SANTA CRUZ : FONTE DE TODAS AS BÊNÇÃOS E ORIGEM DE TODAS AS GRAÇAS - LITURGIA DIÁRIA , 01 DE JULHO DE 2013

segunda-feira, 1 de julho de 2013


SANTA CRUZ : FONTE DE TODAS AS BÊNÇÃOS E ORIGEM DE TODAS AS GRAÇAS

“QUE A NOSSA INTELIGÊNCIA, ILUMINADA PELO ESPÍRITO DA VERDADE, ACOLHA, COM O CORAÇÃO PURO E LIBERTO, A GLÓRIA DA CRUZ QUE SE IRRADIA PELO CÉU E A TERRA” - (SÃO LEÃO MAGNO)

 

O mesmo santo nos diz que a santa cruz “é fonte de todas as bênçãos e origem de todas as graças . Por ela, os que crêem recebem na sua fraqueza a força; na humilhação, a glória; na morte, a vida” . Cantemos, nós também, a glória da Santa Cruz

 

A liturgia da semana santa ao referir-se ao culto à Cruz se expressa dizendo que se trata de uma “solene adoração da santa Cruz”, deixando inclusive a possibilidade de dobrar o joelho diante dela . Penso que essas palavras calaram no coração de mais de um cristão deixando-o pensativo, com maior razão se refletimos naquilo que realizamos: aproximamo-nos da imagem do Cristo crucificado e o beijamos; adoramos a Cristo, a sua Cruz . Na verdade, Cristo e a sua Cruz são identificados nesta liturgia solene

 

Duas perguntas: porque adoramos a Cruz? Porque a beijamos? No Brasil, devido a influência de teorias provindas de ambientes evangélicos não é raro encontrar também entre católicos certa desconfiança e aversão pelo culto às imagens . Hoje eu gostaria de conversar com você sobre esse tema sem uma finalidade defensiva, apologética, mas simplesmente observando o que a liturgia da Igreja nos diz . Tendo em conta que qualquer conseqüência apologética será colateral, quero dialogar especialmente com aqueles católicos que aceitam com toda paz a sua fé celebrada na liturgia . Nós adoramos a Santa Cruz porque ela foi o madeiro no qual o próprio Deus feito homem retirou a maldição do pecado que pesava sobre nós. A cruz era sinal de maldição, suplicio dos culpados e grandes marginais da sociedade. Cristo quis transformar esse sinal de maldição em sinal de benção

 

Mas, contudo, para entender melhor por que adoramos a Santa Cruz é preciso que compreendamos uma realidade : as coisas contêm um significado . Por exemplo: beijar uma pessoa tem distintos significados quando realizado em diversas circunstâncias . Uma criança que dá um beijo na sua mãe quer significar todo o carinho e agradecimento que sente por ela; duas pessoas que se dão os dois beijinhos sociais quando se conhecem não querem significar mais que o prazer que sentem em conhecer-se e celebrar dessa maneira ritual essa nova relação de amizade que começa; dois namorados que se beijam querem expressar o amor que sentem mutuamente . Há beijos que significam pura sensualidade, outros são exposições das escórias e dos desvios humanos . Enfim, um beijo pode significar muito!

 

No caso do beijo à Santa Cruz, trata-se de um beijo que se pode interpretar em relação a outro beijo, aquele que o sacerdote dá ao altar todos os dias ao começar e ao terminar a Santa Missa: um beijo cheio de amor, de respeito, de admiração . O Altar representa a Cristo como a Cruz também o representa . Como as coisas têm um significado, também é preciso que entendamos esse significado em relação à nossa capacidade de captá-lo e de dar significação aos nossos gestos

 

Ao ver uma determinada foto, a nossa mente se dirige naturalmente à pessoa que a foto representa . Hoje em dia, ainda que as fotos em papel sejam mais incomuns, talvez o leitor se lembre daquele beijo que deu numa foto de alguém querido . Nem passa pela minha mente que você queria dar um beijo à foto em si, tenho certeza que você queria dá-lo à pessoa querida representada por ela

 

Dessas considerações, podemos concluir que há pelo menos duas maneiras de olhar uma imagem: vê-la simplesmente enquanto imagem, na sua mera materialidade, ou vê-la enquanto significativa de realidades que ela expressa. A mente humana não fica na primeira maneira de ver uma imagem a não ser que esteja fazendo um estudo sobre a qualidade do papel, a tonalidade das cores etc.

