O VERDADEIRO SÃO FRANCISCO DE ASSIS - LITURGIA DIÁRIA , 06 DE OUTUBRO DE 2013

sábado, 5 de outubro de 2013


O VERDADEIRO SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Hoje fala-se muito em São Francisco de Assis : oras , então que conheçamos verdadeiramente , quem foi este extraordinário santo , a quem Nosso Senhor pediu que RECONSTRUÍSSE A SUA IGREJA !!



São Francisco de Assis é um santo muito conhecido pela devoção popular. Isso tem seu lado positivo, mas também seu lado negativo. Quando uma coisa fica muito conhecida é muito mais fácil de ser distorcida. E isso, infelizmente, tem acontecido com ele. Quem nunca ouviu falar que São Francisco é o santo da ecologia, do bom mocismo, da fraternidade com todos, etc? É muito comum mostrá-lo assemelhado aos hippies. Basta ver um filme sobre ele que, na época, ficou famosíssimo: Irmão Sol, Irmão Lua, do Franco Zeffirelli. Todo a gravidade da personalidade do Poverello é tratada aí como inexistente. Mas quem o conhece para além dos filmes e musiquinhas legais , sabe como ele sabia ser duro


A pobreza,  foi a grande amada de Francisco, ao ponto de ele chamá-la de esposa. Uma esposa exigente e uma bela viúva, pois seu primeiro esposo, fidelíssimo, havia sido o Cristo, morto na Cruz. Quem quiser, portanto, entender o santo de Assis deve mergulhar no mistério da Pobreza, não da pobreza social, que não tem nada a ver , mas no da pobreza de coração, daquela pobreza de que Jesus fala: felizes os pobres de coração porque deles é o Reino dos Céus


Esta pobreza é representada de modo perfeito e total pela Cruz do Senhor. Ela é símbolo do total esvaziamento do Filho de Deus. Portanto, serve como síntese perfeita da vida cristã. É por isso que São Francisco de Assis rejeitará atalhos e falsos caminhos e se tornará um santo do Crucificado. E sua proficiência neste caminho foi tal que ele chegou a receber nos seus membros os estigmas da Paixão


Somente quero dizer que, se quisermos entender Francisco, temos de olhar para algo mais do que a sua aparência e o fato de ele gostar de fazer carícias em animais e de falar com os pássaros. É na sua alma que reside o segredo que dá significado a tudo aquilo que ele fazia. Não o distorçamos. Peçamos, antes, a ele que interceda por nós a fim de que, também a nós, seja dada a graça de uma pobreza interior verdadeira, de um amor violento a Deus e de uma alegria e liberdade profundas!



São Francisco, então, resolveu ir até os maometanos, para tentar convertê-los ou morrer mártir. Foi até as tropas maometanas cantando os versículos do Salmo XXII: “Mesmo que esteja entre as sombras da morte, nada temerei, Senhor, porque Tu estás comigo” (e os protestantes diziam que os católicos desconheciam as Sagradas Escrituras…). É desnecessário dizer que, assim que viram os dois frades, os muçulmanos se precipitaram sobre eles para matá-los. “Sultão! Sultão!“, gritava Francisco com todas as forças. Os guardas julgaram que se tratavam de homens que vinham parlamentar e então acorrentaram e aprisionaram ao santo e ao frade que o acompanhava (o irmão Iluminado), batendo muito nos dois frades, até conduzí-los depois ao acampamento. Levado diante do sultão do Egito, Malek-al-Kamil, São Francisco pregou valentemente o cristianismo, a Santíssima Trindade, e atacou Maomé de modo nada ecumênico. Queriam matá-lo por isso, mas o Sultão não deixou. O sultão era o mesmo que mantinha relações amistosas com Frederico II. Curioso e um pouco cético, não lhe desagradava discutir com um sábio cristão os méritos comparados do Alcorão e do Evangelho. Ordenou, pois, que trouxessem à sua presença os inesperados parlamentares e, para se divertir um pouco, mandou estender na sua frente um tapete cheio de cruzes desenhadas, para obrigar os dois cristãos a pisarem o símbolo sagrado, o que Francisco fez sem a menor hesitação. “Como? Tu caminhas sobre a cruz de Cristo?“, exclamou o muçulmano, troçando. “Não sabes“, respondeu-lhe o santo, “que no Calvário havia várias cruzes, a de Cristo e a dos ladrões? Nós adoramos a primeira, mas, quanto às outras, deixamo-las com todo o gosto para vós, e, se vos apraz semear o chão com elas, por que havemos de ter escrúpulo em pisá-las?“


