Maria Simma e as almas do purgatório - parte IV

quarta-feira, 28 de agosto de 2013




POR QUE DEUS PERMITE QUE AS ALMAS DO PURGATÓRIO APAREÇAM?
Algumas pessoas se perguntam se é possível Deus permitir que os mortos apareçam aos vivos. E, embora tudo seja possível à sua bondade, porque permite que coisas tão extraordinárias aconteçam. Não é para satisfazer nossa curiosidade! Se, pela misericórdia de Deus, acontecem fatos extraordinários, é sempre de acordo com o plano divino da salvação. Esse é o ponto de vista em que devemos nos colocar para avaliar os acontecimentos: para todos nós devem ser de proveito espiritual; para os mortos são uma grande consolação, porque, por meio deles, são libertados mais depressa de seu sofrimento. Esses fatos devem nos levar a rezar mais pelas almas do purgatório, a oferecer mais sacrifício por elas e a não nos apegar tanto ao que é terreno durante a nossa vida.
O grande perigo, hoje em dia, é que a vida está boa demais para as pessoas. Precisamos preocupar-nos mais com a vida eterna, pois esta dura para sempre. Que o nosso coração não se apegue tanto às coisas temporais: das coisas passageiras nada podemos levar. Grandes bens, negócios, casa bonita – isso tudo passa e talvez mais depressa do que pensamos; só podemos levar nossas boas obras. Sem dúvida, precisamos dos bens materiais para viver, mas não devemos colocar neles nosso coração, aí está a questão. Esse é o sentido e a finalidade dessas aparições das almas do purgatório e de qualquer outra revelação particular. É por essa única razão que Deus permite esses contatos sobrenaturais. Queira Deus, bom e misericordioso, dar-nos sua bênção e suas graças para delas tirarmos proveito. Os caminhos de Deus são maravilhosos e insondáveis.
Um grande pecador pode tornar-se um grande santo, como prova o exemplo de santo Agostinho. Um Saulo se tornou de repente Paulo.

DEVEMOS TORNAR CONHECIDOS ESSES CASOS OU SILENCIÁ-LOS?
“Por que as almas do purgatório se dirigem justamente à senhora?”, perguntam-me com frequência. Com certeza, não é pela minha piedade. Há pessoas muito mais piedosas que eu. No entanto, não é a elas que as almas se dirigem. Acontecimentos sobrenaturais não são “termômetros de santidade”; a pedra de toque da perfeição é ainda, e permanece, o amor, amor verdadeiro e desinteressado a Deus e ao próximo: sofrer por amor aos outros imitando o Cristo. Sem cruz e sofrimento não podemos passar por esse mundo. Uma alma do purgatório me disse, certa vez: “O sofrimento mais eficaz é aquele que suportamos com paciência e oferecemos, depositando-o nas mãos da Mãe de Deus, para que ela o utilize em benefício de quem quiser, pois ela sabe onde é mais útil e mais necessário”.
Está claro que é muito mais fácil recomendarmos a uma pessoa que sofra com paciência do que suportarmos, nós mesmos, o sofrimento com coragem. Sei muito bem o que é sofrer, mas justamente por ser difícil é que o sofrimento tem tanto valor. Não saberia dizer por que razão as almas do purgatório se dirigem justamente a mim. Certamente, podem dirigir-se também a outras pessoas. Conheci, no Vorarlberg, duas pessoas, aliás, já falecidas, às quais elas se dirigiam. Com certeza, hoje ainda há muitas outras às quais as pobres almas vêm solicitar ajuda, mas que são conhecidas por poucas pessoas. A missão delas é bem diferente da minha.
Seria muito mais fácil manter essas coisas secretas do que torná-las públicas e tomar seu partido, porque encontramos tanta incompreensão e desprezo. Mas, os caminhos de Deus são insondáveis, é preciso grande humildade para conhecê-los e é justamente o que, tantas vezes, falta hoje em dia.

PRIMEIRAS APARIÇÕES
Desde a infância tive grande amor pelas almas do purgatório. E minha mãe também lhes dava muito valor e nos repetia sempre:
“Quando tiverem um pedido importante, dirijam-se às almas, são as ajudantes mais reconhecidas”.
No ano de 1940, pela primeira vez, me apareceu uma alma.
Acordei à noite com alguém indo e vindo em meu quarto. Olhei para ver quem poderia estar ali. Nunca fui medrosa. Seria mais fácil pular em cima de uma pessoa do que ter medo. Vi então, em meu quarto, um estranho andando lentamente de um lado para o outro. Tratei-o com dureza: “Como entrou aqui, o que está procurando?”
Fez como se nada tivesse ouvido e continuou andando de um lado para o outro. “Quem é você?”, perguntei, e como não obtivesse resposta, pulei da cama e quis agarrá-lo. Peguei o ar, não havia nada ali.
Fui para a cama e novamente o vi e ouvi, andando de um lado para o outro. "Agora estou bem acordada", pensei, "vejo e ouço esse homem, por que não posso agarrá-lo?" Mais uma vez levantei-me; aproximei-me lentamente dele, quis pegá-lo e novamente peguei no vazio. Não havia simplesmente nada ali. Dessa vez, comecei a sentir uma certa inquietação. Deitei-me de novo, eram mais ou menos 4 horas da manhã; não voltou mais, mas não consegui mais pegar no sono.
Depois da missa, fui falar com meu diretor espiritual e contei-lhe tudo.
“Se isso lhe acontecer novamente”, instruiu-me com poucas palavras, “não pergunte quem é você, mas o que quer de mim?”. Na noite seguinte, ele voltou: era o mesmo homem da véspera. Perguntei então: “O que quer de mim?”. Dessa vez, respondeu: “Mande celebrar três missas por mim e estarei salvo!” Percebi então que devia ser uma alma do purgatório. Contei ao meu confessor, que o confirmou. De 1940 a 1953 vieram duas a três almas por ano, principalmente no mês de novembro. Não vi nisso nenhuma missão especial. Contei ao vigário da região, Alfonse Matt, que também era meu diretor espiritual. Ele me aconselhou a nunca rejeitar uma alma e tudo aceitar de boa vontade.

EXPIAR POR OUTRAS ALMAS
Finalmente, as almas me pediram para sofrer por elas. Foram sofrimentos pesados. Quando vem uma alma, acorda-me batendo na porta, chamando-me ou puxando-me, e assim por diante. Pergunto-lhe imediatamente: “O que quer?” ou “O que devo fazer por você?”. Só então pode explicar-me o que lhe falta.
Assim perguntou-me uma alma: “Você poderia sofrer por mim?” Pareceu-me estranho, pois até então nenhuma alma me havia pedido tal coisa. Perguntei-lhe então: “Sim, mas o que devo fazer?” Respondeu: “Durante três horas sentirá fortes dores no corpo inteiro, porém, depois dessas três horas, pode levantar-se e continuar seu trabalho como se nada tivesse acontecido. Você pode assim poupar-me 20 anos de purgatório”. Portanto, aceitei. Abateram-se sobre mim tais dores que quase não sabia mais onde estava, embora continuasse consciente de ter aceitado expiação por uma alma e de que esses sofrimentos deviam durar três horas. Parecia-me que essas horas há muito já haviam passado e que, na verdade, tratavam-se de mais de três dias, senão de três semanas. Quando tudo terminou, verifiquei que realmente haviam sido três horas. Muitas vezes tive que sofrer apenas cinco minutos, mas como esse tempo me pareceu longo!

Fonte: “Maria Simma, Segredos revelados pelas almas do Purgatório”, Associação Maria Porta do Céu.

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