“Ó! MALDITO RESPEITO HUMANO! COMO TU ARRASTAS ALMAS PARA O INFERNO!... - LITURGIA DIÁRIA , 21 DE NOVEMBRO DE 2013

quinta-feira, 21 de novembro de 2013


 
“Ó! MALDITO RESPEITO HUMANO! COMO TU ARRASTAS ALMAS PARA O INFERNO!...

POR SÃO JOÃO MARIA VIANNEY

 
Esse triste relativismo é uma tendência muito em voga nos tempos atuais, sobretudo no que diz respeito aos valores inegociáveis da fé católica e às perseguições que a Igreja sofre. Ao invés de se indispor com o mundo, a pessoa prefere não tomar partido de nenhuma situação, para que possa agradar a todos, mesmo que isso signifique negar a verdade. O Catecismo da Igreja Católica denuncia que essa é uma atitude genuinamente diabólica: "a impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, a de um pseudo-messianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e de seu Messias que veio na carne", (Cf. CIC 675)
 
De uns tempos pra cá, a fé acerca do Juízo Final e da existência do demônio tem se tornado obsoleta. Muitíssimas pregações dão enfoque apenas à afabilidade de Deus e à sua misericórdia. Com efeito, uma vez que se exclui a justiça divina e a sedução diabólica da catequese cristã, abre-se caminho à banalização do mal, pois se o cristianismo já não prega sobre o inferno, mas apenas sobre a ternura de Deus, isso significa que já não é mais necessária uma mudança de vida para se enquadrar nos desígnios de Deus. Afinal de contas, se Deus é amor e tudo perdoa, concluem alguns, qual o sentido de se preocupar com o pecado?
 
O perfil do Anticristo, segundo o teólogo Cardeal Giacomo Biffi, apresenta "altíssimas demonstrações de moderação, de desinteresse e de ativa beneficência". Além disso, é um pacificista nato, com grandes preocupações ecológicas e humanitárias. De Cristo, nega peremptoriamente a moral, pois, de acordo com sua concepção, ela seria causa de divisões. Em linhas gerais, ele traz uma promessa de libertação e triunfo político, ou seja, um messianismo secularizado, qual propõe algumas correntes teológicas por aí. Esse falso misticismo foi condenado pelo Magistério da Igreja diversas vezes como, por exemplo, na encíclica Divini Redemptoris do Papa Pio XI sobre o comunismo ateu
 
Ora, acaso não está cada vez mais comum encontrar cristãos que pregam o amor, mas são incapazes de protestar contra o aborto? Pessoas que fazem campanhas e propõem prisões a agressores de animais, mas sequer se importam com o mendigo na porta da casa? Ou então aqueles católicos que dizem amar Jesus, mas são negligentes com o pecado, sem perceber que com isso eles são também responsáveis pelas chagas de Cristo na cruz? Ora, denunciou o então Cardeal Joseph Ratzinger na Via-Sacra de 2005, "não se pode continuar a banalizar o mal, quando vemos a imagem do Senhor que sofre" . E no entanto, o mal é o que mais se pratica hoje, e por pessoas que se dizem cristãs!

 
 
Segue abaixo , pregação do Cura D'Ars :
 
"Não há nada, meus irmãos, de mais glorioso e de mais honrável para um cristão do que carregar o nome sublime de filho de Deus, de irmão de Jesus Cristo. Da mesma forma, não há nada de mais infame do que ter vergonha de manifestar isso todas as vezes que surge a ocasião. Não, meus irmãos, não nos admiremos ao ver os hipócritas demonstrarem o quanto podem um exterior de piedade para atrair sobre si a estima e os louvores do homem, enquanto que seus pobres corações são devorados pelo pecado mais infame. Estes cegos gostariam de gozar das honras que estão inseparáveis da virtude, sem ter o trabalho de praticá-las. Além do mais, não nos admiremos ainda menos ao ver bons cristãos esconder o tanto quanto podem suas boas obras aos olhos do mundo, temendo que a glória inútil se insinue em seu coração e que os vãos aplausos dos homens lhes façam perder o mérito e a recompensa delas. Entretanto, meus irmãos, onde encontraremos uma covardia mais criminosa e uma abominação mais detestável que, professando crer em Jesus Cristo..., na primeira ocasião violamos as promessas que lhe fizemos sobre as fontes sagradas do batismo? Ah! infelizmente, o que nos tornamos? Quem é Aquele que renegamos? Aí de mim!, abandonamos nosso Deus, nosso Salvador, para nos dispor entre os escravos do demônio, que nos engana e que busca apenas nossa perda e nossa infelicidade eterna. Ó! maldito respeito humano! Como tu arrastas almas para o inferno!...