Os pacifistas modernos — contrários às lutas e às polêmicas — e sempre dispostos a dialogar com os inimigos de Deus e da Santa Igreja, dizem inspirar-se no exemplo de São Francisco. Se fossem sinceros, eles deveriam ir até os inimigos de Deus, e, como São Francisco, pregar a eles a religião verdadeira com destemor, e atacando as falsas religiões, assim como São Francisco atacou Maomé, diante dos maometanos . Se fossem mesmo sinceros imitadores de São Francisco, esses pacifistas deveriam propor, como ele, entrarem numa fogueira junto com os hereges e ateus, para ver quem sairia vivo


Mas, assim como não ouve nenhum disposto a aceitar o desafio de São Francisco, duvido que qualquer padre ou leigo pacifista e ecológico atual enfrentasse o fogo de um palito de fósforo para defender suas heresias . Se reduz a São Francisco á um simples idolatra da natureza , como fizeram acreditar , que o maravilhoso Santo Antonio , seja um reles santo casamenteiro , santo este que tinha dons extraordinários , como por exemplo a bi locação . E porquê estes grandes santos deram e consumiram suas vidas ? Para a salvação das almas , pois é apenas e somente isto que nos importa (ou deveria importar)


No decorrer do verão de 1210, Inocêncio III viu apresentar-se numa audiência um rapaz franzino, de olhar ardente, vestido com a grosseira túnica e capuz dos camponeses da época, a cintura apertada com uma corda e os pés nus dentro de sandálias . O homenzinho começou a falar com uma voz veemente e doce, sem nenhum constrangimento, com a serenidade e a força persuasiva daqueles que se entregaram por completo a um alto desígnio

Ao escutá-lo, em silêncio, o pontífice sentiu-se invadido por uma angústia estranha, mas alegre. Não tivera ele, nessa mesma noite, um sonho que correspondia aos seus mais dolorosos pensamentos? A basílica de São João de Latrão, igreja-mãe da Igreja, oscilava, prestes a desmoronar-se, mas surgia um homem enviado por Cristo, que, sozinho, apoiando-se contra as muralhas vacilantes, impedia a catástrofe. Era um homem magro, jovem, rosto de asceta, olhar inflamado, vestido com um humilde burel, o retrato exato daquele que estava ali de pé na sua frente


Inocêncio III sabia julgar os homens; num instante, esse que tinha diante de si conquistou-lhe a estima. Nenhum orgulho, nenhuma dessas teorias que faziam mais mal do que bem; não pretendia fundar uma nova Ordem nem expor os méritos da Regra que havia elaborado. Quando o interrogavam sobre os seus princípios, citava três frases do Evangelho: aquele em que se diz que, para servir a Cristo, é preciso abandonar todos os bens (Mt XIX, 21); aquela em que se ordena às testemunhas da Palavra divina que partam pelos caminhos sem ouro e sem túnica, sem alforje e sem bordão (Lc IX, 3); e, finalmente, aquela que formula a única lei definitiva: Todo aquele que quiser seguir-me renuncie a si mesmo e tome a sua cruz (Mt XXVI, 24)


Comovido com tanta simplicidade e impressionado pelo espírito de submissão que se notava nas menores palavras do seu visitante, Inocêncio III pensou que a Providência acabava de satisfazer a sua expectativa. Tinha diante de si um desses fiéis do Grande Pobre, tal como o havia desejado. Rompendo por fim o seu longo silêncio, exclamou: “Na verdade, é por meio deste homem piedoso e santo que a Igreja de Deus será restabelecida nas suas bases!”. Depois desceu do seu trono, abraçou aquele pequeno pobre e, dirigindo-se ao reduzido grupo dos discípulos, acrescentou: “Ide com Deus, meus irmãos, e pregai a penitência segundo a inspiração do Senhor. E, quando o Todo-Poderoso vos tiver feito crescer, voltai a procurar-me e eu vos concederei então muito mais do que hoje”


