Aprendendo com o Papa João Paulo II sobre o Rosário

terça-feira, 22 de maio de 2012



Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! Seguimos hoje pinçando mais algumas pérolas extraídas da Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae. 

 O Papa João Paulo II nos fala agora sobre o Configurar-se a Cristo com Maria. “A espiritualidade cristã tem como seu caráter qualificador o empenho do discípulo em configurar-se sempre mais com o seu Mestre (cf. Rom 8, 29; Fil 3, 10.21). No itinerário espiritual do Rosário, fundado na incessante contemplação – em companhia de Maria – do rosto de Cristo, este ideal exigente de configuração com Ele alcança-se através do trato, podemos dizer, ‘amistoso’. Este introduz-nos de modo natural na vida de Cristo e como que faz-nos ‘respirar’ os seus sentimentos. A este respeito diz o Beato Bártolo Longo: ‘Tal como dois amigos, que se encontram constantemente, costumam configurar-se até mesmo nos hábitos, assim também nós, conversando familiarmente com Jesus e a Virgem, ao meditar os mistérios do Rosário, vivendo unidos uma mesma vida pela Comunhão, podemos vir a ser, por quanto possível à nossa pequenez, semelhantes a Eles, e aprender destes supremos modelos a vida humilde, pobre, escondida, paciente e perfeita’.” 

 “O Rosário transporta-nos misticamente para junto de Maria dedicada a acompanhar o crescimento humano de Cristo na casa de Nazaré. Isto permite-lhe educar-nos e plasmar-nos, com a mesma solicitude, até que Cristo esteja formado em nós plenamente (cf. Gal 4, 19).” 

Em seguida, o Papa recorda esta preciosa citação de São Luís Maria Grignion de Montfort, que se encontra no seu Tratado da verdadeira devoção a Maria, do qual o Papa tirou o seu lema episcopal: Totus tuus (ou seja, Todo teu, Maria): ‘Toda a nossa perfeição consiste em sermos configurados, unidos e consagrados a Jesus Cristo. Portanto, a mais perfeita de todas as devoções é incontestavelmente aquela que nos configura, une e consagra mais perfeitamente a Jesus Cristo. Ora, sendo Maria entre todas as criaturas a mais configurada a Jesus Cristo, daí se conclui que de todas as devoções, a que melhor consagra e configura uma alma a Nosso Senhor é a devoção a Maria, sua santa Mãe; e quanto mais uma alma for consagrada a Maria, tanto mais será a Jesus Cristo’. Nunca como no Rosário o caminho de Cristo e o de Maria aparecem unidos tão profundamente. Maria só vive em Cristo e em função de Cristo!” 

João Paulo ainda nos lembra que “se Jesus, único Mediador, é o Caminho da nossa oração, Maria, pura transparência d'Ele, mostra o Caminho. Nas bodas de Caná, o Evangelho mostra precisamente a eficácia da intercessão de Maria, que se faz porta-voz junto de Jesus das necessidades humanas: ‘Não têm vinho’ (Jo2,3).” 

 “O Rosário é ao mesmo tempo meditação e súplica. No Rosário, Maria, santuário do Espírito Santo (cf. Lc1, 35), ao ser suplicada por nós, apresenta-se em nosso favor diante do Pai que a cumulou de graça e do Filho nascido das suas entranhas, pedindo conosco e por nós.”
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