho de 1959. Tem 31 anos. A sua causa de beatificação já foi introduzida como confessor da fé.
Como vimos antes, o encontro espiritual de Marcel com Santa Teresinha muda toda a sua vida. É uma união extraordinária que passa a viver com a jovem santa carmelita de quem recebe a graça de ouvir a sua voz e que o trata por “irmãozinho”. Teresinha lhe confia o segredo da sua experiência: “Não temas jamais a Deus… Ele só sabe amar…”.
Ao evocar sua infância feliz em Nfiam-Giao, escreve:
“Mais tarde, quando experimentei a miséria, quando passei pelo crisol do sofrimento, então aquela rosa de Amor se mostrará a mim, virá ao meu encontro, me dará a conhecer o meu destino. Também me ensinará que o sacrifício é o testemunho mais evidente do verdadeiro amor; o que quer dizer que, se amamos a Deus com todo o coração, é preciso que aceitemos Sua vontade com alegria. Mas essa vontade de Deus é muito misteriosa; não traz somente alegrias, e tampouco traz sempre tristezas. Vivendo muitos sofrimentos, Teresa foi santa.
Em Quang-Uyên, em outubro de 1942, escreve:
“Para mim, Teresa será minha irmã”.
Mais tarde, testemunha:
“Ao pronunciar estas palavras, minha alma foi invadida por um tal movimento interior de felicidade que fiquei atordoado e incapaz de reagir a qualquer pensamento meu. Fiquei totalmente sob o domínio de uma força sobrenatural que inundava a minha alma de uma alegria indizível. Esta força me impulsionava a ir para o pé da montanha.
Impulsionado por uma força espiritual que me guiava, corri ao pé da montanha, a alma transbordando de uma alegria que não podia expressar senão por cantos variados e milhares de saltos infantis... Saltava de pedra em pedra, de gramado em gramado, gritando minha alegria, lançando no ar todos os cantos que conhecia de cor em vietnamita, em thô, em francês e em chinês. Ó, como expressar com palavras humanas o gozo imenso que desfrutava neste momento!”.
Queridos irmãos, queridas irmãs, semana que vem vamos conhecer a causa de tão grande alegria...
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Um comentário:

  1. Marcel Van, mais um filho amado de Deus, recebeu sua missão e nada temeu. fez tudo por amor a Deus.

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