Sexta Feira da Paixão de Nosso Senhor

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Laudes V. Vinde, ó Deus em meu auxílio. R. Socorrei-me sem demora. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente às Laudes. Hino O fel lhe dão por bebida sobre o madeiro sagrado. Espinhos, cravos e lança ferem seu corpo e seu lado. No sangue e água que jorram, mar, terra e céu são lavados. Ó cruz fiel sois a árvore mais nobre em meio às demais, que selva alguma produz com flor e frutos iguais. Ó lenho e cravos tão doces, um doce peso levais. Árvore, inclina os teus ramos, abranda as fibras mais duras. A quem te fez germinar minora tantas torturas. Leito mais brando oferece ao Santo Rei das alturas. Só tu, ó Cruz, mereceste suster o preço do mundo e preparar para o náufrago um porto, em mar tão profundo. Quis o cordeiro imolado banhar-te em sangue fecundo. Glória e poder à Trindade. Ao Pai e ao Filho Louvor. Honra ao Espírito Santo. Eterna glória ao Senhor, que nos salvou pela graça e nos remiu pelo amor. Salmodia Ant. 1 Deus não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós. Salmo 50(51) Tende piedade, ó meu Deus! Renovai o vosso espírito e a vossa mentalidade. Revesti o homem novo (Ef 4,23-24). –3 Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! * Na imensidão de vosso amor,purificai-me! –4 Lavai-me todo inteiro do pecado, * e apagai completamente a minha culpa! –5 Eu reconheço toda a minha iniqüidade, * o meu pecado está sempre à minha frente. –6 Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, * e pratiquei o que é mau aos vossos olhos! – – Mostrais assim quanto sois justo na sentença, * e quanto é reto o julgamento que fazeis. –7 Vede, Senhor, que eu nasci na iniqüidade * e pecador já minha mãe me concebeu. –8 Mas vós amais os corações que são sinceros, * na intimidade me ensinais sabedoria. –9 Aspergi-me e serei puro do pecado, * e mais branco do que a neve ficarei. –10 Fazei-me ouvir cantos de festa e de alegria, * e exultarão estes meus ossos que esmagastes. –11 Desviai o vosso olhar dos meus pecados * e apagai todas as minhas transgressões! –12 Criai em mim um coração que seja puro, * dai-me de novo um espírito decidido. –13 Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, * nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! –14 Dai-me de novo a alegria de ser salvo * e confirmai-me com espírito generoso! –15 Ensinarei vosso caminho aos pecadores, * e para vós se voltarão os transviados. –16 Da morte como pena, libertai-me, * e minha língua exaltará vossa justiça! –17 Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, * e minha boca anunciará vosso louvor! –18 Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, * e, se oferto um holocausto, o rejeitais. –19 Meu sacrifício é minha alma penitente, * não desprezeis um coração arrependido! –20 Sede benigno com Sião, por vossa graça, * reconstruí Jerusalém e os seus muros! –21 E aceitareis o verdadeiro sacrifício, * os holocaustos e oblações em vosso altar! – Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. * Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Ant. Deus não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós. Ant. 2 Jesus Cristo nos amou até o fim e lavou nossos pecados com seu sangue. Cântico Hab 3,2-4.13a.15-19 Deus há de vir para julgar Erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima (Lc 21,28). –2 Eu ouvi vossa mensagem, ó Senhor, * e enchi-me de temor. – Manifestai a vossa obra pelos tempos * e tornai-a conhecida. – Ó Senhor, mesmo na cólera, lembrai-vos * de ter misericórdia! –3 Deus virá lá das montanhas de Temã, * e o Santo, de Farã. – O céu se enche com a sua majestade, * e a terra, com sua glória. –4 Seu esplendor é fulgurante como o sol, * saem raios de suas mãos. – Nelas se oculta o seu poder como num véu, * seu poder vitorioso. –13 Para salvar o vosso povo vós saístes, * para salvar o vosso Ungido. –15 E lançastes pelo mar vossos cavalos * no turbilhão das grandes águas. –16 Ao ouvi-lo estremeceram-me as entranhas * e tremeram os meus lábios. – A cárie penetrou-me até os ossos, * e meus passos vacilaram. – Confiante espero o dia da aflição, * que virá contra o opressor. –17 Ainda que a figueira não floresça * nem a vinha dê seus frutos, – a oliveira não dê mais o seu azeite, * nem os campos, a comida; – mesmo que faltem as ovelhas nos apriscos * e o gado nos curais: –18 mesmo assim eu me alegro no Senhor, * exulto em Deus, meu Salvador! –19 O meu Deus e meu Senhor é minha força * e me faz ágil como a corça; – para as alturas me conduz com segurança * ao cântico de