Aprendendo com o Papa João Paulo II sobre o Rosário

terça-feira, 8 de maio de 2012

Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! No final da sua Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae (O Rosário da Virgem Maria), que é um verdadeiro poema nascido de uma alma apaixonada por Maria, o beato João Paulo II faz um comovente pedido: Que este meu apelo não fique ignorado! Tentando atender a este apelo, vamos relembrar alguns trechos preciosos desta Carta de amor. 

O papa nos lembra que, com o rosário, o povo cristão se deixa introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor, e alcança a graça em abundância, como se a recebesse das próprias mãos de Maria. “Com efeito, recitar o Rosário nada mais é senão contemplar com Maria o rosto de Cristo”. 

João Paulo diz ainda: “O Rosário situa-se na melhor e mais garantida tradição da contemplação cristã. Desenvolvido no Ocidente, é oração tipicamente meditativa e corresponde, de certo modo, à ‘oração do coração’ ou ‘oração de Jesus’ germinada no húmus do Oriente cristão”. 

Em seguida, o papa lembra a insistência com que a Mãe de Deus, em suas aparições, exortou o Povo de Deus a esta forma de oração contemplativa. Recordando que “seria impossível citar a multidão sem conta de Santos que encontraram no Rosário um autêntico caminho de santificação”, o papa cita, de maneira particular, o Beato Bartolo Longo, verdadeiro apóstolo do Rosário, cujo caminho de santidade assenta numa inspiração ouvida no fundo do coração: ‘Quem difunde o Rosário, salva-se!’. 

Diz-nos o papa que ninguém se dedicou com tanta assiduidade à contemplação do rosto de Cristo quanto Maria. Veremos, resumidamente, algumas das suas citações sobre esta contemplação da Mãe. “Algumas vezes será um olhar interrogativo, como no episódio da perda no templo; em todo o caso será um olhar penetrante, capaz de ler no íntimo de Jesus, a ponto de perceber os seus sentimentos escondidos e adivinhar suas decisões, como em Caná; outras vezes, será um olhar doloroso, sobretudo aos pés da cruz, onde haverá ainda, de certa forma, o olhar da parturiente, pois Maria não se limitará a compartilhar a paixão e a morte do Unigênito, mas acolherá o novo filho a Ela entregue na pessoa do discípulo predileto; na manhã da Páscoa, será um olhar radioso pela alegria da ressurreição e, enfim, um olhar ardoroso pela efusão do Espírito no dia de Pentecostes. Maria vive com os olhos fixos em Cristo e guarda cada palavra sua. Maria propõe continuamente aos crentes os ‘mistérios’ do seu Filho, desejando que sejam contemplados, para que possam irradiar toda a sua força salvífica. Quando recita o Rosário, a comunidade cristã sintoniza-se com a lembrança e com o olhar de Maria” (a ser continuado).
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