Madres do Deserto – Madre Talis

domingo, 19 de fevereiro de 2012


Madres do Deserto – Madre Talis

Iniciamos a conhecer as madres “menores”, que significa este termo somente o fato de serem madres menos conhecidas. De algumas se possui apenas datas, e suas referências são mínimas.
Na espiritualidade do Deserto, as Madres gozavam dos mesmos privilégios que os Padres, como temos visto. Era uma espécie de perfeita comunhão entre patriarcado e matriarcado espiritual, exercida com grande solicitude e espírito fraterno. Isto demonstra a verdadeira efusão do Espírito Santo nestas grandes almas.
Vimos também como os monges iam ao encontro das Madres em busca de direção e alimento espiritual. O Padre ou Madre espiritual do Deserto tiveram sua origem na Igreja primitiva, em sua tradição da necessidade de um guia.
Vida e influência das Madres “Menores”
A influência destas Madres foi a idêntica à das anteriores. A única diferença é que não temos dados históricos nem apoftegmas ou escritos espirituais.
Paládio cita muitas mulheres consagradas, e as tem em grande estima, como os Padres do Deserto que consideravam a mulher capaz de levar uma vida de ascese perfeita, tanto como os dos monges mais exigentes.
A maioria das mulheres vivia esta consagração em casa, não obstante Paládio recorda “doces mosteiros de mulheres”. Segundo a vida de paládio a seguinte história transcorreu por volta do ano 390.





Madre Talis, ordem interior perfeita.
Em uma cidade havia um desses “doces Mosteiros de Mulheres”, onde visitei Madre Talis, uma anciã que levava oitenta anos de ascetismo, segundo contou-me ela mesma, e confirmaram suas companheiras.
Com ela viviam setenta donzelas; a amavam de tal sorte que não se fechava o mosteiro com a chave, como ocorria com outros mosteiros, guardadas como estavam pelo a mor de Talis.
A anciã havia chegado a tal grau de paz, impassibilidade e virtude, que ao entrar e sentar-me, achegou-se a mim e pôs suas mãos sobre meus ombros com a maior simplicidade.
Havia neste mosteiro uma virgem, discípula sua, chamada Taor. Em trinta anos que vivia no mosteiro, nunca quis receber um hábito novo, um véu ou sandália, pois dizia: Não tenho necessidade disto; assim não me vejo obrigada a sair. E era verdade, porque todas as demais iam aos domingos à igreja para receber os Santos Mistérios, ela ao contrário, vestida de farrapos, ficava sentada em seu retiro sem interromper seu trabalho. Seu rosto possuía tal graça natural e era de tão bem parecer, que para homem mais forte teria ocorrido o perigo de ser seduzido por sua rara beleza, de não tivesse ela salvaguardado a castidade; com efeito, com seu olhar derrubava todo olhar nocivo, inclinando a ela o respeito e o temor.
A familiaridade de madre Talis com os homens, se podia permitir sem perigo algum. A anciã havia alcançado já a apatheia, a ordem interior perfeita, a paz inalterável de espírito sobre os sentidos e as potências, devido à graça da vigilância contínua.
Apoftegamas de Madre Talis
1- Tudo o que excede a medida justa, é diabólico;
2- A humildade junto com o silêncio alcança a perfeição;
3- A severidade, a intransigência e a dureza, não mudam nem o coração nem as idéias do próximo, porque não é com demônio que se expulsam demônios.

Continuamos na próxima semana...
Fiquem na paz!
Madre Rosa Maria de Lima, F.M.D.J
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