Renovação da fé é prioridade em nossos dias, afirma o Papa

sábado, 28 de janeiro de 2012




O Papa Bento XVI assinalou que a renovação da fé deve ser prioritária nos trabalhos da Igreja Católica em nossos dias nos quais se vive uma grave crise de fé, no seu discurso de hoje aos participantes da assembléia plenária da Congregação para a Doutrina da Fé.

O Santo Padre agradeceu aos membros do dicastério romano que trabalha para a realização do Ano da Fé, que terá início em outubro deste ano e finalizará em novembro de 2013, centrado na difusão do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica.

O Papa disse ao iniciar seu discurso que "em muitas partes da terra, a fé corre o perigo de se apagar como uma chama que não encontra mais alimento. Estamos diante de uma profunda crise de fé, uma perda do sentido religioso que constitui o mais importante dever da Igreja de hoje".

"O renovamento da fé deve, portanto, ser a prioridade no empenho da Igreja inteira para os nossos dias”, afirmou.

“Espero que o Ano da fé possa contribuir, com a colaboração cordial de todos os componentes do Povo de Deus, para colocar Deus novamente presente neste mundo e para abrir aos homens o acesso à fé, à confiança de si mesmo naquele Deus que nos amou até o fim (cfr Jo 13, 1), em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado".

Para o Bento XVI, a questão da unidade dos cristãos está estreitamente relacionada com esta tarefa; por isso, quis deter-se considerar alguns aspectos doutrinais referentes ao caminho ecumênico da Igreja.

A respeito disto o Papa disse que "Hoje podemos constar não poucos bons frutos arrecadados pelos diálogos ecumênicos, mas devemos também reconhecer que o risco de um falso irenismo e de um indiferentismo, totalmente contrário ao espírito do Concílio Vaticano II, algo que exige nossa vigilância".

"Tal indiferentismo é caudado pela opinião sempre mais difusa que a verdade não seria acessível ao homem; seria, portanto, necessário limitar-se a encontrar regras para uma prática capaz de melhor o mundo. Assim, a fé seria constituída de um moralismo sem fundamento profundo. O centro do verdadeiro ecumenismo é, em vez, a fé na qual o homem encontra a verdade que se revela na Palavra de Deus".

“Sem a fé, todos os movimentos ecumênicos seriam reduzidos a uma forma de “contrato social”, que adere a um interesse comum. A lógica do Concílio Vaticano II é completamente diferente: a busca sincera da plena unidade de todos os cristãos é um dinamismo animado pela Palavra de Deus", asseverou o Papa.

Bento XVI disse logo que "o problema crucial, que marca de modo transversal os diálogos ecumênicos, é a questão da estrutura da revelação – a relação entra a Sagrada Escritura, tradição viva na Santa Igreja, e o ministério dos sucessores dos Apóstolos como testemunhas da verdadeira fé. É fundamental o discernimento entra a Tradição e tradições".

Um passo importante nesta distinção se deu com a elaboração de medidas concernentes aos grupos de fiéis procedentes do anglicanismo que desejam entrar em comunhão com a Igreja Católica conservando suas próprias tradições. "Existe, de fato, uma riqueza espiritual nas diversas confissões cristãs que é expressão da única fé e dom para compartilhar".

Os métodos adotados nos diversos diálogos ecumênicos também devem refletir a prioridade da fé, por isso, disse o Pontífice, "neste sentido, ocorre afrontar com coragem também as questões controversas, sempre num espírito de fraternidade e respeito recíproco. É importante ainda oferecer uma interpretação correta daquela “ordem ou ‘hierarquia’ na verdade da doutrina católica” encontrada no Decreto Unitatis redintegratio".

Por isso se refere aos documentos de estudo produto dos diversos diálogos ecumênicos, o Papa assinalou que "constituem um fruto importante da reflexão comum"; mas também advertiu que "atribuídos a estes textos um peso relevante ou quase conclusivo das questões espinhosas dos diálogos, sem uma avaliação adequada por parte das Autoridades eclesiais, em última análise, não ajudaria no caminho verso a plena unidade na fé.".

Bento XVI quis também referir-se à problemática moral e assinalou que "Nos diálogos não podemos ignorar as grandes questões morais que certam a vida humana, a família, a sexualidade, a bioética, a justiça e a paz. Seria importante falar sobre estes temas com uma só voz, elaboradas com fundamento na Escritura e na viva tradição da Igreja".

"Defendendo os valores fundamentais da grande tradição da Igreja, defendemos o homem, defendemos o criado", precisou.

Finalmente o Papa reafirmou que “aunidade é, portanto, não somente fruto da fé, mas um meio e quase um pressuposto para anunciar a fé de modo mais credível àqueles que não conhecem ainda o Salvador”.

“Renovando minha gratidão pelos vossos serviços, vos asseguro a minha constante proximidade espiritual e concedo de coração a todos a Benção Apostólica”, concluiu o Santo Padre
ACI
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