HÁ 110 ANOS, A COROAÇÃO DE SÃO PIO X.....SÃO PIO X , ROGAI POR NÓS

terça-feira, 20 de agosto de 2013

HÁ 110 ANOS, A COROAÇÃO DE SÃO PIO X.....

SÃO PIO X , ROGAI POR NÓS



São Pio X (em italiano: Pio X, latim eclesiástico: Pius PP. X), OFS, nascido Giuseppe Melchiorre Sarto; Riese, 2 de Junho de 1835  Roma, 20 de Agosto de 1914), foi o 257.º Papa. O seu pontificado decorreu de 4 de agosto de 1903 até a data da sua morte. Ficou conhecido como o "Papa da Eucaristia" e foi o primeiro Papa a ser canonizado desde Pio V (1566–72)



10 de agosto de 1903 : « […] O Papa, acompanhado dos cardeais, do pessoal da Corte Pontifícia, dos Guardas Nobres e dos Guardas Suíços, apareceu às 8:30 no pórtico da Basílica. Diante da Porta Santa, Pio X, revestido das vestes pontificais, usando a mitra, está sentado no trono. Os cardeais assentam-se em bancos especiais. Rampolla, Cardeal Arcipreste da Basílica, acompanhado do capítulo e do clero, profere em latim o discurso de costume ao novo Papa. Pio X, em seguida, admite o capítulo e o clero para beijar os múleos. Enquanto isso, o coro da Capela Sistina canta o Tu es Petrus. O Papa, então, é elevado na sede gestatória, rodeado pelos flabelos e precedido pelos dignitários e cardeais. Ele ingressa às 9:30 na Basílica pela porta central. É acolhido pela aclamação da multidão enquanto que da loja da bênção soam as trombetas de prata. A Guarda Palatina presta as honras. O Papa dá sua bênção e faz sinal com a mão para que se fizesse silêncio e parassem as aclamações. Diante do altar do Santíssimo Sacramento, o Papa desce de sede gestatória. Ele permanece alguns minutos em adoração diante do Santíssimo Sacramento, exposto de forma solene. Todos os cardeais ajoelhados formam como que uma coroa em torno dele. A cena é magnífica. […]




Foto de Papa São Pio X quando criança



Os mestres de cerimônias pontifícias vão naquele instante à frente do Papa e queimam estopas por três vezes, clamando: “Santo Padre, assim passa a glória do mundo”. Finalmente, o Papa chega ao altar enquanto o coro da Sistina canta o Ecce sacerdos Magnus. Na abside, à direita e à esquerda do trono, foram construídas tribunas para a família do Papa, os Cavaleiros de Malta, o corpo diplomático, o patriciado romano. […] Depois do Sacro Colégio, os bispos e padres proferem o ato de obediência, os cardeais beijando os pés, os joelhos e o rosto do Papa; os Bispos, os pé e os joelhos; os padres, apenas os pés



A expressão serena do Papa Pio X. Que morte gloriosa! S. José, dai-nos a graça de ter uma Boa Morte!


A missa começa de acordo com o cerimonial das missas papais. Após o canto da epístola e do Evangelho em latim e grego, o Cardeal diácono Macchi, acompanhado pelos auditores da rota e dos advogados consistoriais, chega ao altar, enquanto o Pontífice sobe o trono e recita as ladainhas especiais para a coroação. No momento da elevação, as trombetas de prata ressoam do alto da cúpula, enquanto o Corpo de Armas do Vaticano se ajoelha. A assistência observa um silêncio religioso. Após o Papa ter se assentado em seu trono e comungado com o cerimonial habitual, o diácono e o subdiácono comungam igualmente. A Missa termina, o Papa se levanta novamente na sede gestatória, entre os flabelos, sob um baldaquino suntuoso, e é levado a um pódio especialmente erigido em frente ao altar da confissão. Neste momento, o Cardeal Decano recita a oração do novo Pontífice eleito e, em seguida, o Cardeal subdiácono retira a mitra, enquanto o Cardeal diácono coloca a tiara e pronuncia a entronização. O Papa então lê em voz alta algumas orações, em seguida sobe ao trono e dá a benção solene à assistência, que aclama calorosamente o Pontífice enquanto este atravessa a igreja para se dirigir ao altar da Pietà. O Papa recebe os votos do Sacro Colégio, e, depois, pela escada interior da capela do Santíssimo Sacramento, finalmente entra em seus apartamentos»


