Superstições

quarta-feira, 23 de outubro de 2013


       


Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! Em Medjugorje são muitos os peregrinos que, ao encontrarem o Deus Vivo, experimentam a verdadeira liberdade dos filhos de Deus e, em consequência, ficam livres de tantas coisas que nos enganam ou iludem. Assim, entre outras coisas, deixam, aos pés da Gospa, as suas superstições.

A Gospa coleciona pêndulos

Sessenta peregrinos de Paris tinham passado cinco dias em Medjugorje e, verdadeiramente, a graça havia agido poderosamente em seus corações. Todos tinham-se confessado, até os mais renitentes; a Gospa podia julgar-se feliz com o resultado. Mas o que não se previra foi o golpe do padre Luciano, um franciscano italiano que, sem querer, criou uma confusão no grupo.
“Venha falar da Bíblia para nós”, lhe pedira inocentemente Geneviève B.
Na última noite, o grupo inteiro está suspenso em seus lábios, porque esclarecimentos inesperados jorram de sua boca. Enquanto comenta a primeira das “10 Palavras” – Não terás outro Deus além de mim – eis que se lança numa descrição impressionante dos ídolos que o nosso mundo paganizante propõe hoje e nos quais as pessoas acreditam com total inconsciência. Nomeia todos eles. Alguns peregrinos começam a ficar irrequietos, ninguém escapa da afiada Palavra de Deus. Todos os seus ídolos, pequenos ou grandes, são colocados às claras e se torna mesmo necessário pensar sobre tudo isso!
O Padre Luciano havia colocado o pé num formigueiro. Mas o ponto alto da noite foi quando ele disse ao acaso:
“Por exemplo, algum de vocês por acaso tem um pêndulo?”
As pessoas entreolham-se, hesitam, agitam-se, cai um mal-estar sobre a assembleia, quando, de repente, uma religiosa, das mais piedosas, tira do bolso um pêndulo, dizendo:
“Sim! Eu!”.
Cinquenta e nove pares de olhos convergem para ela e todos começam a rir. Sua coragem anima os mais hesitantes e muitos, uns após os outros, tiram um pêndulo da bolsa ou do bolso. Sessenta peregrinos e quase sessenta pêndulos!
Foi uma noite longa, muito longa, a mais longa da peregrinação, pois houve umas cinquenta confissões antes do avião da manhã.
Movido por uma inspiração súbita, o padre Luciano havia atingido um dos pontos nevrálgicos da nossa sociedade e, como um bom pastor, tinha afastado suas ovelhas de uma fonte de água poluída que as destruía, para levá-las à prodigiosa fonte de vida, que é a Palavra de Deus.
“É simples”, explica o padre no início daquela noite passada em claro devido às numerosas absolvições, “o homem está frequentemente ávido de conhecimentos. Mas somente Deus dá o verdadeiro conhecimento,  aquele que leva à vida,  à  união de amor com Ele. Mas satanás é esperto e tira proveito desta avidez do homem (para não dizer da mulher) para propor-lhe algo que é parecido com o conhecimento: ele propõe informação. Desde o Gênesis vemos a sua estratégia: Mas como?! Deus proibiu que vocês comessem desta fruta? Não é assim! Seus olhos se abrirão, vocês terão o conhecimento! Serão como deuses!
Diante dessa sedução, dessa atração, Eva está pronta a trocar sua união com Deus pelo ‘conhecimento’. Come da fruta e, naquele exato momento, a morte entra no mundo! Hoje acontece o mesmo. O velho truque de satanás está cada vez mais eficaz. Na Bíblia, a Palavra de Deus é límpida como a água que sai da rocha em relação a tudo o que se refere a adivinhação, aquisição de ‘informações’ por meios espíritas (cf Dt 18,9-12). Isto é uma ‘abominação’. Existem muitos versículos nos quais Deus adverte seu povo contra esses caminhos de morte pelos quais ele se perde no contato com os pagãos.
No que diz respeito aos pêndulos e outros objetos semelhantes que, supostamente, trazem informações, o trecho mais significativo encontra-se em Oseias 4,12, no qual Deus censura os sacerdotes e o povo por abandonarem a ele, que é o Deus Vivo, para entregarem-se à prostituição: Meu povo consulta o seu pedaço de madeira e o seu bastão faz-lhe revelações, porque um espírito de prostituição os seduziu; eles se prostituíram, afastando-se de seu Deus.
E o padre Luciano continuou:
“Conseguiram levá-los a acreditar que uma bola de papel machê, um anel na ponta de um fio ou um pedaço de pau fossem capazes de captar informações que lhes iriam fazer bem! Mas o que faz o pêndulo movimentar-se? O magnetismo movimenta a minha bússola para mostrar-me o norte. Portanto, não a utilizo para encontrar a alma-irmã, a felicidade ou as chaves que perdi. Mas o que faz o pêndulo girar? Como é que uma bolinha de papel machê pode servir de painel indicador para andar nos caminhos de Deus? São João me dá quatro condições para andar na luz: romper com o pecado, observar o mandamento de Deus (o do Amor), preservar-se do mundo e preservar-se dos anticristos (cf 1Jo 3-4).
Se procuro indicações para ser feliz (dinheiro, amor, sucesso), é preciso constatar objetivamente que, no que diz respeito ao amor, a experiência prova que o pêndulo dá errado com os assuntos do coração. Para a saúde, se funcionasse, seriam reembolsados os seguros-saúde. Para o dinheiro, pode ser que funcione, mas com a ajuda de quem? Deveria eu pagar o preço de terríveis angústias ou ideias suicidas? Só Deus é gratuito. Para mim, filho do Pai, basta supor que aquilo que faz girar o pêndulo possa ofender meu Pai para que eu não precise de explicações nem de demonstrações para me abster disso, porque tenho receio de ofender o Pai. Eu O amo e amo a Sua Providência. Pêndulo ou Providência... escolham!
Hoje existe uma corrida às informações a qualquer custo. Satanás sussurra a mesma mentira desde o tempo do Jardim do Éden: Você deve saber tudo, venha comigo porque o teu Deus está escondendo coisas de você. Não! Não troque a sua alma, a sua vida eterna por essas falsas luzes! Em Jesus temos tudo, Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida: A vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o Deus único e verdadeiro, e aquele que enviaste, Jesus Cristo(Jo 17,3).
Se Nossa Senhora chorou abundantes lágrimas, dizendo: Vocês esqueceram a Bíblia, é porque Ela está vendo morrer os filhos do Seu amor. É o grito de uma mãe que vê o destruidor aproximar-se do seu pequenino e seduzi-lo, porque ele não tomou a espada da Palavra de Deus para abatê-lo”.
Naquela noite, aquilo que antes parecia aos peregrinos um tesouro precioso tornou-se desprezível. Nos anos seguintes, muitos deles retornaram a Medjugorje e todos declararam o quanto esta “renúncia” os havia libertado: o pêndulo, que tinha tomado o lugar de um ídolo sem que eles se dessem conta, os mantivera em escravidão. Mas a Gospa os havia libertado deste laço!

*A Bíblia nunca faz alusão aos 10 “mandamentos” de Deus, mas às suas 10 “palavras”. Trata-se de 10 palavras que dão a vida e impedem a morte.
Fonte: "Medjugorje anos 90 - O Triunfo do Coração", por Irmã Emmanuel

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