OS VIDENTES SÃO CONFIÁVEIS? – Parte III

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012


Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! Damos continuação hoje ao ensino do Pe. Livio Fanzaga, diretor da Rádio Maria, sobre os videntes de Medjugorje.

A Missão dos Seis Videntes

Convivendo com os videntes de Medjugorje, pude constatar sua grande alegria, que perdura no tempo, por terem sido escolhidos por Maria. Quem não estaria? Eles se dão conta de terem recebido uma grande graça, mas, ao mesmo tempo, de carregarem uma grande responsabilidade sobre os ombros. Como em La Salette, Lourdes e Fátima, a Mãe de Deus mostrou que escolhe os pobres, os pequenos e os simples para as grandes tarefas. O contexto social e familiar destas aparições é muito semelhante. Trata-se de famílias de camponeses de localidades muito pobres, onde, porém, ainda existe uma fé firme e sincera.

Agora a situação social de Medjugorje melhorou. O afluxo dos peregrinos e sua acolhida nas casas trouxe um certo bem-estar. A indústria de construção civil valorizou os terrenos. A maior parte das famílias, incluindo as dos videntes, reformou ou construiu a própria habitação. Casa e trabalho fazem parte do pão de cada dia que cada cristão pede ao Pai celeste.

A paróquia melhorou substancialmente suas instalações de recepção, graças às ofertas dos peregrinos. Todavia, o quadro geral não é o de riqueza, mas de uma vida digna, onde o único trabalho disponível está ligado aos peregrinos.

No início, a situação era muito diferente. O contexto era o de um duro trabalho agrícola e de pobreza. Nossa Senhora gosta de escolher os seus mais preciosos colaboradores nestes ambientes. Ela própria era uma menina de uma aldeia desconhecida quando Deus lhe manifestou a sua predileção. Permanece um mistério escondido no coração de Maria a razão do seu olhar ter pousado exatamente sobre esta paróquia e sobre estes jovens.

Nós somos levados a pensar que dons particulares devem ser merecidos e que seus destinatários sejam os prediletos. Quando recebemos graças ou carismas especiais, nos perguntamos: “Mas o que eu fiz para merecer isso?”. A partir deste momento, nos olhamos com outros olhos, procurando descobrir méritos que não sabíamos ter. Na realidade, Deus escolhe seus instrumentos com soberana liberdade e, em não poucas ocasiões, tomando-os do lixo.

Graças deste tipo não são merecidas e o verdadeiro problema está em corresponder, com fidelidade e humildade, estando conscientes de que outros, no nosso lugar, poderiam fazer melhor do que nós. De outro lado, Nossa Senhora mesma salientou, em várias ocasiões, que cada um de nós tem um lugar importante no plano de Deus para a salvação do mundo.

Quando os videntes lhe perguntaram por que os havia escolhido, Nossa Senhora respondeu fazendo-os compreender que não eram nem melhores nem piores do que os outros. A Virgem salientou que os havia escolhido assim como eram (24.05.1984), isto é, com seus aspectos positivos e negativos. Nesta resposta parece emergir o critério da normalidade. Os jovens escolhidos por Maria não estavam nem ao menos entre os mais fervorosos na prática religiosa. Muitos outros iam mais à igreja do que eles. Por outro lado, sabe-se que Bernadete não foi admitida à primeira comunhão por falta de conhecimento do catecismo.

Conhecemos também a maneira despachada com que os pequenos pastores de Fátima rezavam o rosário antes das aparições. Em La Salette, a situação é ainda mais precária, porque os dois videntes não recitavam nem mesmo as orações da manhã e da noite.

Quem recebe uma tarefa, recebe também as graças necessárias para cumpri-la. Nossa Senhora vê os corações e sabe extrair o melhor de cada um de nós. Aos jovens de Medjugorje, Ela confiou uma missão cuja amplitude e importância ainda não se manifestaram plenamente. Nunca havia acontecido, em aparições públicas, que a Virgem tivesse pedido um compromisso tão intenso e prolongado, a ponto de absorver a vida inteira de uma pessoa.

Trata-se de uma tarefa que exige fidelidade, coragem, espírito de sacrifício, constância e perseverança. Nós nos perguntamos se esta extraordinária missão, confiada a pessoas tão jovens, tem sido bem desempenhada. A este respeito, eles deram uma resposta adulta, têm correspondido da melhor maneira possível.

Até os santos têm seus defeitos. Imaginemos os jovens ainda no início da caminhada espiritual. Neste tipo de missão, duas virtudes são fundamentais: a humildade e a fidelidade. A primeira é a consciência evangélica de serem servos inúteis e com defeitos. A segunda é a coragem de testemunhar o dom recebido, sem nunca negar. Os videntes de Medjugorje, assim como eu os conheço, embora com seus limites e defeitos, são humildes e fieis. Somente Deus sabe o quanto são santos, o que, aliás, é uma verdade para todos. A santidade é um longo caminho que somos chamados a percorrer até o último instante da vida.

Nossa Senhora deve estar bem contente com os adolescentes que escolheu há tanto tempo. Agora são pessoas adultas, pais e mães de família, mas todos os dias eles a acolhem e dão testemunho diante de um mundo que muitas vezes é distraído, incrédulo e zombeteiro.

Alguns se perguntam por que os videntes se casaram e não se consagraram completamente a Deus, segundo as vias ordinárias da Igreja. A este respeito, desde os primeiros tempos das aparições, Nossa Senhora respondeu aos videntes, que pediam conselho sobre o próprio estado de vida, que seria bom consagrar-se ao Senhor completamente, mas que eles eram livres para escolher. Na verdade, Ivan foi para o seminário, não conseguindo, porém, progredir devido a falhas nos estudos. Marija, por sua vez, desejou por muito tempo entrar num convento, mas nunca teve a certeza interior sobre o caminho que Deus lhe indicava. No final, eles escolheram o matrimônio, que é, não o esqueçamos, um caminho ordinário de santidade, que hoje, de maneira particular, precisa de testemunhos. É uma orientação certamente prevista pelo céu e que, pensando bem, permite aos videntes a disponibilidade aos planos de Maria, disponibilidade esta que não teriam podido desfrutar nas rígidas estruturas da vida consagrada. Nossa Senhora quer que os jovens escolhidos por Ela sejam testemunhas da sua presença diante da Igreja e do mundo, e a atual situação deles é provavelmente a mais adaptada a este propósito.
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