salmos. – Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. * Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Ant. Jesus Cristo nos amou até o fim e lavou nossos pecados com seu sangue. Ant. 3 Adoramos, Senhor, vosso madeiro, vossa ressurreição nós celebramos. A alegria chegou ao mundo inteiro, pela cruz que nós hoje veneramos. † Salmo 147(147 B) Restauração de Jerusalém Vem! Vou mostrar-te a noiva, a esposa do Cordeiro! (Ap 21,9). –12 Glorifica o Senhor, Jerusalém! * Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! –13 † Pois reforçou com segurança as tuas portas, * e os teus filhos em teu seio abençoou; –14 a paz em teus limites garantiu * e te dá como alimento a flor do trigo. –15 Ele envia suas ordens para a terra, * e a palavra que ele diz core veloz; –16 ele faz cair a neve como lã * e espalha a geada como cinza. – –17 Como de pão lança as migalhas do granizo, * a seu frio as águas ficam congeladas. –18 Ele envia sua palavra e as derrete, * sopra o vento e de novo as águas corem. –19 Anuncia a Jacó sua palavra, * seus preceitos e suas leis a Israel. –20 Nenhum povo recebeu tanto carinho, * a nenhum outro revelou os seus preceitos. – Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. * Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Ant. Glorifica Adoramos, Senhor, vosso madeiro, vossa ressurreição nós celebramos. A alegria chegou ao mundo inteiro, pela cruz que nós hoje veneramos. Leitura breve Is 52,13-15 Ei-lo, o meu Servo será bem sucedido; sua ascensão será ao mais alto grau. Assim como muitos ficaram pasmados ao vê-lo – tão desfigurado ele estava que não parecia ser um homem ou ter aspecto humano – do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos. Diante dele os reis se manterão em silêncio, vendo algo que nunca lhes foi narrado e conhecendo coisas que jamais ouviram. Em lugar do responsório se diz: Ant. Jesus Cristo se humilhou e se fez obediente, obediente até à morte e morte de cruz. CÂNTICO EVANGÉLICO(BENEDICTUS) Lc 1,68-79 Ant.Acima de sua cabeça puseram escrito o motivo da culpa e do crime de Cristo: Jesus Nazareno, o Rei dos judeus. O Messias e seu Precursor –68 Bendito seja o Senhor Deus de Israel, * que a seu povo visitou e libertou; –69 e fez surgir um poderoso Salvador * na casa de Davi, seu servidor, –70 como falara pela boca de seus santos, * os profetas desde os tempos mais antigos, –71 para salvar-nos do poder dos inimigos * e da mão de todos quantos nos odeiam. –72 Assim mostrou misericórdia a nossos pais, * recordando a sua santa Aliança –73 e o juramento a Abraão, o nosso pai, * de conceder-nos 74 que, libertos do inimigo, = a ele nós sirvamos sem temor † 75 em santidade e em justiça diante dele, * enquanto perdurarem nossos dias. =76 Serás profeta do Altíssimo, ó menino, † pois irás andando à frente do Senhor * para aplainar e preparar os seus caminhos, –77 anunciando ao seu povo a salvação, * que está na remissão de seus pecados; –78 pelo amor do coração de nosso Deus, * Sol nascente que nos veio visitar –79 lá do alto como luz resplandecente * a iluminar a quantos jazem entre as trevas = e na sombra da morte estão sentados † e para dirigir os nossos passos, * guiando-nos no caminho da paz. – Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. * Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Ant.Acima de sua cabeça puseram escrito o motivo da culpa e do crime de Cristo: Jesus Nazareno, o Rei dos judeus. Preces Adoremos com sincera piedade a Cristo, nosso Redentor, que por nós sofreu a Paixão e foi sepultado para ressuscitar ao terceiro dia; e peçamos humildemente: R. Senhor, tende piedade de nós! Cristo, nosso Mestre e Senhor, obediente até à morte por nosso amor, – ensinai-nos a obedecer sempre à vontade do Pai.R. Cristo, nossa vida, que morrendo na cruz, destruístes o poder da morte e do inferno, – ensinai-nos a morrer convosco, para merecermos também ressuscitar convosco na glória. Cristo, nosso Rei, que fostes desprezado como um verme e humilhado como a vergonha do gênero humano, – ensinai-nos a imitar a vossa humildade salvadora.R. Cristo, nossa salvação, que destes a vida por amor dos seres humanos, vossos irmãos e irmãs, – fazei que nos amemos uns aos outros com a mesma caridade. R. Cristo, nosso Salvador, que de braços abertos na cruz quisestes atrair para vós a humanidade inteira, – reuni em vosso reino os filhos e as filhas de Deus dispersos pelo mundo. R. (intenções livres) Pai nosso. Oração Olhai com amor, ó Pai, esta vossa família, pela qual nosso Senhor Jesus Cristo livremente se entregou às mãos dos inimigos e sofreu o suplício da cruz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Conclusão da Hora O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna. Amém. Hora Média V. Vinde, ó Deus em meu auxílio. R. Socorrei-me sem demora. