Testemunho de uma irlandesa

quarta-feira, 24 de outubro de 2012



Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! A Irmã Emmanuel envia-nos mais este belo testemunho, dado por Janet, uma peregrina irlandesa:
“Católica desde o berço, eu ia todos os domingos à missa, mas apenas por hábito. O meu marido não era católico, mas de origem hindu. No entanto, tínhamos decidido que os nossos três filhos seriam educados na religião católica, com missa dominical obrigatória, escolas católicas, etc. Eu pensava que era esse o meu dever para com eles. Mas nunca lhes falei de Deus, nunca rezei com eles. Na realidade, eu vivia uma fé exterior e não com o coração. Um cristão tinha-me dito que Jesus não estava presente na hóstia, que crer na presença real era ridículo…e eu acabei por duvidar. Durante a missa pensava em tudo menos em Deus e esperava com certo tédio que terminasse.
Uma amiga muito querida convidava-me: “Vem comigo a Medjugorje!” Acabei por ceder, apesar de tudo. Em maio de 1997 formamos um grupo de seis amigas. No meu espírito, eu partia para um tempo simpático de amizade, para usufruirmos juntas do sol, da natureza, e para trocarmos, entre amigas, as nossas pequenas histórias… Frio! Nem por um segundo me vinha ao espírito ir para rezar.
Os primeiros dias passaram assim. Agradava-me muito a comida, o ar puro, os raios de sol na minha pele… Vivia férias ideais! No terceiro dia, o nosso guia irlandês levou-nos numa velha camioneta muito velha para fora da aldeia, para assistirmos a uma missa do padre Jozo, em Siroki-Brijeg, onde 30 franciscanos tinham sido martirizados durante a guerra de 40.
A igreja, embora espaçosa, estava cheia. Todos os bancos estavam ocupados e os peregrinos compactados em tão grande número nas alas, que era impossível circular. Então fiquei do lado de fora para conversar enquanto me bronzeava ao sol.
Foi então que aconteceu a coisa mais surpreendente…
Um homem, um desconhecido, veio tomar-me pela mão muito gentilmente, e conduziu-me pela ala central, avançando pela multidão sem nenhuma dificuldade, como se a passagem se abrisse naturalmente à frente dele. Colocou-me à frente dos degraus do altar, bem em frente ao padre que ia começar a celebração da missa. Depois, de repente, desapareceu. Eu era a mais bem instalada de todos, parecia-me sonhar, mas ao mesmo tempo, tudo parecia o mais normal do mundo.
Não me recordo do início da missa. Mas quando, depois da consagração, o padre elevou a hóstia, ela tornou-se muito grande aos meus olhos e Jesus nosso Senhor apareceu vivo na hóstia. Ele olhava para o alto. Desde esse momento e durante todo o resto da minha estadia em Medjugorje, não parei de chorar. Depois a minha vida mudou completamente.
Voltando para casa, tomei o hábito de ir todos os dias à missa. Lá recebo todas as minhas forças e alegria de viver. Jesus tornou-se o meu alimento essencial. O meu marido hindu ouviu o relato do meu testemunho com respeito, e apesar da minha grande mudança, não parecia chocado. Aliás, nunca procurei convencê-lo a partilhar a minha fé, porque ele me dava liberdade para praticá-la. Eu rezava muito por ele. Alguns anos mais tarde, um dia quando ia para a missa, ele disse-me simplesmente: ‘Vou contigo!’. Para tornar uma longa história curta, ele é agora batizado católico e nós comungamos a mesma fé.
Ó, como eu quereria recomeçar a minha vida do zero e estar com Jesus ao longo da minha juventude! Como lamento o tempo perdido! Mas não se passa um único dia sem que dê graças a Deus por Se me ter revelado. Agora rezo pelos católicos que são como eu era: mornos! Que Maria toque muitas, muitas almas, para levá-las a Jesus vivo!”
  
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