Madres do Deserto – Madre Anônima

domingo, 18 de março de 2012



Esta é uma madre que não sabemos o nome, porém sua história ajuda-nos a crescer no temor de Deus o que hoje é um pouco esquecido na nossa sociedade, que vive como se Deus não existisse, vive alheio às coisas divinas e eternas...


Será que estamos dispostos a carregar a Cruz com Nosso Senhor?

Não sabemos o nome desta virgem, nem o lugar de seu nascimento, segundo parece era de uma cidade perto de Alexandria, porém ela provavelmente viveu em Scete. Um padre ancião disse que havia conhecido esta jovem em seu retiro, tinha uma idade avançada, porém era também avançada na virtude. Não pôde saber sua idade. Diante de suas perguntas, ela respondeu com gemidos e soluços, levados por uma grande emoção, e entrando por fim numa conversação lhe disse que seu pai havia sido muito piedoso, de caráter doce, apaziguado, modesto e que decidiu retirar-se, com um criado, para uma pequena casa que tinha fora da cidade. Ali viveu cultivando a terra, obtendo o necessário para manter a família, porém como tinha uma saúde delicada, teve que ficar de repouso, na cama, e sofreu a prova com paciência, suportando tudo sem queixas, guardando sempre um rigoroso silêncio.
Sua vida transcorreu assim entre o trabalho e o sofrimento da enfermidade que lhe tirava as forças, até sua morte. Sua filha que esteve com ele, contou que logo após sua morte, desatou-se uma grande tormenta acompanhada de terríveis relâmpagos e chuvas torrenciais, por causa disso não puderam dar-lhe sepultura passados três dias. Os vizinhos e conhecidos murmuravam sobre o incidente, como sinal adverso; a seu pai, diziam, não o amava Deus, assim como tão pouco era amado dos homens e de sua frívola esposa. Enterraram-no sem cerimônia alguma, como um bandido.
A jovem voltou à cidade para viver com sua mãe. Esta pobre mulher que havia sido na juventude como seu esposo, virtuosa e amante do silêncio, se deu ao vinho, e foi caindo em uma vida libertina entregando-se ao vício. Tudo se agravou com a morte do marido, chegando a ser verdadeiramente malvada, vivendo em grande prosperidade, gozando de boa saúde e de quantos prazeres que a atraíam. Quando morreu lhe renderam uma grande homenagem, acompanhando-a ao cemitério muitas pessoas, rendendo-lhe todas as honras que se podem tributar a pessoas de grandes méritos; a jovem dizia: “Que contraste entre meu pai, justo e afligido, e minha mãe tão favorecida por todos os bens deste mundo. Passei muitas noites pensando nisto, e tomei a decisão de seguir os passos de minha mãe, já que me parecia uma vida fácil e sem sofrimento. Não queria seguir os passos de meu pai, acreditava que era um caminho inútil, sem sentido e equivocado, que havia recebido o pobre depois de uma vida tão entregue à virtude e à renúncia? Toda sua vida com enfermidades, penas e ao fim ser sepultado quase anonimamente e sem honra... Sem dúvida minha mãe havia recebido todas as honras, sinais de reconhecimento e estima de muitas pessoas... Sim, seguirei o caminho de minha mãe, porque me perguntava: o que temos de esperar do que não vemos? Isto por si mesmo é incerto.”
Na próxima semana veremos o que aconteceu com esta madre, depois desta escolha.


Continuamos na próxima semana...
Fiquem na paz!
Madre Rosa Maria de Lima, F.M.D.J
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