Magníficas obras pela restauração da Cristandade
O Cardeal Sarto deixa Veneza rumo ao conclave, onde será eleito Papa



O glorioso, árduo e fecundo pontificado desse Vigário deCristo durou 11 anos. Nesse período, foram lançados mais de 3.000 documentos oficiais, com o objetivo de Instaurare omnia in Christo — conforme seu lema. E tem estreita analogia com esta sua afirmação: “Se alguém pedir uma palavra de ordem, sempre daremos esta e não outra: Restaurar todas as coisas em Cristo

Nesse sentido de restaurar todas as coisas em Cristo, foram numerosas e admiráveis as obras empreendidas pelo Santo Pontífice para defender a Civilização Cristã gravemente ameaçada

Em seu esplêndido livro de memórias, o Cardeal Merry del Val, Secretário de Estado de São Pio X, enumera de passagem algumas dessas obras :

“A reforma da Cúria Romana; a fundação do Instituto Bíblico; a construção de seminários centrais e a promulgação de leis para a melhor disciplina do clero; a nova disciplina referente à primeira comunhão e à comunhão freqüente; o restabelecimento da música sacra; a vigorosa resistência movida contra os fatais erros do chamado modernismo e a corajosa defesa da liberdade da Igreja na FrançaAlemanha, Portugal, Rússia e outros países, sem aludir a outros atos de governo, justificam certamente que Pio X tenha sido destacado como um grande Pontífice e um diretor humano excepcional. Posso testemunhar que todo esse enorme trabalho foi devido principalmente e — muitas vezes — exclusivamente à sua própria idéia e iniciativa. A História haverá de proclamá-lo como algo mais que um Papa cuja bondade ninguém seria capaz de discutir

Os limites que me impus ao traçar estas breves Memórias me impedem de entrar a fundo no estudo das diversas e importantes questões a que mais acima me referi; mas há uma delas cuja importância creio merecer especial atenção neste curto relato, e esta é a compilação do novo Código de Direito Canônico”

O Cardeal, fidelíssimo Secretário de Estado de São Pio X, passa a narrar o intenso trabalho do Santo Padre para reorganizar e aprimorar o novo Código, uma vez que o anterior era um emaranhando confuso, uma legislação que se prestava a diversas interpretações. Foram 11 anos de trabalho quase ininterrupto, mas ao cabo dos quais a admirável codificação ficou praticamente pronta nos últimos dias de São Pio X, em 1914. Seu sucessor, Bento XV, rendeu-lhe uma merecida homenagem, promulgando o novo Código elaborado por seu augusto predecessor

Mansidão do cordeiro, força do leão

Uma palavra a respeito de uma característica em que se destacou no mais alto grau São Pio X: sua extrema bondade, ao lado de uma indomável energia. Sobre isso, nada melhor que darmos a palavra a quem o conheceu mais de perto, e devotadamente o serviu por 11 anos — seu próprio Secretário de Estado, o Cardeal Merry del Val :

“Seria um grande erro crer que esta característica [a bondade] tão atraente de Pio X o retratasse plenamente ou resumisse seus dotes e qualidades; nada mais longe da verdade. Ao lado dessa bondade, e de modo feliz combinada com a ternura de seu coração paternal, possuía uma indomável energia de caráter e uma força de vontade que podiam testemunhar, sem vacilação, os que realmente o conheceram, embora em mais de uma ocasião surpreendesse, e até causasse estranheza àqueles que somente haviam tido ocasião de experimentar sua delicadeza e reserva habituais

