Maria Simma e as almas do purgatório - parte III

quarta-feira, 21 de agosto de 2013



“As almas do purgatório preocupam-se muito conosco e com o Reino de Deus. É o que revelam certos conselhos que elas deram a Maria Simma. Os que se seguem são extraídos de suas anotações:
‘Não devemos lamentar os maus tempos de hoje. É preciso dizer aos pais que são eles os principais responsáveis por essa situação. Os pais não podem fazer nada de pior aos seus filhos que realizar-lhes todos os desejos e lhes dar tudo que querem só para que fiquem contentes e parem de gritar. Desta forma, o orgulho pode lançar raízes no coração da criança.
Quando a criança chega à escola não sabe nem rezar um Pai-nosso, nem sequer fazer o sinal da cruz. De Deus não sabe coisa alguma. Os pais desculpam-se dizendo que essa é a obrigação dos catequistas e dos professores de religião. Onde o ensino da religião não começa desde a mais tenra infância, a religião não subsistirá mais tarde. Ensinem a criança a renunciar. Por que há hoje em dia tanta indiferença religiosa? Essa decadência moral? Porque as crianças não aprenderam a renunciar. Tornam-se mais tarde descontentes, pessoas sem moderação que participam de qualquer coisa e querem satisfazer todos os seus desejos. É isso que provoca tantos excessos sexuais, práticas anticoncepcionais e assassinatos no ventre materno. Essas crianças assassinadas clamam vingança ao Céu. Atualmente, em muitos lugares, o seu número ultrapassa o dos nascimentos. A lei contra o aborto deve tornar-se mais rigorosa.
Veem-se meninas de 14 anos já recorrerem ao aborto; todo médico que, através de consultas, descobre um aborto, é obrigado a notificá-lo às autoridades competentes; se não o fizer, grande responsabilidade pesará sobre ele.
Quem não aprendeu a renunciar quando criança, torna-se egoísta, incapaz de amar e despótico. É por isso que hoje em dia há tanto ódio, tanta falta de amor. Se desejamos tempos melhores, comecemos por educar melhor as crianças. Peca-se terrivelmente contra o amor ao próximo, através da maledicência, calúnia e fraudes.
Onde começa tudo isso? No pensamento. Devemos aprender, desde a infância, a banir imediatamente os pensamentos contrários à caridade. Combatamos, no mesmo instante, todo pensamento contrário à caridade e não julgaremos mais os outros sem caridade. Todo católico é chamado a praticar o apostolado; um através da profissão, outro através do exemplo.
Queixamo-nos de que as conversas contra a moral e contra a religião corrompem muitas pessoas. Por que então se calam os outros? Os bons devem também defender as suas convicções e declarar-se cristãos. Ao longo da história da Igreja, a salvação das almas e da civilização cristã jamais foi para os leigos um dever mais urgente e imperioso como nos dias de hoje.
Todos os cristãos deveriam se dispor a procurar e promover o Reino de Deus, pois, do contrário, os homens não serão mais capazes de reconhecer as disposições da Providência. O cuidado com a alma não deve jamais ser sufocado por um cuidado exagerado com o corpo.
A 22 de janeiro de 1955, à noite, ouvi distintamente dizerem bem alto e claro as seguintes palavras: Deus pede reparação! Através de sacrifícios voluntariamente aceitos e oração, muita reparação pode ser feita. Porém, se não aceitamos de bom grado estes sacrifícios, Deus os exigirá à força. Pois é preciso uma expiação’.
Certa vez, em que Maria Simma se perguntava por qual razão as almas se manifestavam a ela em vez de se manifestarem diretamente aos seus parentes, veio uma alma e a censurou severamente, dizendo: Não peque contra as disposições de Deus. Ele distribui as graças a quem quer. Não é por seus méritos que Deus lhe concede isso.
Se fosse questão de mérito, outras mereceriam mais do que você. É verdade que desde pequena você trouxe muito alívio às almas, mas isso também já era uma grande graça. Muitas pessoas teriam aproveitado essa graça bem melhor que você. Ao lado dos santos que fizeram grandes milagres na terra, houve outros maiores, escondidos, que não tinham esse poder, mas que, no entanto, atingiram um grau de santidade ainda maior do que aqueles que faziam milagres.
Não devemos esquecer que, daquele que recebe mais graças, Deus exige mais. Deus quer que lhe peçamos as suas graças; uma oração boa e persistente atravessa as nuvens e será ouvida da maneira mais favorável a quem a faz’.”
 
“Ganhar Deus, é o céu,
Perder Deus, é o inferno,
Quando Deus examina, é o julgamento,
Quando Deus purifica, é o purgatório.”
                                             Hans Urs Von Balthasar

 Fonte: “Maria Simma, Segredos revelados pelas almas do Purgatório”, Associação Maria Porta do Céu.
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