 

[...] Com efeito, em que acabou toda a fúria dos perseguidores da Igreja, dos Neros, dos Maximianos, dos Dioclecianos, e de tantos outros que acreditaram que, pela força de suas armas, eles conseguiriam fazê-la desaparecer da terra. Ocorreu totalmente o contrário, o sangue de tantos mártires serviu, como diz Tertuliano, apenas para fazer florescer a religião mais do que nunca, e seu sangue parecia uma semente que produzia o cêntuplo. Infelizmente! que lhes fizestes esta bela e santa religião para eles a perseguirem tanto, visto que somente ela pode tornar o homem feliz sobre a terra? Infeliz deles! Quantas lágrimas e quantos gritos eles lançam agora nos infernos, aonde eles reconheceram tão claramente que esta religião, contra a qual eles se lançaram, tê-los-ia conduzido ao céu. Entretanto, lamentos inúteis e supérfluos!

 

Vejam ainda estes outros ímpios que fizeram tudo o que podiam para destruir nossa santa religião por seus escritos, tais como Voltaire, Jean-Jacques Rousseau, Diderot, d'Alembert, Volney e tantos outros, que passaram suas vidas apenas a vomitar por seus escritos tudo o que o demônio podia lhes inspirar. Aí deles! Eles fizeram muito mal, é verdade; eles perderam almas, arrastaram muitas delas com eles para os infernos; mas eles não puderam destruir a religião como eles acreditavam; eles se chocaram contra esta pedra sobra a qual Jesus Cristo edificou sua Igreja e que deverá durar até o fim do mundo. Onde estão agora estes pobres ímpios? Infelizmente!, no inferno, aonde eles choram sua desgraça e a de todos aqueles que eles arrastaram com eles. Não falemos nada ainda, meus irmãos, destes últimos ímpios, que, sem se mostrar abertamente como inimigos da religião, visto que eles praticam ainda alguns pontos exteriores dela, mas que, apesar disso, vocês ouvem de tempos em tempos fazerem pequenas chacotas sobre a virtude ou a piedade daqueles que eles não têm a coragem de imitar. Digam-me, meu amigo, que lhe fez esta religião que você recebeu de seus ancestrais, que a praticaram tão fielmente diante de seus olhos, que lhe disseram tantas vezes que somente ela poderia gerar a felicidade do homem sobre a terra, e que, a abandonando, poderíamos ser somente como desgraçados? E aonde você pensa, meu amigo, que sua pequena impiedade o conduzirá? Infelizmente!, meu amigo, para o inferno, para fazer você chorar tua cegueira

 

Não falemos nada ainda destes cristãos que são cristãos apenas de nome, que cumprem seu dever de cristãos de um modo tão miserável que eles lhes fariam morrer de compaixão. Vejamos um deles, durante sua oração feita com aborrecimento, dissipação, desrespeito. Vejamo-los na igreja, sem devoção; o ofício começa sempre mais cedo, e acaba sempre tarde demais; o padre ainda não desceu do altar, e eles já estão do lado de fora. Quanto à frequência aos sacramentos, não temos que falar sobre isso: se eles se aproximam deles por vezes, é com certa indiferença que anuncia que eles não conhecem de forma alguma o que eles estão fazendo. Tudo o que tem relação com o serviço de Deus é feito com um desgosto assustador. Meu Deus! Quantas almas perdidas para sempre! Ó meu Deus! Como o número daqueles que entrarão no reino dos céus é pequeno, visto que há tão poucos que fazem o que devem para merecê-lo

 

Entretanto, vocês me dirão agora: Quem são, portanto, aqueles que se tornam culpáveis de respeito humano? Meus irmãos, escutem-me um instante, e ireis saber. Inicialmente, dir-lhes-ei com São Bernardo, que de qualquer lado que consideramos o respeito humano, que é a vergonha de cumprir seus deveres de religião por causa do mundo, todos nos  mostram o desprezo e a cegueira. Digo, meus irmãos, que a vergonha de fazer o bem, o medo de ser desprezado ou de ser repreendido por alguns ímpios infelizes, ou alguns ignorantes, é um desprezo terrível que fazemos da presença do bom Deus, diante do qual estamos e que poderia no mesmo instante nos lançar no inferno. Por que é, meus irmãos, que estes maus cristãos ficam bravos com vocês e fazem de vossa devoção algo ridículo? Infelizmente! Meus irmãos, eis a verdadeira razão: é porque não tendo a força de fazer o que vocês fazem, vocês incitam o remorso de suas consciências; entretanto, estejam certos de que no coração, eles não vos desprezam, ao contrário, eles vos estimam muito

 

