segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ESCÂNDALO: Vice de Chalita defende descriminalização do aborto

Vice de Chalita defende descriminalização do aborto e afirma que afirma que, se eleita, terá papel destacado na área de Saúde. Para ela, a Prefeitura deve ter uma política de orientação sexual que inclua mecanismos de anticoncepção. http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2012/08/19/vice-de-chalita-defende-descriminalizacao-do-aborto/

Candidata a vice-prefeita de São Paulo na chapa encabeçada por Gabriel Chalita (PMDB) , Marianne Pinotti é filha de José Aristodemo Pinotti, um médico renomado e  ex-secretário de Educação do tucano  José Serra que também atuou na administração do prefeito Gilberto Kassab (PSD) como secretário especial da Mulher.

Entrevistada da semana na série que o Poder Online está fazendo com os candidatos a vice da eleição paulistana, Marianne diz comungar das críticas de Chalita ao governo Kassab, especialmente porque o prefeito não deu continuidade a “tudo que meu pai construiu na gestão Serra”.

Mas em um ponto Marianne pode causar estranheza aos militantes católicos ligados a Chalita: Ela defende a descriminalização do aborto.

Marianne Pinotti afirma que, se eleita, terá papel destacado na área de Saúde. Para ela, a Prefeitura deve ter uma política de orientação sexual que inclua mecanismos de anticoncepção.

Poder Online – A senhora era do PSB, porque seguiu o grupo do Chalita rumo ao PMDB?
Marianne Pinotti – Era secretária de Saúde de Ferraz de Vasconcelos e o prefeito era do PSB, também tinha uma relação de amizade com o Eduardo Campos, governador de Pernambuco, e por causa disso fui para o PSB. Deu certo essa coisa de ser candidata a vice do Paulo Skaf, em 2010. Acabou que ele e o Chalita vieram para o PMDB e eu vim a convite deles e do Michel Temer.

Poder Online – Seu pai, o doutor Pinotti, fez parte da gestão Serra/Kassab. Mas o Chalita é um crítico declarado dessa administração. Não incomoda?
Marianne Pinotti – Não, de forma alguma. Quando meu pai foi secretário de Educação ele construiu um programa muito interessante junto com o Serra que infelizmente foi interrompido pelo atual secretário,  agora candidato a vice, o Alexandre Schneider.  Então tudo que meu pai construiu na administração do Serra não continuou. Por isso não me vejo ligada a essa gestão de forma alguma.

Poder Online – O que a senhora pretende tocar como projeto seu caso seja eleita vice-prefeita?
Marianne Pinotti – Terei uma atuação muito forte na área de Saúde como um todo e um ponto forte na saúde será a saúde da mulher. Têm alguns outros pontos críticos da Saúde em São Paulo, mas um ponto crítico é a saúde da mulher. Temos uma mortalidade materna de 45 por 100 mil mulheres, que é altíssima. Isso mostra que o cuidado com as mulheres não tem sido bom em São Paulo.

Poder Online – A senhora é a favor do aborto?
Marianne Pinotti – Nenhuma pessoa em sã consciência é a favor do aborto. Não sou a favor do aborto, mas não podemos fechar os olhos para os cerca de um milhão de abortos que são feitos no Brasil todos os anos, clandestinamente. Ser a favor ou não ser nem vem ao caso, não sou a favor, mas a gente não pode criminalizar a mulher que desesperada em tantas situações acaba optando por esse caminho. Temos de acolher essas mulheres e prevenir para que isso não aconteça. Uma coisa fundamental é a orientação de nossas adolescentes, porque grande parte desses abortos clandestinos é de adolescentes que não tiveram uma orientação correta.

Poder Online – A senhora conduziria essa bandeira da descriminalização?
Marianne Pinotti – Não vai ser papel da vice-prefeita. Se eu fosse ser deputada talvez pudesse ir por esse caminho. Mas é preciso organizar isso na Prefeitura, uma orientação sexual, de anticoncepção… que é uma missão do SUS. Que os postos de saúde, que os agentes comunitários de saúde, programa saúde da família façam isso com a população toda e que a gente possa diminuir esses níveis de gravidez na adolescência que temos demais e fazer com que o planejamento familiar diminua essa tragédia que temos hoje.

Poder Online – A campanha tem colocado muito peso no papel da TV para tornar o Chalita conhecido. A senhora também não é conhecida do eleitor. Como fará para ajudar nesse processo de apresentação?
Marianne Pinotti – Estou fazendo o possível. A memória do meu pai ajuda. Vejo pelas minhas andanças que as mulheres ainda têm uma memória bem viva do meu pai. Minha impressão é que devo aparecer mais na parte de saúde, aí acho que o vínculo com meu pai é importante.

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