 

A mente humana vê a realidade material e, abstraindo totalmente da matéria que tem diante de si, vai diretamente à realidade que ela representa

 

Trata-se de uma “viagem” que a mente faz desde a imagem à realidade . Sendo assim, quando nós contemplamos umas flores diante do Santíssimo, umas velas acendidas a algum santo, umas toalhas mais vistosas no altar do Senhor, nós não podemos parar na simples materialidade dessas coisas . Deus conhece melhor que nós mesmos como funcionamos . Ele sabe que nós conhecemos e amamos as realidades que não vemos a partir das que vemos . Condescendente com essa nossa maneira de conhecer e de amar é que o Senhor Deus, desde o Antigo Testamento, aborrecendo a idolatria – que consiste em dar às criaturas o lugar que corresponde ao Criador –, foi permitindo pouco a pouco representações materiais de realidades espirituais

 

Nesse sentido, lembremo-nos dos dois querubins de ouro colocados nas extremidades da Arca da Aliança (Ex 25,18-22), da serpente de bronze (Nm 21,1-10), das várias imagens que Deus permitiu que Salomão pusesse no Templo para adorná-lo (I Re 6,23-35.7,29), daquele signo misterioso de Ezequiel (Ez 9,1-7) etc . No entanto, Deus, apaixonado pelo ser humano, não se contentou em permitir representações materiais das realidades espirituais, mas ele mesmo quis ser visto fisicamente pelo homem, “e o Verbo se fez carne” (Jo 1,14)

 

Quem poderia ir contra a materialidade da religião quando o próprio Deus se fez matéria? Quem ainda poderia ir contra as imagens se Cristo é a imagem perfeita do Pai (cf. Cl 1,13-16)? Quem se atreveria a professar um cristianismo puramente espiritual quando Deus quis um sadio materialismo da fé?

 

A pessoa humana é imagem de Deus, compreende através de imagens e as venera, não por causa da sua materialidade, mas porque são expressões das realidades espirituais . Há casos em que essa veneração se identifica com a adoração . Por exemplo, no caso da “solene adoração da Santa Cruz”[1] . Não adoramos, no entanto, a materialidade da Cruz, mas tudo o que ela significa: Cristo crucificado nela, nosso único Senhor e Salvador. Esse contato com a Santa Cruz nesta sexta-feira santa deveria fazer com que pensássemos que estamos entrando em contato com o Mistério do Gólgota, estamos beijando o Senhor no ato central da nossa Redenção

 

Estamos aderindo-nos à Cruz, ao sofrimento, às ignomínias, às afrontas, aos desprezos que Cristo sofre na Cruz . Beijar a Cruz e adorá-la significa entrar em contato com uma realidade muito exigente: pensemos no Cristo sofredor e glorioso e nos submetamos ao seu reinado . Paradoxalmente, esse é um reinado que se manifesta de uma maneira que nos deixa um pouco confusos: um rei lastimado, derrotado, sem coroa a não a ser a de espinhos, sem vestes esplendorosas a não ser o manto de púrpura e de escárnio que depois lhe tiram, sem súditos a não ser Nossa Senhora e outras poucas pessoas que não se envergonharam e permaneceram fiéis . Longe de nós envergonharmo-nos na Cruz do Senhor

 

Nós sabemos – junto com São Paulo – que Cristo crucificado é sabedoria e força de Deus para nós (cf. 1 Cor 1,24) . Eu convido você a participar da Paixão do Senhor com Nossa Senhora . A dor de Nossa Senhora é a dor de uma mãe pelo seu Filho sofredor . É ao mesmo tempo uma dor oferecida a Deus Pai . Maria Santíssima está serena aos pés da cruz porque ela vê o amor com que o seu Jesus abraça a cruz, ela sabe que é a vontade do Pai

 

 