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Hino Da vida eterna a coroa dai-nos agora, Jesus, que por nós fostes pregado no santo lenho da cruz. Rasgando antiga sentença, implantais reino de amor, já não mais somos escravos, se sois de novo o Senhor. Ao Pai e ao Espírito glória, glória a vós, Cristo Jesus, que a vida eterna nos destes pelo triunfo da cruz. Salmodia -- salmodia complementar -- Ant. Jesus gritou em alta voz na hora nona. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes? Salmo 39(40),2-14.17-18 – 2Esperando, esperei no Senhor, * e inclinando-se, ouviu meu clamor. – 3Retirou-me da cova da morte * e de um charco de lodo e de lama. – Colocou os meus pés sobre a rocha, * devolveu a firmeza a meus passos. – 4Canto novo ele pôs em meus lábios, * um poema em louvor ao Senhor. – Muitos vejam, respeitem, adorem * e esperem em Deus, confiantes. =5É feliz quem a Deus se confia; † quem não segue os que adoram os ídolos * e se perdem por falsos caminhos. – 6Quão imensos, Senhor, vossos feitos! * Maravilhas fizestes por nós! – Quem a vós poderá comparar-se * nos desígnios a nosso respeito? – Eu quisera, Senhor, publicá-los, * mas são tantos! Quem pode contá-los? – 7Sacrifício e oblação não quisestes, * mas abristes, Senhor, meus ouvidos; = não pedistes ofertas nem vítimas, † holocaustos por nossos pecados. * 8E então eu vos disse: 'Eis que venho!' = Sobre mim está escrito no livro: † 9'Com prazer faço a vossa vontade, * guardo em meu coração vossa lei!' =10Boas-novas de vossa justiça † anunciei numa grande assembléia; * vós sabeis: não fechei os meus lábios! – =11Proclamei toda a vossa justiça, † sem retê-la no meu coração; * vosso auxílio e lealdade narrei. – Não calei vossa graça e verdade * na presença da grande assembléia. – 12Não negueis para mim vosso amor! * Vossa graça e verdade me guardem! =13Pois desgraças sem conta me cercam, † minhas culpas me agarram, me prendem, * e assim já nem posso enxergar. = Meus pecados são mais numerosos † que os cabelos da minha cabeça: * desfaleço e me foge o alento! – 14Dignai-vos, Senhor, libertar-me, * vinde logo, Senhor, socorrer-me! – 17Mas se alegre e em vós rejubile * todo ser que vos busca, Senhor! – Digam sempre: 'É grande o Senhor!' * os que buscam em vós seu auxílio. =18Eu sou pobre, infeliz, desvalido, † porém, guarda o Senhor minha vida, * e por mim se desdobra em carinho. – Vós me sois salvação e auxílio: * vinde logo, Senhor, não tardeis! – Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. * Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Salmo 53(54),3-6.8-9 – 3Por vosso nome, salvai-me, Senhor; * e dai-me a vossa justiça! – 4Ó meu Deus, atendei minha prece * e escutai as palavras que eu digo! =5Pois contra mim orgulhosos se insurgem, † e violentos perseguem-me a vida: * não há lugar para Deus aos seus olhos. – 6Quem me protege e me ampara é meu Deus; * é o Senhor quem sustenta minha vida! – 8Quero ofertar-vos o meu sacrifício * de coração e com muita alegria; – quero louvar, ó Senhor, vosso nome, * quero cantar vosso nome que é bom! – 9Pois me livrastes de toda a angústia, * e humilhados vi meus inimigos! – Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. * Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Salmo 87(88) – 2A vós clamo, Senhor, sem cessar, todo o dia, * e de noite se eleva até vós meu gemido. – 3Chegue a minha oração até a vossa presença, * inclinai vosso ouvido a meu triste clamor! – 4Saturada de males se encontra a minh'alma, * minha vida chegou junto às portas da morte. – 5Sou contado entre aqueles que descem à cova, * toda gente me vê como um caso perdido! – 6O meu leito já tenho no reino dos mortos, * como um homem caído que jaz no sepulcro, – de quem mesmo o Senhor se esqueceu para sempre * e excluiu por completo da sua atenção. – 7Ó Senhor, me pusestes na cova mais funda, * nos locais tenebrosos da sombra da morte. – 8Sobre mim cai o peso do vosso furor, * vossas ondas enormes me cobrem, me afogam. – 9Afastastes de mim meus parentes e amigos, * para eles tornei-me objeto de horror. – Eu estou aqui preso e não posso sair, * 10e meus olhos se gastam de tanta aflição. – Clamo a vós, ó Senhor sem cessar, todo o dia, * minhas mãos para vós se levantam em prece. – 11Para os mortos, acaso, faríeis milagres? * poderiam as sombras erguer-se e louvar-vos? – 12No sepulcro haverá quem vos cante o amor * e proclame entre os mortos a vossa verdade? – 13Vossas obras serão conhecidas nas trevas, * vossa graça, no reino onde tudo se esquece? – 