COMO LIBERTAR-NOS DO PECADO, O CÂNCER QUE NOS LEVA À MORTE

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Como libertar-nos do pecado, o câncer que nos leva à morte – Eco de medjugorje

Entre os discursos do Padre Raniero Cantalamessa, pregador oficial do Papa, existe um dirigido aos jovens, que procuramos resumir. A sua reflexão parte da condenação que Jesus faz da hipopcrisia dos escribas e dos fariseus, “ sepulcros caiados”. Estas palavras nos permitem reconhecer-nos como pecadores; mas os cristãos têm uma grande esperança:” Cristo morreu por todos os nossos pecados”, mas ressurgindo, derrubou o muro da morte e abriu-nos as portas da esperança. E S. João acrescenta: “ Aquele que possui esta esperança purifica a si mesmo como Ele é puro” ( 1Jo3). Portanto, partindo da morte e ressurreição de Cristo, devemos purificar-nos, isto é, deixar o pecado. Imaginem uma multidão de condenados a fazerem trabalhos forçados, num campo cinza e tenebroso, que levam uma enorme bola de ferro amarrada aos pés e por isso não podem fugir. Num certo momento chega alguém que toca os ferros, caem as amarras e as pessoas são libertadas, caminham, e não acreditam no entanto que estão livres. Então, assim nós também devemos viver algo semelhante e sentirmos que caem de nós as bolas de chumbo. Imaginemos agora os bons que depois de terem trabalhado todo o dia e chegam à noite enfraquecidos e desmaiados. Vem alguém e lhe solta do carro.. Bem, este carro é o nosso pecado, é o tumor que nos faz morrer para sempre.

 Como podemos ser libertados?

 1) A primeira etapa é reconhecermos o pecado, admitirmos que pecamos e isto não é fácil, porque vivemos interiormente num mundo que fez do pecado a essência da sua vida. O mundo não tem mais medo do pecado e brinca com ele.
A mesma língua italiana inventou expressões para diminuir o pecado, chamando-o de mau hábito, defeitinho, etc., transformando-o assim numa coisa inocente! Vivemos num mundo que tem medo de tudo ( AIDS, guerras, etc) mas não se tem medo do pecado, que é a guerra declarada a Deus, ao Eterno, Àquele que nos tem pelas mãos e ao ponto que, se te largasse por um instante, seríamos um nada. Nós não temos medo disto. Somos todos anestesiados e ao contrário, devemos acordar! A Palavra de Deus nos pede que chamemos o pecado de pecado, que tenhamos consciência que ele existe e é uma coisa séria... O pecado é aquela coisa tremenda que é o ódio, a violência, a injustiça, a pobreza,a luxúria, o abuso... A Palavra de Deus nos diz que se desejamos nos libertar do pecado, devemos reconhece-lo; isto não é uma coisa abstrata, mas o verdadeiro perigo de nossa vida. O mundo dirá o contrário, mas nós sabemos onde nos leva o mundo, que, “tem tudo sob o poder do maligno”(1Jo5). 

2) O segundo passo a compreender: arrepender-se do pecado. Somente o Espirito Santo, que conhece Deus, sabe que coisa é o pecado e o arrependimento. Quando o Espírito Santo vem, em primeiro lugar “convencerá o mundo do pecado”(1Jo156,8), o mundo, isto é, o homem. Arrepender-se significa mudar a mente, o conceito...: mas não é somente substituir um conceito pelo outro; arrepender-se significa substituir o nosso conceito pelo de Deus...; significa atirar-se dentro do abismo do conceito de Deus e dizer: “Senhor, eu não me conheço... Tu sabes tudo de mim... Entrgo-me a esta verdade, aceito o Teu pensamento sobre mim. Este é o milagre de um coração arrependido, que para Deus se torna um palácio... Deus olha o0s corações arrependidos”. Assim, após termos reconhecodo o nosso pecado e termos nos arrependido dele, nos resta cumprir o terceiro passo;

 3) Romper com o pecado definitivamente. Romper com o pecado que nos aprisiona, que atrapalha o nosso relacionamento com Deus... A cadeia deve ser aberta. Esta etapa consiste num dizer um grande “basta” ao pecado. Deus nos convida a um divorcio santo entre nós e o pecado, especialmente aquele pecado que se torna para nós uma prisão e sem a qual temos medo de viver, porque o temos bem junto de nós. Agora devemos decidir: desejo estar com o Evangelho ou comigo mesmo? Este pecado pode ser diferente em cada um de nós, mas está na vida de cada um de nós.
Assim devemos dizer: “ Senhor, ajuda-me Tu, de hoje em diante não desejo fazer mais este pecado!” Podemos recair..., mas será diferente, porque agora o Senhor sabe que o teu coração não está  mais ali... Apenas compreendemos qual é este pecado, é preciso correr a fazer o contrário daquele pecado... Se um homem possui, por exemplo o vício do jogo, para libertar-se não deve dizer: Senhor, de amanhã em diante não jogarei mais, mas deve decidir-se de não jogar agora, neste momento. Assim é possível a libertação. O Senhor nos ajudará, mas é preciso oferecer-lhe a nossa decisão de não repetir aquele pecado. Finalmente o Pai nos convida ao um último passo necessário, para que a nossa libertação seja completa:

4) Destruir o corpo do pecado. Continuando a pecar cada dia, repetidamente, na nossa vida se forma uma crosta calcárea... que se infiltra em nossos atos... Confessando-nos e indo à Missa, isto é eliminado..., mas como a contrição não é sempre perfeita, acontece que fica um pouco de calcáreo que faz volume e forma o coração de pedra... Então precisamos destruir o nosso coração de pedra,aquilo que fizemos anos sozinhos, com os nossos pecados, dizendo não ás bem aventuranças... Devemos chegar até Deus na Santa Confissão para mudar este coração de pedra... Lá onde o Sangue de Cristo, transforma o nosso coração de pedra...; a Paixão de Cristo é uma fornalha: cloquemos nela o nosso coração de pedra, para o vermos dissolvido, e conseguirmos um outro coração... Tornemo-nos livres pela graça de Cristo que morreu por nós.

 Discurso do Padre Raniero Cantalamessa, pregador oficial do Papa, a Poggio Rusco: 3/11/90
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