A TRADIÇÃO DA IGREJA CATÓLICA - LITURGIA DO DIA 25 DE NOVEMBRO DE 2013

domingo, 24 de novembro de 2013


A TRADIÇÃO DA IGREJA CATÓLICA
Os verdadeiros amigos do povo não são revolucionários, nem inovadores, mas tradicionalistas"[Papa PIO X. Nostre charge apostolique: sobre os erros do Sillon n. 39]

No mundo cristão existe uma verdadeira fé, isto é, uma fé divina, fundada na palavra de Deus, contida em ambos Testamentos. Mas há também uma palavra de Deus não escrita, que se chama tradição divina e apostólica. Antes de Moisés não existia palavra de Deus escrita. Durante mais de dois mil anos os verdadeiros fiéis não se conservaram na verdadeira religião senão pelas tradições. Os mesmos apóstolos pregaram o Evangelho antes que [ele] fosse escrito; e por isso dizia São Paulo aos tessalonicenses: Meus irmãos, guardai as tradições que aprendestes, seja com nossos discursos, seja com nossas cartas [II. II. 14]
O que pregava de viva voz não tinha menos força e autoridade do que aquilo que escrevia; e não se pode negar que há muitas coisas que foram reveladas e que não estão na Escritura; e existe, sem dúvida, obrigação de crê-las
Por isso, a Igreja católica, apostólica e romana sempre reconheceu uma palavra de Deus não escrita. Se vê, disse São João Crisóstomo, pela passagem de São Paulo na Segunda Epístola aos Tessalonicenses que os apóstolos nos ensinaram muitas coisas que não estão na Escritura, e que temos obrigação de crer : Hine patet quod non omnia per epistolam tradita sunt; et multa alia etiam sine litteris; eadem fide tam ista quam illa digna sunt [Orat. IV]
Santo Agostinho protesta em alto tom que não acreditaria no Evangelho sem a autoridade da Igreja: Ego vero Evangelio non crederem, nisi Ecclesiae catholicae me commoveret auctoritas [Epist. CLVII]
Temos de ter cuidado de guardar na Igreja católica o que tem sido acreditado em todo o lugar, sempre e por todos: In ipsa catholica Ecclesia magnopere curandum est, ut id teneamus, quod ubique, quod semper, quod ab omnibus creditum est
“Cada um deles [os gnósticos] está tão pervertido que, falsificando a regra da verdade, não cora de vergonha ao pregar a si mesmo. E quando, por nossa vez, os levamos à tradição que vem dos apóstolos e que é conservada nas várias igrejas, pela sucessão dos presbíteros, então se opõem à tradição, dizendo que, sendo eles mais sábios do que os presbíteros, não somente, mas até dos apóstolos, foram os únicos capazes de encontrar a pura verdade” – [SANTO IRINEU DE LIÃO. Contra as heresias , liv. 3, cap. 2, n. 1-2]
“Já que muitos, porém, são os que consideram serem de Cristo e que, apesar disto, entre eles mesmos há quem pense diversamente dos que os antecederam, devemos observar a pregação da Igreja que nos foi transmitida pela ordem de sucessão desde os Apóstolos e que nela permanece até hoje, somente crendo naquela verdade que em nada discorde da tradição eclesiástica e apostólica” - [ORÍGENES. De principiis. liv. 4, Prólogo, n. 2 , século III]
“Na Igreja Católica deve-se ter o maior cuidado para manter aquilo em que se crê em todas as partes, sempre e por todos. Isto é o verdadeiro e propriamente católico, segundo a ideia de universalidade que se encerra na mesma etimologia da palavra. Mas isto se conseguirá se nós seguimos a universalidade, a antiguidade e o consenso geral. Seguiremos a universalidade se confessamos como verdadeira e única fé a que a Igreja inteira professa em todo o mundo; a antiguidade, se não nos separamos de nenhuma forma dos sentimentos que notoriamente proclamaram nossos santos predecessores e pais; o consenso geral, por último, se, nesta mesma antiguidade, abraçamos as definições e as doutrinas de todos, ou de quase todos, os Bispos e Mestres
A autoridade do Apóstolo se manifestou, então, com maior severidade: 'Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema' (Gl 1,8). E por que disse São Paulo 'ainda que nós' e não 'ainda que eu mesmo'? Porque quis dizer que se inclusive Pedro, André, João ou o colégio dos Apóstolos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. Tremendo rigor que, para afirmar a fidelidade à fé primitiva, não exclui nem a si mesmo nem aos outros apóstolos” – [VICENTE DE LÉRINS. Commonitorium: notas para conhecer a verdadeira fé. cap. 2 e 8]