14Quanto a mim, ó Senhor, clamo a vós na aflição, * minha prece se eleva até vós desde a aurora. – 15Por que vós, ó Senhor, rejeitais a minh'alma? * E por que escondeis vossa face de mim? – 16Moribundo e infeliz desde o tempo da infância, * esgotei-me ao sofrer sob o vosso terror. – 17Vossa ira violenta caiu sobre mim * e o vosso pavor reduziu-me a um nada! – 18Todo dia me cercam quais ondas revoltas, * todos juntos me assaltam, me prendem, me apertam. – 19Afastastes de mim os parentes e amigos, * e por meus familiares só tenho as trevas! – Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. * Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Ant. Jesus gritou em alta voz na hora nona. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes? Leitura breve Is 53,6-7 Todos nós vagávamos como ovelhas desgarradas, cada qual seguindo seu caminho; e o Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos nós. Foi maltratado, e submeteu-se, não abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro ou como ovelha diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca. V. Colocaram-me nas trevas, R. Como mortos desde séculos. Oração Olhai com amor, ó Pai, esta vossa família, pela qual nosso Senhor Jesus Cristo livremente se entregou às mãos dos inimigos e sofreu o suplício da cruz. Por Cristo, nosso Senhor. Conclusão da Hora V. Bendigamos ao Senhor. R. Demos graças a Deus. Vigílias V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio. R. Socorrei-me sem demora. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente ao Ofício das Leituras. Hino Cantem meus lábios a luta que sobre a cruz se travou; cantem o nobre triunfo que no madeiro alcançou o Redentor do Universo quando por nós se imolou. O Criador teve pena do primitivo casal, que foi ferido de morte, comendo o fruto fatal, e marcou logo outra árvore, para curar-nos do mal. Tal ordem foi exigida na obra da salvação: cai o inimigo no laço de sua própria invenção. Do próprio lenho da morte Deus fez nascer redenção. Na plenitude dos tempos, a hora santa chegou e, pelo Pai enviado, nasceu do mundo o autor; e duma Virgem no seio a nossa carne tomou. Seis lustros tendo passado, cumpriu a sua missão. Só para ela nascido, livre se entrega à Paixão. Na cruz se eleva o Cordeiro, como perfeita oblação. Glória e poder à Trindade. Ao Pai e ao Filho, louvor. Honra ao Espírito Santo. Eterna glória ao Senhor, que nos salvou pela graça e nos remiu pelo amor. Salmodia Ant. 1 Os reis de toda a terra se reúnem e conspiram os governos todos juntos contra o Deus onipotente e o seu Ungido. Salmo 2 – 1Por que os povos agitados se revoltam? * por que tramam as nações projetos vãos? =2Por que os reis de toda a terra se reúnem, † e conspiram os governos todos juntos * contra o Deus onipotente e o seu Ungido? – 3“Vamos quebrar suas correntes”, dizem eles, * “e lançar longe de nós o seu domínio!” – 4Ri-se deles o que mora lá nos céus; * zomba deles o Senhor onipotente. – 5Ele, então, em sua ira os ameaça, * e em seu furor os faz tremer, quando lhes diz: – 6“Fui eu mesmo que escolhi este meu Rei, * e em Sião, meu monte santo, o consagrei!” =7O decreto do Senhor promulgarei, † foi assim que me falou o Senhor Deus: * “Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei! =8Podes pedir-me, e em resposta eu te darei † por tua herança os povos todos e as nações, * e há de ser a terra inteira o teu domínio. – 9Com cetro férreo haverás de dominá-los, * e quebrá-los como um vaso de argila!” – 10E agora, poderosos, entendei; * soberanos, aprendei esta lição: – 11Com temor servi a Deus, rendei-lhe glória * e prestai-lhe homenagem com respeito! – 12Se o irritais, perecereis pelo caminho, * pois depressa se acende a sua ira! – Felizes hão de ser todos aqueles * que põem sua esperança no Senhor! – Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. * Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Ant. Os reis de toda a terra se reúnem e conspiram os governos todos juntos contra o Deus onipotente e o seu Ungido. Ant. 2 Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica. Salmo 21(22),2-23 [24-32] – 2Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes? * E ficais longe de meu grito e minha prece? – 3Ó meu Deus, clamo de dia e não me ouvis, * clamo de noite e para mim não há resposta! – 4Vós, no entanto, sois o santo em vosso Templo, * que habitais entre os louvores de Israel. – 5Foi em vós que esperaram nossos pais; * esperaram e vós mesmo os libertastes. – 6Seu clamor subiu a vós e foram salvos; * em vós confiaram e não foram enganados. – 7Quanto a mim, eu sou um verme e não um homem; * sou o opróbrio e o