LITURGIA DO DIA 01 DE JULHO DE 2013

PRIMEIRA LEITURA: GÊNESIS 18, 16-33

XIII SEMANA COMUM , (VERDE - OFÍCIO DO DIA DA I SEMANA DO SALTÉRIO) - LEITURA DO LIVRO DO GÊNESIS - De junto ao carvalho de Mambré, 16Os homens levantaram-se e partiram na direção de Sodoma, e Abraão os ia acompanhando. 17O Senhor disse então: "Acaso poderei ocultar a Abraão o que vou fazer? 18Pois que Abraão deve tornar-se uma nação grande e poderosa, e todos os povos da terra serão benditos nele. 19Eu o escolhi para que ele ordene aos seus filhos e à sua casa depois dele, que guardem os caminhos do Senhor, praticando a justiça e a retidão, para que o Senhor cumpra em seu favor as promessas que lhe fez." 20O Senhor ajuntou: "É imenso o clamor que se eleva de Sodoma e Gomorra, e o seu pecado é muito grande. 21Eu vou descer para ver se as suas obras correspondem realmente ao clamor que chega até mim; se assim não for, eu o saberei." 22Os homens partiram, pois, na direção de Sodoma, enquanto Abraão ficou em presença do Senhor. 23Abraão aproximou-se e disse: "Fareis o justo perecer com o ímpio? 24Talvez haja cinquenta justos na cidade: fá-los-eis perecer? Não perdoaríeis antes a cidade, em atenção aos cinquenta justos que nela se poderiam encontrar? 25Não, vós não poderíeis agir assim, matando o justo com o ímpio, e tratando o justo como ímpio! Longe de vós tal pensamento! Não exerceria o juiz de toda a terra a justiça?" 26O Senhor disse: "Se eu encontrar em Sodoma cinquenta justos, perdoarei a toda a cidade em atenção a eles." 27Abraão continuou: "Não leveis a mal, se ainda ouso falar ao meu Senhor, embora seja eu pó e cinza. 28Se porventura faltarem cinco aos cinquenta justos, fareis perecer toda a cidade por causa desses cincos?" "Não a destruirei, respondeu o Senhor, se nela eu encontrar quarenta e cinco justos." 29Abraão insistiu ainda e disse: "Talvez só haja aí quarenta." "Não destruirei a cidade por causa desses quarenta." 30Abraão disse de novo: "Rogo-vos, Senhor, que não vos irriteis se eu insisto ainda! Talvez só se encontrem trinta!" "Se eu encontrar trinta, disse o Senhor, não o farei." 31Abraão continuou: "Desculpai, se ouso ainda falar ao Senhor: pode ser que só se encontre vinte." "Em atenção aos vinte, não a destruirei." 32Abraão replicou: "Que o Senhor não se irrite se falo ainda uma última vez! Que será, se lá forem achados dez?" E Deus respondeu: "Não a destruirei por causa desses dez." 33E o Senhor retirou-se, depois de ter falado com Abraão, e este voltou para sua casa – Palavra do Senhor

SALMO RESPONSORIAL()

REFRÃO: O SENHOR É INDULGENTE, É FAVORÁVEL

1. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores! -R.

 

2. Pois ele te perdoa toda culpa e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão. -R.

 

3. O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. -R.

 

4. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas. Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem. -R.

EVANGELHO: MATEUS 8, 18-22

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, 18Certo dia, vendo-se no meio de grande multidão, ordenou Jesus que o levassem para a outra margem do lago. 19Nisto aproximou-se dele um escriba e lhe disse: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores. 20Respondeu Jesus: As raposas têm suas tocas e as aves do céu, seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça. 21Outra vez um dos seus discípulos lhe disse: Senhor, deixa-me ir primeiro enterrar meu pai. 22Jesus, porém, lhe respondeu: Segue-me e deixa que os mortos enterrem seus mortos - Palavra da salvação

MENSAGEM DE NOSSA SENHORA EM MEDJUGORJE – “Hoje, também, convido-os à oração porque somente na oração poderão compreender a minha vinda aqui. O Espírito Santo os iluminará na oração, a fim de que compreendam que devem converter-se. Filhinhos, desejo fazer de vocês um buquê muito bem preparado para a eternidade, mas vocês não querem aceitar o caminho da conversão, o caminho da salvação que Eu lhes ofereço através destas aparições. Filhinhos, rezem, convertam seus corações e aproximem-se de Mim. Que o bem supere o mal. Eu os amo e os abençôo” – MENSAGEM DO DIA 25.07.95
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