A SANTA MISSA – Testemunho de CATALINA (cont.)

terça-feira, 27 de março de 2012


IV
Santo, Santo, Santo...

Chegou o momento final do Prefácio e quando a assembleia dizia: “Santo, Santo, Santo”, imediatamente tudo o que estava atrás dos celebrantes desapareceu. Do lado esquerdo do senhor Arcebispo para trás, em forma diagonal, apareceram milhares de Anjos, pequenos, Anjos grandes, Anjos com asas imensas, Anjos com asas pequenas, Anjos sem asas, como os anteriores; todos vestidos com umas túnicas como as albas brancas dos sacerdotes ou dos coroinhas.

Todos se ajoelhavam com as mãos unidas em oração e inclinavam a cabeça em reverência. Escutava-se uma música maravilhosa, como se fossem muitos coros com vozes diferentes e todos diziam em uníssono com o povo: “Santo, Santo, Santo…”.

V
A Consagração

Havia chegado o momento da Consagração, o momento do mais maravilhoso Milagre... Do lado direito do Arcebispo para trás, também em forma diagonal, uma multidão de pessoas vestia túnicas iguais, porém em tons pastel: rosa, verde, azul, lilás, amarelo; enfim, de diferentes cores muito suaves. Seus rostos também eram luminosos, cheios de alegria, pareciam ter todas a mesma idade. Podia-se ver (e não consigo dizer como) que havia pessoas de diferentes idades, mas todos se assemelhavam nos rostos, sem rugas, felizes. Todos também se ajoelhavam ao canto de “Santo, Santo, Santo, Senhor...”

Disse Nossa Senhora:

São todos os Santos e Bem-aventurados do céu, e entre eles também estão as almas dos seus familiares que já gozam da Presença de Deus.

Então eu A vi. Ali, justamente à direita do senhor Arcebispo... um passo atrás do celebrante, estava um pouco suspensa acima do solo, ajoelhada sobre tecidos muito finos, transparentes mas luminosos como água cristalina, a Santíssima Virgem, com as mãos unidas, olhando atenta e respeitosamente para o celebrante. Falava-me dali, mas silenciosamente, diretamente ao coração, sem olhar para mim.

Você se surpreende com o fato de Me ver um pouco atrás do Monsenhor, não é verdade? Assim deve ser... Apesar de todo o amor que Me tem o Meu Filho, não Me deu a dignidade que dá a um sacerdote de poder trazê-Lo em Minhas mãos diariamente, como o fazem as mãos sacerdotais. Por isso, sinto tão profundo respeito por um sacerdote e pelo milagre que Deus realiza através dele, que Me sinto na obrigação de ajoelhar-Me aqui, atrás dele.

Deus meu, quanta dignidade, quanta graça derrama o Senhor sobre as almas sacerdotais e nem nós, talvez nem muitos deles estamos conscientes disso!

Diante do altar, começaram a sair umas sombras de pessoas de cor cinza que erguiam as mãos. Disse a Virgem Santíssima:

São as almas benditas do Purgatório que estão à espera das suas orações para se refrescarem. Não deixem de rezar por elas. Pedem por vocês, mas não podem pedir por si mesmas, são vocês que têm que pedir por elas para ajudá-las a sair para encontrar-se com Deus e Dele gozar eternamente.

Vê, aqui estou o tempo todo... As pessoas fazem peregrinações e procuram os lugares de Minhas aparições, e isso é bom devido a todas as graças que ali recebem, mas em nenhuma aparição, em nenhum lugar estou mais tempo presente do que na Santa Missa. Ao pé do Altar onde se celebra a Eucaristia, sempre irão encontrar-Me; ao pé do Sacrário permaneço Eu com os Anjos, porque estou sempre com Ele.

Ver esse rosto lindo da Mãe naquele momento do “Santo”, igual a todos eles, com o rosto resplandecente, com as mãos unidas à espera daquele milagre que se repete continuamente, era estar no próprio céu. E pensar que há pessoas que ficam distraídas nesse momento, falando... Com pesar digo que há muitos homens, mais do que mulheres, que ficam de pé, de braços cruzados, como se rendessem homenagem ao Senhor de pé, de igual para igual.