desprezo das nações. – 8Riem de mim todos aqueles que me vêem, * torcem os lábios e sacodem a cabeça: – 9“Ao Senhor se confiou, ele o liberte * e agora o salve, se é verdade que ele o ama!” – 10Desde a minha concepção me conduzistes, * e no seio maternal me agasalhastes. – 11Desde quando vim à luz vos fui entregue; * desde o ventre de minha mãe sois o meu Deus! – 12Não fiqueis longe de mim, porque padeço; * ficai perto, pois não há quem me socorra! – 13Por touros numerosos fui cercado, * e as feras de Basã me rodearam; – 14escancararam contra mim as suas bocas, * como leões devoradores a rugir. – 15Eu me sinto como a água derramada, * e meus ossos estão todos deslocados; – como a cera se tornou meu coração, * e dentro do meu peito se derrete. =16Minha garganta está igual ao barro seco, † minha língua está colada ao céu da boca, * e por vós fui conduzido ao pó da morte! – 17Cães numerosos me rodeiam furiosos, * e por um bando de malvados fui cercado. – Transpassaram minhas mãos e os meus pés * 18e eu poso contar todos os meus ossos. = Eis que me olham e, ao ver-me, se deleitam! † 19Eles repartem entre si as minhas vestes * e sorteiam entre si a minha túnica. – 20Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, * ó minha força, vinde logo em meu socorro! – 21Da espada libertai a minha alma, * e das garras desses cães, a minha vida! – 22Arancai-me da goela do leão, * e a mim tão pobre, desses touros que me atacam! – 23Anunciarei o vosso nome a meus irmãos * e no meio da assembléia hei de louvar-vos! Esta última parte do salmo é facultativa. =24Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores; † glorificai-o, descendentes de Jacó, * e respeitai-o toda a raça de Israel! – 25Porque Deus não desprezou nem rejeitou * a miséria do que sofre sem amparo; – não desviou do humilhado a sua face, * mas o ouviu quando gritava por socorro. – 26Sois meu louvor em meio à grande assembléia; * cumpro meus votos ante aqueles que vos temem! =27Vosos pobres vão comer e saciar-se, † e os que procuram o Senhor o louvarão; * “Seus corações tenham a vida para sempre!” – 28Lembrem-se disso os confins de toda a terra, * para que voltem ao Senhor e se convertam, – e se prostrem, adorando, diante dele * todos os povos e as famílias das nações. – 29Pois ao Senhor é que pertence a realeza; * ele domina sobre todas as nações. – 30Somente a ele adorarão os poderosos, * e os que voltam para o pó o louvarão. – Para ele há de viver a minha alma, * 31toda aminha descendência há de servi-lo; – às futuras gerações anunciará * 32o poder e a justiça do Senhor; – ao povo novo que há de vir, ela dirá: * “Eis a obra que o Senhor realizou!” – Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. * Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Ant. Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica. Ant. 3 Os que buscam matar, me perseguem e procuram tirar minha vida. Salmo 37(38) – 2Repreendei-me, Senhor, mas sem ira; * corrigi-me, mas não com furor! – 3Vossas flechas em mim penetraram; * vossa mão se abateu sobre mim. – 4Nada resta de são no meu corpo, * pois com muito rigor me tratastes! – Não há parte sadia em meus ossos, * pois pequei contra vós, ó Senhor! – 5Meus pecados me afogam e esmagam, * como um fardo pesado me oprimem. – 6Cheiram mal e supuram minhas chagas * por motivo de minhas loucuras. – 7Ando triste, abatido, encurvado, * todo o dia afogado em tristeza. – 8As entranhas me ardem de febre, * já não há parte sã no meu corpo. – 9Meu coração grita e geme de dor, * esmagado e humilhado demais. – 10Conheceis meu desejo, Senhor, * meus gemidos vos são manifestos; =11bate rápido o meu coração, † minhas forças estão me deixando, * e sem luz os meus olhos se apagam. =12Companheiros e amigos se afastam, † fogem longe das minhas feridas; * meus parentes mantêm-se à distância. – 13Armam laços os meus inimigos, * que procuram tirar minha vida; – os que buscam matar-me ameaçam * e maquinam traições todo o dia. – 14Eu me faço de surdo e não ouço, * eu me faço de mudo e não falo; – 15semelhante a alguém que não ouve * e não tem a resposta em sua boca. – 16Mas, em vós, ó Senhor, eu confio, * e ouvireis meu lamento, ó meu Deus! – 17Pois rezei: “Que não zombem de mim, * nem se riam, se os pés me vacilam!” – 18Ó Senhor, estou quase caindo, * minha dor não me larga um momento! – 19Sim, confesso, Senhor, minha culpa: * meu pecado me aflige e atormenta. =20São bem fortes os meus adversários † que me vêm atacar sem razão; * quantos há que sem causa me odeiam! – 21Eles pagam o bem com o mal, * porque busco o bem, me perseguem. – 22Não deixeis vosso servo sozinho, * ó meu Deus, ficai perto de mim! – 23Vinde logo trazer-me socorro, * porque sois para mim salvação! Ant. Os que buscam matar, me perseguem e procuram tirar minha vida. V. As falsas testemunhas se ergueram. R. E vomitam violência contra mim. Primeira leitura Da Carta aos Hebreus 9,11-28 Cristo, sumo sacerdote, com o seu próprio sangue, entrou no Santuário uma vez por todas Irmãos: 11Cristo veio como sumo-sacerdote dos bens futuros. Através de uma tenda maior e mais perfeita, que não é obra de mãos humanas, isto é, que não faz parte desta criação, 12e não com o sangue de bodes e bezerros, mas com o seu próprio sangue, ele entrou no Santuário uma vez por todas, obtendo uma redenção eterna. 