E assim acabava de abrir-se uma admirável página no livro em que a História escreve os grandes acontecimentos da Igreja. Francisco era então um jovem de vinte e oito anos apenas, de estatura que mal chegava à média, magro e dotado de grande distinção. Todos os retratos que se conhecem dele coincidem em mostrá-lo como uma pessoa franzina, de pouca barba, traços regulares e finos, grandes olhos negros e brilhantes, e os lábios entreabertos num sorriso. Mas o mais impressionante de todos esses retratos, o de Cimabue, na igreja de Assis, deixa-nos adivinhar também uma alma meditativa e exigente, um caráter de ferro sob a aparência de doçura


Era generoso, quase até ao excesso, serviçal – com uma simplicidade que vinha do coração -, um desses homens, enfim, tão visivelmente comunicativos que a pessoa mais grosseira não lhes pode resistir. Mas tanta graça ocultava a mais enérgica virtude, uma vontade sem brechas . Não hesitava em dizer aquilo que entendia ser verdadeiro e justo


A sua alma abria-se de todo às forças da natureza, puras e intactas, como aconteceu ao primeiro homem na primeira primavera (não, ele jamais foi esotérico, nem é membro do Greenpace, assim como não é pacifista…) . A fé, que outros teriam reduzido a umas fórmulas ásperas, não era para ele a “secura” dos dogmas e a “dureza” dos mandamentos, mas como um santo que se preze, compreendia-os e por isso a eles se submetia com um fervor alegre e uma gratidão mística


Quando o Senhor fala, quem pensa em afastar-se?, diz o profeta. O Senhor!… Foi Ele que Francisco reconheceu naquele leproso cheio de pústulas que encontrou no caminho e que beijou na boca ; Foi ele que Francisco pressentiu – inefável presença – nas horas de oração solitária nas grutas da montanha; foi a Ele também que em Roma, por ocasião de uma peregrinação, Francisco quis servir durante horas, mendigando entre os mendigos, por humilhação; foi a Ele, sobretudo, que, num dia de deslumbramento e mistério, enquanto orava diante do velho crucifixo bizantino da capela arruinada de São Damião, Francisco ouviu ordenar-lhe com uma voz doce, mas irresistível: “Francisco, vai e reconstrói a minha casa, porque está a ponto de desabar”



Na vida, certos gestos são definitivamente comprometedores, faça-se depois o que se fizer. Sacrificar tudo, abandonar tudo, obedecer a essa ordem que o jovem rico do Evangelho recebera e não escutara: esse é o único modo de ser discípulo d’Aquele que quis ser na terra o mais despojado dos homens, viajante sem bagagens, sem sequer um lugar para reclinar a cabeça. Aos vinte e cinco anos e para sempre, Francisco compreendeu que a sua missão era ser pobre ao lado do maior dos pobres. A partir desse momento, casava-se com a santa Pobreza


(N. Cop: no século XX, a Teologia da Libertação declarou guerra a esta mesma pobreza, e casou-se com a revolução)


Francisco se punha a falar de Deus e da sua justiça, da necessidade da penitência e da renúncia . encontrava almas que vibravam em uníssono e homens que se dispunham a seguir os seus passos



O que prova esse caso da vida de São Francisco é que certos hereges e infiéis nem com o exemplo de um santo como São Francisco se convertem. Nem com a promessa de um milagre. Ora, se nem a santidade de um São Francisco conseguiu converter certos pecadores, não será o diálogo ecumênico , argumentos pseudo teológicos que vai conseguir isso


LITURGIA DO DIA 06 DE OUTUBRO DE 2013
 
PRIMEIRA LEITURA (HAB 1,2-3; 2,2-4)

LEITURA DA PROFECIA DE HABACUC - 2Senhor, até quando chamarei, sem me atenderes? Até quando devo gritar a ti: “Violência!”, sem me socorreres?
3Por que me fazes ver iniquidades, quando tu mesmo vês a maldade? Destruições e prepotência estão à minha frente; reina a discussão, surge a discórdia.
2,2Respondeu-me o Senhor, dizendo: “Escreve esta visão, estende seus dizeres sobre tábuas, para que possa ser lida com facilidade. 3A visão refere-se a um prazo definido, mas tende para um desfecho, e não falhará; se demorar, espera, pois ela virá com certeza, e não tardará. 4Quem não é correto, vai morrer, mas o justo viverá por sua fé” - Palavra do Senhor

SALMO RESPONSORIAL

NÃO FECHEIS O CORAÇÃO; OUVI VOSSO DEUS!