“Assim se reforça o ensinamento dos nossos santos Padres, ou seja, a tradição da Igreja Universal, que de um extremo ao outro da terra acolheu o Evangelho. Assim nos tornamos seguidores de Paulo que falou em Cristo, do divino colégio apostólico e dos santos Padres, mantendo as tradições que recebemos. [...]. Aqueles, pois, que ousam [...] inventar novidades, ou repelir alguma coisa do que foi confiado à Igreja [...]; ou que ousam transtornar com astúcia e engodo algo das legítimas tradições da Igreja universal [...], nós decretamos que, se bispo ou clérigo , sejam depostos, se monges ou leigos, sejam excluídos da comunhão” – [II CONCÍLIO DE NICÉIA. Sétima seção: definição a respeito dos sagrados ícones. Dz 602-603 , século VIII]
“Querendo percorrer sem obstáculos a via reta e régia da divina justiça, devemos guardar como tochas sempre a brilhar, que iluminam os nossos passos que são segundo Deus, as definições e o pensamento dos santos Padres. [...]. Por isso, professamos observar e guardar as regras transmitidas à Igreja santa, católica e apostólica seja pelos santos e celebérrimos Apóstolos, seja pelos concílios universais e locais dos bispos ortodoxos, seja por qualquer Padre falando por Deus e doutor da Igreja; [...] pois o grande Apóstolo Paulo nos exorta abertamente a manter as tradições que temos recebido, tanto pela palavra como por carta, dos Santos que brilharam no passado” – [IV CONCÍLIO DE CONSTANTINOPLA. Décima seção: cânones. cân. 1. Dz 650-652 , século IX]
[...] “promulgou primeiro por sua própria boca Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, e mandou logo que fosse pregado por ministério de seus Apóstolos a toda criatura, como fonte de toda salutar verdade e de toda disciplina de costumes; e vendo perfeitamente que esta verdade e disciplina se contém nos livros escritos e nas tradições não escritas que, transmitidas como de mão em mão, tem chegado até nós desde os apóstolos, que as receberam ou bem dos lábios do mesmo Cristo, ou bem por inspiração do Espírito Santo; seguindo os exemplos dos Padres ortodoxos, como igual afeto de piedade e igual reverência [este Concílio] recebe e venera todos os livros, tanto do Antigo como do Novo Testamento, já que o mesmo Deus é o autor de ambos, e também as tradições mesmas que pertensem ora a fé ora aos costumes, foram oralmente por Cristo ou pelo Espírito Santo ditadas e por contínua sucessão conservadas na Igreja Católica" – [CONCÍLIO DE TRENTO. Seção IV: decreto sobre os livros sagrados e as tradições a serem acolhidas. Dz 1501 , século XVI]
[...] “O Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de Pedro para que manifestassem, por sua revelação, uma nova doutrina, mas para que com a sua assistência custodiassem santamente e expusessem fielmente a revelação transmitida aos apóstolos, isto é, o depósito de fé" – [CONCÍLIO VATICANO I. Pastor aeternus. cap. 12, n. 13 , século XIX]
“Muitas vezes, permite também a divina Providência que homens justos sejam desterrados da Igreja Católica por causa de alguma sedição muito turbulenta dos [homens] carnais. E se suportam com paciência tal injustiça ou contumélia, mirando pela paz eclesiástica, sem introduzir novidades cismáticas nem heréticas, ensinarão aos demais com que verdadeiro afeto e sincera caridade devem servir a Deus. O anseio de tais homens é o regresso, passada a tempestade, ou, se não lhes autorizam a voltar, porque não terminou o temporal ou há indicíos de que se enfureçam ainda mais com seu retorno, se conservam na firme vontade de mirar pelo bem dos mesmos agitadores, a cuja sedição e turbulência cederam, defendendo até morrer, sem originar separações, e ajudando com seu testemunho a manter aquela fé que sabem que se prega na Igreja Católica. A estes coroa secretamente o Pai, que vê o interior oculto. Rara parece essa classe de homens, mas exemplos não faltam, e ainda são mais do que se pode acreditar" – [AGOSTINHO DE HIPONA. A verdadeira religião. cap. 6, n. 11 , século IV] 
[...] “segundo o que podemos deduzir da profecia de Daniel e do Apocalipse de São João, a Igreja terá de ser perseguida em todo o mundo durante três anos e meio. Assim que, tomando estas palavras em sentido espiritual, quando vemos a abominação da desolação onde não deve estar, isto é, quando vemos que reina a heresia e outros pecados semelhantes em meio daqueles que parecem consagrados aos mistérios divinos, então os que continuam na Judéia, isto é, na confissão da verdadeira fé, devem progredir tanto mais na virtude quanto sejam os que veem ir pelos amplos caminhos do vício” – [SÃO BEDA O VENERÁVEL, In Marcum. 4, 42 . século VIII]