13De fato, se o sangue de bodes e touros, e a cinza de novilhas espalhada sobre os seres impuros os santifica e realiza a pureza ritual dos corpos, 14quanto mais o Sangue de Cristo, purificará a nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao Deus vivo, pois, em virtude do espírito eterno, Cristo se ofereceu a si mesmo a Deus como vítima sem mancha. 15Por isso, ele é mediador de uma nova aliança. Pela sua morte, ele reparou as transgressões cometidas no decorrer da primeira aliança. E, assim, aqueles que são chamados recebem a promessa da herança eterna. 16Onde existe testamento, é preciso que seja constatada a morte de quem fez o testamento. 17Pois um testamento só tem valor depois da morte, e não tem efeito nenhum enquanto ainda vive aquele que fez o testamento. 18Por isso, nem mesmo a primeira aliança foi inaugurada sem sangue. 19Quando anunciou a todo o povo cada um dos mandamentos da Lei, Moisés tomou sangue de novilhos e bodes, junto com água, lã vermelha e um hissopo. Em seguida, aspergiu primeiro o próprio livro e todo o povo, 20e disse: “Este é o sangue da aliança que Deus faz convosco”. 21Do mesmo modo, aspergiu com sangue também a Tenda e todos os objetos que serviam para o culto. 22E assim, segundo a Lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue, e sem derramamento de sangue não existe perdão. 23Portanto, as cópias das realidades celestes tinham que ser purificadas dessa maneira; mas as próprias realidades celestes devem ser purificadas com sacrifícios melhores. 24De fato, Cristo não entrou num santuário feito por mão humana, imagem do verdadeiro, mas no próprio céu, a fim de comparecer, agora, na presença de Deus, em nosso favor. 25E não foi para se oferecer a si muitas vezes, como o sumo-sacerdote que, cada ano, entra no Santuário com sangue alheio. 26Porque, se assim fosse, deveria ter sofrido muitas vezes, desde a fundação do mundo. Mas foi agora, na plenitude dos tempos, que, uma vez por todas, ele se manifestou para destruir o pecado pelo sacrifício de si mesmo. 27O destino de todo homem é morrer uma só vez, e depois vem o julgamento. 28Do mesmo modo, também Cristo, oferecido uma vez por todas, para tirar os pecados da multidão, aparecerá uma segunda vez, fora do pecado, para salvar aqueles que o esperam. Responsório Cf. Is 53,7.12 R. Foi levado como ovelha ao matadouro; e, maltratado, não abriu a sua boca; * Foi condenado para a vida de seu povo. V. Ele próprio entregou a sua vida e deixou-se colocar entre os facínoras. * Foi condenado. Segunda leitura Das Catequeses de São João Crisóstomo, bispo (Cat. 3,13-19: SCh 50,174-177) (Séc.IV) O poder do sangue de Cristo Queres conhecer o poder do sangue de Cristo? Voltemos às figuras que o profetizaram e recordemos a narrativa do Antigo Testamento: Imolai, disse Moisés, um cordeiro de um ano e marcai as portas com o seu sangue (cf. Ex 12,6-7). Que dizes, Moisés? O sangue de um cordeiro tem poder para libertar o homem dotado de razão? É claro que não, responde ele, não porque é sangue, mas por ser figura do sangue do Senhor. Se agora o inimigo, ao invés do sangue simbólico aspergido nas portas, vir brilhar nos lábios dos fiéis, portas do templo dedicado a Cristo, o sangue verdadeiro, fugirá ainda mais para longe. Queres compreender mais profundamente o poder deste sangue? Repara de onde começou a correr e de que fonte brotou. Começou a brotar da própria cruz, e a sua origem foi o lado do Senhor. Estando Jesus já morto e ainda pregado na cruz, diz o evangelista, um soldado aproximou-se, feriu-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu água e sangue: a água, como símbolo do batismo; o sangue, como símbolo da eucaristia. O soldado, traspassando-lhe o lado, abriu uma brecha na parede do templo santo, e eu, encontrando um enorme tesouro, alegro-me por ter achado riquezas extraordinárias. Assim aconteceu com este cordeiro. Os judeus mataram um cordeiro e eu recebi o fruto do sacrifício. De seu lado saiu