Testemunho de Leila : Eu vi Nossa Senhora! - 25/06/2002

quarta-feira, 13 de novembro de 2013


Leila, 52 anos, é viúva e mãe de três filhos. Mora no Líbano, na Planície de Bekaa. Quando decidiu vir a Medjugorje, tinha o coração despedaçado pela angústia e pela tristeza. Foi a irmã quem a incentivou a vir. Mas, por causa do peso que a oprimia, veio como um autômato, sem nenhuma convicção. O marido morrera de câncer no fígado, havia quatro anos. Depois de sua morte, ela parou de rezar, não vivia mais. Fugia de todos e fechava-se numa revolta e tristeza aparentemente sem saída. No quarto dia da peregrinação, telefonou à irmã, desesperada: “Não sei o que vim fazer aqui, sinto-me terrivelmente mal. O pior é que aí no Líbano também é terrível, não encontro paz. Melhor seria se tivesse ficado em casa!”. A irmã tratou de encorajá-la, assegurando-lhe que, acompanhada por outros, estava rezando muito para que ela encontrasse a paz. Também oferecia Missas e Vias-Sacras em sua intenção.
Sexta-feira passada, 10 de maio, Leila estava junto à Cruz Azul (ao pé da Colina das Aparições), afastada da multidão que se encontrava reunida na Igreja para o Rosário. Chegou também uma amiga do seu grupo, que propôs rezarem um terço. Leila sentou-se numa pedra e a amiga noutra e rezaram em silêncio, para respeitar a oração de pessoas francesas que haviam chegado. Então Leila, no coração, clamou à Virgem todo o seu sofrimento, dizendo: “Por que me deixastes vir aqui se ainda sofro mais do que no Líbano? Vede que não tenho paz. Peço-Vos, ajudai-me! E se vedes alguma coisa que bloqueia a paz no meu coração, suplico-Vos que ma tireis, porque á já não suporto mais. Abençoai-me, dai-me um sinal! Se me libertardes, prometo rezar um Terço todos os dias da minha vida pela alma do meu marido”. O céu estava muito nublado, tinha chovido. Por volta das 18h30m, Leila levantou os olhos e, surpresa, viu o sol se movimentar e brilhar com uma intensidade jamais vista. No entanto, podia fixar os olhos nele sem os molestar. Parecia que o sol crescia e pulsava, indo e vindo em sua direção, num movimento semelhante ao de um coração que bate. Transformou-se numa hóstia imensa e, depois, a Virgem apareceu, de braços aberto, como para acolher alguém. Estava vestida de branco, resplandecente de luz e, junto dEla, havia uma cruz luminosa. Depois, apareceu Jesus, junto de Nossa Senhora, com a coroa de espinhos. Leila via somente o Seu rosto, ensanguentado. Ele olhava para Leila, que se pôs a chorar, não querendo acreditar no que seus olhos viam. Ficou assim, de olhos fixos nEle durante 20 minutos, sem poder fazer o menor movimento. A amiga ouviu-a dizer em voz alta, várias, vezes, em libanês: “Não partais, fica ainda!”. Por seu lado, outras pessoas presentes, entre as quais alguns franceses, viam o memo, mas sem o rosto de Cristo. Depois deste acontecimento, Leila só conseguia repetir: “Obrigada, meu Deus, pela graça que me destes!”.
Não desejo dar a descrição detalhada do que Leila viu, e menos ainda pronunciar-me sobre esta manifestação particular. Mas, se a árvore se reconhece pelos frutos, todos nós vemos que Leila se tornou outra pessoa. A paz invadiu-a profundamente, a oração voltou a brotar do seu coração e, sobretudo, eu terrível bloqueio em relação ao marido desfez-se. Pela primeira vez, Leila pôde conceder o perdão que nunca tinha dado antes, perdoar os anos de sofrimento conjugal que este falecimento tinha como que encerrado no seu coração, sem possibilidade de sair de lá. Pouco importa o que Leila viu com seus olhos, mas uma coisa é certa: tornou-se leve e sua felicidade é indizível! A paz interior finalmente invadiu-a! nessa mesma noite, telefonou à irmã para lhe dizer, chorando de alegria: “Eu vi Nossa Senhora! Eu vi Jesus!”.
Muitas pessoas, como Leila, ficam encerradas na revolta e na amargura depois da morte de alguém que lhes é próximo, quando não puderam perdoar-se mutuamente durante a vida dessa pessoa. Muitos pensam então que já é tarde demais para fazer as pazes, creem ter perdido definitivamente a oportunidade de se reconciliar com o defunto que agora á não pode falar-lhes. Daqui resultam graves perturbações na alma, de que o maligno se serve facilmente, muitas vezes até levar ao desespero a pessoa que ainda ficou nesta vida. Mas as graças de Deus não são limitadas pelo tempo e pelas circunstâncias! Com Ele, nunca é demasiado tarde, sobretudo para a misericórdia. Como é importante fazer a paz, tanto com o mortos, como com o vivos! Deus concede esta graça de libertação; é preciso desejá-la e pedi-la. Do outro lado, o falecido vê agora as coisas de forma muito diferente. O erro está em fixar a imagem do morto no estado em que estava quando nos deixou, como se a sua morte fosse o seu ponto final. Ora, o que se passa com ele é muito diferente; sua saída deste mundo transformou-o profundamente, mais profundamente que qualquer conversão espetacular o teria feito na terra. Mesmo que ainda sofra no Purgatório, ama agora todos os homens com um amor puro, sem manchas, totalmente insulado por Deus; agora já não pode mais pecar, deseja para os seus o que o próprio Deus deseja: com toda a sua alma, desposa e ama a vontade de Deus. Assim, as más recordações que poderiam persistir no coração dos que ficam, por assim dizer, “caducam”; portanto, é importante que se libertem delas o mais rapidamente possível. Em Medjugorje, encontram-se numerosas pessoas de luto. Eu constato que a Mãe de Deus intervém com poder para consolar Seus filhos. Ela varre as velharias que paralisam tantos corações. Basta pedir-Lhe e abrirmo-nos sinceramente a esta graça de renovação; então a vida se infiltrará nestes corações, como mostra a experiência de Leila (geralmente sem visões nem manifestações extraordinárias!).
Fonte: Irmã Emmanuel - Childrenofmedjugorje
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