Disse a Virgem:

Diz ao ser humano, que nunca um homem é mais homem do que quando dobra os joelhos diante de Deus.

O celebrante disse as palavras da Consagração. Era uma pessoa de estatura normal, mas imediatamente começou a crescer, a ficar cheio de luz, uma luz sobrenatural entre branca e dourada o envolvia e se fazia muito forte no rosto, de modo que não podia ver seus traços. Quando elevava a hóstia vi suas mãos e elas tinham umas marcas no dorso, das quais saía muita luz. Era Jesus!... Era Ele que com Seu Corpo envolvia o do celebrante como se rodeasse amorosamente as mãos do senhor Arcebispo. Nesse momento, a Hóstia começou a crescer e crescer, enorme, e, nela, o Rosto maravilhoso de Jesus olhando para Seu povo.

Instintivamente quis baixar a cabeça e Nossa Senhora disse:

Não baixes os olhos, levanta-os, contempla-O, cruza seu olhar com o Dele e repete a oração de Fátima: Senhor, eu creio, adoro, espero e amo-Vos; peço-Vos perdão por os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam. Perdão e Misericórdia... Agora diz a Ele o quanto O amas, rende Tu homenagem ao Rei dos Reis.

Como disse, parecia que olhava somente para mim da enorme Hóstia, mas soube que assim contemplava cada pessoa, cheio de amor... Logo abaixei a cabeça até tocar a testa no chão, como faziam todos os Anjos e bem-aventurados do Céu. Por uma fração de segundo talvez, pensei o que era aquilo, que Jesus tomava o corpo do celebrante e ao mesmo tempo estava na Hóstia que, quando o celebrante a baixava, tornava-se novamente pequena. As lágrimas corriam pelo meu rosto, não podia conter o meu assombro.

Imediatamente o Monsenhor disse as palavras da consagração do vinho e, ao mesmo tempo em que pronunciava as palavras, vi relâmpagos no céu e ao fundo. O teto e as paredes da igreja desapareceram, estava tudo escuro, exceto aquela luz brilhante no Altar.

Subitamente vi, suspenso no ar, Jesus crucificado, da cabeça até a cintura. A haste transversal da cruz era sustentada por umas mãos grandes, fortes. Do meio daquele resplendor se desprendeu uma luzinha como de uma pomba muito pequena e muito brilhante; velozmente, deu uma volta em toda a igreja e foi pousar no ombro esquerdo do senhor Arcebispo que continuava sendo Jesus, porque eu podia distinguir Seus cabelos e Suas chagas luminosas, Seu corpo grande, mas não via Seu Rosto.

Acima, Jesus crucificado estava com o rosto caído sobre o ombro direito. Eu podia contemplar o rosto e os braços machucados e descarnados. Do lado direito tinha uma ferida no peito e jorrava sangue, aos borbotões, para a esquerda, e, à direita, penso que água, porém muito brilhante; eram mais jorros de luz, que se iam dirigindo para os fiéis, movendo-se à direita e à esquerda. Espantava-me a quantidade de sangue que fluía para dentro do Cálice! Pensei que iria transbordar e manchar todo o Altar, mas não caiu uma só gota!

Nesse momento, disse a Virgem:

Este é o milagre dos milagres; já te repeti, para o Senhor não existe tempo nem distância e, no momento da consagração, toda a assembleia é transportada para o Calvário, no instante da crucificação de Jesus.

Alguém pode imaginar isso? Nossos olhos não podem ver, mas estamos todos lá, no momento em que O estão crucificando e Ele está pedindo perdão ao Pai, não somente por aqueles que O matam, mas por cada um de nossos pecados: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!

A partir daquele dia, não me importa se me tomam por louca, mas peço a todos que se ajoelhem, que tratem de viver com o coração e toda a devoção de que são capazes aquele privilégio que o Senhor nos concede.
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