A SANTA MISSA – Testemunho de CATALINA (conclusão)

quarta-feira, 11 de abril de 2012


Jesus me pediu que ficasse com Ele ainda uns minutos depois de terminada a Missa. Ele disse:

Não saiais às pressas assim que a Missa termina; ficai um momento em Minha Companhia, desfrutai dela e deixai-Me desfrutar da vossa...

Eu tinha ouvido alguém dizer, quando era criança, que o Senhor permanecia conosco até uns 5 ou 10 minutos depois da comunhão. Perguntei a Ele nesse momento:

- Senhor, na verdade, quanto tempo permaneces conosco depois da comunhão?

Suponho que o Senhor deve ter rido de minha tolice, pois respondeu:

Todo o tempo que quiseres ter-Me contigo. Se me falares o dia todo, dedicando-me umas palavras durante tuas tarefas, Eu te escutarei. Eu estou sempre convosco, sois vós que Me deixais. Vós saís da Missa e acabou o dia de guarda, cumpriram a obrigação com o dia do Senhor e fim, não pensais que gostaria de compartilhar de vossa vida familiar, ao menos nesse dia.
Vós tendes em vossas casas um lugar para tudo e um cômodo para cada atividade: um para dormir, outro para cozinhar, outro para comer, etc. etc. Qual é o lugar que fizestes para Mim? Deve ser um lugar não apenas onde tendes uma imagem que está empoeirada o tempo todo, mas um lugar onde ao menos 5 minutos por dia a família se reúna para agradecer pelo dia, pelo dom da vida, para pedir por suas necessidades do dia, pedir bênçãos, proteção, saúde... Tudo tem um lugar em vossas casas, menos Eu.
Os homens programam seu dia, sua semana, seu semestre, suas férias, etc. Sabem que dia vão descansar, que dia ir ao cinema ou a uma festa, visitar a avó ou os netos, os filhos, os amigos, suas diversões. Quantas famílias dizem uma vez ao mês, pelo menos: “Este é o dia em que vamos visitar Jesus no Sacrário” e vem toda a família conversar Comigo, sentar-se diante de Mim e conversar Comigo, contar-Me como foram as coisas desde a última visita, contar-Me os problemas, as dificuldades que têm, pedir-Me o que precisam... Fazer-Me participar de suas coisas? Quantas vezes?
Eu sei tudo, leio até o mais profundo de vossos corações e mentes, mas Me agrada que Me conteis vós mesmos vossas coisas, que Me façam participante como a um familiar, como ao amigo mais íntimo. Quantas graças o homem perde por não Me dar um lugar em sua vida!

Quando fiquei aquele dia com Ele e em muitos outros dias, Ele nos deu vários ensinamentos e hoje quero compartilhar convosco, nesta missão que me deram. Jesus disse:

Quis salvar Minha criatura, porque o momento de vos abrir a porta do céu foi concebido com demasiada dor... Lembra que nenhuma mãe alimentou a seu filho com sua carne; Eu cheguei a esse extremo de Amor para vos comunicar meus méritos.
A Santa Missa sou Eu mesmo prolongando Minha vida e Meu sacrifício na Cruz entre vós. Sem os méritos de Minha vida e de Meu sangue, que tendes para apresentar-vos diante do Pai? O nada, a miséria e o pecado...
Vós deveríeis exceder em virtude aos Anjos e Arcanjos, porque eles não têm a dita de Me receber como alimento, e vós sim. Eles bebem uma gota do manancial, mas vós, que tendes a graça de Me receber, tendes todo o oceano para beber.

Outra coisa que o Senhor disse com dor foi sobre as pessoas que fazem de seu encontro com Ele um hábito. Daquelas que perderam o assombro de cada encontro com Ele. Que a rotina torna certas pessoas tão tíbias, que não têm nada de novo para dizer a Jesus ao recebê-Lo. Das não poucas almas consagradas que perdem o entusiasmo de se enamorar do Senhor e fazem de sua vocação um ofício, uma profissão à qual não se entregam mais do que lhes é exigido, mas sem sentimento...

Logo o Senhor me falou dos frutos que cada comunhão deve dar em nós. É que acontece que há muita gente que recebe o Senhor diariamente e que não muda de vida. Que tem muitas horas de oração e faz muitas obras, etc. etc. Mas sua vida não se vai transformando, e uma vida que não se vai transformando não pode dar verdadeiros frutos para o Senhor. Os méritos que recebemos na Eucaristia devem dar frutos de conversão em nós e frutos de caridade para com nossos irmãos.

Nós os leigos temos um papel muito importante dentro de nossa Igreja, não temos nenhum direito de nos calar diante do envio que o Senhor nos faz, como a todo batizado, para ir anunciar a Boa Nova. Não temos nenhum direito de absorver todos estes conhecimentos e não os dar aos demais e permitir que nossos irmãos morram de fome tendo conosco tanto pão em nossas mãos.

Não podemos ver que nossa Igreja esteja desmoronando, porque estamos acomodados em nossas Paróquias, em nossas casas, recebendo e recebendo tanto do Senhor: Sua Palavra, as homilias do sacerdote, as peregrinações, a Misericórdia de Deus no Sacramento da Confissão, a união maravilhosa com o alimento da comunhão, as palestras destes e daqueles pregadores.

Em outras palavras, estamos recebendo tanto e não temos a coragem de sair de nosso comodismo, de ir a uma prisão, a um instituto correcional, falar ao mais necessitado, dizer-lhe que não se entregue, que nasceu católico e que sua Igreja precisa dele, ali, sofredor, porque essa sua dor vai servir para redimir a outros, porque esse sacrifício vai ganhar-lhe a vida eterna.

Não somos capazes de ir onde estão os doentes terminais nos hospitais e, rezando o terço da Divina Misericórdia, ajudá-los com nossa oração nesse momento de luta entre o bem e o mal, para livrá-los das armadilhas e tentações do demônio. Todo moribundo tem medo e só tomar-lhe a mão e falar-lhe do amor de Deus e da maravilha que o espera no Céu junto a Jesus e Maria, junto aos seus entes queridos que partiram, já os reconforta.

O momento que estamos vivendo não admite filiações com a indiferença. Temos que ser a grande mão dos nossos sacerdotes para ir onde eles não podem chegar. Mas para isso, para ter a coragem, devemos receber Jesus, viver com Jesus, alimentar-nos de Jesus.

Temos medo de nos comprometer um pouco mais e, quando o Senhor diz: “Buscai primeiro o Reino de Deus e tudo o mais vos será acrescentado”, é tudo, irmãos! É buscar o Reino de Deus por todos os meios e com todos os meios e... abrir as mãos para receber TUDO por acréscimo; porque é o Patrão que melhor paga, o único que está atento às menores necessidades de vocês!

Irmão, irmã, obrigada por me haver permitido cumprir com a missão que me foi confiada: fazer chegar estas páginas até você.

Na próxima vez que assistir à Santa Missa, viva-a. Sei que o Senhor cumprirá com você a promessa de que “Nunca mais sua Missa voltará a ser como antes”; e, quando O receber: Ama-O! Experimente a doçura de se sentir repousando entre as dobras de Seu lado aberto por você, para deixar-lhe Sua Igreja e Sua Mãe, para abrir-lhe as portas da Casa de Seu Pai, para que você seja capaz de comprovar Seu Amor Misericordioso através deste testemunho e trate de corresponder a ele com seu pequeno amor.

Que Deus o abençoe nesta Páscoa da Ressurreição.

Sua irmã em Jesus Cristo Vivo,

Catalina Rivas
Missionária leiga do Coração Eucarístico de Jesus
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