Quando eles precisam de um bom conselho, ou de pedir uma graça junto do bom Deus, não é àqueles que agem como eles que eles irão recorrer, mas àqueles que eles repreenderam, ao menos em palavras. Você tem vergonha, meu amigo, de servir ao bom Deus temendo ser desprezado? Contudo, meu amigo, olhe então Aquele que morreu sobre esta cruz, pergunte-lhe então se ele teve vergonha de ser desprezado, e de morrer do modo mais vergonhoso sobre esta cruz infame. Ah! Como somos ingratos com Deus... Ó, meu Deus! como o homem é cego e desprezível ao temer um miserável o que dirão disso, e não temer ofender um Deus tão bom. Em segundo lugar: digo que o respeito humano nos faz desprezar todas as graças que o bom Deus nos mereceu por sua morte e sua paixão. Sim, meus irmãos, pelo respeito humano, aniquilamos todas as graças que o bom Deus nos tinha destinado para nos salvar. Ó! maldito respeito humano, como arrastas almas para o inferno! Em terceiro lugar: digo que o respeito humano contém a cegueira mais desprezível. Infelizmente! não prestamos atenção ao que perdemos. Ah! meus irmãos, que infelicidade para nós, nós perdemos nosso Deus, que ninguém nunca poderá substituir. Nós perdemos o céu com todos os seus bens e seus prazeres! Mas há outra desgraça, é que tomamos o demônio como nosso pai, e o inferno com todos os seus tormentos como nossa herança e nossa recompensa. Trocamos nossas doçuras e nossas alegrias eternas por sofrimentos e lágrimas...Meu Deus, ainda podemos continuar a pensar e viver como escravos do mundo? – [FONTE : Sermons du vénérable serviteur de Dieus, Jean-Baptiste-Marie Vianney, curé d'Ars. Tome Ie, Librarie Victor Lecoffre, Paris, 1883]

 

 
LITURGIA DO DIA 21 DE NOVEMBRO DE 2013
PRIMEIRA LEITURA (ZC 2,14-17)

LEITURA DA PROFECIA DE ZACARIAS - 14“Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. 15Muitas nações se aproximarão do Senhor, naquele dia, e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti. 16O Senhor entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém. 17Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habitação” - Palavra do Senhor

SALMO RESPONSORIAL  (LC 1,46-55)

O PODEROSO FEZ POR MIM MARAVILHAS, E SANTO É O SEU NOME

— A minh’alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador,

— pois ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e Santo é o seu nome

— Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos

— Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos

— Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre

EVANGELHO (MT 12,46-50)

PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO + SEGUNDO MATEUS - Naquele tempo, 46enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” - Palavra da Salvação
 
 

 

 
Mensagem de Nossa Senhora em 02/02/2012 - "Queridos filhos; Eu estou com vocês por tanto tempo e já há muito tempo Eu tenho indicado a presença de Deus e Seu Infinito Amor a vocês. Que Eu desejo que todos vocês venham a conhecer. E vocês, Meus filhos? Vocês continuam surdos e cegos quando vocês olham o mundo ao seu redor e não querem ver onde ele está indo sem o Meu Filho. Vocês estão renunciando a Ele – e Ele é a fonte de todas as graças. Vocês Me escutam enquanto Eu estou falando para vocês, mas seus corações estão fechados e vocês não estão Me ouvindo. Vocês não estão rezando ao Espírito Santo para iluminar vocês. Meus filhos, o orgulho tem se tornado a regra. EU estou apontando a humildade para vocês. Meus filhos, lembrem-se que somente uma alma humilde brilha com pureza e beleza porque ela chegou a conhecer o Amor de Deus. Somente uma alma humilde torna-se Paraíso, porque o Meu Filho está nela. Obrigada. Novamente, EU imploro a vocês para rezarem por aqueles que Meu Filho escolheu – que são seus pastores" Mensagem de Nossa Senhora em Medjugorje

 

A IGREJA CELEBRA HOJE , APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA NO TEMPLO - A memória que a Igreja celebra hoje não encontra fundamentos explícitos nos Evangelhos Canônicos, mas algumas pistas no chamado proto-evangelho de Tiago, livro de Tiago, ou ainda, História do nascimento de Maria. A validade do acontecimento que lembramos possui real alicerce na Tradição que a liga à Dedicação da Igreja de Santa Maria Nova, construída em 543, perto do templo de Jerusalém . Os manuscritos não canônicos, contam que Joaquim e Ana, por muito tempo não tinham filhos, até que nasceu Maria, cuja infância se dedicou totalmente, e livremente a Deus, impelida pelo Espírito Santo desde sua concepção imaculada. Tanto no Oriente, quanto no Ocidente observamos esta celebração mariana nascendo do meio do povo e com muita sabedoria sendo acolhida pela Liturgia Católica, por isso esta festa aparece no Missal Romano a partir de 1505, onde busca exaltar a Jesus através daquela muito bem soube isto fazer com a vida, como partilha Santo Agostinho, em um dos seus Sermões: “Acaso não fez a vontade do Pai a Virgem Maria, que creu pela fé, pela fé concebeu, foi escolhida dentre os homens para que dela nos nascesse a salvação; criada por Cristo antes que Cristo nela fosse criado? Fez Maria totalmente a vontade do Pai e por isto mais valeu para ela ser discípula de Cristo do que mãe de Cristo; maior felicidade gozou em ser discípula do que mãe de Cristo. E assim Maria era feliz porque já antes de dar à luz o Mestre, trazia-o na mente”.  A Beata Maria do Divino Coração dedicava devoção especial à festa da Apresentação de Nossa Senhora, de modo que quis que os atos mais importantes da sua vida se realizassem neste dia . Foi no dia 21 de novembro de 1964 que o Papa Paulo VI, na clausura da 3ª Sessão do Concílio Vaticano II, consagrou o mundo ao Coração de Maria e declarou Nossa Senhora Mãe da Igreja - Nossa Senhora da Apresentação, rogai por nós!

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