Papa pede fidelidade à Doutrina Social da Igreja (DSI), e não à Teologia da Libertação (TL).

sábado, 24 de março de 2012

“O senhor falou que quer dirigir sua mensagem a toda a América Latina no bicentenário da independência. A América Latina, apesar do desenvolvimento, segue sendo uma região de conflitos sociais e de fortes contrastes entre ricos e pobres. Às vezes, parece que a Igreja Católica não está suficientemente encorajada a se engajar neste campo. Pode-se seguir falando de ‘teologia da liberação’ de uma maneira positiva, depois que certos excessos – sobre o marxismo e a violência – tem sido corrigidos?” “Claro, a Igreja deve sempre se perguntar se faz o suficiente pela justiça social neste grande continente. Este é um assunto de consciência, que constantemente tem que ser indagado. O que deve fazer a Igreja, o que é que não pode e não deve fazer? A Igreja não é um poder político, não é um partido, mas é uma realidade moral, um poder moral. Ela deve ser uma realidade moral. Repito mais uma vez: o primeiro pensamento da Igreja é o de educar as consciências e criar, assim, a responsabilidade necessária. Educar as consciências individuais e públicas. Talvez, na América latina, mas também em outros lugares, há em muitos católicos uma certa esquizofrenia entre a moral individual e a moral pública: individualmente, são católicos fiéis, mas na vida pública seguem outros caminhos que não respondem aos grandes valores do Evangelho que são necessários para o estabelecimento de uma sociedade justa. É bom educar para superar esta esquizofrenia, educar não só a uma moral individual, mas também a moral pública. E tratar de fazer isso com a doutrina social da Igreja, porque, naturalmente, esta moral pública deve ser uma moral razoável e compartilhada, compartilhada também pelos fiéis, uma moral da razão. Claro, à luz da fé podemos ver melhor tantas coisas que a razão também pode ver. E precisamente a fé serve também para eliminar os falsos interesses e os interesses obscurecem a razão. Devemos trabalhar para superar esta divisão social.” - Papa Bento XVI em entrevista a jornalistas durante voo ao México 23 de março de 2012 O Papa pede, mais uma vez, obediência à doutrina social da Igreja; à doutrina que deixa de lado tanto o “capitalismo selvagem”, enquanto sistema do “individualismo” e do “apetite desordenado por dinheiro” – expressões compiladas do Catecismo -, quanto o socialismo ateu, inimigo da religião e das liberdades individuais; à doutrina que preza pelo respeito à dignidade do ser humano, visando o bem comum. Atentemo-nos aos termos: é pedida fidelidade à Doutrina Social da Igreja (DSI), e não à Teologia da Libertação (TL). Esta última foi minuciosamente analisada pela Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, já há alguns anos, e, sendo de caráter marxista e materialista, recebeu explícita desaprovação eclesiástica. Então, à pergunta feita ao Papa – se é possível seguir falando da TL de uma maneira positiva – a resposta é negativa. Os aspectos positivos apresentados por expoentes da Teologia da Libertação pertencem, por direito, à Doutrina Social da Igreja. Dando abertura para esta última, vem como consequência uma autêntica promoção de justiça social – não a pregada por Marx e por seus discípulos materialistas, mas a ensinada por nosso Senhor Jesus Cristo e Sua Igreja. Graça e paz. Salve Maria Santíssima! Ecclesia
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