— Vinde, exultemos de alegria no Senhor,/ aclamemos o Rochedo que nos salva!/ Ao seu encontro caminhemos com louvores,/ e com cantos de alegria o celebremos!
— Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra,/ e ajoelhemos ante o Deus que nos criou!/ Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor,/ e nós somos o seu povo e seu rebanho,/ as ovelhas que conduz com sua mão.
— Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:/ “Não fecheis os corações como em Meriba,/ como em Massa, no deserto, aquele dia,/ em que outrora vossos pais me provocaram,/ apesar de terem visto as minhas obras”

SEGUNDA LEITURA (2TM 1,6-8.13-14)
                                       
LEITURA DA SEGUNDA CARTA DE SÃO PAULO A TIMÓTEO - Caríssimo: 6Exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. 7Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e sobriedade . 8Não te envergonhes do testemunho de Nosso Senhor nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus. 13Usa um compêndio das palavras sadias que de mim ouviste em matéria de fé e de amor em Cristo Jesus . 14Guarda o precioso depósito, com a ajuda do Espírito Santo, que habita em nós - Palavra do Senhor

EVANGELHO (LC 17,5-10)

PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO, + SEGUNDO LUCAS

Naquele tempo, 5os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!”

6O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria . 7Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ 8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber?’ 9Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’ – Palavra da salvação


MENSAGEM DE NOSSA SENHORA EM MEDJUGORJE - “Queridos filhos! EU chamo vocês para este tempo ser para todos vocês um tempo de testemunho. Vocês, que vivem no Amor de DEUS e têm experimentado Seus Dons, testemunhem-nos com suas palavras e vida, que elas possam ser alegria e encorajamento para os outros na fé. EU estou com vocês e incessantemente intercedo diante de DEUS por todos vocês, que sua fé possa ser sempre viva e alegre, e no Amor de DEUS. Obrigada por terem respondido ao Meu Chamado” - MENSAGEM DE NOSSA SENHORA EM 2 DE SETEMBRO DE 2011




A IGREJA CELEBRA HOJE , SANTA FAUSTINA - A misericórdia divina revelou-se manifestamente na vida desta bem-aventurada, que nasceu no dia 25 de agosto de 1905, em Glogowiec, na Polônia Central. Faustina foi a terceira de dez filhos de um casal pobre. Por isso, após dois anos de estudos, teve de aplicar-se ao trabalho para ajudar a família . Com dezoito anos, a jovem Faustina disse à sua mãe que desejava ser religiosa, mas os pais disseram-lhe que nem pensasse nisso. A partir disso, deixou-se arrastar para diversões mundanas até que, numa tarde de 1924, teve uma visão de Jesus Cristo flagelado que lhe dizia: “Até quando te aguentarei? Até quando me serás infiel?” Faustina partiu então para Varsóvia e ingressou no Convento das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia no dia 1 de agosto de 1925. No convento tomou o nome de Maria Faustina, ao qual ela acrescentou “do Santíssimo Sacramento”, tendo em vista seu grande amor a Jesus presente no Sacrário. Trabalhou em diversas casas da congregação. Amante do sacrifício, sempre obediente às suas superioras, trabalhou na cozinha, no quintal, na portaria. Sempre alegre, serena, humilde, submissa à vontade de Deus . Santa Faustina teve muitas experiências místicas onde Jesus, através de suas aparições, foi recordando à humilde religiosa o grande mistério da Misericórdia Divina. Um dos seus confessores, Padre Sopocko, exigiu de Santa Faustina que ela escrevesse as suas vivências em um diário espiritual. Desta forma, não por vontade própria, mas por exigência de seu confessor, ela deixou a descrição das suas vivências místicas, que ocupa algumas centenas de páginas . Santa Faustina sofreu muito por causa da tuberculose que a atacou. Os dez últimos anos de sua vida foram particularmente atrozes. No dia 5 de outubro de 1938 sussurrou à irmã enfermeira: “Hoje o Senhor me receberá”. E assim aconteceu . Beatificada a 18 de abril de 1993 pelo Papa João Paulo II, Santa Faustina, a “Apóstola da Divina Misericórdia”, foi canonizada pelo mesmo Sumo Pontífice no dia 30 de abril de 2000 . Santa Faustina, rogai por nós!
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