Mantinha um absoluto senhorio de si e dominava os impulsos de seu ardente temperamento. Não vacilava em ceder em assuntos que não considerava essenciais, e até estava disposto a considerar e aceitar a opinião de outros se isso não implicasse em risco para algum princípio; mas não havia nele nenhuma debilidade

Quando surgia alguma questão na qual se fazia necessário definir e manter os direitos e liberdade da Igreja, quando a pureza e integridade da verdade católica requeriam afirmação e defesa, ou era preciso sustentar a disciplina eclesiástica contra o relaxamento ou influência mundanas, Pio X revelava então toda a força e energia de seu caráter e o intrépido valor de um grande Pontífice consciente da responsabilidade de seu sagrado ministério e dos deveres que julgava ter que cumprir a todo custo

Era inútil, em tais ocasiões, que alguém tratasse de dobrar sua constância; toda tentativa de intimidá-lo com ameaças, ou de afagá-lo com sedutores pretextos ou recursos meramente sentimentais, estava condenada ao fracasso”

A conjuração do movimento modernista

Esse santo varão, que derramava copiosas lágrimas considerando a paixão da Santa Igreja, era entretanto de uma severidade ímpar contra o mal. Depois de esgotar todos os recursos ao seu alcance para levar alguém à conversão, severamente condenava. Estava sempre disposto a perdoar, por assim dizer, maternalmente. Mas se a pessoa persistisse no erro e, pior, procurasse contaminar outros com seus desvios, o Santo Papa a reprovava energicamente. Foi o que ocorreu quando condenou o movimento modernista — “síntese de todas as heresias”, conforme o definiu —, que se infiltrara sub-repticiamente nas próprias fileiras católicas, com a finalidade de modernizar, adaptar e deturpar inteiramente o ensinamento tradicional da Igreja

Assim, o Santo Padre lançou várias advertências aos mentores desse movimento, os quais não as levaram em consideração, pois se obstinavam no mal e procuravam corromper outros membros da Igreja e até mesmo da alta Hierarquia eclesiástica. Publicou então sua estupenda Encíclica Pascendi Dominici Gregis, de 8 de setembro de 1907, fulminando o modernismo [Ver quadro ao lado]. Tal documento completava a condenação já expressa no Decreto Lamentabili Sane Exitu, de 3 dejulho do mesmo ano

                                                 O neomodernismo de nossos tempos 

Como se pôde observar, vem de há muito a tentativa de infiltração no interior da Santa Igreja, por parte de inimigos velados ou declarados, a fim de “modernizar”, adaptar aos novos tempos e adulterar o Magistério tradicional e infalível da Santa Igreja Católica Apostólica Romana

Peçamos ao ínclito Papa São Pio X o discernimento, a argúcia, a energia e a combatividade que ele teve ao enfrentar destemidamente as raízes dos erros que, em nossos dias, professa o chamado progressismo católico, continuador do modernismo de sua época


Urna mortuária do Papa São Pio X



São Pio X condena o modernismo
Os mais perigosos inimigos da Igreja
“Não se afastará, portanto, da verdade quem os tiver como os mais perigosos inimigos da Igreja. Estes, em verdade, como dissemos, não já fora, mas dentro da Igreja, tramam seus perniciosos desígnios; e por isto, é por assim dizer nas próprias veias e entranhas dela que se acha o perigo, tanto mais ruinoso quanto mais intimamente eles a conhecem. Além de que, não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre as mesmas raízes, que são a Fé e suas fibras mais vitais, é que meneiam eles o machado. Batida pois esta raiz da imortalidade, continuam a derramar o vírus por toda a árvore, de sorte que coisa alguma poupam da verdade católica, nenhuma verdade há que não intentem contaminar. E ainda vão mais longe; pois, pondo em obra o sem número de seus maléficos ardis, não há quem os vença em manhas e astúcias, porquanto fazem promiscuamente o papel ora de racionalistas, ora de católicos, e isto com tal dissimulação, que arrastam sem dificuldade ao erro qualquer incauto; e sendo ousados como os que mais o são, não há conseqüências de que se amedrontem e que não aceitem com obstinação e sem escrúpulos (nº 3) [...]