LITURGIA DO DIA 25 DE NOVEMBRO DE 2013
PRIMEIRA LEITURA (DN 1,1-6.8-20)

INÍCIO DA PROFECIA DE DANIEL - 1No terceiro ano do reinado de Joaquim, rei de Judá, Nabucodonosor, rei da Babilônia, avançou sobre Jerusalém e pôs-lhe cerco; 2o Senhor entregou em suas mãos Joaquim, rei de Judá, e parte dos vasos da casa de Deus, e ele os levou para a terra de Senaar, para o templo de seus deuses, depositando os vasos no tesouro dos deuses. 3Então o rei ordenou ao chefe dos eunucos, Asfenez, para que trouxesse, dentre os filhos de Israel, alguns jovens de estirpe real ou de família nobre, 4sem defeito físico e de boa aparência, preparados com boa educação, experientes em alguma ciência e instruídos, e que pudessem estar no palácio real, onde lhes deveriam ser ensinadas as letras e a língua dos caldeus. 5O rei fixou-lhes uma ração diária da comida e do vinho de sua mesa, de tal modo que, assim alimentados e educados durante três anos, eles pudessem no fim entrar para o seu serviço. 6Havia, entre esses moços, filhos de Judá, Daniel, Ananias, Misael e Azarias. 8Ora, Daniel decidiu secretamente não comer nem beber da mesa do rei por convicções religiosas, e pediu ao chefe dos eunucos que o deixasse abster-se para não se contaminar. 9Deus concedera que Daniel obtivesse simpatia e benevolência por parte do mordomo. Este disse-lhes: “Tenho medo do rei, meu Senhor, que determinou alimentação e bebida para todos vós; 10se vier a perceber em vós um aspecto mais abatido que o dos outros moços da vossa idade, estareis condenando minha cabeça perante o rei”. 11Mas disse Daniel ao guarda que o chefe dos eunucos tinha designado para tomar conta dele, de Ananias, Misael e Azarias: 12“Por favor, faze uma experiência com estes teus criados por dez dias, e nos sejam dados legumes para comer e água para beber;13e que à tua frente seja examinada nossa aparência e a dos jovens que comem da mesa do rei, e, conforme achares, assim resolverás com estes teus criados”. 14O homem, depois de ouvir esta proposta, experimentou-os por dez dias. 15Depois desses dez dias, eles apareceram com melhor aspecto e mais robustos do que todos os outros jovens que se alimentavam com a comida do rei. 16O guarda, desde então, retirava a comida e bebida deles para dar-lhes legumes. 17A esses quatro jovens Deus concedeu inteligência e conhecimento das letras e das ciências, e a Daniel, o dom da interpretação de todos os sonhos e visões. 18Terminado, pois, o prazo que o rei tinha fixado para a apresentação dos jovens, foram estes trazidos à presença de Nabucodonosor pelo chefe dos eunucos. 19Depois de o rei lhes ter falado, não se achou ninguém, dentre todos os presentes, que se igualasse a Daniel, Ananias, Misael e Azarias. E passaram à companhia do rei. 20Em todas as questões de sabedoria e entendimento que lhes dirigisse, achava o rei neles dez vezes mais valor do que em todos os adivinhos e magos que haviam em todo o reino - Palavra do Senhor

SALMO RESPONSORIAL (DN 3,52S)
                         
A VÓS LOUVOR, HONRA E GLÓRIA ETERNAMENTE!

— Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais. A vós louvor, honra e glória, eternamente! Sede bendito, nome santo e glorioso. A vós louvor, honra e glória, eternamente!

— No templo santo onde refulge a vossa glória. A vós louvor, honra e glória, eternamente! Em vosso trono de poder vitorioso. A vós louvor, honra e glória, eternamente!

— Sede bendito, que sondais as profundezas. A vós louvor, honra e glória, eternamente! E superior aos querubins vos assentais. A vós louvor, honra e glória, eternamente!

— Sede bendito no celeste firmamento. A vós louvor, honra e glória, eternamente!