sangue e água (Jo 19,34). Não quero, querido ouvinte, que trates com superficialidade o segredo de tão grande mistério. Falta-me ainda explicar-te outro significado místico e profundo. Disse que esta água e este sangue são símbolos do batismo e da eucaristia. Foi destes sacramentos que nasceu a santa Igreja, pelo banho da regeneração e pela renovação no Espírito Santo, isto é, pelo batismo e pela eucaristia que brotaram do lado de Cristo. Pois Cristo formou a Igreja de seu lado traspassado, assim como do lado de Adão foi formada Eva, sua esposa. Por esta razão, a Sagrada Escritura, falando do primeiro homem, usa a expressão osso dos meus ossos e carne da minha carne (Gn 2,23), que São Paulo refere, aludindo ao lado de Cristo. Pois assim como Deus formou a mulher do lado do homem, também Cristo, de seu lado, nos deu a água e o sangue para que surgisse a Igreja. E assim como Deus abriu o lado de Adão enquanto ele dormia, também Cristo nos deu a água e o sangue durante o sono de sua morte. Vede como Cristo se uniu à sua esposa, vede com que alimento nos sacia. Do mesmo alimento nos faz nascer e nos nutre. Assim como a mulher, impulsionada pelo amor natural, alimenta com o próprio leite e o próprio sangue o filho que deu à luz, também Cristo alimenta sempre com o seu sangue aqueles a quem deu o novo nascimento. Responsório Cf. 1Pd 1,18-19; Ef 2,18; 1Jo 1,7 R. Não foi nem com ouro nem prata que fostes remidos, irmãos; mas sim pelo sangue precioso de Cristo, o Cordeiro sem mancha. * Por ele nós temos acesso num único Espírito ao Pai. V. O sangue do Filho de Deus nos lava de todo pecado. * Por ele. Antífona: Do lado do Senhor crucificado, depois de aberto pela lança do soldado, logo saiu sangue e água para remir-nos. Cântico I Jr 14,17-21 Lamentação em tempo de fome e de guerra O Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho! (Mc 1,15). –17Os meus olhos, noite e dia, * chorem lágrimas sem fim; = pois sofreu um golpe horrível, † foi ferida gravemente * a virgem filha do meu povo! –18 Se eu saio para os campos, * eis os mortos à espada; – se eu entro na cidade, * eis as vítimas da fome! = Até o profeta e o sacerdote † perambulam pela terra * sem saber o que se passa. –19 Rejeitastes, por acaso, * a Judá inteiramente? – Por acaso a vossa alma * desgostou-se de Sião? – Por que feristes vosso povo * de um mal que não tem cura? – Esperávamos a paz, * e não chegou nada de bom; – e o tempo de reerguer-nos, * mas só vemos o terror! =20 Conhecemos nossas culpas † e as de nossos ancestrais, * pois pecamos contra vós! – Por amor de vosso nome, * ó Senhor, não nos deixeis! – 21 Não deixeis que se profane * vosso trono glorioso! – Recordai-vos, ó Senhor! * Não rompais vossa Aliança! Cântico II Ez 36,24-28 Deus renovará o seu povo Eles serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles (Ap 21,3). =24 Haverei de retirar-vos do meio das nações, † haverei de reunir-vos de todos os países, * e de volta eu levarei todos vós à vossa terra. =25 Haverei de derramar sobre vós uma água pura, † e de vossas imundícies sereis purificados; * sim, sereis purificados de toda a idolatria. =26 Dar-vos-ei um novo espírito e um novo coração; † tirarei de vosso peito este coração de pedra, * no lugar colocarei novo coração de carne. =27 Haverei de derramar meu Espírito em vós † e farei que caminheis obedecendo a meus preceitos, * que observeis meus mandamentos e guardeis a minha Lei. =28 E havereis de habitar aquela terra prometida, † que nos tempos do passado eu doei a vossos pais, * e sereis sempre o meu povo e eu serei o vosso Deus! Cântico III Lm5,1-7.15-17.19-21 Oração na tribulação Em toda parte e sempre levamos em nós mesmos os sofrimentos mortais de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa frágil natureza (2Cor 4,10). – 1 Senhor, lembrai-vos do que nos sucedeu, * olhai e vede a nossa humilhação! – 2 Nossa herança ficou com estrangeiros, * nossas casas passaram a mãos estranhas! – 3 Somos órfãos, pois já não temos pai, * nossas mães se tornaram quais viúvas! – 4 Nossa água, compramos por dinheiro, * nossa lenha nos custa um alto preço! – 5 Perseguidos, com a canga no pescoço, * sem repouso, estamos esgotados! – 6 Ao Egito e à terra dos Assírios * estendemos a mão para ter pão. – 7 Pecaram os pais, já não existem; * levamos as culpas dos seus crimes. – 15 A alegria fugiu dos corações, * converteu-se em luto a nossa dança! – 16 A coroa caiu-nos da cabeça, * infelizes de nós, porque pecamos! – 17 Amargurou-se o nosso coração, * nossos olhos estão anuviados! – 19 Ó Senhor, vós reinais eternamente, * vosso trono perdura para sempre! – 20 Por que persistir em esquecer-nos? * Por que, para sempre, abandonar-nos? – 21 Convertei-nos a vós e voltaremos, * renovai nossos dias, como outrora! Ant. Do lado do Senhor crucificado, depois de aberto pela lança do soldado, logo saiu sangue e água para remir-nos. Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 27,1-2.11-56 --- Escolher outro Evangelho--- Tu és o rei dos judeus? 1 De manhã cedo, todos os sumos sacerdotes e os anciãos do povo convocaram um conselho contra Jesus, para condená-lo à morte. 2 Eles o amararam, levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador. 11 Jesus foi posto diante do governador, e este o interrogou: “Tu és o rei dos judeus?” Jesus declarou: “É como dizes”, 12 e nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13 Então Pilatos perguntou:“Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?” 14 Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. 15 Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16 Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17 Então Pilatos perguntou à multidão reunida: “Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?” 18 Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. 19 Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele: “Não te envolvas com esse justo! porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele.” 20 Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 21 O governador tornou a perguntar: “Qual dos dois quereis que eu solte?” Eles gritaram: “Barrabás.” 22 Pilatos perguntou: “Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?” Todos gritaram: “Seja crucificado!” 23 Pilatos falou: “Mas, que mal ele fez?” Eles, porém, gritaram com mais força: “Seja crucificado!” 24 Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: “Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!” 25 O povo todo respondeu: “Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos”. 26 Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. Salve, rei dos judeus! 27 Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele. 28 Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; =29 depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo: “Salve, rei dos judeus!” 30 Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. 31 Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. Com ele crucificaram dois ladrões 32 Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33 E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar de caveira”. 34 Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35 Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36 E ficaram ali sentados, montando guarda. 37 Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus.” 38 Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. Se és o Filho de Deus, desce da cruz! 39 As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo: 40 “Tu que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!” 41 Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombaram de Jesus: 42 “A outros salvou. a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel. Desça agora da cruz! e acreditaremos nele. 43 Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus.” 44 Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus o insultavam. Eli, Eli, lamá sabactâni? 45 Desde o meio-dia até às três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 46 Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito: “Eli, Eli, lamá sabactâni?”, que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” 47 Alguns dos que ali estavam, ouvindo- o, disseram: “Ele está chamando Elias!” 48 E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber. 49 Outros, porém, disseram: “Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!” 50Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito. Aqui todos se ajoelham, permanecendo assim por algum tempo. 51 E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. 52 Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! 53 Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas. 54 O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram: “Ele era mesmo Filho de Deus!” 55 Grande número de mulheres estava ali, olhando de longe. Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galiléia, prestando-lhe serviços. 56 Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. Oração Olhai com amor, ó Pai, esta vossa família, pela qual nosso Senhor Jesus Cristo livremente se entregou às mãos dos inimigos e sofreu o suplício da cruz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Conclusão da Hora V. Bendigamos ao Senhor. R. Graças a Deus.
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