Já não se trata aqui do velho erro, que à natureza humana atribuía um quase direito à ordem sobrenatural. Vai-se muito mais longe ainda; chega-se até a afirmar [na doutrina modernista] que a nossa santíssima religião, no homemJesus Cristo assim como em nós, é fruto inteiramente da natureza. Nada pode vir mais a propósito para dar cabo de toda ordem sobrenatural” (nº 10). (Encíclica de São Pio X sobre as Doutrinas Modernistas, Pascendi Dominici Gregis, de 8-9-1907, Editora Vozes Ltda, Petrópolis, 1948, pp. 4-5; 10-11)







Era o segundo de dez filhos de uma família rural da província de Treviso. Ordenado em 1858, estudou direito canónico e a obra de São Tomás de Aquino. Em10 de Novembro de 1884 foi elevado a Bispo de Mântua, e em 1896 a Patriarca de Veneza sendo eleito Papa em 4 de Agosto de 1903 com 55 dos 60 votos possíveis no conclave

O seu lema era "Renovar todas as coisas em Cristo", expresso na sua encíclica E Supremi Apostolatus.1 Por esta razão, foi um defensor intransigente daortodoxia doutrinária e governou a Igreja Católica com mão firme numa época em que esta enfrentava um laicismo muito forte e diversas tendências domodernismo, encarado por ele como a síntese de todas as heresias nos campos dos estudos bíblicos e teologia

Pio X introduziu grandes reformas na liturgia e codificou a Doutrina da Igreja Católica, sempre num sentido tradicional e facilitou a participação popular naEucaristia. Foi um Papa pastoral, encorajando estilos de vida que reflectissem os valores cristãos. Permitiu a prática da comunhão eucarística frequente e fomentou o acesso das crianças à Eucaristia quando da chegada à chamada idade da razão. Promoveu ainda o estudo do canto gregoriano e do catecismo(ele próprio foi autor de um catecismo, designado por Catecismo de São Pio X). Criou a Pontifícia Comissão Bíblica e colocou as bases do Código de Direito Canônico, promulgado em 1917 após a sua morte. Publicou 16 encíclicas. No Brasil foi o fundador da Diocese de Taubaté, no Estado de São Paulo, e daArquidiocese de Aracaju em Sergipe

Pio X não receou provocar uma crise com a França quando condenou o presidente francês por visitar Victor Emmanuel III, Rei de Itália, com quem a Igreja estava de más relações desde a tomada dos Estados Papais na unificação italiana, em 1870. Entre as consequências deste embate cita-se a completa separação entre Igreja e Estado em França e a expulsão dos Jesuítas. Teve como secretário de Estado o famoso cardeal Merry del Val

Na lápide do seu túmulo na Basílica de São Pedro no Vaticano, lê-se: A sua tiara era formada por três coroas: pobreza, humildade e bondade. Foibeatificado em 1951 e canonizado em 3 de Setembro de 1954 por Pio XII. A Igreja celebra a sua memória litúrgica no dia 21 de Agosto. É actualmente opatrono dos peregrinos enfermos e é considerado por alguns[quem?],2 como o maior dos Papas do século XX

Foi o único Papa do século XX a ter tido extensa experiência pastoral ao nível da paróquia. Favoreceu o uso de termos vernaculares na catequese. O seu estilo directo e as denúncias de atropelos à dignidade humana não lhe trouxeram grande apoio por parte das sociedades aristocráticas europeias na época pré-Primeira Guerra Mundial



Corpo do Papa São Pio X na ocasião de sua beatificação - 1951





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