EVANGELHO (LC 21,1-4)

PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO + SEGUNDO LUCAS - Naquele tempo, 1Jesus ergueu os olhos e viu pessoas ricas depositando ofertas no tesouro do Templo. 2Viu também uma pobre viúva que depositou duas pequenas moedas. 3Diante disso, ele disse: “Em verdade vos digo que essa pobre viúva ofertou mais do que todos. 4Pois todos eles depositaram, como oferta feita a Deus, aquilo que lhes sobrava. Mas a viúva, na sua pobreza, ofertou tudo quanto tinha para viver” - Palavra da Salvação








Mensagem de Nossa Senhora em 02/01/2012 – “Queridos filhos; com maternal preocupação Eu olho dentro de seus corações, neles Eu vejo dor e sofrimento; Eu vejo um passado ferido e uma busca incessante; Eu vejo Meus filhos que desejam serem felizes mas não sabem como. Abram-se ao Pai. Este é o caminho para a felicidade, o caminho pelo qual Eu desejo conduzi-los. Deus o Pai nunca deixa os Seus filhos sozinhos, especialmente na dor e no desespero. Quando vocês compreenderem e aceitarem isto, vocês serão felizes. Sua busca irá terminar. Vocês amarão e não terão medo. Suas vidas serão esperança e verdade que é Meu Filho. Obrigada. Eu imploro a vocês, rezem por aqueles que Meu Filho escolheu. Não os julguem porque vocês todos serão julgados” – Mensagem de Nossa Senhora em Medjugorje



A IGREJA CELEBRA HOJE , SANTA CATARINA DE ALEXANDRIA - Neste dia lembramos a vida desta santa que é inspiradora e protetora de um Estado brasileiro: Santa Catarina. Nascida em Alexandria, recebeu uma ótima formação cristã. É uma das mais célebres mártires dos primeiros séculos, um dos Santos Auxiliadores. O pai, diz a lenda, era Costes, rei de Alexandria. Ela própria era, aos 17 anos, a mais bonita e a mais sábia das jovens de todo o império; esta sabedoria levou-a a ser muitas vezes invocada pelos estudantes. Anunciou que desejava casar-se, contanto que fosse com um príncipe tão belo e tão sábio como ela. Esta segunda condição embargou que se apresentasse qualquer pretendente. “Será a Virgem Maria que te procurará o noivo sonhado”, disse-lhe o ermitão Ananias, que tinha revelações. Maria aparece, de fato, a Catarina na noite seguinte, trazendo o Menino Jesus pela mão. “Gostas tu d’Ele?”, perguntou Maria. -”Oh, sim”. -”E tu, Jesus, gostas dela?” -”Não gosto, é muito feia”. Catarina foi logo ter com Ananias: “Ele acha que sou feia”, disse chorando. -”Não é o teu corpo, é a tua alma orgulhosa que Lhe desagrada”, respondeu o eremita. Este instruiu-a sobre as verdades da fé, batizou-a e tornou-a humilde; depois disto, tendo-a Jesus encontrado bela, a Virgem Santíssima meteu aos dois o anel no dedo; foi isto que se ficou chamando desde então o “casamento místico de Santa Catarina”. Ansiosa de ir ter com o seu Esposo celestial, Catarina ficou pensando unicamente no martírio. Conta-se que ela apresentou-se em nome de Deus, diante do perseguidor, imperador Maxêncio, a fim de repreendê-lo por perseguir aos cristãos e demonstrar a irracionalidade e inutilidade da religião pagã. Santa Catarina, conduzida pelo Espírito Santo e com sabedoria, conseguiu demonstrar a beleza do seguimento de Jesus na sua Igreja. Incapaz de lhe responder, Maxêncio reuniu para a confundir os 50 melhores filósofos da província que, além de se contradizerem, curvaram-se para a Verdade e converteram-se ao Cristianismo, isto tudo para a infelicidade do terrível imperador. Maxêncio mandou os filósofos serem queimados vivos, assim como à sua mulher Augusta, ao ajudante de campo Porfírio e a duzendos oficiais que, depois de ouvirem Catarina, tinham-se proclamado cristãos. Após a morte destes, Santa Catarina foi provada na dor e aprovada por Deus no martírio, tendo sido sacrificada numa máquina com quatro rodas, armadas de pontas e de serras. Isto aconteceu por volta do ano 305. O seu culto parece ter irradiado do Monte Sinai; a festa foi incluída no calendário pelo Papa João XXII (1316-1334) - Santa Catarina de Alexandria, rogai por nós!

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